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segunda-feira, 11 de março de 2013

Referendo decedirá futuro das Ilhas Malvinas

Referendo decedirá futuro das Ilhas Malvinas

Da BBC Brasil

A população das Malvinas (para os argentinos) ou Falklands (para os britânicos) vai às urnas neste domingo (10) e amanhã (11) em um referendo que decidirá sobre a possibilidade de as ilhas continuarem sendo território britânico ultramarino.

A Argentina tem constantemente reiterado o desejo de retomar as ilhas, 30 anos depois de suas tropas terem sido derrotadas por uma força-tarefa britânica em um conflito que durou 74 dias.

Os habitantes da ilha decidiram manter o referendo, proposto pelo Reino Unido no ano passado, em resposta à pressão argentina por negociações sobre a soberania. Dos cerca de 2.900 moradores, 1.672 podem votar.

Espera-se que a pequena comunidade vote pela continuidade do domínio britânico. A provável vitória do "sim" ao atual status das ilhas não deve, porém, resolver a disputa.

A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, disse que a vontade dos moradores das ilhas, habitantes não é relevante para a questão territorial.

A maioria argentinos considera as ilhas, que eles chamam de Las Malvinas, como parte da Argentina. As ilhas ficam a cerca de 500 quilômetros do litoral argentino, mas são administradas e ocupadas pela Grã-Bretanha desde o século 19.

Dos cerca de 2.900 moradores das Falkland/Malvinas, 1.672 podem votar.

Fonte: Agência Brasil (EBC)  
 
 

Publicado em: 11/03/2013

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Na Cúpula das Américas, Argentina defenderá direito à soberania das Malvinas

Na Cúpula das Américas, Argentina defenderá direito à soberania das Malvinas

13/04/2012 
 
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Em campanha pelo controle das Ilhas Malvinas, atualmente em poder da Grã-Bretanha, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, reúne-se amanhã (14) com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Eles participam da 6ª Cúpula das Américas, em Cartagena das Índias, na Colômbia.
Nas Américas, a maioria dos países, inclusive o Brasil, apoia o pleito argentino. Em 1982, houve a Guerra das Malvinas, quando argentinos e britânicos se enfrentaram na tentativa de garantir o poder político e econômico.
Ao chegar ontem (12) à Colômbia, o ministro das Relações Exteriores, Luis Almagro, disse que a alegação da Argentina "é uma questão de soberania” e conta com o apoio dos uruguaios. "Eu acho que a posição da Argentina é compartilhada por grande parte da região. Por isso, é importante que essa legítima reivindicação seja confirmada em uma declaração [conjunta]", disse Almagro.
A expectativa dos argentinos é que o apoio ao controle sobre as Malvinas faça parte do documento final, que será assinado e divulgado no domingo (15) pelos presidentes e primeiros-ministros de 34 países presentes à cúpula.
*Com informações da agência pública de notícias da Argentina, Telam//Edição: Graça Adjuto

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cerimônias na Argentina e na Grã-Bretanha marcam 30 anos da Guerra das Malvinas


Cerimônias na Argentina e na Grã-Bretanha marcam 30 anos da Guerra das Malvinas

02/04/2012 
 
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

O aniversário de 30 anos do começo da Guerra das Malvinas (ou Falklands, para os britânicos) será celebrado com uma série de cerimônias e discursos na Grã-Bretanha e na Argentina. No total, 255 soldados britânicos e 650 argentinos morreram no conflito, deflagrado por uma invasão argentina das Malvinas no dia 2 de abril de 1982. As celebrações ocorrem em um momento das novas tensões entre argentinos e britânicos.
Recentemente a Argentina voltou a manifestar seu direito às ilhas, mas a Grã-Bretanha se mantém determinada a garantir a soberania na região, no Atlântico Sul. A Grã-Bretanha controla as Malvinas desde 1833, mas a Argentina diz que o território pertencia à Espanha, devendo ser herdado pelo país sul-americano com a sua independência.
Veteranos britânicos de guerra e parentes dos mortos farão uma cerimônia especial no Memorial Nacional Arboretum, em Staffordshire, na região oeste da Inglaterra. Uma única vela será acesa como um gesto de memória aos mortos. O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, disse que hoje (2) é um dia para lembrar argentinos e britânicos mortos no conflito
"Há 30 anos, o povo das Ilhas Falklands sofreram um ato de agressão que quis roubá-los das suas liberdades e do seu modo de vida", disse Cameron. "Hoje é um dia de comemoração e reflexão: um dia para lembrar todos aqueles que perderam suas vidas no conflito – os integrantes das nossas Forças Armadas, assim como os argentinos que morreram."
Veteranos argentinos fizeram uma vigília durante a madrugada. Além disso, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, visitará o Porto de Ushuaia hoje para uma cerimônia em homenagem aos soldados argentinos mortos no conflito. Ela vai acender uma "chama eterna" no local. Na madrugada passada, veteranos de guerra fizeram uma vigília.
A Argentina solicitou a abertura de negociações sobre a soberania das Ilhas Malvinas, mas o governo britânico diz que não há nada para se discutir, se não houver consentimento dos moradores.
A Grã-Bretanha acusa a Argentina de tentar impor um bloqueio à população local, depois de proibir embarcações com a bandeira de Falklands em seus portos. A medida também foi adotada pelos demais países do Mercosul.
A derrota das forças argentinas no conflito contribuiu para o fim do regime militar liderado pelo general Leopoldo Galtieri – preso, acusado de "incompetência" na guerra. A primeira-ministra britânica na época, Margaret Thatcher, não participará das celebrações, pois sofre com vários problemas de saúde.
*Com informações da BBC Brasil e da agência pública de notícias da Argentina, Telam.
Edição: Talita Cavalcante

