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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Unasul reconhece presidente paraguaio

Unasul reconhece presidente paraguaio

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

A União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que reúne 12 países, reconheceu e saudou o presidente eleito do Paraguai, Horacio Cartes (Partido Colorado). A iniciativa é interpretada como o primeiro passo para negociar o fim da suspensão do país do bloco regional. Há dez meses, o Paraguai foi suspenso da Unasul porque os líderes regionais concluíram que houve rompimento das instituições democráticas durante o processo de impeachment do então presidente Fernando Lugo.

O reconhecimento da Unasul foi definido após análise da Missão de Acompanhamento Eleitoral do Grupo de Alto Nível designado para avaliar a situação paraguaia. O grupo foi coordenado pelo  peruano Salomón Lerner. Em comunicado, o bloco informou ter constatado “o cumprimento do cronograma eleitoral, a normalidade do desenvolvimento dos comícios e a ampla participação da cidadania”.

O texto acrescenta que “[o ocorrido] contribui com os avanços do processo democrático-institucional do país”. O comunicado também destaca o papel da Justiça Eleitoral do Paraguai, informando que ela foi “eficaz e ótima na organização e condução” do processo. As eleições presidenciais ocorreram no último dia 12.

No comunicado, a Unasul parabeniza Cartes. “A União de Nações Sul-Americanas expressa suas felicitações ao povo paraguaio pela ação cívica ocorrida durante as eleições gerais de 2013, celebradas no domingo, 21 de abril, na nação irmã. [A Unasul] saúda igualmente o candidato vitorioso, Horacio Cartes, por sua eleição como novo presidente da República”.

Cartes tomará posse em 15 de agosto, substituindo Federico Franco, que assumiu o cargo no lugar de Lugo, que sofreu processo de impeachment em junho de 2012. O Senado e a Câmara do Paraguai aprovaram o fim do governo Lugo, alegando falta de responsabilidade de sua parte. O presidente eleito venceu a disputa com 45,92%. O segundo colocado foi Efraín Alegre (Partido Liberal), que obteve 37%.

A Unasul é formada pela Bolívia, Colômbia, o Equador, Peru, a Argentina, o Brasil, Paraguai, Uruguai, a Venezuela, o Chile, a Guiana e o Suriname. São países observadores o Panamá e o México.

*Com informações da emissora multiestatal de televisão, Telesur

Edição: Graça Adjuto

Fonte: Agência Brasil (EBC)
 
 

Publicado em: 24/04/2013

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Paraguai quer retornar à Unasul

Paraguai quer retornar à Unasul

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

O governo do Paraguai tem esperança de que a Cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), no Peru, decida revogar a suspensão do país no grupo. O vice-ministro das Relações  Exteriores do Paraguai, Antonio Rivas Palacios, disse ontem (27) que o governo aguarda o encontro para decidir quais serão as próximas ações. Segundo ele, o Paraguai sofre uma  "cruzada persecutória" .

O Paraguai está suspenso, há cinco meses, da Unasul e do Mercosul até 21 de abril de 2013. A suspensão foi definida pelos presidentes sul-americanas por discordarem da forma como foi conduzido o processo de impeachment do então presidente paraguaio Fernando Lugo, em junho. Para os líderes políticos, houve rompimento da ordem democrática no país.

"Não podemos permitir que se mantenham as sanções", disse o vice-ministro, lembrando que a expectativa é que ocorra uma decisão sobre o Paraguai na reunião dos chefes de Estado, na sexta-feira (30). A presidenta Dilma Rousseff não participará dos debates porque cancelou sua viagem ao Peru.

O vice-ministro disse ainda que o governo do Paraguai conta com o apoio da maioria dos países e apenas “alguns questionam” a situação atual do país. Lugo foi destituído do poder, após aprovação do Congresso, denunciado por falta de responsabilidade. Para os líderes sul-americanos, Lugo não teve tempo suficiente para se defender.

