quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Coreia do Norte aceita moratória e diz que vai suspender programa nuclear


Coreia do Norte aceita moratória e diz que vai suspender programa nuclear

29/02/2012
De: UOL 


A Coreia do Norte confirmou nesta quarta-feira (29) ter aceitado uma suspensão de seus testes nucleares, dos lançamentos de mísseis e do enriquecimento de combustível nuclear em troca de uma ajuda alimentar americana, segundo noticiou a imprensa oficial do país, a KCNA.

Segundo Pyongyang, Washington prometeu fornecer 240 mil toneladas de "ajuda alimentar" e estudar uma ajuda adicional durante as negociações em Pequim na semana passada.
O Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte confirmou o acordo em comunicado, dizendo que as negociações com os norte-americanos “ofereceram um espaço para uma discussão sincera e profunda” de medidas “para a construção e o progresso de uma relação de confiança”.
Os Estados Unidos fizeram um anúncio similar e afirmaram que a Coreia do Norte havia aceitado o estabelecimento de uma moratória sobre as atividades no complexo nuclear de Yongbyon.
A Coreia do Norte também aceitou o retorno de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para supervisionar a moratória, acrescentou a porta-voz da diplomacia americana, Victoria Nuland. Os Estados Unidos anunciaram ainda a retomada em breve de sua ajuda alimentar à Coreia do Norte.
Washington afirmou que "ainda tem profundas preocupações com o comportamento da Coreia do Norte em muitas áreas", mas estes anúncios refletem "importantes, embora limitados, progressos" em alguns assuntos, indicou o Departamento de Estado.

ACORDO DEVE APROVAR CÓDIGO FLORESTAL COM REVISÃO FUTURA

ACORDO DEVE APROVAR CÓDIGO FLORESTAL COM REVISÃO FUTURA

ACORDO DEVE APROVAR CÓDIGO FLORESTAL COM REVISÃO FUTURA
Autor(es): Por Caio Junqueira | De Brasília
Valor Econômico - 29/02/2012
 

Ambientalistas e ruralistas articulam um acordo que imponha uma revisão, em cinco anos, do Código Florestal que deve ser aprovado na próxima semana no Congresso Nacional. Trata-se da saída para corrigir o que consideram falhas no texto que já não podem mais ser sanadas. O texto que foi aprovado pelo Senado e que voltou à Câmara dos Deputados para apreciação final só pode ser modificado de forma limitada - trechos poderão ser suprimidos ou restabelecidos itens aprovados anteriormente pelos deputados, mas só isso.
"É importante a revisão dentro de alguns anos. Com dados concretos, poderemos verificar os efeitos do Código aprovado no meio ambiente", afirma o líder do PV, deputado Sarney Filho (MA). Ele diz que o texto aprovado pelo Senado, embora "menos ruim" que o da Câmara, ainda "não contempla nossas preocupações".
Sarney Filho reconhece que a minoria no plenário inevitavelmente os levará a uma nova derrota, razão pela qual avalia que, de imediato, o ideal é atuar no Palácio do Planalto para que sejam vetados artigos que ameacem a preservação da natureza. A médio prazo, avalia que o melhor caminho é a revisão. "Nosso campo de ação agora, na Câmara, é muito restrito, porque só pode rejeitar o que os senadores colocaram ou adicionar o que os deputados haviam aprovado".
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Moreira Mendes (PSD-RO), foi quem levantou, junto com outros deputados ligados ao setor, a ideia de rever o texto. Conversou com Sarney Filho, que se mostrou receptivo à ideia. "Para nós, como estamos sem saber as consequências e os impactos que o Código terá para a agricultura, a pecuária e a produtividade, a revisão é uma boa solução", disse Mendes
Ele defende que seja apresentado um projeto de lei com apoio de todos os líderes partidários, de modo que sua tramitação seja mais rápida. A ideia foi levantada durante uma reunião da frente parlamentar e já se fala em tê-la como "uma nova bandeira" da bancada.
A justificativa para essa ação são trechos que, em sua visão, são impossíveis de ser corrigidos, já que sequer são mencionados. "Como tratar de um Código que não fala de irrigação?", exemplifica Mendes. Outro motivo é a oposição do governo a alterações consideradas cruciais pelos ruralistas. A principal delas é a que se refere à recuperação das APPs. O texto aprovado pelos deputados, afirma Mendes, é ambíguo, pois ao mesmo tempo em que exigia a recuperação ambiental de pelo menos 15 metros em áreas com rios de até 10 metros de largura também previa que todas as áreas que estivessem em APPs estariam consolidadas. No Senado houve mudança - todos os rios ficaram com metragens mínimas a serem recuperadas. "O governo, provavelmente, não vai abrir mão e não há tecnicamente uma solução para corrigir isso na votação", explicou Mendes.

EUA desistem de aviões da Embraer

EUA desistem de aviões da Embraer

Força aérea americana cancela compra de US$ 355 milhões em aviões da Embraer
O Estado de S. Paulo - 29/02/2012
 
Numa guinada inesperada para a Embraer e para o mercado, a Força Aérea dos Estados Unidos (Usaf) cancelou ontem sua decisão de comprar 20 aviões A-29 Super Tucano, a serem destinados ao Afeganistão. O valor desse contrato, ainda não assinado, é de US$ 355 milhões.
Embora justificada por "problemas de documentação", a decisão foi motivada sobretudo pela pressão política da oposição republicana e de políticos do Estado de Kansas, onde está instalada a sede da Hawker Beechcraft, a rival americana da Embraer derrotada na escolha da aeronave de ataque leve e apoio aproximado à tropa terrestre.
"Apesar de buscarmos a perfeição, nós às vezes não atingimos nosso objetivo. E, quando isso ocorre, temos de adotar medidas de correção", disse o secretário da Usaf, Michael Donley, por um comunicado. "Dado que a compra ainda está em litígio, eu somente posso dizer que o principal executivo responsável pelas aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor."
Investigação. De acordo com a Usaf, o diretor da área de equipamentos, Donald Hoffmann, determinou a abertura de uma investigação sobre o processo de licitação. A porta-voz da Força Aérea, Jennifer Cassidy, disse ontem não saber quando o processo de compra será retomado. Tampouco detalhou as razões do cancelamento.
Em São Paulo, o presidente da Embraer Defesa e Segurança (EDS), Luiz Aguiar, informou em curta nota corporativa que "a Embraer aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto para, junto com sua parceira Sierra Nevada Corporation, decidir os próximos passos".
Aguiar lamentou o cancelamento do contrato, destacando o fato de a Embraer ter participado do processo de seleção "disponibilizando, sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida".
Para o presidente da EDS, "a decisão a favor do Super Tucano foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com eficiência às demandas apresentadas pelo cliente, a Força Aérea dos Estados Unidos".
Em janeiro, a Hawker contestou na Corte Federal de Apelação a decisão da Força Aérea americana de desqualificá-la na licitação para a compra dos turboélices, um mês antes. Única concorrente, a Embraer foi declarada vitoriosa.
O questionamento judicial não preocupa a empresa brasileira. Segundo um alto executivo da Embraer nos EUA, a escolha da Usaf se mostrara consistente com as exigências da licitação, e os argumentos da Hawker eram frágeis. / COLABOROU GERSON MONTEIRO, ESPECIAL PARA O ESTADO

Câmara aprova texto principal da Funpresp e adia para amanhã votação dos destaques

Câmara aprova texto principal da Funpresp e adia para amanhã votação dos destaques

