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segunda-feira, 18 de março de 2013

Angra 3 vai usar urânio importado

Angra 3 vai usar urânio importado

Indefinição fará Angra 3 depender de urânio importado
Autor(es): Por Rodrigo Polito e Chico Santos | Do Rio
Valor Econômico - 13/03/2013
 

A usina de Angra 3, símbolo da retomada do programa nuclear brasileiro, será abastecida com urânio importado. A meta do governo de garantir oferta suficiente para atender a demanda do país não será alcançada em razão do atraso nos investimentos na cadeia de produção do combustível. A produção de urânio é responsabilidade da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
O país tem uma das maiores reservas de urânio do mundo, mas segundo especialistas ouvidos pelo Valor, um dos principais motivos para o atraso é que a INB, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, tem recursos muito limitados.

Luiz Filipe da Silva, sobre o consumo em Angra: "Não temos condições de suprir, então alguma coisa vamos importar"
Símbolo da retomada do programa de energia nuclear do governo, a usina de Angra 3 será abastecida com urânio importado. A previsão do governo era garantir oferta suficiente para atender a demanda do país até 2014. A meta, porém, não será alcançada devido ao atraso nos investimentos na cadeia de produção do combustível nuclear. A produção de urânio é responsabilidade da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
"O primeiro núcleo de Angra 3 vai consumir de 600 a 600 e poucas toneladas de U3O8 [concentrado de urânio conhecido como "yellowcake"] que, obviamente, nós não temos condições de suprir. Então, alguma coisa vamos importar", disse ao Valor Luiz Filipe da Silva, diretor de mineração e assessor especial da presidência da INB.
Inicialmente prevista para entrar em operação em 2015, a usina, de 1.405 megawatts (MW) deve começar a funcionar em julho de 2016, totalizando investimentos da ordem de R$ 13 bilhões. De acordo com o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as obras estão 42% concluídas.
O fato de não haver urânio para abastecer Angra 3, apesar de o Brasil ser dono de uma das dez maiores reservas do mineral no planeta (cerca de 300 mil toneladas), é apenas um exemplo das consequências da indefinição do governo com relação à continuidade do programa de energia nuclear. O Valor apurou que não há consenso entre os integrantes dos ministérios de Minas e Energia, da Ciência e Tecnologia e da Casa Civil com relação a esse tipo de produção de energia.
Até 2010, a energia nuclear era considerada estratégica e apontada pelo governo como principal substituta para a hidreletricidade a partir de 2030, quando o potencial economico e ambientalmente explorável dos rios estaria próximo do fim. A fonte era considerada ideal por operar continuamente na base, estar situada próxima aos centros consumidores e ser de baixa emissão de gases do efeito estufa.
O Plano Nacional de Energia (PNE) 2030, lançado em 2007, indicou a construção de quatro usinas nucleares de 1.000 MW, além de Angra 3, até 2030. Também estava nos planos do governo atingir a autossuficiência na produção, conversão e enriquecimento de urânio até 2014. O cenário otimista, porém, mudou depois do acidente na central nuclear de Fukushima, no Japão, provocado por um terremoto de 8,8 graus na escala Richter seguido de uma tsunami, em março de 2011.
Segundo o presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento das Atividades Nucleares (Abdan), Antonio Muller, a exemplo do último plano decenal de energia PDE 2021, o próximo documento (com horizonte 2022), que será lançado este ano, não deverá incluir novas termonucleares além de Angra 3. Enquanto o PNE 2030 tem a função de apontar a estratégia do governo, o PDE indica o que de fato deve sair do papel nos próximos dez anos.
O setor aguarda o que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com o aval do Ministério de Minas e Energia, vai incluir de fonte nuclear na revisão do PNE 2030. Atrasada há cerca de três anos, a nova edição do plano, que deverá ter o horizonte 2050, dará um sinal mais claro do que o governo quer para a energia nuclear nas próximas décadas.
Questionado, o MME respondeu que "diante de novos cenários surgidos após a publicação do PNE 2030 (oportunidade do gás não convencional, redução do custo da energia eólica, pré-sal, redução dos custos em decorrência de maior eficiência, etc), tais metas devem ser, evidentemente, revisitadas em termos de capacidade instalada e de datas de entrada, mas o programa nuclear deve ter seguimento nesse horizonte (até 2050)".
Com relação à cadeia de produção do combustível nuclear, que vai da mineração de urânio à fabricação do chamado elemento combustível, passando pela concentração, conversão a gás e enriquecimento do urânio, um dos motivos para a demora no desenvolvimento dos projetos, na visão de especialistas ouvidos pelo Valor, é que a INB, integralmente ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), tem recursos muito limitados.
Na prática, a estatal só conta com verba do Tesouro Nacional prevista no orçamento da pasta e com sua geração de caixa pela venda do combustível à Eletronuclear, operadora das usinas Angra 1 e 2. Ela não pode, por exemplo, captar financiamentos do BNDES.
A INB também é afetada pelo contingenciamento. Do orçamento previsto para 2012 (R$ 800 milhões), a empresa contou com apenas 65,3% do total. Em 2011, foram desembolsados 63,2% dos R$ 720 milhões aprovados. Em 2010, foram pagos 77,3% dos R$ 545,5 milhões previstos. E em 2009, dos R$ 500 milhões orçados, foram desembolsados menos da metade (46,3%).
"A reserva de urânio brasileira é a sexta do mundo. Foi feita prospecção em somente 25% do país, com profundidade em torno de 100 metros. Se aplicarmos mais, vamos ter mais. A reserva do Brasil hoje é de 309 mil toneladas. Pelas avaliações existentes, comparando com a Austrália, que tem bacia sedimentar muito parecida, o Brasil pode ter 800 mil toneladas. Agora, tonelada de urânio embaixo da terra não quer dizer nada", diz Muller.
Para o coordenador do Grupo de Estudos do Setor de Energia Elétrica (Gesel), o professor Nivalde Castro, a energia nuclear precisa fazer parte do planejamento energético do governo. Segundo ele, como o incidente em Fukushima deu-se por questões naturais, e não por falha humana, o trauma com relação à fonte nuclear não vai durar muito tempo.
Outro ponto discutido entre especialistas é a possibilidade de abertura do setor de produção de energia nuclear para a participação de empresas privadas. A Constituição brasileira determina que essa atividade no Brasil é um monopólio estatal.
"Existem empresas no do Brasil e de fora interessadas em participar", ressalta Muller. A Abdan ingressou com uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) propondo a abertura do setor nuclear.
O Ministério de Minas e Energia informou que avalia a possibilidade de empresas privadas participarem da construção e operação de usinas nucleares, mas que não há nada definido nesse sentido. "Há estudos para permitir alguma flexibilização, mas ainda são iniciais".