quarta-feira, 21 de março de 2012

Britânicos defenderão Malvinas a todo custo, diz pesquisa

Britânicos defenderão Malvinas a todo custo, diz pesquisa


Matéria de Carta Capital 21/03/2012



Atualmente, a Argentina poderia retomar as Ilhas Malvinas do Reino Unido com maior facilidade que a mal sucedida tentativa de 1982, defende um general britão combatente na guerra entre os países há quase 30 anos. Mas os britânicos não abririam mão do território facilmente. É o que diz uma pesquisa do jornal The Guardian.

O diário entrevistou mil pessoas em todo o Reino Unido e 61% delas afirmaram que os britânicos “deveriam proteger as Ilhas Malvinas (para eles Falkland Islands) até quando os nativos desejarem proteção”, sem importar o custo.
Apenas 32% dos entrevistados são adeptos da opção de negociar a entrega do território.
Maioria dos britânicos refuta a ideia de entregar Malvinas à Argentina, segundo pesquisa. Foto: Governo das Ilhas Falkland

A pesquisa foi anunciada poucas semanas após o general Julian Thompson, comandante das forças terrestres inglesas durante o conflito, dizer ao jornal britânico The Times que o Reino Unido não teria como defender as ilhas porque carece atualmente de um porta-aviões.
“Tudo o que os argentinos precisam fazer é levar sua infantaria às ilhas durante o tempo necessário para destruir os aviões Typhoon (da Royal Air Force) e será o final.”
Neste caso, diz, a única solução seria enviar uma força naval, como decidiu fazer a então primeira-ministra Margaret Thatcher há 30 anos.
Não demorou muito e a afirmação teve resposta. Christian Le Mière, analista do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), disse que no momento Londres possui mais de mil soldados mobilizados no arquipélago e “ao menos três navios” no Atlântico Sul.
“Não ter um porta-aviões priva o Reino Unido de capacidades de ataque úteis em muitas situações diferentes, mas não quer dizer que a campanha não pudesse ter sucesso.”
Cerca de 13 mil quilômetros distante do arquipélogo, os britânicos não parecem, no entanto, preocupados em como proteger o local de uma eventual invasão argentina. A larga margem da pesquisa sugere que as queixas do país sul-americano sobre “imperialismo” e “militarização” do Reino Unido são absolutamente ignoradas na “iIlha-mãe”.
Os dados mostram uma maioria clara de defensores da soberania britânica nas Malvinas em todas as classes sociais, regiões e nações, exceto no País de Gales. Mesmo lá, o apoio pela manutenção alcança 49% dos entrevistados, contra 39% dos interessados em entregar o território ao poder argentino.
Os eleitores conservadores são os mais animados em proteger os frutos dos tempos de ferro de Thatcher: 78% deles defenderiam a ilha. Entre Trabalhistas e liberais a porcentagem é mais equilibrada: 54% e 60%, respectivamente.
Apenas os britânicos mais jovens defendem a entrega da ilha aos argentinos. Foto: Governo das Ilhas Falkland
Somente nos eleitores entre 18 e 24 anos, ainda não nascidos em 1982, há uma diferença: 49% apoiam negociações com a intenção de entrega das Malvinas e 39% querem mantê-las.
Nos outros grupos etários, entre 60% e 70% defendem o poder britânico na região.
Neste cenário, a presidenta argentina Cristina Kirchner tem aumentado a pressão sobre o Reino Unido para negociar a soberania da ilha na véspera do aniversário de três décadas da guerra. A mandatária chegou a proibir a entrada de navios com a bandeira das Malvinas em portos do país.
Parece que o “esforço” kirchneriano – e o apoio do ator norte-americano Sean Penn -, no entanto, vão continuar sem ter a repercussão desejada por Buenos Aires na terra da rainha.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Argentina vai processar empresas petrolíferas que exploram óleo nas àguas das Malvinas

Argentina vai processar empresas petrolíferas que exploram óleo nas àguas das Malvinas

Monica Yanakiew - Correspondente da EBC na Argentina

O governo argentino anunciou hoje (15) uma nova ofensiva contra o Reino Unido na disputa pela soberania das Ilhas Malvinas. O chanceler Hector Timerman disse que a Argentina vai iniciar ações no tribunais federais do país e na Justiça Internacional contra as cinco empresas que exploram petróleo nas águas do pequeno arquipélago do Atlântico Sul, que fica a 500 quilômetros da costa argentina.