"Temos relações normais com quase todos [os países]. Estamos recebendo embaixadores de todos os continentes", ressaltou o vice-ministro. "A relação com quase todo mundo é normal, só na nossa região é mantida alguma distância", acrescentou.

*Com informações da agência pública de notícias do Paraguai, Ipparaguay.

Edição: Talita Cavalcante

Fonte: EBC  
 
 

Publicado em: 28/11/2012

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Unasul suspende Paraguai do grupo

Unasul suspende Paraguai do grupo

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

O Grupo de Alto Nível da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) ratificou ontem (15) a suspensão temporária do Paraguai. A decisão foi anunciada após um período de análises, feitas a partir de relatórios específicos enviados pelas 11 embaixadas dos países que integram o grupo. O presidente do  Grupo de Alto Nível da Unasul, Salomon Lerner, fez o anúncio oficial. 

O Paraguai foi suspenso da Unasul em 29 de junho, depois que os líderes sul-americanos levantaram dúvidas sobre a destituição do então presidente Fernando Lugo do poder – em 22 de junho. O Mercosul também suspendeu o país temporariamente do bloco.

A Unasul é formada por 12 países – um deles é o Paraguai que está suspenso até abril de 2013. Integram o grupo a Bolívia, Colômbia, o Equador, Peru, a Argentina, o Brasil, Paraguai, Uruguai, a Venezuela, o Chile, a Guiana e o Suriname. São países observadores o Panamá e o México.

Lerner disse ainda que os integrantes do grupo analisaram os relatórios sobre a situação política no Paraguai e que há perspectivas positivas sobre o cumprimento do calendário eleitoral no país. As eleições presidenciais estão marcadas para abril de 2013. O ex-presidente Fernando Lugo deve ser candidato ao Senado.

No fim deste mês, os integrantes do Grupo de Alto Nível da Unasul voltam a se reunir para mais uma etapa de análise sobre a situação política do Paraguai. A reunião ocorreu ontem (14) em Lima, no Peru.

No próximo dia 22, a Organização dos Estados Americanos (OEA) discute a situação política do Paraguai. O governo do presidente paraguaio, Federico Franco, tem sinalizado que confia no apoio da organização ao país.

*Com Informações agência pública oferece notícias do Paraguai, Ipparaguay.

Edição: Graça Adjuto
 
Fonte: EBC
 
 

Publicado em: 15/08/2012

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Unasul tenta evitar destituição de Lugo

Unasul tenta evitar destituição de Lugo

Congresso pode afastar hoje o presidente do Paraguai
Autor(es): Por Fabio Murakawa | De São Paulo
Valor Econômico - 22/06/2012
 

Convocada pela União das Nações da América do Sul (Unasul) por iniciativa do Brasil, missão de ministros de Relações Exteriores do continente faz hoje, em Assunção, uma tentativa para deter o processo de impeachment contra o presidente Fernando Lugo. A Câmara dos Deputados paraguaia aprovou o impeachment e o Senado realizou manobra para começar ontem mesmo o julgamento, cujo desfecho está marcado para a tarde de hoje. Lugo é acusado de "mau desempenho de suas funções" após conflito que provocou a morte de 17 policiais e camponeses.
A Unasul quer preservar "o direito de defesa" de Lugo e lançar mão da "cláusula democrática", que pode resultar no isolamento político do país.

