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quinta-feira, 8 de março de 2012

Na Grécia, hoje é o Dia D para negociação da dívida

Na Grécia, hoje é o Dia D para negociação da dívida

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

Na Grécia hoje (8) é o chamado Dia D, a data-limite para saber se a operação de reestruturação da dívida do país será bem-sucedida. As autoridades gregas esperam que o suspense acabe à noite. A troca de 206 bilhões de euros de títulos da dívida está em discussão. Um calote desordenado poderia custar 1 trilhão de euros para a economia mundial.

De acordo com os analistas econômicos, se a operação fracassar, o governo grego entrará oficalmente em falência, pois não terá mais condições de pagar os credores. A resposta virá em uma reação em cadeia, pois os gregos não poderão receber a parcela de 130 bilhões de euros da União Europeia.

Para a concessão do perdão de 107 bilhões - o equivalente à metade da dívida grega - é preciso que  pelo menos 75% dos credores aceitem renegociar os papéis soberanos gregos. Mas o ideal seria que a taxa de participação chegasse a 90%. O Instituto de Finança Internacional (IIF) apresentou uma lista com 30 nomes de bancos e fundos de investimento, sobretudo europeus, que apoiam publicamente o plano.

Até o momento, cerca de 40% dos credores, entre grandes bancos e fundos de investimento, confirmaram a adesão ao plano de troca. As autoridades gregas e europeias procuram mostrar otimismo e dizem que as expectativas são positivas. Mas o sucesso da operação ainda é incerto, segundo os analistas.

No entanto, as dificuldades aumentam porque um quarto da dívida grega está pulverizada nas mãos de centenas de fundos especulativos e de instituições que ainda não se pronunciaram sobre a operação. Pequenos investidores individuais também resistem em aceitar um calote parcial. Muitos deles são gregos e temem, em meio à grave crise que atinge o país, perder parte do patrimônio aplicado em papéis da dívida.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Desemprego na zona do euro atinge recorde e passa dos 10% em janeiro

Desemprego na zona do euro atinge recorde e passa dos 10% em janeiro

01/03/2012 
 
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Os índices referentes ao desemprego nos 17 países da zona do euro atingiram um percentual recorde de 10,7% em janeiro, superando os 10% registrados em dezembro de 2011. Nos dez países restantes da União Europeia (UE), a taxa de desemprego em janeiro ficou em 10,1%. A Espanha foi o país com os piores indicadores em toda a região – com taxa de desemprego em 23,3%.
No bloco como um todo, os números indicam que em janeiro, 24,3 milhões de pessoas estavam desempregadas. Desse total, 16,9 vivem nos países da zona euro. No ano, dez países conseguiram reduzir a taxa de desemprego, 15 registraram aumento e em dois o índice ficou estável.
O maior aumento foi observado na Grécia, passando de 14,1% em dezembro do ano passado para 19,9% em janeiro de 2012. No Chipre, o percentual passou de 6,3% para 9,6%, no mesmo período, e na Espanha subiu de 20,6% para 23,3%.
Pelos dados, as taxas de desemprego menores foram registadas na Áustria (4%), nos Países Baixos (5%) e em Luxemburgo (5,1%). Os percentuais mais altos são os da Espanha (23,3 %), Grécia (19,9%), Irlanda e de Portugal (14,8%).
*Com informações da agência pública de notícias da Argentina, Telam.