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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Brasil é o pior do G20

Brasil é o pior do G20

Correio Braziliense - 13/12/2013
 
Retração do PIB no terceiro trimestre coloca o país na última posição entre as maiores economias do mundo
A contração de 0,5% do Produto Interno Bruto no terceiro trimestre fez o Brasil apresentar o resultado mais fraco, no período, entre todos os países do G20. Segundo a Organização Internacional para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), além do Brasil, apenas a França mostrou retração, de 0,1%. O G20 é formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia.

De acordo com a OCDE, o PIB do bloco avançou 0,9% de julho a setembro, ligeiramente acima da expansão de 0,8% registrada nos três meses anteriores. Não foram incluídos na comparação três países — Rússia, Argentina e Arábia Saudita — que ainda não apresentaram dados sobre o terceiro trimestre.

A entidade avaliou que o mau desempenho do Brasil pode ter sido, em parte, uma consequência natural do crescimento robusto de 1,8% verificado de abril a junho. A mesma explicação foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os números no início deste mês. No entanto, outros países que vinham crescendo antes de forma acentuada mantiveram ou até ampliaram o nível de atividade no período seguinte.

É caso da China, que havia tido expansão de 1,9% no segundo trimestre e acelerou o ritmo para 2,2% no terceiro — a maior taxa entre todos os integrantes do G20. A Índia, que ocupou o segundo lugar entre os que mais cresceram, passou de 1% para 1,9%, e os Estados Unidos, de 0,6% para 0,9%. 

A maior parte dos analistas espera que o Brasil volte a crescer no último trimestre do ano, mas em ritmo ainda lento, dada a pouca confiança dos empresários nas decisões do governo. Relatório divulgado ontem pelo Itaú Unibanco, estima que a economia avançou 0,3% em outubro, com alta mais disseminada que em meses anteriores. De acordo com os economistas do banco, o comércio e a indústria lideraram a expansão, mas a agropecuária voltou a cair. 

Ritmo lento
Para novembro, os indicadores disponíveis apontam para recuo da produção industrial e ligeira queda das vendas no comércio. Mesmo assim, o PIB deverá crescer 0,3%. Segundo o Itaú Unibanco, a expansão do quarto trimestre pode chegar a 0,6%.


» Mal na foto

Crescimento da produção no período julho-setembro

China    2,2
Índia    1,9
Indonésia    1,3
Coreia do Sul    1,1
Turquia    0,9
Estados Unidos    0,9
México    0,8
Reino Unido    0,8
Canadá    0,7
Austrália    0,6 
Alemanha    0,3
Japão    0,3
África do Sul    0,2
União Europeia    0,2
Itália    0
França    -0,1
Brasil    - 0,5

Total do G20    0,9

Fonte: OCDE

segunda-feira, 22 de abril de 2013

G-20 promete mais estímulos à economia

G-20 promete mais estímulos à economia

G-20 vai prometer medidas para estimular a demanda
Autor(es): Por Sergio Lamucci e Assis Moreira | De Washington e de Genebra
Valor Econômico - 18/04/2013
 

O G-20, grupo que reúne as maiores economias desenvolvidas e emergentes, se compromete a tomar medidas para acelerar o crescimento, criar empregos e enfrentar riscos que possam surgir em um mundo no qual a atividade segue fraca e o desemprego se mantém alto.
É o que diz a primeira versão do comunicado dos ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do grupo, que se encontram em Washington hoje e amanhã, durante a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. "Muitos países tomaram medidas para estimular a demanda desde a última vez em que nós nos encontramos [em fevereiro, em Moscou], mas é necessário fazer mais para cumprir o nosso compromisso de enfrentar a atual fraqueza da economia global", afirma o documento, ao qual o Valor teve acesso.