O Paraguai deve ter na tarde de hoje um novo presidente. Às 16h30 (17h30 em Brasília), conclui-se um julgamento político relâmpago, instalado na noite de ontem pelo Congresso, para decidir a sorte de Fernando Lugo, no cargo desde 2008. Parlamentares de oposição e de sua frágil base aliada de o acusam de não cumprir suas funções na condução de um dos piores conflitos sociais da história recente do país - um enfrentamento entre policiais e camponeses que resultou na morte de 17 pessoas na semana passada.
Lugo disse que não vai renunciar ao cargo. Mas, a julgar pelo seu desempenho no embate pela abertura ou não do processo de impeachment, ontem no Congresso, suas chances de permanecer na Presidência são nulas. Primeiro, a Câmara dos Deputados aprovou o pedido de abertura do julgamento político do presidente por 73 votos a 1. Horas mais tarde, no Senado, o Lugo foi derrotado pelo placar de 42 a 3.
O julgamento começou já no final da tarde ontem, quando uma comissão de cinco deputados apresentou sua acusação, baseada em cinco pontos, dentre os quais a má condução do massacre da semana passada e o uso de um quartel para um ato político. A defesa terá hoje duas horas para expor suas alegações, a partir do meio-dia. Às 16h30, o plenário do Senado realiza uma sessão extraordinária para decidir o destino do presidente, em votação nominal.
Caso o impeachment seja aprovado, assume o vice-presidente Federico Franco, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), que rompeu com Lugo nos últimos dias, após o massacre.
A provável deposição do presidente ocorre a exatos dez meses da eleição de 21 de abril e representa o fim de um processo de erosão do apoio político a Lugo, que teve em seu ápice com o confronto entre camponeses e policiais que tentavam fazer a reintegração de posse de uma fazenda em Curuguaty, a 400 km de Assunção, que resultou na renúncia do Ministro do Interior, Carlos Filizolla.
O frágil apoio a Lugo erodiu de vez depois que ele nomeou para o cargo o ex-procurador-geral do Estado Rúben Candida Amarilla, ligado ao Partido Colorado, de oposição. Nesta semana, o PLRA anunciou que deixaria a base de apoio de Lugo "Foi um erro terrível, pois desagradou ao PLRA, os movimentos sociais e também a vários setores do Partido Colorado", disse ao Valor o analista Francisco Caplis, da consultoria First, em Assunção. "Há uma semana, ninguém falava em deposição, mas esse episódio encerrou qualquer apoio político que Lugo poderia ter."
Segundo Capli, Lugo já vinha costurando com setores do Partido Colorado uma frente para concorrer à Presidência em 2013, iniciativa que rivais dentro da própria legenda já vinham sabotando.
"O massacre e seus desdobramentos geraram o momento certo para a oposição tentar uma espécie de golpe no país", afirmou Oswaldo Dehon, professor de relações internacionais do Ibmec.
Segundo as fontes, um possível impeachment de Lugo poder ter um desfecho violento. Para Dehon, apesar de desiludidos com Lugo, grande parte dos movimentos sociais devem dar apoio a ele, em caso de impedimento. E, segundo Capli, militantes pró e contra Lugo de várias partes do país se dirigiam a Assunção, para acompanhar o julgamento em frente ao Congresso. "Pode haver enfrentamentos."
As Forças Armadas, por enquanto, se mantêm neutras. Em um comunicado, disseram que "se mantêm dentro de suas funções específicas, estabelecidas por lei".

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Países da Unasul aproveitam a Rio+20 para discutir situação do presidente do Paraguai

Países da Unasul aproveitam a Rio+20 para discutir situação do presidente do Paraguai

21/06/2012

Carolina Gonçalves e Renata Giraldi
Enviadas especiais

  Os presidentes dos países da União de Nações Sul-Americanas podem definir hoje (21), no Rio de Janeiro, um posicionamento sobre a situação do presidente paraguaio, Fernando Lugo. A informação foi divulgada há pouco pelo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.
A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou hoje uma proposta de impeachment contra Lugo. O presidente paraguaio enfrenta resistências políticas internas em seu país, que foram intensificadas com o recente confronto durante a desocupação de uma fazenda em uma área de cerca de 2 mil hectares no distrito de Curuguaty, departamento de Canindeyú, na fronteira com o Brasil. O conflito deixou mais de 15 mortos e cerca de 80 feridos.
Ao avaliar a situação política de Lugo, os parlamentares paraguaios o consideraram inapto a prosseguir na condução do país. O governo paraguaio não considera a possibilidade de renúncia.
O líder colombiano explicou que o grupo pretende se reunir em um almoço para solucionar o impasse e antecipou qual será o posicionamento da Colômbia diante do assunto. “Teremos uma reunião para tratar desse problema. Pela Colômbia, posso afirmar que defendemos a democracia e os princípios democráticos. Essa é nossa posição firme, concreta e não negociável”, disse ele.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Brasil é o país que mais investiu em defesa e segurança na América do Sul, mostra relatório