28/02/2012 - 21h00
Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou, há pouco, o texto principal projeto de lei do Poder Executivo que cria a Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp), menos os destaques que visam a alterar a proposta.
Os destaques devem ser votados amanhã (29). O texto aprovado estabelece a criação de três fundos de previdência complementar – um para os servidores do Poder Executivo, outro do Legislativo e um terceiro para os servidores do Poder Judiciário.
Votaram favoravelmente à aprovação do projeto 318 deputados, 134 votaram contra e houve duas abstenções. A maioria dos partidos encaminhou votação favorável ao texto do relator, deputado Rogério Carvalho (PT-SE). Apenas o PDT, DEM, P-SOL e o PMN recomendaram votação contrária à matéria. O PSD, o bloco PPS/PV e o bloco PSB/PTB/PCdoB liberaram seus deputados para a votação.
Com a criação da Funpresp, os futuros servidores públicos terão garantido pela União uma aposentadoria igual a que é paga aos trabalhadores regidos pelo Regime Geral da Previdência. No entanto, os novos servidores que quiserem aumentar suas aposentadorias terão que aderir ao plano de previdência complementar e contribuir com um percentual a ser negociado. A contribuição do servidor será paritária com a da União até o limite de 8,5%.
Se o servidor optar por contribuir com um percentual menor que os 8,5%, ele poderá fazê-lo e, nesse caso, a contrapartida da União será igual ao percentual de contribuição do servidor. Caso o servidor queira contribuir com percentual acima de 8,5 %, ele poderá contribuir, mas a contrapartida da União não poderá ser superior ao teto de 8,5%.
De acordo com o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), as novas regras de previdência para os servidores públicos estabelecidas com a criação da Funpresp não irão prejudicar os atuais servidores. “Elas só valerão para aqueles que ingressarem no serviço público após a sanção da nova lei”.
Concluída a votação da Funpresp na Câmara, o projeto será encaminhado à apreciação e votação do Senado. Se for modificado pelos senadores, a matéria terá que ser novamente apreciada pelos deputados.
Segundo o secretário de Previdência Complementar do Ministério da Previdência, Jairo Mariz, a partir da sanção da nova lei serão 180 dias para a criação dos três fundos de previdência complementar e 240 dias para a entrada em funcionamento das novas regras. De acordo com ele, a medida visa equacionar o déficit da previdência no futuro.
 

Argentina quer retaliar importações do Reino Unido por causa das Ilhas Malvinas

Argentina quer retaliar importações do Reino Unido por causa das Ilhas Malvinas

28/02/2012 - 23h20
Monica Yanakiew
Correspondente da EBC na Argentina
Buenos Aires – A ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, pediu a gerentes e presidentes de pelo menos vinte empresas nacionais e multinacionais que deixem de comprar produtos do Reino Unido e passem a importá-los de outros países que reconheçam a soberania argentina das Ilhas Malvinas. A informação foi divulgada nesta terça-feira pela Telam, a agência de notícias oficial argentina.
No ano passado, a Argentina importou US$ 614 milhões do Reino Unido, 40% a mais do que em 2010. Ainda assim, os argentinos registraram um saldo favorável de US$ 104 milhões na balança comercial com os britânicos. A proposta de Giorgi foi motivada mais por razões políticas do que econômicas.
Faltando um mês para os 30 anos da Guerra das Malvinas, cresce a tensão entre o Reino Unido e a Argentina. No sábado passado, o governo da província argentina da Terra do Fogo impediu que dois navios do Reino Unido ancorassem no Porto de Ushuaia. As duas embarcações faziam um cruzeiro, com paradas no Brasil, nas Malvinas, na Argentina e no Chile.
Nesta terça-feira o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Browne, reagiu à proibição dizendo que foi “totalmente injustificada”. No mesmo dia, o músico britânico Roger Waters, fundador do grupo de rockPink Floyd, tomou as dores da Argentina. No Chile, onde fará uma apresentação, Waters deu entrevista criticando a decisão da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher de enfrentar a Argentina, em 1982, pela posse das Ilhas Malvinas.
Este ano, a tensão diplomática aumentou quando o Reino Unido decidiu enviar o príncipe William para treinos militares nas Malvinas. Os argentinos consideraram uma provocação as operações militares as vésperas dos 30 anso da guerra.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, chamou os argentinos de “colonialistas” porque, segundo ele, querem recuperar as ilhas sem levar em consideração a vontade dos 3 mil moradores, que querem ser governados pelo Reino Unido. Desde o fim da guerra, o governo britânico fez investimentos no território. Construiu uma base militar e rodovias e investiu na exploração da pesca e do petróleo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Rio+20 deve resultar em ações concretas

Rio+20 deve resultar em ações concretas e não apenas em páginas com boas intenções, diz comissária

28/02/2012 - 12h31


Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil
Fonte: EBC

Brasília - A comissária da União Europeia para o Clima, Connie Hedegaard, disse hoje (28) que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, deverá trazer resultados concretos e não ser apenas “muitas páginas com boas intenções”
“Está claro que muito trabalho tem de ser feito para que as coisas tangíveis sejam alcançadas no Rio e não apenas muitas páginas com boas intenções. O desafio em hospedar essa conferência é que os países-membros terão de fazer a parte deles e ainda que o Brasil tenha diplomatas habilidosos - e o Brasil é conhecido por ter diplomatas muito habilidosos - fazer com que isso vire algo ao final”, disse.
Connie Hedegaard disse que as negociações na conferência só darão certo se os países trouxerem em sua bagagem a vontade de assumir compromissos significativos. “Porque isso é necessário”, reforçou. Ela se referiu principalmente às discussões sobre desenvolvimento sustentável e uso de combustíveis renováveis.
“É preciso que as pessoas possam ver, depois do Rio, que [a conferência] levou a algo concreto, como o acesso à energia sustentável para todos até 2030, a adoção de energia renovável e a eficiência energética”, disse acrescentando que é preciso que os países em desenvolvimento também possam ver que a conferência pode garantir seu desenvolvimento sustentável em um futuro próximo.
A comissária europeia lembrou que é preciso eliminar progressivamente o uso de combustíveis fósseis. “É preciso uma forma mais sustentável de energia, parar de fazer o que estamos fazendo e ter a atitude que queremos mais”, disse em entrevista coletiva em Brasília.
Segundo ela, é preciso, também, haver uma mudança de paradigma na adoção de uma economia verde, com baixa emissão de dióxido de carbono e socialmente inclusiva.
Connie Hedegaard fica no Brasil até amanhã (29). Durante a visita, terá encontros com os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Nas reuniões, haverá discussões sobre mudanças climáticas e Rio+20.
Para a comissária, as ações que vem sendo tomadas pelo Brasil em favor da redução do aquecimento global e da redução da emissão de dióxido de carbono são fundamentais. “Existem coisas muito específicas que podemos fazer, incluindo as ações que o governo brasileiro vem fazendo”, disse.
Edição: Juliana Andrade

Pane elétrica teria iniciado fogo em base na Antártida

Pane elétrica teria iniciado fogo em base na Antártida

Pane elétrica em gerador é hipótese para explicar fogo em base na Antártida
Autor(es): SERGIO TORRES
O Estado de S. Paulo - 28/02/2012
 
O incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz, na madrugada de sábado - que deixou dois militares mortos e outro ferido, além de destruir 70% das instalações da base brasileira na Antártida -, começou em um dos quatro geradores de energia instalados na casa de máquinas da estação. A causa do incêndio ainda é desconhecida, mas uma das hipóteses discutidas é que tenha ocorrido uma pane elétrica.
As informações foram passadas ao chefe da base, capitão de fragata Fernando Tadeu Coimbra, pelos militares que fracassaram na tentativa de evitar a propagação do fogo. Os geradores funcionam com o óleo diesel anticongelante (gasoil artic) fabricado pela Petrobrás para emprego na base da Antártida.
Os militares confirmaram também que o alarme de incêndio não soou, não se sabe por qual razão. O alerta se deu por gritos de "fogo" entre os colegas, que foram acordando uns aos outros para evacuar o local.
De acordo com depoimentos, o incêndio se espalhou com rapidez por toda a estação porque a praça das máquinas é ligada pelo teto às demais dependências da base. O local onde ficavam os geradores era, portanto, fisicamente associado aos alojamentos, laboratórios, refeitório, camarotes, biblioteca e espaços de lazer da Comandante Ferraz.
Várias explosões provocaram labaredas de até 20 metros de altura durante o incêndio que destruiu a estação. As explosões deslocaram grandes massas de ar, mas fizeram pouco barulho, o que intrigou os pesquisadores e funcionários civis da Marinha que acompanhavam à distância a tentativa dos militares de conter as chamas.
Os tanques que armazenavam milhares de litro de gasoil artic não chegaram a ser atingidos pelo fogo. Se o incêndio alcançasse os tanques, as explosões seriam ainda mais intensas e não haveria sobreviventes, avaliaram os pesquisadores nas conversas mantidas nos dois últimos dias.
O capitão de fragata Coimbra conversava com cientistas em um dos ambientes quando os gritos de "fogo" começaram.
A estação foi evacuada imediatamente. Poucos dos que estavam nos alojamentos ainda conseguiram salvar dinheiro, documentos e celulares.
Refúgio. Com a roupa que vestiam, alguns calçados apenas com chinelos, correram para fora da estação, onde a temperatura girava em torno de - 5 °C.
O grupo se refugiou em dois módulos isolados, um de meteorologia e outro de química. Neles, por rádio, acompanharam aterrorizadas as mensagens trocadas pelos militares empenhados em combater o incêndio.
Logo souberam que o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o sargento Roberto dos Santos estavam mortos.
O sargento Luciano Medeiros, com queimaduras, foi levado para os abrigos e amparado pelos civis, que revezavam-se na aplicação de pomadas analgésicas. Outro grupo tentou ajudar, entrando no mar semicongelado para abastecer as mangueiras. Foram registrados casos de hipotermia - queda da temperatura corporal, o que pode causar a morte - entre eles.
Com o corpo enrijecido pelo frio congelante, um dos que foram até a água teve os pés aquecidos de forma inusitada: eles foram colocados sob as axilas dos colegas até que a circulação sanguínea se restabelecesse.
Como nem todos conseguiram levar os agasalhos, houve distribuição dos casacos impermeáveis guardados fora da Comandante Ferraz por pesquisadores e militares que costumavam navegar na Baía do Almirantado, em cuja costa foi instalada a base brasileira, há 29 anos.
Corpos. Os integrantes da base - 26 pesquisadores, 1 alpinista e 12 funcionários do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, além do primeiro-sargento Luciano Gomes Medeiros, ferido com queimaduras - chegaram ao Rio na noite de domingo. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) pousou ontem à tarde na base chilena Eduardo Frei, para trazer os corpos dos dois militares mortos durante o incêndio de sábado. A previsão era de que o voo com os corpos pousasse hoje, às 7h30 , na Base Aérea do Galeão, no Rio.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

G20 apoia medidas de austeridade na Europa

G20 apoia medidas de austeridade na Europa

Foto: Stewat Patrick
Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

Após dois dias de reuniões em Los Cabos, no México, os ministros da Fazenda do G20 (grupo dos países mais ricos do mundo) anunciaram apoio às medidas adotadas pelos europeus para conter os impactos da crise econômica internacional. Eles recomendaram, porém, que é necessário reforçar essas ações para impedir a expansão da contaminação para as instituições financeiras. O mês de abril foi fixado como prazo para definição das decisões.

A posição do G20 foi anunciada em comunicado assinado por todos os participantes. O Brasil foi representado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. “No fim de março, os países da zona do euro [17, dos 27 que integram a União Europeia] farão uma avaliação sobre o reforço das suas instituições que promovem apoio financeiro”, diz o texto. “[O resultado dessa avaliação será] fundamental na decisão que o G20 tomará para canalizar maiores recursos para o Fundo Monetário Internacional (FMI)”, acrescenta o comunicado.

No próximo mês, os líderes dos países da zona do euro devem definir o reforço dos fundos de resgate e se buscarão mais ajuda do Fundo Europeu de Estabilização Financeira do Mecanismo Europeu de Estabilidade – que deverão atingir 750 bilhões de euros.

O FMI propôs o aumento para US$ 500 mil de sua capacidade de empréstimo. Mas a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, avisou que é possível rever esse valor, pois é necessário definir o repasse com os recursos do Fundo  Europeu.

O secretário norte-americano do Tesouro, Timothy Geithner, disse que houve  “importantes progressos” durante as discussões do G20, no México, ao estabelecer recomendações para os europeus receberem os empréstimos e evitar futuras crises. “Estamos assistindo a uma ampla convergência de estratégias de supervisão e transparência nos mercados de derivados”, disse ele.

O presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi, lembrou que a economia europeia começa a sinalizar o início da estabilização por meio de melhorias pontuais. “Alguns países devem registrar recessão moderada. Mas, para a maioria [dos países] da zona do euro, a situação parece estabilizar”, acrescentou.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto
 
Fonte: EBC  

 
 

Publicado em: 27/02/2012

Crise na Síria faz Brasil vender US$ 181 milhões a menos ao país

Crise na Síria faz Brasil vender US$ 181 milhões a menos ao país

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

Os negócios entre o Brasil e a Síria apresentaram queda desde o ano passado, após o início dos protestos contra o governo do presidente Bashar Al Assad, que geraram uma crise interna e uma onda de violência na região. Aliadas às circunstâncias políticas e sociais, as sanções econômicas à Síria, impostas pelos países ocidentais, afetaram o crédito bancário, enfraquecendo a economia e as relações comerciais com o exterior.

O Ministério das Relações Exteriores informou que em função da situação atípica na Síria tem ocorrido uma contração econômica geral no país, gerando impactos no comércio exterior com todas as regiões do mundo. De acordo com a diplomacia brasileira, a situação econômica do país levou à redução na exportação de produtos brasileiros.

Em 2010, o Brasil exportou US$ 547 milhões para a Síria, enquanto que em 2011 as exportações totalizaram US$ 366 milhões. Entre os produtos que ocupam o topo da pauta de exportações estão o café, a soja e o açúcar.

As importações brasileiras atingiram US$ 47 milhões em 2010 e US$ 45 milhões em 2011. O fluxo comercial Brasil-Síria saiu do patamar de US$ 500 milhões em 2010 para US$ 322 milhões em 2011.

O presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Michel Alaby,  disse que as exportações brasileiras ao país árabe foram afetadas pela dimimuição da demanda entre os empresários sírios, receosos com as sanções ocidentais, os conflitos armados e a violência. "Não temos tido tanto contato com empresários sírios. Acredito que deve haver dificuldade de negociar diretamente com a Síria no momento", disse ele.

Segundo Alaby, mesmo com a violência e a crise na Síria, os produtos brasileiros encontram meios de entrar no país de forma indireta. "Por experiência, algumas empresas brasileiras têm vendido ao Líbano, e de lá, as mercadorias seguem para a Síria. Dá para dizer que há brechas e os sírios se valem disso para negociar".

Para ele, apesar da queda nas exportações, o Brasil ainda mantém um padrão de negócios já que a maioria dos produtos vendidos pelos brasileiros é formada de matérias-primas ou commodities, como o açúcar, café, a soja e o milho.

Alaby acrescentou ainda que a demanda por esses produtos continua em alta, mas com a escassez de crédito bancário e com o bloqueio imposto com as sanções pelos Estados Unidos e países europeus, algumas empresas sírias usam bancos chineses, russos ou libaneses para operar financeiramente suas vendas.