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O programa nuclear e o futuro do Brasil


O programa nuclear e o futuro do Brasil

Roberto Amaral

Publicado em Carta Capital

O Brasil, considerando apenas a área até aqui prospectada, é o sexto país em reservas de urânio em todo o mundo. Esta reserva é suficiente para manter em funcionamento as atuais usinas Angra I e Angra II, e a futura Angra III e mais 4 novas usinas de 1000 Mw cada, por cerca de 100 anos. Não é para ser desconsiderado, portanto.
Foto: Johannes Eisele/AFP
Foto: Johannes Eisele/AFP

Mas possuir reservas minerais não é tudo, embora o Brasil esteja se descuidando de suas terras raras. Para ser utilizado, e para ter valor comercial, o urânio precisa ser transformado industrialmente em combustível nuclear, processo que compreende algumas etapas, entre elas o enriquecimento, com enorme valor agregado, inumeráveis fases de tratamento e o acesso a segredos tecnológicos guardados a cinco chaves pelos países que dominam essa tecnologia.
É o que se descreve a seguir.
Inicialmente, o minério bruto é processado de maneira a extrair a maior quantidade possível do urânio nele contido. Isso gera um material sólido chamado yellow cake, ou concentrado de urânio. Antes do enriquecimento propriamente dito, o yellow cake puro deve ser transformado em gás. Nas usinas de enriquecimento esse gás é processado para aumentar a proporção de Urânio 235, o urânio físsil, responsável, quando fissionado, pela geração de energia no gás. Em seguida ele é reconvertido para a fase sólida, constituindo-se num pó, que é compactado em pastilhas (pellets) e acondicionado em varetas que compõem o chamado elemento combustível.
Precisamos de urânio enriquecido para alimentar Angra I e II e Angra III, e, se o país tiver juízo, as demais usinas projetadas, projetadas, projetadas e de execução adiada.  Qual o procedimento atual? Produzimos o yellow cake e o remetemos para processadores no exterior para transformação em gás enriquecido, retornando ao país para ser reconvertido, produzidas as pastilhas e  acondicionadas nos elementos combustíveis.
Hoje, após anos de investimentos em pesquisa e equipamentos, e enfrentando a sabotagem das grandes potências nucleares, EUA à frente, como sempre, já dominamos a tecnologia para enriquecimento isotópico do urânio, desenvolvida pela Marinha (CTMSP) em colaboração com o IPEN, e brevemente estaremos produzindo  nosso combustível, na fábrica da INB. A tecnologia não é pioneira, mas nossas centrífugas, principal equipamento da planta, apresentam importantes conquistas que as tornam mais eficientes que as atualmente em uso em todo o mundo. E motivo de cobiça.
O domínio dessa tecnologia decorre de decisões políticas cruciais de vários governos e da persistência de pesquisadores e militares devotados. Dele tanto resulta o acúmulo de pesquisas, como determina igualmente novos avanços científicos e tecnológicos, os quais  estarão refletidos em novas conquistas; além da conclusão do ciclo nuclear, disporemos de  maior segurança no fornecimento do combustível, economia de custos e de divisas e, de futuro, a possibilidade de fornecermos urânio enriquecido para clientes no exterior. O ganho econômico pode ser medido pela diferença de preço, no mercado internacional, entre o minério bruto e o elemento combustível.
Uma vez mais  se coloca para o país optar entre permanecer como mero fornecedor de matéria-prima in natura,  ou transformar-se em exportador de conhecimento, rejeitar como destino a condição dependente,  optando pela emancipação nacional como base de seu  futuro. E não há futuro nem independência se renunciarmos ao desenvolvimento científico e tecnológico. Não se veja nessa política a revisão do velho projeto do Brasil-potência, nem eivos de um militarismo arcaico. Trata-se, simplesmente, de optar entre  independência e  dependência e caminhar no sentido contrário das políticas do neoliberalismo.
