Mostrando postagens com marcador protestos na venezuela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador protestos na venezuela. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Entenda os protestos na Venezuela

Entenda os protestos na Venezuela

País deve ser palco de novas manifestações, que têm como pano de fundo problemas econômicos e de violência urbana instrumentalizados por alas da oposição
Carta Capital
por Redação — publicado 18/02/2014 

Os atuais protestos que ocorrem na Venezuela estão inseridos em um contexto mais amplo de manifestações. Ainda em 2013, logo após a estreita vitória do chavista Nicolás Maduro na eleição presidencial, grupos simpáticos ao opositor Henrique Capriles Radonski foram às ruas contra o presidente recém-eleito, pedindo uma recontagem dos votos. Naquela ocasião, as manifestações deixaram oito mortos, entre opositores e simpatizantes do governo.
No início de fevereiro, estudantes em San Cristóbal, no estado de Táchira, protestaram contra a falta de segurança nos campi universitários depois que uma jovem sofreu uma tentativa de estupro. Os protestos se alastraram por outras cidades incorporando novas demandas, como os problemas econômicos e o apelo pela soltura de estudantes detidos em manifestações anteriores. Somado a isso, um ala mais radical da coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD), encabeçada pelos opositores Leopoldo López, Maria Corina Machado e Antonio Ledesma, incorporaram-se às manifestações, exigindo “La Salida” de Maduro do poder.
Saiba mais sobre os protestos na Venezuela:
O que aconteceu no dia 12 de fevereiro?
Na data em que se comemora o Dia da Juventude no país, os protestos, que até então tinham apresentado incidentes violentos isolados, atingiriam um novo patamar. As manifestações contra e a favor do governo terminaram com um saldo de três mortos após violentos confrontos nas ruas. Duas pessoas foram mortas por tiros em Caracas, um estudante e um simpatizante do governo. Uma terceira faleceu em um tiroteio relacionado a uma manifestação no município de Chacao.
Diante desse quadro, o governo e a oposição trocam acusações. Representantes da gestão Maduro culpam “pequenos grupos fascistas” de estarem infiltrados nos protestos opositores. Já estes culpam militantes armados pró-governo de atacar seus protestos nos últimos anos.
Quem são os manifestantes?
Não é possível definir um grupo homogêneo, ligado a um partido específico, com uma demanda clara. Em geral, o participante dos protestos contra Maduro vem de setores da sociedade insatisfeitos com as políticas econômicas e de segurança pública do atual governo.
São majoritariamente estudantes universitários e do segundo grau de classe média, grupo que sempre representou uma forte oposição ao governo, desde Hugo Chávez. Apesar de estarem todos sob a inscrição de “oposição”, há uma parcela contrária a Maduro que não necessariamente se identifica com a ala mais radical da MUD.
Uma ala mais moderada – cujo representante mais conhecido é Henrique Capriles – rechaça a “opressão do governo”, mas também é contrária a manifestações violentas e defende que, no momento, não há condições de pressionar pela saída de Maduro do poder.
O desempenho econômico e a violência urbana são as principais causas?
Segundo o venezuelano Rafael Villa, professor de Ciência Política da Universidade de São Paulo, os problemas econômicos e de violência urbana provocam insatisfações em alguns setores da sociedade, mas estão sendo fortemente instrumentalizados com fins políticos. O país apresentou em 2013 uma inflação que chegou a 56,2% e há a escassez de produtos básicos como leite, açúcar e papel higiênico. Somado a isso, o país vem sofrendo com apagões de energia elétrica.