O G-20, grupo que reúne as maiores economias desenvolvidas e emergentes, se compromete a tomar medidas para elevar o crescimento, criar empregos e enfrentar riscos que podem surgir em um mundo em que a atividade segue fraca e o desemprego se mantém alto em muitas nações.
É o que diz rascunho do comunicado dos ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do grupo, que se encontram em Washington hoje e amanhã, durante a reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.
"Muitos países tomaram medidas para estimular a demanda desde a última vez em que nós nos encontramos [em fevereiro, em Moscou], mas é necessário fazer mais para cumprir o nosso compromisso de enfrentar a atual fraqueza da economia global", afirma o documento a que o Valor teve acesso.
No texto, que continua em negociação, em Washington, o G-20 promete mais luta contra os paraísos fiscais e repete os compromissos para evitar desvalorizações competitivas. Uma novidade é o pedido para o FMI e o Banco Mundial fazerem uma pesquisa sobre uma possível revisão das "diretrizes para administração da dívida pública", indicando que a reestruturação das dívidas soberanas será uma das prioridades da presidência da Rússia no grupo, neste ano.
Responsáveis por cerca de 80% da produção mundial, os países do grupo traçam um quadro pouco animador da economia global, em linha com recentes alertas do FMI e outras organizações internacionais. "O crescimento não é forte, nem sustentável ou equilibrado", diz o documento, reconhecendo na prática que seus objetivos de cooperação não têm avançado.
Para o grupo, grandes riscos foram evitados e as condições do mercado financeiro continuaram a melhorar, mas a recuperação global segue desequilibrada e em velocidades diferentes. Países emergentes crescem a um ritmo relativamente forte e os EUA mostram o fortalecimento do setor privado, mas a retomada da zona do euro e do Japão segue pouco convincente. A contração fiscal, a incerteza política, problemas na intermediação financeira, a desalavancagem privada e um processo incompleto de reequilíbrio da demanda global continuam a pesar sobre as perspectivas globais de crescimento.
As prioridades continuam, em grande parte, as mesmas. "Na zona do euro, as fundações da união monetária devem ser tornadas mais seguras, incluindo uma movimentação mais rápida em direção à união bancária". EUA e Japão devem apresentar planos críveis de médio prazo para enfrentar a questão fiscal.
No caso dos EUA, porém, o G-20 vê espaço para desacelerar o ritmo da consolidação fiscal e, com isso, dar mais apoio à recuperação. "Economias com grandes superávits devem considerar e tomar passos adicionais para impulsionar fontes domésticas de crescimento, levando em conta as circunstâncias especiais de grandes produtores de commodities", uma recomendação que serve a países como China e Alemanha.
O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, que estará em Washington para a reunião do FMI e do Banco Mundial, sugere que na paisagem econômica em plena mutação o mundo precisa de uma bússola. "A melhor maneira de atravessar a crise é utilizar uma boa bússola, e para a Europa essa bússola deve ser a "confiança", a confiança em sua capacidade de navegar num mundo cada vez mais globalizado", afirmou Lamy hoje em Dublin (Irlanda).
No combate à crise, o G-20 também deve informar que vai continuar a fazer progressos na agenda de reforma financeira para construir um sistema financeiro mais resistente, além de trabalhar numa agenda de reformas estruturais para estimular o crescimento. "As economias avançadas estão desenvolvendo estratégias de médio prazo em linha com os compromissos definidos por nossos líderes em Los Cabos, no México, para a cúpula de São Petersburgo. "Esses planos vão ser implementados de modo flexível, levando em conta o espaço fiscal e a necessidade de apoiar a atividade econômica."
O comunicado deve abordar câmbio, mas sem menção à guerra de divisas. Basicamente, retoma promessas anteriores, agora num cenário em que o Japão passou a adotar uma política monetária ultraexpansionista e levou a uma desvalorização significativa do iene. "Nós reiteramos nossos compromissos de caminhar mais rapidamente para sistemas de taxa de câmbio mais flexíveis e determinados pelo mercado", afirma o texto. Os países do G-20 também dizem que vão evitar desvalorizações competitivas e não vão adotar metas para o câmbio com objetivos de competitividade, além de prometerem resistir ao protecionismo e manter os mercados abertos. "A política monetária deve ser direcionada à estabilidade dos preços domésticos e a apoiar a recuperação econômica de acordo com os seus respectivos mandatos."
Um ponto importante é a pesquisa pedida pelo G-20 para o FMI e o Banco Mundial sobre o tema da reestruturação da dívida pública. A ideia é que isso leve em conta um ambiente de emissões mais desafiador e a emergência de complexas interações entre gestão da dívida pública e políticas fiscais e monetárias. "Uma combinação sensata de medidas fiscais e de políticas de dívida deve envolver regras claras para emissão de garantias de Estado, uma transformação de obrigações implícitas contingentes em garantias explícitas e a contabilidade apropriada de diferentes tipos de garantias", diz o texto em discussão pelos negociadores.
Os ministros de finanças e presidentes de BCs devem também mostrar preocupação quanto à proliferação de iniciativas nacionais para promover reformas estruturais na atividade bancária, apesar dos esforços para avançar em mudanças regulatórias globais. Isso causa incerteza regulatória, diz o comunicado. "Nós recebemos bem os esforços do Financial Stability Board para identificar pontos de fricção entre essas iniciativas nacionais e implementar um plano de ação para mitigá-las".
Outro tema a ser enfatizado é a luta contra os paraísos fiscais, para atacar a evasão quando os governos precisam desesperadamente de dinheiro. Para o grupo, eventos recentes mostram que mais precisa ser feito para lutar contra paraísos fiscais, uma menção implícita a Chipre e também às revelações da operação "OffshoreLeaks", de 2,5 milhões de fichas que detalham um sistema mundial de evasão fiscal através de mais de 120 mil empresas-fantasmas. Analistas estimam que cerca de US$ 1,6 trilhão escapem a cada ano aos fiscos.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