Ele acusou as empresas de realizarem “atividade ilegais” porque estão explorando petróleo em um território em disputa, cuja posse está em discussão nas Nações Unidas. “As empresas petrolíferas têm licenças ilegítimas, concedidas pelo governo britânico, e estão realizando atividades ilegais e atuando em área ilegal no Atlântico Sul”, disse Timerman.

O chanceler prometeu também tomar medidas contra todos os envolvidos na operação – desde as empresas que prestam apoio logístico até os bancos que financiam a exploração de petróleo na região. O governo argentino também exige que os consultores internacionais informem seus clientes dos riscos que correm se investirem em companhias acusadas de agirem contra a lei.

O governo britânico reagiu, por meio de um comunicado, dizendo que defende os interesses dos quase 3 mil moradores do arquipélago, que se sentem cidadãos britânicos e têm o direito de explorar as riquezas naturais de seu mar. Segundo o Reino Unido, as petrolíferas estão promovendo atividades comerciais legitimas.

Timerman argumentou que o Reino Unido está desrespeitando as resoluções das Nações Unidas, que pedem aos dois países uma negociação diplomática para resolver a disputa pelas ilhas, que data do século 19. Os argentinos reclamam que foram expulsos do arquipélago que, até pela proximidade geográfica, lhes pertence. Os britânicos apelam para outro princípio da legislação internacional: a autodeterminação dos povos. Segundo eles, cabe aos quase 3 mil moradores das ilhas a decisão se querem continuar sendo britânicos ou preferem ser argentinos.

A disputa resultou em um conflito armado em 1982. No dia 2 de abril desse ano, a Argentina tentou recuperar as ilhas pela força. Foi derrotada pelas tropas britânicas, mas continua reivindicando a posse das ilhas em todos os fóruns diplomáticos. Este ano, obteve o apoio dos países vizinhos (entre eles o Brasil) para impedir a entrada de qualquer barco com a bandeira do Reino Unido nos portos da região.

“A disputa deixou de ser bilateral para virar regional”, disse em entrevista à Agência Brasil o analista político Jorge Castro. Segundo ele, a nova ofensiva tem um propósito político. “Timerman prometeu tornar públicas todas as ações que o governo tomar. É uma forma de transmitir à opinião pública mundial que a Argentina continua reivindicando a soberania das ilhas”.

O anúncio foi feito 18 dias antes do aniversário de 30 anos da Guerra das Malvinas. Desde 1982, as ilhas receberam investimentos do Reino Unido e enriqueceram, dando concessões de pesca e de exploração de petróleo. Segundo Castro, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita das Malvinas chegou este ano a US$ 65 mil (até por causa da apreciação da libra esterlina em relação ao dólar). É o quarto maior do mundo, depois do Catar, de Liechtenstein e Luxemburgo.

Edição: Aécio Amado

quinta-feira, 1 de março de 2012

Argentina quer que União Europeia apoie na ONU debate sobre soberania nas Malvinas

Argentina quer que União Europeia apoie na ONU debate sobre soberania nas Malvinas

01/03/2012 
 
 
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

O governo argentino, comandado por Cristina Kirchner, acionou a União Europeia para avaliar o impasse envolvendo argentinos e britânicos em relação ao domínio das Ilhas Malvinas – chamadas de Falklands pelos britânicos. Para os argentinos, o assunto deve ser debatido na Assembleia Geral das Nações Unidas. A discussão ocorre às vésperas de completar 30 anos da disputa pela soberania das ilhas por argentinos e britânicos.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, a iniciativa de levar o debate para a Organização das Nações Unidas (ONU) é uma maneira de verificar eventuais violações de resoluções impostas pela ONU, além da exploração dos recursos naturais.
Ontem (29), o governo britânico convocou o encarregado de negócios argentino em Londres, Osvaldo Mársico, para pedir explicações sobre a proibição de entrada de dois navios da Grã-Bretanha no Porto de Ushuaia, na Argentina.
De acordo com informações de diplomatas britânicos, o representante do país em Buenos Aires irá manifestar formalmente sua preocupação, uma vez que há orientações para empresas argentinas não importarem mais produtos da Grã-Bretanha.
Há duas semanas, a Argentina apresentou nas Nações Unidas uma queixa formal contra a militarização dos britânicos na região das Malvinas.
*Com informações das agências públicas de notícias da Argentina, Telam, e de Portugal, Lusa.