Nossa tecnologia, voltada para os usos pacíficos da energia nuclear, nada tem a ver com a produção de bombas, que requer urânio enriquecido a mais de 90% em seu isótopo 235, enquanto a planta de enriquecimento isotópico da INB em Rezende foi projetada para a produção de enriquecimento até 5%, destinando-se, portanto, exclusivamente, para uso na fabricação de elementos combustíveis dos reatores de potência do sistema Angra e em alguns tipos de reatores para propulsão naval, como do nosso futuro submarino.
Portanto, nosso país nada tem que esconder. E jamais escondeu. Precisa apenas decidir se deseja mesmo (pois precisa) dominar o conhecimento científico e tecnológico pondo-o a serviço de seu desenvolvimento e de sua soberania.
Além de haver aderido, em 1997, ao Tratado de não-proliferação de Armas Nucleares (TNP), unilateralmente, ou seja,  sem negociar, isto é, sem cobrar contrapartidas, como, por exemplo, transferência de tecnologia, ou, a redução dos estoques das potências nucleares e guerreiras (EUA à frente),  o Brasil é o único país do mundo a determinar, em sua Constituição (art.21, XXIII, a) que “toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos” e, igualmente, é o único país do mundo que permite inspeções em suas instalações militares. E o único submetido a inspeções de duas agências internacionais, a Agência Internacional de Energia Atômica-AIEA, e a ABACC, Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares- ABACC.
O país recebe anualmente cerca de 50 inspeções anunciadas e seis inspeções não anunciadas, isto é de surpresa, sem programação prévia, em suas instalações nucleares.
Quando foi levantado o pleito da AIEA com vistas à assinatura  de um novo Acordo de Salvaguardas, a posição brasileira foi a de assegurar, às Agências, a aplicação de um controle efetivo do material nuclear utilizado, ao mesmo tempo que defendíamos   outras questões como desarmamento e, principalmente, nosso acesso às conquistas tecnológicas, além de igualdade de condições entre os signatários.
É querer muito? Não. O diferencial é que esses devem ser os termos de discussão de um país preocupado em preservar seus interesses, para continuar soberano.
É oportuno lembrar que o programa nuclear brasileiro não se reduz à produção de combustível. São notáveis suas aplicações na área médica, seja com vistas a diagnóstico, seja com vistas à terapia (radioterapia e braquiterapia; biotecnologia, irradiação de materiais biológicos); no meio ambiente, na indústria, na agricultura e irradiação de alimentos, nas indústrias do petróleo e do papel e na siderurgia, no beneficiamento de gemas, esterilização de materiais e no melhoramento genético e controle de pragas, nas áreas de materiais, processos físicos, químicos e tecnologia de suporte.
E, por fim, é fundamental o aproveitamento do urânio para a geração de energia elétrica, como fonte complementar às hidrelétricas e em substituição às fontes fósseis (petróleo e carvão), caras e poluentes. Até porque as hidrelétricas, independentemente das delimitações impostas pelo regime das chuvas (acabamos de viver ameaças de ‘apagões’), enfrentam crescentes restrições ambientais as quais, por exemplo, estão determinando hidrelétricas a fio-d’água, isto é, sem reservatórios, donde a necessidade de o Estado investir em alternativas.
Trata-se, portanto, o nuclear, de programa estratégico, que decide hoje o futuro do país.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Energia nuclear em desuso