Em relação ao Brasil, o presidente da Câmara de Comércio disse que o ambiente para negócios também mudou consideravelmente por conta das sanções. O Brasil vem mudando o tom contra o governo sírio, manifestando o desejo de que o regime ponha um fim à violência e à repressão no país. "Não acredito que a Síria tenha fechado voluntariamente seu mercado ao Brasil em termos de comércio bilateral".

A violência na Síria, segundo cálculos da Organziação das Nações Unidas (ONU), superou  7,3 mil mortos. O governo sírio restringe o acesso de jornalistas estrangeiros ao país, dificultando a confirmação de dados de forma independente.

*Com informações da BBC Brasil//Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC  

 
 

Publicado em: 27/02/2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Chavismo em xeque

Chavismo em xeque

Correio Braziliense - 25/02/2012
 

Simpatizantes fazem despedida triunfal para Hugo Chávez, que será submetido a uma extração de tumor em Havana. Antes de partir, o presidente prometeu lutar pela própria vida. Analistas veem incertezas no futuro político do país
Rodrigo Craveiro
Em 13 anos de governo, Hugo Chávez adotou o populismo e personificou o poder, ao assumir-se como o ideólogo da chamada Revolução Bolivariana. Acreditava estar acima de tudo e pretendia permanecer no governo da Venezuela pelo menos até 2020. Antes de deixar o Palácio de Miraflores e embarcar para Havana, na tarde de ontem, o presidente foi à tevê e declarou: "Estamos obrigados a triunfar e a vencer para garantir a paz da Venezuela. (...) Eu lhes juro que, nas próximas horas e dias, lutarei como vocês me ensinaram a lutar, por minha vida, que é a vida de vocês, da pátria". A iminente cirurgia em Cuba para a extração de um novo tumor na região pélvica não apenas lança dúvidas sobre o futuro do chavismo. De acordo com analistas consultados pelo Correio, a doença de Chávez ameaça causar rupturas no Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), mas também força os governistas a transcender a figura de seu líder.
"Chávez sabe que criou uma força política poderosa, arraigada em todos os poderes do Estado e nas camadas mais pobres. É o líder indiscutível das massas, sem a possibilidade de um sucessor imediato", admite o cientista político Victor Barranco, presidente do Conselho Superior do Centro de Altos Estudos — em Barquisimeto, a 363km de Caracas. Segundo ele, o presidente compreende que está cercado de pessoas desprovidas do sentido de valorização do projeto bolivariano e imbuídas de interesses particulares.
A "certeza da incerteza" levou Chávez a convocar um comando de campanha eleitoral, que ficará sob responsabilidade de Jorge Rodríguez, prefeito de Caracas. Para o historiador e analista político Juan Eduardo Romero, da Universidade del Zulia, o organismo traz um conteúdo simbólico. "O Comando Carabobo, como o presidente o batizou, é uma referência à derrota definitiva das tropas espanholas na província de mesmo nome, em 1821. A batalha consolidou o projeto de Simón Bolívar", explica. "Segundo Chávez, as eleições presidenciais de 8 de outubro serão uma batalha definitiva para derrotar um setor político ligado aos interesses dos EUA", emenda. Romero acredita que a estrutura do Comando Carabobo visa dar continuidade ao projeto chavista. Por sua vez, Barranco sustenta que, pela primeira vez em 13 anos, muitos aliados veem o futuro com ceticismo. Ele alerta que alguns chavistas já conspiram.
Apenas a Assembleia Nacional pode decidir sobre a incapacidade do presidente. "A relação entre o diagnóstico e uma declaração de incapacitação não é automática em nenhum país. Há todo um procedimento jurídico-constitucional", lembra Cesar Barrantes, analista da Universidade Central da Venezuela. O PSUV detém maioria absoluta de deputados, o que inviabiliza tal cenário. O especialista admite que a oposição vê Chávez como um cadáver humano e político. "Com ou sem Chávez, a Revolução Bolivariana seguirá se aprofundando", diz Barrantes. Segundo ele, o projeto socialista criou estruturas políticas e um tecido social sustentado por multirredes de movimentos comunitários e étnico-populares.
Um dos nomes da oposição, Diego Arría — ex-governador de Caracas — afirma que os "narcogenerais" estão aterrorizados com a possibilidade de que o mandatário não se apresente nas eleições. "Chávez não tem sucessor e eles sabem disso", comenta, por e-mail, o ex-candidato nas primárias do opositor Mesa de Unidade Democrática (MUD). Cotado como candidato à sucessão, o líder da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, negou um vazio de poder.
Flores e beijos
No trajeto até o aeroporto, centenas de chavistas reuniram-se para se despedir do comandante. Acompanhado das filhas Rosa Virginia e Rosinés, Chávez apoiou-se sobre o teto solar do carro, que levava uma grande imagem de Jesus. Ganhou flores, uma chuva de pétalas e beijos. E enviou um recado aos rivais: "Ainda que este corpo se acabe, Chávez não se acabará, porque Chávez já não sou eu, Chávez está nas ruas e se fez povo". O presidente deve ser operado entre segunda e terça-feira. Oncologistas suspeitam de um tumor raro e agressivo (leia entrevista). Na quinta-feira, Chávez admitiu que é grande a possibilidade de um tumor maligno. "Oxalá não seja (maligno), mas a probabilidade existe e é preciso estar preparado para isso", declarou.
Dilma telefona para o colega e deseja sorte
A presidente Dilma Rousseff telefonou, no início da tarde de ontem, para o colega venezuelano, Hugo Chávez, e lhe desejou sorte e pronta recuperação na cirurgia. De acordo com o Planalto, Chávez agradeceu a Dilma pelo apoio e disse estar confiante. A ligação durou cerca de cinco minutos. Minutos antes de embarcar no avião presidencial, o mandatário citou a conversa. Segundo ele, Dilma mandou um recado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao amigo. Lula disse que, se fosse preciso, viraria babá de Chávez.
Ponto de vista
Como o senhor analisa o cenário político na Venezuela, com o novo tumor de Chávez?
O anúncio da recaída no processo de recuperação do presidente provoca uma série de reações. O primeiro deles deriva dos simpatizantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). O tipo de liderança carismática construído por Chávez lhe outorga um peso muito alto na construção do socialismo bolivariano do século 21. Sua doença é um duro teste para avaliar a capacidade de transformação do PSUV como ator político consolidado. O segundo diz respeito aos adversários. A opositora Mesa da Unidade Democrática tem o desafio de aproveitar a "debilidade" momentânea de Chávez. O problema é que a oposição não possui uma sólida unidade política.
É um quadro confuso. Chávez tinha conseguido convencer seus aliados que havia "derrotado" o câncer, e a oposição não deixou de pensar na doença como um "recurso de propaganda do presidente". É indubitável que o futuro se torna inquietante. A Revolução Bolivariana, bem como a saúde do presidente, joga com a incerteza. É um cenário ruim para quem acostumou a dominá-lo por inteiro. Alguns aliados de Chávez fazem previsões de salvamento, outros conspiram internamente. Chávez sabe que criou uma força política poderosa, arraigada com firmeza em todos os poderes do Estado e nas camadas sociais mais pobres do país.
Pânico é a melhor descrição para o que as autoridades civis e militares do regime enfrentam. Chávez dizia que a oposição fracassaria nas primárias e não chegaria a 500 mil eleitores. Pelo menos 3 milhões votaram em uma mensagem muito poderosa de unidade, antecipando-se às eleições de 7 de outubro. A mensagem teve repercussão dentro das Forças Armadas, que jamais permitirá à cúpula militar intervir no processo eleitoral. Chávez admitiu que tem "uma nova lesão seguramente maligna". A sequência desses eventos provocou impacto na política venezuelana. O culto à personalidade de Chávez o levou a crer que poderia decretar sua própria vida.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Aporte extra de recursos para o FMI divide o G-20

