Mostrando postagens com marcador grécia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador grécia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Grécia aprova Orçamento com cortes

Grécia aprova Orçamento com cortes

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

Em meio a protestos, o Parlamento da Grécia aprovou ontem (11) a proposta para o Orçamento do de 2013 do país, estabelecendo uma série de cortes e medidas de austeridade. O texto obteve 167 votos a favor e 128 contra. A aprovação do orçamento era uma exigência dos credores para o governo grego receber a ajuda de 31,5 bilhões de euros (mais de R$ 80 bilhões) da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Antes e durante a votação, mais de 100 mil manifestantes se reuniram em frente ao Parlamento, no centro de Atenas, a capital grega. O primeiro-ministro Antonis Samaras disse aos parlamentares que os cortes orçamentários serão os últimos que os gregos terão de enfrentar. "A Grécia fez o que lhe foi pedido. Agora é hora de os credores assumirem os compromissos que fizeram".

Anteriormente, Samaras havia dito que sem o auxílio da União Europeia e do FMI, o país pode enfrentar a falta de dinheiro no fim desta semana. A economia do país deve encolher 4,5% em 2013. Ministros da zona do euro vão se reunir hoje (12) em Bruxelas, na Bélgica. Samaras deve participar do encontro.

Um dos principais desafios enfrentados pelo primeiro-ministro é que pode demorar semanas até que a União Europeia aprove a nova cota de ajuda. A lentidão se deve ao fato de que a medida tem de ser aprovada  por alguns parlamentos dos países do bloco, incluindo a Alemanha.

Na semana passada, um pacote de austeridade foi aprovado, em meio a protestos violentos, nos quais os manifestantes lançaram coquetéis molotov contra a polícia de choque, que respondeu com bombas de gás lacrimogêneo.

*Com informações da BBC Brasil

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC 
 
 

Publicado em: 12/11/2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Autoridades prendem 6 mil imigrantes no fim de semana

Autoridades prendem 6 mil imigrantes no fim de semana

Publicado em Carta Capital

Em crise, Grécia se volta contra os imigrantes. Foto: Andreas Solaro/AFP
Em crise, Grécia se volta contra os imigrantes. Foto: Andreas Solaro/AFP

Arrasada pela crise econômica e forçada a adotar intensas medidas de austeridade, a Grécia agora se volta contra os imigrantes ilegais para combater o que o governo diz ser “uma invasão pré-histórica”. Autoridades gregas estão realizando rondas contra pessoas suspeitas de estarem em condição irregular no país, o ponto mais comum de entrada de pessoas da África e Ásia na Europa.
A polícia grega revelou nesta segunda-feira 6 ter prendido 6 mil pessoas em Atenas durante o fim de semana em uma operação massiva apelidada de Zeus, ironicamente o Deus da hospitalidade.
Os oficiais foram vistos parando africanos e asiáticos nas ruas para confirmar seu status no país, sendo a maioria detida brevemente. Outros 1,6 mil foram, porém, presos por entrarem ilegalmente na Grécia e enviados a centros de detenção onde devem aguardar para serem deportados.
Estimativas apontam que cerca de 100 mil imigrantes entram ilegalmente na Europa por ano pela Grécia. A maioria deles vem da Turquia e cerca de 1 milhão vivem em terras gregas, que possuem 10 milhões de habitantes.
O ministro de Ordem Publica Nikos Dendias afirmou que os imigrantes vão ser detidos temporariamente em prédios da academia de polícia no norte da Grécia, fechados para o verão, e em um centro de detenção fora de Atenas. Até o fim do ano, o país vai poder prender 10 mil pessoais que serão deportadas.
Com um elevado nível de desemprego (22,5% em abril, atrás apenas da Espanha), a retórica contra os imigrantes aumenta em um momento onde há um crescimento da violência no país. Os partidos de esquerda manifestaram temor com a decisão e o ACNUR , órgão da ONU para refugiados, teme que pessoas em fuga de guerras e solicitantes de asilo sofram com a medida.