Energia nuclear em desuso

Autor(es): Heitor Scalambrini Costa
Correio Braziliense - 01/10/2012
 
Setembro de 2012 ficará marcado na história pelos anúncios feitos pelos governos japonês e francês a respeito da decisão de se afastarem da energia nuclear, responsável pelos piores pesadelos da humanidade. Essa tomada de posição tem um significado especial, visto que Japão e França, até então defensores dessa fonte energética, têm em suas matrizes a maior participação mundial da nucleoeletricidade. Depois da histórica decisão do governo alemão de abandonar em definitivo a energia nuclear, agora são esses dois governos que vão rever seus planos para o setor.
O Japão anunciou que abrirá mão da energia nuclear ao longo das próximas três décadas. A decisão, tomada após encontro ministerial (14/9), indica o abandono de tal fonte energética na década de 2030. Essa posição governamental foi tomada após o desastre de Fukushima, que abalou a confiança da população na segurança dos reatores nucleares. O plano japonês apresentado é semelhante ao da Alemanha, primeira nação industrializada que se comprometeu a desligar todos os seus 17 reatores até 2022. Sem dúvida, para o Japão, a tarefa é complexa, visto que 1/3 da eletricidade gerada no país é proveniente dos 50 reatores instalados em seu território.
Ainda sobre a decisão do governo japonês, existem críticas por não ter sido especificado quando exatamente a meta seria alcançada, já que a decisão agora tomada não seria obrigatória para governos futuros. O que significa, em princípio, que uma nova administração poderia reverter os planos. Todavia, analistas afirmam que dificilmente essa mudança de rumo ocorreria pelo alto engajamento e conscientização dos japoneses, demonstrada em recente pesquisa de opinião em que mais de metade da população se diz favorável ao fim do uso da energia nuclear no país.
Também houve críticas sobre o porquê desse calendário ser tão dilatado, já que o país chegou a desligar 48 dos reatores depois do desastre de Fukushima e poderia, com o aumento da participação das fontes renováveis e com ambicioso programa de eficientização energética, atingir a meta num prazo menor. Todavia, mesmo com as ressalvas, a decisão anunciada aponta para um novo rumo na questão energética japonesa e mundial.
Já na França, em conferência realizada em 14 e 15 de setembro sobre questões ambientais, em Paris, o presidente François Hollande, cumprindo promessa de campanha, declarou que está engajado na transição energética, baseada em dois princípios: eficiência e fontes renováveis; e que planeja reduzir a dependência do país da energia nuclear, hoje correspondendo a 75% da matriz energética, para 50% até 2025.
Sem ter metas conclusivas para o abandono definitivo da energia nuclear no seu território, sem dúvida a decisão do governo francês é histórica e extremamente positiva, visto que, até então, discutir a questão nuclear na França era tabu. Para os defensores da tecnologia que sempre mencionavam o Estado francês como referência de experiência exitosa na área nuclear, fica aí uma derrota de grandes proporções. Sem dúvida, a França rever sua posição, mesmo diante das dificuldades, da complexidade do problema e das contradições existentes, é indispensável para um mundo de amanhã sem energia nuclear.
Outro país europeu que após Fukushima já havia rejeitado a energia nuclear em seu território foi à Itália, em junho de 2011. Em referendo popular, cerca de 95% dos eleitores aprovaram uma alteração legal que aboliu o uso dessa fonte energética no país. A Itália, com quatro centrais nucleares construídas na década de 1960 e 1970, e que estavam desligadas desde 1987, havia anunciado pelo governo, em 2008, a intenção de iniciar a construção de novas centrais. Nos planos governamentais, em 2030, 25% da eletricidade consumida no país seria gerada pelo átomo.
Somados a Itália, a Áustria, a Bélgica e a Suíça, que também reviram os planos de instalação de novas usinas, e decidiram se distanciar da energia nuclear, agora a Alemanha, o Japão e a França tomaram decisões semelhantes. Diante desse contexto internacional, fica aqui uma pergunta que não quer calar: por que, então, o governo brasileiro insiste em planejar a construção de usinas nucleares? Com a palavra, as "autoridades energéticas".