Aporte extra de recursos para o FMI divide o G-20

Decisão sobre aporte no FMI deve ficar para abril
Autor(es): Por Alex Ribeiro e Assis Moreira | De Washington e Genebra
Valor Econômico - 24/02/2012
 

Os ministros de Finanças do G-20, grupo com as mais importantes economias do mundo, vão divididos a uma reunião neste fim de semana, na Cidade do México, que discutirá o pedido de aporte de até US$ 600 bilhões feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para combater os efeitos globais de um eventual agravamento da crise europeia. Fontes que acompanham as negociações dizem que será muito difícil um acordo. Mas é possível um comunicado delineando como seria o formato do aporte ao Fundo

Os ministros das finanças do G-20, grupo com as mais importantes economias avançadas e emergentes, vão divididos a uma reunião neste fim de semana na Cidade do México que discutirá o pedido de aporte de até US$ 600 bilhões feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para combater os efeitos globais de um eventual agravamento na crise europeia.
Fontes que acompanham as negociações dizem que será muito difícil um acordo final. Mas é possível um comunicado delineando como seria o formato do aporte de recursos no FMI. Mas a decisão sobre valores e sobre quem vai contribuir deve sair apenas na reunião de abril do G-20 em Washington, que ocorre em paralelo ao encontro de primavera do fundo e do Banco Mundial.
Segundo uma fonte do governo em Brasília, o Brasil caminha para fazer um empréstimo bilateral ao FMI com recursos das reservas internacionais. Os valores seriam contabilizados como ativos nas reservas. Outros países preferem abrir uma linha de crédito ao FMI, que seria sacada apenas em caso de necessidade.
Entre as distintas posições em jogo no G-20, num extremo estão os Estados Unidos. O presidente americano, Barack Obama, disputa a reeleição neste ano e está pouco disposto a pagar o preço político de enviar um projeto ao Congresso pedindo dinheiro do contribuinte para combater uma crise europeia.
Os EUA resistem à ideia de um fortalecimento do fundo por meio de acordos bilaterais. "Como não querem ficar isolados, e numa posição politicamente delicada, os americanos jogam contra esse mecanismo", diz uma fonte. A percepção é de que Washington prefere que o próprio FMI faça nova emissão de sua moeda, os Direitos Especiais de Saque (DES), a exemplo dos US$ 250 bilhões emitidos na crise de 2009 - só que nesse caso os europeus é que torcem o nariz.
No outro extremo, está a própria Europa, que já indicou que colocará pelo menos € 150 bilhões no FMI, mas pode buscar mais dinheiro junto a outros países do continente, o que em tese poderia elevar a soma para US$ 250 bilhões.
No meio da disputa estão economias emergentes, como o Brasil, Rússia e o México, país que neste ano preside a agenda do G-20. Todos estão dispostos a ajudar, desde que o FMI avance mais rápido na sua reforma de cotas e os europeus deem indicações de que vão fortalecer seus fundos de socorro para evitar novos contágios da crise. Mas, em geral, esses países acham que as duas coisas podem ser feitas paralelamente.
As posições mais importantes nesta reunião, porém, são a do Japão e a da China. "Os Estados Unidos já deixaram claro que não vão ajudar, mas eles não podem impedir que outros países o façam", afirma uma fonte de Washington que acompanha as negociações. "Já o Japão e a China são essenciais, porque eles devem colocar o grosso do dinheiro não-europeu."
Até há poucas semanas, o Japão vinha sinalizando disposição em colocar dinheiro no FMI sem pedir muito em troca. Nos últimos dias, entretanto, passou a exigir que primeiro a Europa reforce os seus dois fundos que atuam em socorro de países em dificuldades na região. A expectativa é de que o Japão repita o que fez na última operação de reforço de caixa do FMI, de 2009, colocando US$ 100 bilhões. Na ocasião, a China emprestou US$ 50 bilhões, e o Brasil e a Rússia contribuíram com US$ 10 bilhões cada. Há pedidos para ampliar os valores para as contas fecharem nos US$ 600 bilhões pedidos pelo FMI.
Na Cidade do México, os membros do G-20 basicamente devem reforçar a pressão para a Europa agir. Os líderes europeus planejam se reunir no começo de março para discutir o reforço dos seus dois mecanismo de socorro, o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) e o Mecanismo de Estabilidade Europeia (ESM, também em inglês). Depois da ajuda dada a Grécia, Irlanda e Portugal, os três países na linha de frente da crise europeia, o EFSF tem apenas € 250 bilhões livres para evitar o contágio de outras economias. O ESM terá € 500 bilhões em caixa. Uma das ideias em estudo é combinar os dois fundos. Mas países do norte do continente, sobretudo a Alemanha, opõem-se à ideia.
As necessidades de recursos contra contágio vêm aumentando. Em Cannes, em novembro, o FMI previa aumentar sua capacidade financeira para US$ 1 trilhão por meio de US$ 300 bilhões de acordos bilaterais com países membros e emissão de US$ 250 bilhões de DES. Agora, o fundo dobrou para US$ 600 bilhões a necessidade de recursos por acordos bilaterais, e a nova emissão de DES não foi tirada da mesa de discussões
Como os EUA têm dificuldades para participar do pacote, e tampouco acham que devem ajudar países europeus ricos, negociadores admitem que a participação dos emergentes pode crescer. Os Brics (Brasil, Rússia, China e Índia) são mais abertos a um aporte imediato no FMI porque foi o grupo que, originalmente, levantou a tese de que será necessário ampliar o caixa do FMI, que hoje tem cerca de US$ 500 bilhões disponíveis.
As negociações também são vistas como uma oportunidade para aumentar o poder de barganha na agenda de reforma das cotas do FMI, transferindo poder de voto para as economias emergentes.
Uma fonte do governo em Brasília afirma que a tendência é o Brasil fazer um empréstimo ao FMI com vencimento em janeiro de 2014, quando ocorre a nova rodada de negociação de cotas. Mas não há uma ligação imediata entre os dois assuntos. "Esse é o subtexto", afirmou essa fonte "Ninguém quer colocar dinheiro no FMI de forma permanente sem aumento de cota."
Ontem, o FMI evitou levantar muitas expectativas sobre a reunião do G-20. "Será uma boa oportunidade para construir algumas fundações ao longo desse caminho", disse o porta-voz do FMI, Gerry Rice. Um dia antes, a funcionário do Departamento do Tesouro americano que cuida do tema, Lael Brainard, insistiu que, antes de o FMI discutir novos aportes de recursos, será necessário a Europa reforçar os seus fundos de resgate.
Em Bruxelas, a expectativa é de que neste fim de semana os ministros de finanças e presidentes de bancos centrais concordem sobre condições gerais do pacote para o fundo. Em seguida, os países da zona do euro aprovariam um aumento de seu próprio "firewall", o Mecanismo Europeu de Estabilidade. O pacote para o FMI seria aprovado em abril, em Washington.

