terça-feira, 28 de agosto de 2012

Índios fazem manifestação contra portaria na AGU

Índios fazem manifestação contra portaria na AGU, em Brasília

27/08/2012 

Da Agência Brasil

Imagem: EBC
Indígenas de sete etnias do Tocantins e de Goiás se reuniram hoje (27) no prédio da Advocacia-Geral da União (AGU), em Brasília, para protestar contra a Portaria 303, que proíbe a ampliação de terras indígenas já demarcadas e a comercialização ou arrendamento de qualquer parte desses territórios. Líderes das etnias conversaram com representantes da AGU e da Fundação Nacional do Índio (Funai) pedindo o cancelamento da medida, publicada pela AGU no dia 17 de julho.
Em documento endereçado ao advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, os índios alegam violação de direitos e incentivo para conflitos em áreas de tensão com fazendeiros. De acordo com o advogado da União, Luiz Fernando Albuquerque Faria, as questões apontadas serão analisadas e discutidas até final de setembro.
"Adams já está a par sobre a situação e todas as questões ditas hoje serão repassadas. A Funai pediu a suspensão da portaria e isso foi feito, para que fossem ouvidos os interessados. Após a análise é que poderemos tomar alguma decisão", disse Faria.
No entanto, os indígenas não ficaram satisfeitos com a resposta da AGU. Eles exigiam que Adams prestasse esclarecimentos pessoalmente a respeito da assinatura da portaria. "Viemos até aqui com o dinheiro do nosso bolso. Ele (Adams) pode demorar um dia, uma semana e até um ano, mas só saímos quando ele vier falar com a gente", reclamou Maria Krahô, da etnia Krahô.
Vagner Krahô Kanela, da etnia Krahô Kanela, disse à Agência Brasil que a portaria não fere somente os interesses sobre a demarcação de terras, mas que também é um incentivo para a extinção da cultura indígena e violência nas áreas de tensão com fazendeiros.
"Em vez de colocar mais leis que favoreçam nosso povo, estão procurando diminuir nossos direitos. Queremos apenas o cancelamento da portaria, que só prejudica nossa população. Não queremos violência, estamos aqui em movimento pacífico para reivindicar aquilo que já está descrito na Constituição".
Imagem: EBC
Além da manifestação contra a portaria, eles também reclamam da falta de acompanhamento por parte da Funai dos processos de interesse dos índios. "Se não formos atrás, nada é feito, porque eles (Funai) não vão até as aldeias. Viemos até aqui porque a Funai não apareceu para nos ajudar e quando chegamos hoje aqui, está presente. Há uma falta de comunicação muito grande. Respeitamos as autoridades, mas elas não nos respeitam", disse José Apinajé, da etnia Apinajé.
O procurador-geral da Funai, Flávio Chiarelli, disse que a fundação está ciente dos efeitos da portaria na vida dos indígenas do país, principalmente do ponto de vista político, e que, por isso, foi pedida a suspensão da medida até o fim de setembro. "Pedimos para a AGU expôr a possibilidade de uma reação negativa dos indígenas. Por isso, a portaria só vai voltar a valer quando o ministro analisar e achar que deve. Sabemos de todas as preocupações dos índios e dos pontos sensíveis e vamos trabalhar em cima disso", disse.

Edição: Fábio Massalli

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Educação: Para apagar o incêncio

Para apagar o incêndio

Publicado em Carta Capital
27/08/2010

Por Rodrigo Martins e Tory Oliveira

As escolas da rede pública tiraram nota 3,4 no Ideb de 2011, o mesmo índice de dois anos atrás. Foto: Gilson Teixeira/D. A. Press