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Japão anuncia abandono do uso de energia nuclear até 2040

Japão anuncia abandono do uso de energia nuclear até 2040

14/09/2012 -

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

O governo do Japão anunciou planos de abandonar o uso de energia nuclear até 2040. A decisão foi anunciada um ano e meio depois do desastre na Usina de Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do país. As usinas atômicas chegaram a produzir um terço da energia do Japão.
A proposta foi sugerida por uma comissão governamental. Depois do acidente em Fukushima, o mais grave da história japonesa, vários países repensaram o uso de energia atômica, entre eles a Alemanha, que deve desligar o seu último reator em 2022.
Em 11 de março de 2011, um terremoto seguido por tsunami gerou explosões e vazamentos na Usina Nuclear de Fukushima. Desde então, a área foi evacuada e uma série de medidas foram adotadas, como a suspensão da produção e da venda de alimentos e carnes produzidos na região.
Paralelamente, o governo japonês passou a estudar ações para reduzir o uso de energia nuclear no país a fim  evitar futuros acidentes, como os registrados no ano passado.

*Com informações da BBC Brasil // Edição: Juliana Andrade

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Janopeses opinarão sobre energia nuclear

Janopeses opinarão sobre energia nuclear

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

As autoridades do Japão vão ouvir a população sobre o uso da energia nuclear no país. A ideia é englobar todas propostas e concluir uma análise até o fim deste mês. Mais de 80 mil sugestões já foram encaminhadas. O ministro de Política Econômica e Fiscal do Japão, Motohisa Furukawa, disse que os especialistas vão estudar a maneira apropriada de executar as propostas.

Desde 11 de março de 2011, quando houve um terremoto seguido por tsunami no Japão, que levou a acidentes radioativos na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do país, os japoneses passaram a priorizar o tema. A área de Fukushima sofre até hoje com as consequências dos acidentes na região.

Muitos moradores permanecem morando de forma improvisada, as crianças usam um dispositivo para monitorar a quantidade de radiação existente no ar e o consumo e a produção de alimentos foram suspensos na região.

A sequência de tremores de terra e o tsunami levaram às explosões e aos vazamentos em Fukushima. As autoridades identificaram uma elevada quantidade de radiação na região e recomendaram a retirada das pessoas da área.

A comissão de especialistas deverá concluir a análise das propostas da população até o fim de agosto.

*Com informações da emissora pública de televisão do Japão, NHK // Edição: Juliana Andrade

Fonte: EBC 
 
 

Publicado em: 13/08/2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ahmadinejad reitera que programa nuclear tem fins pacíficos durante passagem pelo Rio

Ahmadinejad reitera que programa nuclear tem fins pacíficos durante passagem pelo Rio

21/06/2012
Renata Giraldi
Enviada Especial
Imagem: Agência Brasil

Em entrevista à imprensa iraniana, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que participa da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, reiterou sua confiança em um acordo com a comunidade internacional para encerrar o impasse em torno do programa nuclear. Para parte da comunidade internacional, o programa esconde a produção de armas, o que provoca sanções e restrições ao Irã.
Ahmadinejad reiterou, mais uma vez, que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos e segue os regulamentos internacionais. Porém, a Agência Internacional de Energia Nuclear (Aiea), no ano passado, cobrou do governo do Irã autorização para a inspeção das usinas. As negociações prosseguem, pois os inspetores internacionais informam que há limitações ao trabalho deles.
"Todas as atividades nucleares do Irã de energia têm sido até agora com base em regulamentos [internacionais] e sob a vigilância da Agência Internacional de Energia Atômica [Aiea]. A República Islâmica do Irã se mantém comprometida”, disse o presidente do Irã.
As autoridades iranianas negociam o fim do impasse com o grupo denominado P5+1 (Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Estados Unidos e Alemanha). As reuniões ocorreram na Suíça, no Iraque e na Rússia, no total de três rodadas de negociações desde dezembro de 2010 até o começo deste mês.
Ahmadinejad deve conceder ainda hoje (21) uma entrevista coletiva para a imprensa brasileira e estrangeira, no Rio de Janeiro. Ontem (20) ele discursou na sessão plenária da Rio+20 e evitou temas polêmicos. Dirigiu-se aos demais líderes sempre como “meus amigos” e usou expressões como “amor” e “compaixão”. “Nós estamos juntos aqui para melhorar a situação atual, curando velhas feridas da sociedade humana”, disse.
“Todas as nações e todos os governos eleitos democraticamente devem participar, construtivamente, com compromissos, no gerenciamento do mundo baseado em compaixão”, completou.
Ahmadinejad concluiu o discurso alertando que uma nova ordem internacional se aproxima. “Após o colapso da antiga ordem, a repetição de erros é imperdoável. Uma nova ordem deve ser estabelecida por líderes de boa-fé e este dia está chegando.”