'Não minta para mim, Argentina'

'Não minta para mim, Argentina'

O Estado de S. Paulo - 24/02/2012
 

Por desconfiar dos dados, "Economist" deixa de publicar indicadores do país
SÍLVIO GUEDES CRESPO, ESTADÃO.COM.BR - O Estado de S.Paulo
A revista britânica The Economist, que divulga toda semana mais de mil indicadores relativos à economia de diversos países, anunciou que vai parar de publicar dados oficiais da Argentina.
No lugar do índice de inflação divulgado pelo governo, o semanário vai publicar um indicador calculado pela empresa americana PriceStats. A companhia coleta preços do comércio eletrônico em 19 países.
"A Argentina sem dúvida vai dizer que mede o consumo dos ricos e não mede o dos pobres, que não compram pela internet. Mas os métodos da PriceStats têm uma impressionante convergência com indicadores oficiais de confiança em países como Brasil e Venezuela", afirma a Economist, em artigo intitulado "Não minta para mim, Argentina".
A revista nota que a PriceStats calcula uma inflação de 24,4% na Argentina no ano passado e de 137% no acumulado de 2007 a 2011. Já o Indec, escritório oficial de estatísticas do país, diz que a alta de preços foi de 9,7% no ano passado e de 44% nos últimos cinco anos.
Oposição e empresas privadas da Argentina não acreditam nos dados oficiais. Em 2007, a entidade anunciou uma mudança de metodologia em suas pesquisas e afastou funcionários. No ano passado, o governo multou consultorias que divulgaram levantamento de preços, com base em uma lei que impede a difusão de informações que possam confundir o consumidor.
Seria o caso de suspeitar de um complô do setor privado contra o Indec se pelo menos as autoridades confiassem em seus números. Mas o que ocorre é justamente o contrário. Aliados do governo também não querem saber dos dados oficiais.
A central sindical CTA, segunda maior do país, defendeu um aumento salarial de 25% para os seus trabalhadores, alegando que "uma negociação abaixo dessa cifra estaria cedendo ao aumento de preços", conforme noticiou recentemente o jornal Clarín. A CTA foi uma aliada da presidente Cristina Kirchner na campanha pela reeleição, em outubro.

Acre enfrenta a pior enchente da história

Acre enfrenta a pior enchente da história

Autor(es): Renata Mariz
Correio Braziliense - 24/02/2012
 

Nove municípios estão em situação de emergência. A previsão é de que os problemas se agravem nos próximos dias, devido às cheias nos rios da região. Governo federal mobiliza Forças Armadas e prioriza ajuda a idosos, indígenas e comunidades ribeirinhas NotíciaGráfico

Uma semana depois que Rio Branco decretou situação de emergência devido às fortes chuvas que provocaram um alagamento sem precedentes na história do Acre, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, sobrevoará hoje as regiões destruídas do estado. O cenário que o espera nos nove municípios prejudicados é grave. Chega a 83,9 mil o número de atingidos pelas cheias, dos quais cerca de 21 mil estão em abrigos públicos. Embora o governo federal tenha enviado ontem 40 homens da Força Nacional e 140 do Exército para ajudar na retirada de moradores isolados, a expectativa é de que a situação piore nos próximos dias em pelos menos três municípios: Rio Branco, Xapuri e Boca do Acre, esse último, no Amazonas.
"Em Brasileia e em Assis Brasil, já tivemos uma vazante. Mas o rio continua se elevando na capital e em Xapuri. Nosso vizinho Boca do Acre sentirá também, porque é onde as águas estão desembocando", prevê o coronel Oliveira, coordenador da Defesa Civil do estado. A meteorologia prevê mais chuvas para a região nas próximas 48 horas, elevando a tensão da população. Na tarde de ontem, na capital acriana, o Rio Acre não parou de subir, atingindo, na última medição, um recorde:17,51 metros, quase quatro a mais do que o nível de transbordamento, que é de 14 metros. O ritmo de cheia chegou a um centímetro a cada três horas. "Realmente, é algo inédito no estado, mas estamos trabalhando com o governo federal para atender as comunidades prejudicadas", afirma o coronel Oliveira.
A equipe enviada pelo governo federal soma 72 homens da Força Nacional, 27 profissionais da Força Nacional SUS, três profissionais da Defesa Civil Nacional e os homens do Exército. Há aviões da Força Aérea Brasileira e um navio de assistência hospitalar da Marinha auxiliando os trabalhos. A cheia do Rio Acre e seus afluentes também levaram estragos para as cidades de fronteira Cojiba, na Bolívia, ao lado de Brasileia, e Iñapari, no Peru, vizinha de Assis Brasil. "Os locais estão muitos destruídos, as pessoas não têm água potável, não têm energia. Mas ainda bem que não tivemos mortos, apenas os danos materiais", conta o padre Rene Salizar, de Iñapari.
Devastação
Do lado brasileiro da fronteira, o cenário também é crítico. Em Brasileia, que teve 95% da área urbana tomada pelas águas, 6 mil pessoas estão desabrigadas, o que corresponde a 45% da população, pelo cálculos do governo. Onze bairros de Rio Branco estão sem energia elétrica, devido a um desligamento voluntário da companhia para garantir a segurança das pessoas. O prejuízo econômico, só na capital, foi estimado em R$ 12 milhões. Kits contendo insumos e medicamentos estão sendo distribuídos pelas equipes da Força Nacional do SUS e por agentes de saúde locais. São três os grupos que mais preocupam no momento. Os idosos, pela fragilidade física; as comunidades ribeirinhas, devido ao isolamento; e os indígenas, que tendem a adoecer com mais facilidade nessas condições.
Morador do município boliviano de Cojiba, parcialmente submerso
Medições
Antes desse recorde, a maior marca atingida pelo Rio Acre foi em 1977, quando chegou a 17,66 metros na capital do estado, desde o início das medições, em 1970. A inundação, considerada até então a pior ocorrida no Acre, acabou sendo superada pela situação atual, principalmente devido ao número de atingidos. Naquela época, a capital acriana tinha menos de 200 mil habitantes. Hoje, são cerca de 500 mil.

Amigos da Síria se reúnem na Tunísia em busca de solução para impasse

Amigos da Síria se reúnem na Tunísia em busca de solução para impasse

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

O Grupo dos Amigos da Síria, formado por países de vários continentes, reúne-se hoje (24) em Túnis, capital da Tunísia. A ideia é apresentar propostas que solucionem o impasse na região, que completa um ano em março. Há 11 meses, o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, é alvo de protestos e de pressão internacional. A situação se agravou com a morte de dois jornalistas – uma norte-americana e um francês – anteontem (21), durante bombardeios.

As autoridades da Rússia informaram que não participarão das discussões na Tunísia. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Alexandre Lukachevitch, disse que eles não foram convidados. Para os russos, a reunião ocorre sem o consentimento do governo Assad e com o apoio da oposição ao regime.

O Grupo dos Amigos da Síria é formado pela Liga Árabe (composta por 22 nações), a União Europeia (integrada por 27 países), alguns países da Organização da Conferência Islâmica (que reúne 57 nações), além dos Estados Unidos, do Brasil e da Índia – que são observadores na Liga Árabe.

Os conflitos na Síria duram quase um ano. Nesse período, mais de 7 mil pessoas, a maioria civis, morreram. Há denúncias de violações de direitos humanos, como torturas, inclusive contra mulheres e crianças, violência sexual, prisões e assassinatos. O governo Assad nega as acusações, informando que atua contra grupos terroristas.

Na semana passada, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou resolução recomendando o fim da violência e a adoção de medidas democráticas no país. No entanto, depois da aprovação da medida, os bombardeios na Síria permaneceram. Não houve sinalização por parte de Assad de atender aos apelos da comunidade internacional.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC
 
 

Publicado em: 24/02/2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mortes em estradas federais caem 18% no país durante carnaval, diz PRF

Mortes em estradas federais caem 18% no país durante carnaval, diz PRF

Número é comparado com o mesmo período de 2011.
Balanço foi divulgado nesta quinta-feira (23) em Contagem.

 

Foto: Pedro Cunha/Portal G1
O número de mortes nas estradas federais de todo o Brasil caiu 18,1% durante o carnaval de 2012, em relação ao mesmo período de 2011. Os números foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta quinta-feira (23) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em 2012, foram 176 mortes contra 216 do ano passado.
De acordo com os dados da PRF, o número de acidentes e feridos também diminuiu em relação a 2011. Foram 3.346 acidentes em 2012 contra 4.312 no ano passado. Ainda de acordo com o balanço nacional, 2.001 pessoas ficaram feridas neste ano contra 2.690 em 2011.
Neste carnaval, 154 mil veículos foram fiscalizados, quase o dobro do ano passado, 81 mil. Mesmo com o aumento das fiscalizações, o número de autuações e prisões não aumentou na mesma proporção. Em 2012, foram 1.319 autuações e 494 prisões contra 1.049 e 479, consecutivamente, em 2011.
O coordenador-geral de Operações Nacional, Giovanni de Mambro, falou na entrevista coletiva que a diminuição do número de acidentes é resultado de iniciativas conjuntas da PRF e do Governo Federal. “Integração com outras agências, otimização do nosso efetivo em pontos, locais e horários estratégicos. Campanhas de conscientização, campanhas de sensibilização ao uso de bebidas alcoólicas e uma fiscalização muito pesada”, relatou.