G-20 AVALIA BARRAR ENTRADA DE CORRUPTOS NOS PAÍSES-MEMBROS

G-20 AVALIA BARRAR ENTRADA DE CORRUPTOS NOS PAÍSES-MEMBROS

G-20 AVALIA BARRAR ENTRADA DE CORRUPTOS NOS PAÍSES-MEMBROS, MAS BRASIL RESISTE
Autor(es): Alana Rizzo
O Estado de S. Paulo - 25/02/2013
 
O Grupo dos 20 (G-20) estuda uma proposta para barrar a cir­culação de corruptos e corrup­tores nos seus países-membros a partir da negativa de vis­tos e de refugio. A proposta, en­cabeçada pelos Estados Uni­dos, é vista com reticências no governo brasileiro.
O Estado teve acesso a docu­mentos que relatam a falta de consenso dentro do governo em apresentar uma manifesta­ção sobre o tema, apesar da pres­são internacional. Desde o ano passado, membros da Controladoria-Geral da União (GGU), do Ministério das Relações Exte­riores, da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Justiça estão envolvidos no de­bate, considerado "sensível", "polêmico" e "difícil". As autori­dades brasileiras não conse­guem definir quem seria afeta­do pela medida.
Em 2012, os chefes de Estado ratificaram o compromisso de criar instrumentos para barrar a entrada de enquadrados nesse crime em seus territórios. Em ju­nho, o grupo apresentará o pri­meiro relatório sobre a implanta­ção da medida.
O Brasil quer parâmetros so­bre quem se enquadraria no ter­mo "corrupto" e quem sofreria as penalidades. Não há entendi­mento, entre as autoridades lo­cais, sobre se a norma valeria ape­nas para condenados ou tam­bém para aqueles que não foram julgados. Discute-se, ainda, no âmbito do G-20 que a punição deveria se estender a familiares e associados dos corruptos, o que contraria a Constituição bra­sileira. Também pesa nas discus­sões governamentais a tradição do País de não restringir acesso ao seu território. Os defensores da proposta, no entanto, susten­tam que a negação de vistos e o controle migratório impedem que o corrupto gaste o dinheiro fruto do ilícito fora de seu país.
A medida teria reciprocidade e afetaria o universo de corrup­tos brasileiros que tentassem en­trar nos países do G-20. Dados do Ministério Público Federal re­velam que mais de 5 mil inquéri­tos foram abertos nos últimos anos para investigar práticas de corrupção no País. Cerca de 700 pessoas cumprem pena hoje no Brasil por esse crime.
No Supremo Tribunal Fede­ral, há 17 inquéritos e ações pe­nais contra parlamentares, e so­mente a Procuradoria Regional da República da 1.a Região denun­ciou cerca de 250 prefeitos nos últimos dois anos por esse cri­me. No julgamento do mensalão, concluído no final do ano passado, 20 dos 25 condenados foram sentenciados a penas por corrupção ativa ou passiva - en­tre eles o ex-ministro José Dirceu, o deputado federal José Genoino e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
Em pauta. Oficialmente, o go­verno nega qualquer tentativa de atrasar a proposta e afirma que o assunto está ainda em dis­cussão. O Brasil tem até o próxi­mo ano para debater o assunto, que ganhou força depois de os Estados Unidos alterarem sua le­gislação - autorizando a autori­dade alfandegária a barrar a en­trada de corruptos, familiares e pessoas associadas.
O tema também avança no Ca­nadá, onde um projeto de lei criando restrições para o acesso ao território de pessoas corrup­tas já foi apresentado.
"A discussão existe e, por se tratar de um assunto sensível, es­tá andando surpreendentemen­te bem. Estamos no ponto de de­finir a forma e operacionalizá-la. O Brasil já se comprometeu a analisar casos de corrupção co­mo um critério na hora de con­cessão de vistos ou na entrada de estrangeiros em seu território. O que não vamos é abrir mão da soberania do País de decidir", afirma Hamilton Fernando Cota Cruz, assessor especial da CGU, responsável por coordenar as ações brasileiras sobre o tema no G-20. "Uma medida como es­sa é de grande inovação e ela tem o respaldo e a força dos líderes políticos das 20 maiores econo­mias do mundo, que assinaram a proposta. Não tem força de lei, mas tem força política."
Para o G-20, a corrupção amea­ça a integridade dos mercados, destrói a confiança da sociedade e distorce alocações de recursos. O grupo anticorrupção tem re­presentantes de todos os países e a Espanha como observadora.
Polêmica. "Muito mais eficaz do que barrar a entrada de cor­ruptos nos países é a punição efetiva de quem é corrupto e do corruptor", avalia Rodrigo Vitó­ria, coordenador da unidade de Governança e Justiça do Escritó­rio das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.
Para ele, a medida esbarra em princípios constitucionais, co­mo a presunção da inocência, e também na demora na validação de sentenças internacionais pe­lo Judiciário. "O cenário brasilei­ro está melhorando, mas ainda temos uma cultura de permissividade com a corrupção. A medi­da constrange, mas não é a me­lhor", avalia.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