Brasil é o país que mais investiu em defesa e segurança na América do Sul, mostra relatório

11/05/2012
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Na América do Sul, o Brasil e a Colômbia são os países que mais gastaram com defesa e segurança, no período de 2006 a 2010, segundo o Centro de Defesa Estratégica, vinculado à União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Pelo relatório preliminar, o conjunto de países da região investiu US$ 126,1 bilhões no período, registrando um gasto médio por nação de US$ 25,2 bilhões.
Os valores gastos com defesa representam uma média de 4,14% do total das despesas anuais dos governos e 0,91% do Produto Interno Bruto (PIB) na região. O relatório será enviado aos ministros da Defesa da Unasul. No próximo dia 4, eles se reunirão em Assunção, no Paraguai, para avaliar o documento e adotar as políticas que considerem adequadas.
O Brasil foi responsável por gastar o equivalente a 43,7% do total investido na Unasul, seguido pela Colômbia, que aplicou 17%, Venezuela (10,7%), pelo Chile (9%) e pela Argentina (8,3%).
Entre os países que investiram menos estão o Equador (4,5%), o Peru (4%), o Uruguai (1,3%), a Bolívia (0,9%), o Paraguai (0,5%), o Suriname (0,1%) e a Guiana (0,1%).

*Com informações da agência pública de notícias do México, Notimex // Edição: Juliana Andrade

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Unasul define hoje plano estratégico de combate ao crime organizado transnacional

Unasul define hoje plano estratégico de combate ao crime organizado transnacional

04/05/2012 
 
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

  Representantes dos ministérios da Defesa, da Justiça e das Relações Exteriores dos 12 países que integram a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) se preparam para anunciar hoje (4) um plano regional estratégico de combate ao crime organizado transnacional e que amplia as medidas de segurança nas áreas de fronteira.
Os ministros e secretários executivos estão reunidos em Cartagena das Índias, na Colômbia. O ministro da Defesa, Celso Amorim, respresenta o Brasil. A Unasul é formada pelos seguintes países: Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Chile, Guiana e Suriname, além do Brasil. O Panamá e o México são membros observadores.
O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, alertou que o crime transnacional é a “ameaça mais séria” à segurança e estabilidade na região. Segundo ele, os crimes estão diretamente relacionados a uma série de atividades ilegais, que vão desde o tráfico de drogas e armas até de pessoas. O ministro destacou que todas são ações de alcance internacional.
Pinzón acrescentou ainda que há necessidade de avaliar as questões relativas à exploração ilegal de minérios, à lavagem de dinheiro, aos crimes cibernéticos e à conexão entre as redes criminosas. De acordo com Pinzón, todos os governos têm responsabilidades nos esforços para garantir mais segurança e justiça na região.
A secretária-geral da Unasul, Maria Emma Mejía, defendeu a proposta de criar uma zona de paz na região. Segundo ela, a intenção e os esforços de todos os integrantes do bloco indicam que há condições de “bons resultados” por meio de ações concretas. De acordo com Maria Emma Mejía, é fundamental romper com o que chamou de "cultura do ato ilícito".
O presidente pro tempore da Unasul, o paraguaio Jorge Lara, ressaltou que os crimes transnacionais desrespeitam fronteiras, os Estados e as marcas legais. Para os governos da Venezuela e do Equador, é necessário criar uma instância de direitos humanos, independente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Os governos do Equador e da Venezuela informaram que o novo órgão, a ser criado no âmbito da Unasul, destina-se a proteger e promover os direitos sociais, políticos e humanos buscando o desenvolvimento econômico e sustentável, além da democracia.

*Com informações do Ministério da Defesa da Colômbia e da agência estatal de notícias de Cuba, Prensa Latina // Edição: Juliana Andrade