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Energia nuclear será tema de discussão na Rio+20, avisa diretor-geral da Aiea

Energia nuclear será tema de discussão na Rio+20, avisa diretor-geral da Aiea

04/06/2012 
 
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

O desenvolvimento e uso adequados da energia nuclear serão discutidos durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), Yukiya Amano, ressaltou hoje (4) que o assunto está entre os temas a serem discutidos no encontro que começa em nove dias.
“A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio +20, que começa na próxima semana, debaterá sobre sobre energia sustentável, água, alimentos e oceanos dentro de um conceito de planejamento energético”, destacou Amano.
O diretor mencionou a Rio+20 na abertura da segunda reunião de governadores (representantes de todos os países na agência). O discurso completo está disponível na página da Aiea na internet (http://www.iaea.org/newscenter/statements/2012/amsp2012n009.html).
Para as autoridades brasileiras, a Rio+20 será a maior conferência mundial sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde definindo um novo padrão para o setor. A expectativa é que mais de 120 chefes de Estado e de Governo participem do evento. O presidente da França, François Hollande, e todos os líderes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) confirmaram presenças.
No discurso de hoje, Amano fez um balanço sobre as atividades relacionadas às discussões para ampliar o desenvolvimento sustentável com base em energia nuclear. Segundo ele, é possível haver “boas práticas” e definir um planejamento a longo prazo. Para 2013, a Aiea organiza a Conferência Internacional Ministerial sobre Energia Nuclear do Século, que ocorrerá de 21 a 27 de junho, em São Petersburgo, na Rússia.

Edição: Talita Cavalcante

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Irã retoma negociações com agência das Nações Unidas sobre programa nuclear

Irã retoma negociações com agência das Nações Unidas sobre programa nuclear

14/05/2012 
 
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

  As autoridades do Irã e da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) retomaram hoje (14), em Viena, na Áustria, as negociações sobre o programa nuclear iraniano. Essas são reuniões preliminares que antecedem a principal, marcada para o dia 23, em Bagdá, capital do Iraque. Nos últimos anos, o programa nuclear do Irã é alvo de suspeitas de líderes internacionais, que levantam dúvidas sobre os fins não pacíficos das experiências desenvolvidas no país.
“Estamos aqui para prosseguir com nosso diálogo em um espírito positivo”, disse o chefe da missão de inspetores da Aeia, o belga Herman Nackaerts. As negociações entre a agência e as autoridades iranianas foram interrompidas há cerca de três meses, depois do fracasso de duas visitas a Teerã de inspetores da agência das Nações Unidas.
“O objetivo nesses dois dias [de reuniões] é encontrar um acordo para uma aproximação visando a resolver todas as questões em suspenso com o Irã”, acrescentou Nackaerts. “É importante que abordemos as questões e que o Irã nos deixe ter acesso a pessoas, documentos e informações e locais que possam ajudar a compreender o projeto [nuclear do país].”
No próximo dia 23, as negociações envolverão o grupo 5+1 (Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha), integrantes do Iraque e da Turquia, além do Irã. Os iranianos estão sob seis resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) devido ao programa nuclear.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.
Edição: Talita Cavalcante

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Brasil vai desistir de novas usinas nucleares

Brasil vai desistir de novas usinas nucleares

Brasil não construirá novas usinas nucleares
O Globo - 09/05/2012
 
Governo diz que, até 2021, energia do país será suprida por fontes hidrelétricas. Acidente no Japão influiu na decisão