G20 apoia medidas de austeridade na Europa

G20 apoia medidas de austeridade na Europa

Foto: Stewat Patrick
Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

Após dois dias de reuniões em Los Cabos, no México, os ministros da Fazenda do G20 (grupo dos países mais ricos do mundo) anunciaram apoio às medidas adotadas pelos europeus para conter os impactos da crise econômica internacional. Eles recomendaram, porém, que é necessário reforçar essas ações para impedir a expansão da contaminação para as instituições financeiras. O mês de abril foi fixado como prazo para definição das decisões.

A posição do G20 foi anunciada em comunicado assinado por todos os participantes. O Brasil foi representado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. “No fim de março, os países da zona do euro [17, dos 27 que integram a União Europeia] farão uma avaliação sobre o reforço das suas instituições que promovem apoio financeiro”, diz o texto. “[O resultado dessa avaliação será] fundamental na decisão que o G20 tomará para canalizar maiores recursos para o Fundo Monetário Internacional (FMI)”, acrescenta o comunicado.

No próximo mês, os líderes dos países da zona do euro devem definir o reforço dos fundos de resgate e se buscarão mais ajuda do Fundo Europeu de Estabilização Financeira do Mecanismo Europeu de Estabilidade – que deverão atingir 750 bilhões de euros.

O FMI propôs o aumento para US$ 500 mil de sua capacidade de empréstimo. Mas a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, avisou que é possível rever esse valor, pois é necessário definir o repasse com os recursos do Fundo  Europeu.

O secretário norte-americano do Tesouro, Timothy Geithner, disse que houve  “importantes progressos” durante as discussões do G20, no México, ao estabelecer recomendações para os europeus receberem os empréstimos e evitar futuras crises. “Estamos assistindo a uma ampla convergência de estratégias de supervisão e transparência nos mercados de derivados”, disse ele.

O presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi, lembrou que a economia europeia começa a sinalizar o início da estabilização por meio de melhorias pontuais. “Alguns países devem registrar recessão moderada. Mas, para a maioria [dos países] da zona do euro, a situação parece estabilizar”, acrescentou.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto
 
Fonte: EBC  

 
 

Publicado em: 27/02/2012