Crise 

A Grécia precisou de duas eleições parlamentares para formar um governo de coalizão de acordo com as medidas de austeridade. Ainda em desconfiança se o país irá cumprir o acordo de reformas prometidas em troca do resgate de 240 bilhões de euros que permitiu a sobrevivência de sua economia nos últimos dois anos, União Europeia, FMI e Banco Central Europeu liberam aos poucos as parcelas do pacote de ajuda.
O país ainda precisa cortar 11,5 bilhões de euros como parte do compromisso, que já eliminou mais de 15 mil empregos no setor público e reduziu pensões e salários, até o final de agosto. Enquanto isso, a próxima parcela de ajuda da troika não deve sair antes de setembro.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

VITÓRIA DE CONSERVADORES NA GRÉCIA DÁ NOVA CHANCE AO EURO

VITÓRIA DE CONSERVADORES NA GRÉCIA DÁ NOVA CHANCE AO EURO

GRÉCIA VOTA PARA FICAR NO EURO
O Globo - 18/06/2012
 
Vitória de conservador alivia tensão no bloco, mas partido terá que negociar coalizão

Os eleitores gregos indicaram ontem que desejam permanecer na zona do euro. Com 99,8% das urnas apuradas das eleições parlamentares, o partido conservador Nova Democracia, liderado por Antonis Samaras, obteve 29,7% dos votos, número que o autoriza a negociar uma coalização de partidos favoráveis ao acordo fechado entre o governo anterior e a União Europeia (UE). O principal opositor do pacto pró-austeridade, o esquerdista Alexis Tsipras reconheceu a derrota e prometeu manter sua oposição ao plano. Seu partido, o Syriza, obteve cerca de 26,9%, segundo as projeções. O partido socialista Pasok, de Evangelos Venizelos, ficou em terceiro lugar, com 12,3%. Confirmado o resultado, os três partidos obteriam, respectivamente, 129, 71 e 33 assentos no Parlamento.
Para os gregos, não foi uma escolha fácil. Samaras foi ardorosamente apoiado por líderes da UE, temerosos de que uma vitória de Tsipras empurrasse o país para fora da zona do euro, com consequências catastróficas para o bloco europeu. O Nova Democracia, porém, é um partido associado à classe política que levou o país à falência, na origem da crise. Mas a ideia de simplesmente rasgar o acordo que permitiu a Atenas obter ajuda financeira e permanecer na zona do euro pareceu "louca" demais, como disse um eleitor, e foi rejeitada nas urnas.
- É triste ter que escolher entre um ladrão e um louco - afirmou o motorista de ônibus Nikos ao jornal "El País", sem revelar em quem votou.
Duas coisas pareciam claras ontem à noite. A primeira era que a sociedade grega estava bastante dividida entre aqueles que aceitavam as políticas de austeridade, condicionadas no acordo de ajuda da UE, e aqueles que não a suportam mais. A outra é que o Nova Democracia, se quiser formar um governo viável, terá que fazer uma coalizão ampla não apenas com o Pasok, mas também com outros partidos. Com 80% dos votos apurados, o partido Independentes Gregos obteve 7,5% dos votos (20 cadeiras); o ultranacionalista Aurora Dourada, 6,9% (18); o Esquerda Democrata, 6,2% (17 assentos); e o partido comunista grego, o KKE, recebeu 4,5% dos votos (12). A coalizão que formar maioria no Parlamento de 300 assentos indicará o novo primeiro-ministro e terá cacife para aprovar medidas impopulares.
O resultado do pleito representou um alívio para os demais sócios da Grécia na zona do euro. Segundo fontes, as negociações para formar um governo começaram ontem mesmo. Samaras classificou sua vitória como "um êxito para a Europa":
- O povo grego votou hoje (ontem) para se manter num rumo europeu e permanecer na zona do euro. Não haverá mais aventuras. O lugar da Grécia na Europa não será posto em dúvida. Os sacrifícios do povo grego darão frutos - disse Samaras.
Samaras fala em crescimento
Ele acrescentou que o país cumprirá todos os compromissos assumidos com a UE, mas buscará adotar incentivos ao crescimento, para reduzir o mal-estar social provocado pela estagnação da economia grega, o que vem estimulando um preocupante fenômeno de xenofobia violenta:
- Faremos o que tiver que ser feito - prometeu Samaras. - Mas trabalharemos com os sócios europeus para introduzir nas políticas de austeridade algumas medidas que fomentem o crescimento.
Nos últimos dias de campanha, a pressão dos sócios europeus, sobretudo da Alemanha, sobre os eleitores gregos para que votassem em Samaras e rejeitassem o esquerdista Tsipras se tornou evidente. Para os líderes europeus, um governo conservador na Grécia deverá aliviar o impacto da crise nos mercados, especialmente em países como Espanha e Itália, que já vinham pagando ágios cada vez mais caros para leiloar seus títulos soberanos.
Segundo analistas, os investidores ficarão de olho agora nas negociações para a formação de um governo, a favor da política de austeridade e do euro. Também avaliarão a atuação da oposição. Para o Syriza, a derrota não tem um sabor amargo. Em 2009, o partido era uma agremiação periférica, com apenas 4,6% dos votos. Nas eleições de 6 de maio passado subiu para 16,7%, e agora supera os 25%.