A diretora-geral da PRF, Maria Alice Nascimento Souza, acrescentou ainda que a Operação de Carnaval foi conjunta, incorporando todas as polícias que estão ligadas à área de trânsito, como guardas municipais, além das polícias Militar e Civil.


Melhores resultados
Santa Catarina é o estado que teve a maior redução do número de mortes, foram 36 no ano passado e sete neste ano. Segundo a PRF, o aumento na fiscalização, o deslocamento de policiais de áreas de menor movimento para as mais movimentadas e campanhas de trânsito contribuíram para a redução dos números.
Minas Gerais é o estado que registrou a maior redução no número de acidentes, tendo a maior malha viária do país. Foram 495 ocorrências em 2012, contra 905 no ano passado. No estado, 24 pessoas morreram nas estradas federais neste carnaval. Em 2011, a PRF registrou 30 mortes. O número de feridos também diminuiu, passando de 574 no ano passado para 307 neste ano.

Minas Gerais
Foram fiscalizados no estado, 21.183 veículos. Este número é 50% maior que o do ano passado. A PRF realizou 4.304 testes de bafômetro e autuou 113 motoristas. A conscientização dos motoristas mineiros foi apontada pela polícia como um fator que ajudou na diminuição dos índices no estado.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

QUESTÕES DE ATUALIDADES GABARITO COMENTADO (PARTE 2)


QUESTÕES DE ATUALIDADES GABARITO COMENTADO (PARTE 2)

1)      Letra “D” – A principal oposição sobre o novo código florestal envolve ruralistas X ambientalistas. Os ruralistas defendem que a lei atual engessa a produção e querem o abrandamento das leis. Já os ambientalistas, sustentam que o novo projeto anistia o desmatamento estimulando mais desmatamento. Para compreender melhor, os principais pontos polêmicos estão em torno: 1) das Áreas de Preservação Permanente (APP); 2) das Reservas Legais, e 3) da anistia aos grandes proprietários. Com relação as APP’s, locais mais frágeis como beira de rios, topos de morros e encostas, no código em vigor, de 1965, estipulava a faixa de 30 metros de não-desmatamento, para evitar erosão, deslizamentos e destruição das nascentes. Com o novo código, essa área será reduzida para 15 metros, e a liberação das APP’s para alguns tipos de cultivos e de criação pecuária. Já no que diz respeito às Reservas Legais, parcela de propriedade que deve ser preservada 20% (exceto na Amazônia Legal que chega a 80% e no Cerrado 35%), a polêmica no novo código está que a área a ser preservada cai pra 50% da propriedade se estiver em área com mais de 65% do território ocupado por unidades de conservação ou reservas indígenas; e produtores com até 4 módulos fiscais podem ficar isentos, no novo código, e propriedades de qualquer tamanho podem compensar multas até 2008  por desmatamento ilegal com reflorestamento.

2)      Letra “E” – O erro da assertiva II está que o novo código abranda a legislação anterior, e não recrudesce como trata o texto. Como divulgado pelos órgãos de imprensa, a maior parte das propriedades rurais no Brasil estão em situação irregulares, e os pontos polêmicos, como visto anteriormente, são as APP’s, as Reservas Legais, e a Anistia aos grandes proprietários rurais.

Dica para prova: quando a prova de Atualidades fornecer dados estatísticos, esses dados são “dados”, literalmente,  pela banca organizadora para serem interpretados. Por isso, 90% significa apenas “a maior parte” e não que é necessário saber com exatidão a estatística (se é 90% ou 94%!!!). Claro que se deve dar atenção aos dados discrepantes (como exemplo: a taxa de analfabetismo no Brasil é de 1%), mas, via-de-regra, os dados servem para interpretação.

3)      Letra “E”-  As assertivas I e II contém erros, pois a França, durante a crise de Fukushima, tentou minimizar os efeitos da crise, e reafirmou seu programa nuclear. No caso específico da assertiva II, não houve pleito legislativo, e muito menos derrota, por parte da chanceler Angela Merkel. O anúncio alemão de desativar seu programa até 2022 se deu por parte do governo como uma intenção e ainda será debatido no congresso. Cabe salientar a politização em torno do “tema nuclear” como uma possibilidade de questões para concursos.

4)      Letra “E”- Questão recorrente em concursos públicos são os efeitos dos “extremos climáticos” no Brasil. Lembrando que, para as provas de concursos, as catástrofes naturais (furacões, chuvas acima da média pluviométrica, alagamentos, deslizamentos de encostas, etc.) são compreendidas como efeitos dos “extremos climáticos”. O que fica cada vez mais evidente para o caso brasileiro, é a falta de infraestrutura e a ineficácia da ação pública para tratar do problema, bem como, a irregular ocupação do solo, e a falta de planejamento dos centros urbanos no Brasil.

5)      ANULADA SEM ALTERNATIVA- O erra da afirmativa I, está em que “os maiores protagonistas” não são os emergentes, mas sim os países desenvolvidos, como os EUA, o que gera o embate com os emergentes, principalmente no que tange ao protecionismo cambial. O afirmativa II está correta, pois os EUA perde fatias de mercado frente aos países em desenvolvimento e ao intervencionismo econômico praticado por eles. O erro da afirmativa III está em que colocando mais dólares no mercado isso desvaloriza a moeda. A assertiva IV também  está errada pois, a mudança do câmbio Chinês de fixo para livre levaria a uma desvalorização da moeda chinesa.

6)      Letra “D”- A afirmativa I está errada porque existiam outras candidaturas oficiais como da Turquia, da África do Sul, e do México. A afirmativa II está correta, logo que os países emergentes, como o México, Turquia, África do Sul, e até mesmo o Brasil, propuseram candidaturas, ou cogitaram candidaturas, como no caso brasileiro, argumentando sua importância no cenário econômico mundial. A afirmativa III expressa a orientação do governo brasileiro, que apoiou a candidatura de Lagarde sob a condição de que fosse para um mandato provisório e que se realizasse eleições em 2012. O que acabou não acontecendo, logo que Lagarde foi eleita e assumiu em caráter permanente.


7)      Letra “C” –  As afirmativas corretas são apenas I, II e IV. A afirmativa III está errada logo que o MEC aumentou um ano no ensino fundamental.

8)      Letra “C”- Os países mais afetados pela atual crise europeia são representados pela sigla PIIGS – Portugal, Irlanda, Itália, Grécia, e Espanha (Spain em inglês).

9)      Letra “D”- O caso Líbio se diferencia dos demais logo que fora o único (até o momento) com intervenção militar estrangeira liderada pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

10)   Letra  A”-  Os ataques de grupos de hackers aos sites governamentais mostram essa “nova fragilidade” do governo e das instituições brasileiras.


11)   Letra  E”-  A politização do debate em torno na energia nuclear após o desastre de Fukushima não levou o governo francês e nem o governo brasileiro a recuar com seus programas nucleares, como o fez a Alemanha.