Em relação à violência, desde 2003 não há uma cifra oficial sobre o número de homicídios na Venezuela. De acordo com a ONG Observatório Venezuelano de Violência (OVV), o país encerrou 2013 com uma taxa de 24.763 mortes violentas, 79 mortos para cada 100 mil habitantes. "De fato, a violência, a falta de segurança pública existe. É um problema possível de se vivenciar no dia a dia”, afirma Villa. “Mas também é verdade que essa questão tem sido politizada, usada pela oposição. E não há nada estranho nisso. É uma das fraquezas da administração chavista, então é claro que a oposição não vai deixar de explorar.”
Outro aspecto ressaltado por Villa é que a vitória do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) em 77% das cidades nas eleições municipais de dezembro fortaleceu Maduro, que estava fragilizado desde as eleições presidenciais, quando ele teve uma vitória apertada sobre Capriles. “De alguma maneira, esses protestos, com uma clara intervenção da oposição, procuram recuperar esse contexto político de fraqueza, de fragilidade do governo. Mais que os problemas econômicos e de violência é isso que está em jogo.”
Qual é o papel de Leopoldo López?
Leopoldo López é fundador do partido Voluntad Popular e integra a ala mais radical da Mesa da Unidade Democrática (MUD), grupo opositor ao chavismo. Um dos políticos que encabeça o lema "La Salida" contra Maduro, López foi estudante de economia em Harvard e prefeito de Chacao, na região metropolitana de Caracas.
Em 2008, foi impedido pela Justiça de exercer cargos públicos após ter sido acusado de receber recursos da companhia de petróleo da Venezuela, a PDVSA – cuja gerência na época era ocupada por sua mãe, Antonieta Mendoza –, para fundar o partido opositor Primeira Justiça. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos teve um entendimento em seu favor, mas o governo manteve a condenação.
Segundo Villa, López tem mais peso político fora do que dentro da Venezuela. “Ele não tem um papel muito importante. Não tem um partido forte por trás dele e não tem base social”, afirmou. Para o professor, o político usa os protestos como uma tentativa de intensificar os conflitos sociais na Venezuela e se beneficiar. “Mas não é alguém que possa colocar em xeque o governo.”
Por outro lado, o professor afirma que Maduro se mostra “pouco habilidoso” ao lidar com López. Nesta semana, o governo mandou revistar a casa dos pais do opositor e a sede do seu partido, além de decretar ordem de prisão contra ele, sob a acusação de ele ser o responsável pelas três mortes nos protestos.
Qual é a posição do Brasil diante da situação da Venezuela?
Através de sua assessoria de imprensa, o Itamaraty informou que corrobora as notas emitidas pelo Mercosul e pela Unasul em relação à tensão no país. O texto do Mercosul fala de "tentativas de desestabilizar a ordem democrática" e rechaça "as ações criminais dos grupos violentos que querem disseminar a intolerância e o ódio na República Bolivariana da Venezuela como instrumento de luta política". “(O Mercosul) expressa seu mais firme rechaço às ameaças de ruptura da ordem democrática" e insta as partes a continuar o diálogo "no marco da institucionalidade democrática e do estado de direito, tal como promovido pelo presidente Nicolás Maduro". Já a Unasul defendeu a "preservação da institucionalidade", a "defesa da ordem democrática" e a necessidade de convicções serem expressadas pela "via democrática".
E a posição dos EUA?
Em comunicado, o secretário de Estado do país, John Kerry, manifestou "profunda preocupação" com a situação da Venezuela e condenou a violência dos protestos. "Estamos particularmente alarmados pelos informes que o governo venezuelano deteve ou tem detido dezenas de manifestantes opositores e pela emissão de uma ordem de detenção contra o líder opositor Leopoldo López", disse.
O Departamento de Estado também classificou como "falsas e sem fundamento" as acusações de que os EUA estariam colaborando com os protestos contra o governo de Maduro. "Apoiamos os direitos humanos e as liberdades fundamentais --incluindo a liberdade de expressão e o direito de reunião – na Venezuela e em todos os países do mundo. Mas, como temos dito há muito tempo, corresponde ao povo venezuelano decidir o futuro político da Venezuela", disse a porta-voz Jen Psaki.