Ramona Ordoñez

Até 2021, o Brasil não vai construir novas usinas nucleares, além de Angra 3, cujas obras estão em andamento. A informação foi dada ontem pelo secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, ao explicar que a curto prazo o país não necessita de energia nuclear:
- No plano de curto prazo, que é até 2020, não se considerou qualquer usina nuclear porque não há necessidade. O atendimento será com hidrelétricas. Fontes complementares, como eólica, térmica e gás natural, também atenderão à demanda.
O plano de expansão do setor elétrico, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), previa a construção de quatro a oito usinas nucleares no Brasil até 2030. O governo federal já tinha decidido que as duas primeiras seriam construídas no Nordeste, e outras duas no Sudeste. Esses locais, pelos estudos, deveriam ser suficientes para se construir um total de seis centrais em cada um, prevendo futuras expansões do programa.
Zimmermann negou que o acidente em Fukushima, em março de 2011, tenha contribuído para o governo adiar o investimento em novas centrais nucleares.
- O plano 2021, segundo informações que tenho, também não vai considerar usinas nucleares. Mas não tem adiamento. No plano 2030, provavelmente terá espaço para de quatro a oito centrais nucleares - explicou Zimmermann.
Já o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, admitiu que o acidente no Japão contribuiu para a decisão.
ONS defende uso deenergia de termelétricas
- Com a questão de Fukushima, um acidente grave, não foi só o Brasil: o mundo todo deu uma parada para analisar, avaliar. Temos uma situação confortável, com potencial hidrelétrico grande; tem o potencial eólico, o gás, a biomassa. Podemos fazer as coisas com calma.
O presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, defendeu ontem a construção de termelétricas a carvão para complementar o atendimento da Região Sul. Segundo ele, essas usinas seriam usadas em épocas de seca.
Hoje, como os reservatórios das usinas estão muito baixos, a Região Sudeste está enviando cerca de seis mil megawatts (MW) médios para o Sul. Segundo Chipp, o intercâmbio de energia com outros países, como o Uruguai, está no limite da capacidade da rede de transmissão, assim como a energia do Sudeste. Ontem o nível dos reservatórios melhorou com as chuvas, atingindo 44% da capacidade.
Ele explicou que são necessários 1.800 MW de energia para garantir o pleno suprimento da Região Sul. O executivo explicou que apresentou ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSW) essa demanda:
- É claro que preferimos o gás natural ou GNL (gás natural liquefeito), mas, se não puder, por que não o carvão?

terça-feira, 10 de abril de 2012

Usinas de Angra são mais seguras que a de Fukushima, garante relatório da Eletronuclear

Usinas de Angra são mais seguras que a de Fukushima, garante relatório da Eletronuclear

Thais Leitão - Repórter da Agência Brasil

As usinas da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense, têm condições mais favoráveis para suportar acidentes decorrentes de catástrofes naturais do que tinha a Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, quando o país foi atingido por um terremoto seguido de tsunami, há cerca de um ano. Por causa dos fenômenos, houve vazamentos e explosões na região, o que gerou um alerta mundial sobre a segurança nuclear.

A conclusão faz parte de um relatório elaborado pela Eletronuclear, estatal responsável pelo complexo brasileiro, a pedido da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) para avaliar as condições de segurança das usinas Angra 1 e Angra 2 em casos de catástrofes naturais de extrema severidade. O documento, que segue metodologia utilizada nos países europeus, ficou pronto no fim de março e foi encaminhado à comissão na semana passada.

De acordo com o assessor da diretoria técnica da Eletronuclear, Paulo Carneiro, entre as características técnicas que garantem às usinas brasileiras “uma situação mais favorável” está a existência de um sistema extra de energia elétrica, instalado em áreas protegidas, além do sistema de suprimento de emergência.

“O que foi crítico em Fukushima foi perder toda a alimentação de energia elétrica do sistema de segurança e nas duas usinas [brasileiras], além do sistema de emergência, temos um outro de backup instalado em áreas totalmente seguras. A sociedade brasileira pagou a mais para ter isso, mas num momento como esse é sem dúvida uma vantagem”, afirmou.

Carneiro acrescentou que as usinas Angra 1 e Angra 2 contam, ainda, com equipamentos que dispensam energia elétrica, caso haja perda total do suprimento, para o resfriamento dos reatores, utilizando reservas de água doce armazenadas em tanques ou piscinas no próprio complexo nuclear.
O assessor da diretoria técnica da Eletronuclear citou também aspectos naturais que reforçam a segurança das usinas brasileiras, como a localização em uma área de baixa atividade sísmica e sem tsunamis.

“A Região Sudeste brasileira é uma região onde não há ameaça de terremotos de grande intensidade como os que ocorrem no Japão. Além disso, a central se localiza em uma área de baía, naturalmente protegida do oceano pela Ilha Grande, o que exclui a possibilidade de ocorrência de tsunami”, explicou.

Ele ressaltou, no entanto, que a principal preocupação da região de Angra dos Reis é a ocorrência de chuvas intensas com ameaça de deslizamento de encostas. O relatório elaborado pela equipe técnica da Eletronuclear aponta que, também para essas situações, o projeto é seguro.