12)   Letra “C”- Com referência a alternativa “a” o Sudão do Sul é o país mais novo a ter sua independência reconhecida, sendo a posição brasileira favorável. No que diz respeito à alternativa “b”, o governo Dilma, assim como o governo anterior, defendem a importância da Venezuela como membro do Mercosul (desde 2006) e cada vez mais se reduzem os entraves comerciais. Na letra “d” o Brasil, recentemente, reclamou junto à OMC pelas desvantagens cambiais com relação ao comércio com a China.  Já, na letra “e”, o Brasil, após a queda de Strauss-kahn da chefia do FMI, apoiava uma candidatura provisória para a ocorrência de eleições em 2012, fato que não gerou protesto do Parlamento Europeu como indica o enunciado. Portanto, a resposta é a letra “c “, o asilo político de Cesare Battisti, que através de pressão da Itália gerou grande desconforto do Parlamento Europeu frente a posição do governo brasileiro.

13)   Letra “E”- a alternativa contém o resumo das principais disputas entre os ruralistas e os ambientalistas com relação ao novo código florestal.


14)   Letra “E”- As assertivas I e II contêm os indicadores mais óbvios de envelhecimento da população: aumento da expectativa de vida, e redução da taxa de fecundidade. Entretanto, a assertiva III também está correta, pois a tendência dos movimentos migratórios no Brasil demostram um deslocamento histórico da população brasileiro do meio rural para o meio urbano; do norte-nordeste para o sul-sudeste; além de um deslocamento recente para cidades de médio porte. Esses fatores impactam diretamente no aumento da expectativa de vida, sobretudo no que diz respeito a melhores condições infraestruturais (hospitais, saneamento básico, segurança, etc), educacionais, e até mesmo o incremento de renda proporcionado pelo centros urbanos.

15)   Letra “B”- A questão ilustra a crise Ministério dos Transportes que afetou a base aliada e o Partido da República (PR).


16)   Letra “D”- A questão faz referência à entrada da África do Sul como membro ao grupo dos emergentes o BRICS.

17)   Letra “C”- a única assertiva errada é a III, pois as crises ministeriais não levaram a queda do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, apesar de recentemente ele estar na condição de dar explicações sobre os escândalos que levaram a demissão do Diretor da Casa da Moeda.


18)   Letra “D”- o ministério em evidência pelas discussões da Copa de 2012 e das Olimpíadas de 2016 é o Ministério dos Esportes.

19)   Letra  C” – os casos corretos são as assertivas corretas são III e IV,


20)   Letra “D”-  A única assertiva errada é a II, pois EUA não dá apoio a causa Argentina. A ameaça Argentina de levar a disputa a ONU é apoiada pelo Brasil, principalmente pela militarização na região e pela exploração inglesa de petróleo na região.

AJUDA À GRÉCIA É VISTA COM PESSIMISMO

AJUDA À GRÉCIA É VISTA COM PESSIMISMO

PACOTE NÃO ELIMINA RISCO DE CALOTE GREGO
Autor(es): Andrei Netto
O Estado de S. Paulo - 22/02/2012
 
Durou menos de seis horas o otimismo após a aprovação do segundo pacote de socorro concedido pela União Europeia e pelo FMI à Grécia. Mesmo com um programa de resgate recorde em tempos de paz, que inclui uma linha de crédito de 130 bilhões de euros e um acordo para o corte de 107 bilhões de euros em dívidas privadas, as dúvidas que pesam sobre Atenas retornaram logo na abertura dos mercados financeiros. As principas bolsas do bloco fecharam no vermelho, confirmando que a insegurança persiste em pelo menos dois pontos: se o país cumprirá as metas de austeridade e se crescerá como previsto. Mesmo com todas as obrigações e com a perda de soberania econômica, o premiê grego, Lucas Papademos, classificou de "histórico" o acordo, que permitirá ao país saldar um total de 14,5 bilhões de euros em dívida com vencimento em 20 de março, evitando o calote. "Muito ainda resta a fazer, em um futuro próximo, para realizar todas as ações necessárias." Bolsas da Europa reagem com leves quedas ao socorro de 130 bi aprovado por União Europeia e FMI; país pode precisar de nova ajuda PARIS - Durou menos de seis horas o otimismo após a aprovação do segundo pacote de socorro concedido por União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) à Grécia. Mesmo com um programa de resgate recorde em tempos de paz, que inclui linha de crédito de € 130 bilhões e acordo para o corte de € 107 bilhões em dívidas privadas, as dúvidas que pesam sobre Atenas retornaram na abertura dos mercados financeiros. As principais bolsas do bloco fecharam no vermelho, confirmando que a insegurança persiste em dois pontos: se o país cumprirá as metas de austeridade e se crescerá como previsto. O acordo para o programa de auxílio à Grécia foi firmado no fim da madrugada desta terça-feira, 21, em Bruxelas, ao término de mais de 12 horas de negociações entre o Eurogrupo – o fórum de ministros de Finanças da zona do euro – e os representantes do Banco Central Europeu (BCE), do FMI e de investidores privados. O plano prevê resgate inédito: € 130 bilhões em empréstimos, dos quais € 30 bilhões para recapitalização do sistema bancário grego e outros € 30 bilhões em garantias aos credores privados. Em troca do seguro, o Instituto Internacional de Finanças (IIF) aceitou desconto de 53% do valor de face dos títulos de dívidas soberanas de Atenas. O porcentual é maior que os 50% previstos no rascunho do documento. Também as condições de reembolso foram mais positivas, com uma taxa média de juros de 3,65% ao ano para os novos bônus. Com isso, a atual dívida privada da Grécia, de € 206 bilhões, será reduzida em € 107 bilhões até 2020. Os bancos centrais da Europa também concederão desconto de € 3,2 bilhões. Se todos os cenários de corte de gastos, de crescimento e de pagamento de obrigações feitos pela União Europeia e pelo FMI estiverem corretos, a relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB) do país cairá para 120% em oito anos. Em troca do pacote, três condições foram impostas à Grécia. A primeira é a de que uma "força tarefa" de técnicos de Bruxelas e do FMI vai supervisionar de perto a aplicação das medidas de austeridade do governo do primeiro-ministro Lucas Papademos. A segunda condição diz respeito ao bloqueio da transferência de recursos da UE para o pagamento da dívida caso os compromissos não sejam cumpridos – o que na prática retira de Atenas a autonomia na gestão do pacote. O terceiro ponto é a cláusula que obriga o Parlamento grego a criar lei estabelecendo que "todos os fundos europeus serão dirigidos prioritariamente para pagamento do serviço da dívida". Mesmo com todas as obrigações e com a perda de soberania econômica, Papademos classificou de "histórico" o acordo, que permitirá ao país saldar um total de € 14,5 bilhões em dívida com vencimento em 20 março. "Muito ainda resta a fazer, em um futuro próximo, para realizar todas as ações necessárias", reconheceu o premiê. É justamente o que resta a fazer que inquieta investidores e líderes políticos. As principais bolsas da Europa fecharam em baixas moderadas nesta terça, sem entusiasmo com o plano. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,29%, enquanto em Paris o CAC 40 fechou com recuo de 0,21%. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,58%. O pior resultado veio de Atenas, onde o tombo do índice ASE chegou a 3,47%. Entre líderes políticos europeus, José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, tentou demonstrar confiança na capacidade da Grécia de honrar os compromissos daqui para a frente. "O acordo fecha a porta ao cenário de um calote, com todas as graves consequências sociais e econômicas que teria." Apesar de todas as negociações, restam pendências no programa europeu. A principal diz respeito à participação do FMI no montante total. No primeiro plano de socorro à Grécia, o fundo contribuiu com 30% do valor. Agora, com as pressões crescentes de alguns países-membros, o FMI pode limitar a participação a 10%, ou € 13 bilhões. O FMI, gerenciado por Christine Lagarde, já injetou um terço dos recursos nos planos de socorro à Grécia, à Irlanda (€ 85 bilhões) e a Portugal (€ 73 bilhões) desde dezembro de 2009.