Seguem protestos na Venezuela

Seguem protestos na Venezuela

Leandra Felipe - Correspondente da Agência Brasil/EBC 

Edição: Carolina Pimentel

Manifestantes contra e a favor do governo entraram em confronto na VenezuelaTelám/AVN
 
Os protestos na Venezuela nessa quarta-feira (12) deixaram três mortos, 61 feridos e 69 pessoas foram detidas por causa dos confrontos entre manifestantes governistas e oposicionistas, segundo o governo do país. 

O governo convocou para a tarde de hoje (13) marchas populares “contra o fascismo da oposição”. “Venezuela unida contra o fascismo! Convocamos os movimentos sociais e o povo para uma concentração contra a violência opositora”, anunciou a ministra de Informação, Delcy Rodríguez.

As ruas ficaram vazias pela manhã, sem os frequentes engarrafamentos, conforme relatos de jornalistas que vivem em Caracas. O movimento nas escolas também diminuiu, porque embora não tenha sido decretada a suspensão das aulas, muitos pais preferiram não levar os filhos aos colégios.

Saiba Mais
Maduro rejeita ataques violentos em Caracas, que atribui à oposição
O trânsito também foi interrompido nas proximidades do Palácio de Miraflores (sede do governo) e o esquema de segurança foi reforçado.

A imprensa local noticiou que o Serviço Bolivariano de Inteligência recebeu ordens hoje para prender Leopoldo López, um dos líderes da oposição, aliado do governador de Miranda, Henrique Capriles. A ordem de prisão foi expedida pela juíza Ralenys Tovar, sob acusação de homicídio, lesões graves e “associação para delinquência”, conforme a imprensa.

Em sua conta no Twitter, López retrucou: “Maduro sabe bem que o que aconteceu ontem foi plano de vocês. Os mortos e feridos são sua
responsabilidade”.  Os meios de comunicação nacionais e estrangeiros também comentam que um ex-embaixador venezuelano na Colômbia, Fernando Gerbasi, teria tido uma ordem de prisão expedida.

Até o momento, o governo do país não confirmou as ordens de prisão, mas declarou que irá agir com “autoridade democrática e acionará a Justiça” para punir os responsáveis pelos danos materiais e imateriais.

As imagens do canal colombiano NTN24  deixaram de ser veiculadas hoje em território venezuelano. Ontem, o canal dava ampla cobertura dos protestos quando o sinal foi interrompido. De acordo com a diretora do canal na Colômbia, Claudia Gurisatti, o governo venezuelano já havia feito “ameaças sobre a retirada em momentos anteriores”, mas não houve notificação sobre a interrupção do sinal.

A recomendação do governo do país era que as emissoras privadas nacionais e internacionais não deveriam transmitir imagens dos protestos para não “incitar a violência”. Quem não cumprisse, poderia ser penalizado, de acordo com a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel).

 
 


Publicado em: 14/02/2014

Venezuela terá dia de protestos

Venezuela terá dia de protestos

Leandra Felipe - Correspondente da Agência Brasil/EBC 

Edição: Graça Adjuto

Protestos na Venezuela

Venezuela vive a apreensão de nova onda de manifestações e marchas.
 
A Venezuela vive a apreensão de uma nova onda de protestos e marchas marcadas para hoje (18). O líder do Partido da Vontade Popular, Leopoldo López, convocou simpatizantes para saírem às ruas e acompanhá-lo em manifestações que chamou de "resistência", antes que ele se apresente à Justiça. O governo de Nicolás Maduro também convocou a população que o apoia para uma marcha pela paz, contra as manifestações  “da direita fascista” 

A segunda-feira (17) foi de “relativa calma”, embora tenham ocorrido manifestações em algumas regiões. O metrô de Caracas teve sete estações fechadas durante a tarde, devido aos confrontos entre os funcionários do serviço de transporte e manifestantes.

Apesar de um clima moderado nas ruas, nas redes sociais e nos meios de comunicação locais, a oposição e o governo trocaram acusações e difundiram notícias que denunciaram a manipulação de informações de ambos os lados, como a publicação de fotos montadas, supostamente para incriminar os opostos (por exemplo, fotos falsas de pessoas feridas).