“Esse aspecto também foi reavaliado e o nível de proteção para esse tipo de evento também é bom, mas ainda estamos avançando em alguns estudos e talvez adotemos algumas medidas adicionais de proteção em casos de inundações, apenas para garantir uma segurança ainda maior”, destacou.

De acordo com a Eletronuclear, Angra 1 começou a operar em 1985 e tem capacidade para geração de 657 megawatts (MW). Já Angra 2, que começou a operar comercialmente em 2001, tem capacidade de gerar 1.350 MW, o suficiente para abastecer uma cidade de 2 milhões de habitantes. A terceira usina do complexo, com capacidade para produzir 1.405 MW, está sendo construída e deve entrar em operação no final de 2015.

Edição: Fábio Massalli

domingo, 8 de abril de 2012

Irã avisa que não vai desistir do programa nuclear

Irã avisa que não vai desistir do programa nuclear

08/04/2012 

Da Agência Lusa

 O Irã vai prosseguir com o programa nuclear “mesmo que o mundo inteiro se oponha à República Islâmica”, disse hoje (8) o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, nas comemorações do Dia Nacional da Tecnologia Nuclear, segundo informou a agência oficial de notícias iraniana Irna.
Ahmadinejad disse que “o país resistiu às pressões inimigas sobre o seu programa nuclear para defender a sua dignidade”, considerando que essa “resistência é muito mais valiosa do que o acesso à tecnologia nuclear”.
O presidente do Irã fez ainda alusão aos cientistas nucleares iranianos assassinados, por cujas mortes responsabiliza Israel e Estados Unidos, advertindo que esses crimes “não poderão bloquear o progresso tecnológico e científico do Irã”.
Ahmadinejad assegurou que o “progresso da tecnologia nuclear pacífica pressupõe também progressos em outros campos”, como uma “locomotiva” que impulsionará dezenas de indústrias subsidiárias.
As declarações do presidente do Irã ocorrem a poucos dias da próxima reunião entre os representantes do país e do Grupo 5+1, composto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Alemanha, para tratar da questão nuclear iraniana, que deverá acontecer em Istambul.
As duas reuniões anteriores do Irã com o 5+1, em dezembro de 2010 em Genebra e em janeiro de 2011 em Istambul, resultaram em fracasso.
Tanto as Nações Unidas como os Estados Unidos mantêm sanções ao Irã devido ao programa nuclear, sob a alegação de que se destina à fabricação de bombas atômicas, o que Teerã nega, assegurando que é apenas para uso civil e pacífico.
Israel, Estados Unidos e, em certa medida, o Reino Unido ameaçaram atacar o Irã para impedir o desenvolvimento nuclear, o que Teerã contestou assegurando que responderia de forma esmagadora em caso de agressão.
Alguns países, como a Rússia e a China, opõem-se às novas sanções ao Irã e alertam para consequências imprevisíveis e catastróficas para o mundo em caso de um ataque ao território iraniano.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Merkel adia decisão sobre Angra 3

Merkel adia decisão sobre Angra 3

Valor Econômico - 07/03/2012
 

A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, avisou ontem que seu governo não decidiu ainda se vai renovar o aval de € 1,4 bilhão para a construção da usina nuclear de Angra 3. A presidente Dilma Rousseff reagiu, dizendo que, de todo modo, o Brasil continuará a construção da usina e que "não demoniza a energia nuclear".
O prazo para a renovação do aval alemão é dia 22. Ontem, a visita de Merkel e Dilma à maior feira de telecomunicações do mundo foi acompanhada por um grupo de manifestantes contra o financiamento para a usina brasileira. "Respeitamos e entendemos as posições da Alemanha. Nossa decisão é prosseguir Angra e, a partir daí, reavaliar o que faremos na sequência. Agora, não temos no Brasil uma posição de demonização da energia nuclear", afirmou Dilma.
Antes de terminar a entrevista, Dilma voltou ao tema para lembrar que, no Brasil, a participação do combustível nuclear na matriz energética é de somente 2%.
No ano passado, o Partido Social-Democrata, a exemplo dos verdes e da esquerda, questionou o governo de Merkel sobre a garantia de crédito à exportação de equipamentos para Angra 3. Consideram que isso é incoerente com a decisão da primeira-ministra, de fechar todas as usinas nucleares na Alemanha até 2022, depois da tragédia de Fukushima, no Japão.
A prerrogativa para dar liberar a agência de financiamento Hermes, porém, é do Conselho Intergovernamental sobre Garantia de Crédito à Exportação, e a percepção do Brasil é positiva.