Saiba Mais
Diplomatas dos EUA têm 48 horas para deixar Venezuela, diz chanceler
Mercosul repudia onda de violência na Venezuela
A ministra de Comunicação e Informação, Delcy Rodríguez, denunciou, em sua conta no Twitter, que grupos de direita teriam planos de ações violentas para hoje. Ela comentou a denúncia vinculada na estatal Venezuelana de Televisão (VTV), que revela que representantes da direita teriam contratado 300 sicários (como são chamados assassinos contratados) para promover a violência na capital durante as marchas.

“Alerto a comunidade internacional, porque grupos violentos planejam para hoje tomar o poder à força”, escreveu em sua conta no Twitter. De acordo com as denúncias difundidas pela emissora de TV estatal, setores de oposição teriam um fundo de 120 milhões de bolívares para o pagamento dos assassinos.

Entre os opositores, o clima mostra diferenças. Leopoldo López manteve o plano de manifestações, ainda que o governo tenha dito que ele não poderia fazê-lo e que será capturado.

O governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, procura afastar-se de López, mas mantém as críticas ao governo de Maduro. Em carta divulgada nessa segunda-feira (17), ele pediu que a Constituição do país seja respeitada e defendeu o diálogo como caminho.

“É o momento para que o governo mostre a vocação humanista que tanto proclama. Esperamos que o governo se retifique, que desarme grupos paramilitares e que cesse com a repressão e a tortura. Que aprove recursos para a compra de alimentos, remédios e papel para a impressão de jornais”, diz a carta.

Desde o início dos protestos, Capriles atribui parte da violência a grupos armados de civis, segundo ele, os coletivos socialistas apoiados pelo governo. Ele disse que respeita posições distintas (de outros opositores), mas que é preciso ter cautela e caminhar para “uma solução real”, em vez de criar “expectativas irreais e personalistas”.

O governo de Nicolás Maduro nega que existam coletivos armados envolvidos nas manifestações.

*Com informações da Agência Lusa

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank">Agência Brasil (EBC) 



Publicado em: 18/02/2014

Venezuela fará conferência pela Paz

Venezuela fará conferência pela Paz

*Da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

Palácio da Justiça da Venezuela Miguel Gutiérrez/Agência Lusa

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, informou nesse domingo (23) que convocou uma Conferência Nacional de Paz para a próxima quarta-feira (26), para que todos os setores se reconheçam venezuelanos e digam que querem a paz.

"Estou convocando a conferência na quarta-feira, aqui no Palácio Presidencial", disse Maduro, em entrevista transmitida pelo canal estatal VTV. Ele quer reunir os setores políticos e sociais para discutir a situação do país.

"Convoco todo o país para a Conferência Nacional de Paz, para nos olharmos nos olhos, para nos reconhecermos como venezuelanos, para dizermos: queremos a paz, vamos fazer a paz", acrescentou o presidente.

Maduro lembrou que nesta segunda-feira (24) será realizada uma reunião do Conselho Federal, órgão do qual fazem parte todos os governadores, incluindo o líder opositor Henrique Capriles, que já confirmou presença.

O presidente da Venezuela informou também que pedirá uma Comissão da Verdade na Assembleia Nacional (Parlamento) para que investigue a violência durante os protestos.

“Vou pedir à Assembleia Nacional que forme uma Comissão da Verdade, que investigue toda a violência, todas as denúncia sobre o golpe de Estado em marcha, que investigue todas as mentiras e manipulações nacionais e internacionais”, disse.

Os protestos contra o governo ocorrem desde o dia 12, quando uma manifestação de estudantes e de opositores ao regime acabou com incidentes violentos e com a morte de três jovens.

Desde o início dos protestos na Venezuela, 11 pessoas morreram em incidentes relacionados às manifestações. Governo e oposição têm pedido que os protestos decorram sem incidentes, mas além das 11 mortes, já foram registrados mais de 150 feridos e dezenas de detidos.

*Com informações da Agência Lusa

 
 

Publicado em: 24/02/2014