Após a divulgação dos vexatórios resultados do ensino médio na última edição do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o Ministério da Educação planeja uma ampla modernização do currículo, com a integração das diversas disciplinas em grandes áreas do conhecimento. Na terça-feira 21, o ministro Aloizio Mercadante reuniu-se com os secretários estaduais da área e propôs a criação de um grupo de trabalho para estudar a proposta, inspirada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que organiza as matrizes curriculares em quatro grupos: linguagens, matemática, ciências humanas e da natureza e suas tecnologias.
“Hoje, o ensino médio tem uma estrutura curricular enciclopédica. São, no mínimo, 13 disciplinas obrigatórias, que podem chegar a 20 se incluirmos as optativas. Com apenas quatro horas de aula por dia é muito difícil para o aluno integrar esse conteúdo, sistematizar essas informações”, afirma o ministro Mercadante em entrevista a CartaCapital. “O ideal seria que todas as escolas funcionassem em período integral, como ocorre nos países desenvolvidos. Queremos trilhar esse caminho, mas o currículo também deve ser repensado.”
A situação realmente exige uma intervenção drástica. Com escala de 0 a 10, o Ideb considera o desempenho dos alunos em português e matemática, além da taxa de aprovação dos estudantes. Divulgada a cada dois anos, a nota das escolas da rede pública de ensino médio ficou estagnada em 3,4 em 2011. Ainda que esteja dentro da meta, o índice permanece o mesmo de 2009. Pior: dos 27 estados da Federação, 11 não alcançaram as notas propostas para o ano passado no ensino médio como um todo, público e particular. Em alguns deles houve retrocesso, como Alagoas (que caiu de 3,1 para 2,9), Espírito Santo (3,8 para 3,6) e Rio Grande do Sul (3,9 para 3,7).
É verdade que a qualidade do ensino não é o único desafio. O Brasil nem sequer conseguiu universalizar o acesso a essa etapa da educação. Dos mais de 10,5 milhões de jovens de 15 a 17 anos, pouco mais da metade (5,4 milhões) cursa o ensino médio. Existem ao menos 3,9 milhões de estudantes dessa faixa etária no ensino fundamental, portanto, defasados nos estudos. Outros 978 mil estão fora da escola, dos quais 166,8 mil são analfabetos. Mas o esforço para atender à demanda, que continuará crescente ao menos até 2020, conforme as projeções do IBGE, não pode inviabilizar as iniciativas para melhorar a aprendizagem.

Tempo. Mercadante quer aumentar a permanência dos estudantes em sala de aula. Foto: Dida Sampaio/AE

A proposta de reorganização curricular não é nova. Em 2011, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou diretrizes curriculares do ensino médio que propõem uma flexibilização do formato atual. “Não se trata de reduzir o número de disciplinas ou conteúdos que os alunos vão aprender. Ao contrário, a ideia é aprofundar componentes curriculares de forma integrada”, explica o secretário nacional de Educação Básica, César Callegari.
Para exemplificar, Callegari cita a estrutura do Enem, que exige dos alunos uma abordagem multidisciplinar para a resolução dos problemas propostos. Uma questão de química, por exemplo, pode exigir o uso de ferramentas da matemática ou conceitos de física. “O Enem é um instrumento de avaliação, mas propõe uma estrutura de relacionamento dos conteúdos. Hoje, 86% dos alunos estão na rede estadual e 12% na privada. Mas o MEC pode induzir e apoiar financeiramente as redes de ensino dispostas a adotar um currículo mais flexível.”
Na teoria, a proposta parece boa. O problema é a difícil adequação à realidade da maioria das escolas. “Não adianta mudar a organização do currículo sem capacitar o professor. Temos 2 milhões de professores da educação básica em atividade que precisam se adaptar a esta nova concepção”, afirma Edson Melo, diretor do Departamento de Políticas Educacionais do Amazonas. Penúltimo colocado no ranking do Ideb em 2005, com nota 2,3, o estado avançou para a nona colocação do ranking nacional com a nota 3,4 no ano passado, antecipando a meta de 2015. “Não é apenas um fator que explica esse salto de qualidade, mas um dos principais foi a capacitação de professores e gestores escolares. O problema essencial é esse, não o currículo.”

Professor da Faculdade de Educação da USP, Nilson Machado acredita que uma mudança curricular será inócua, ou mesmo prejudicial. “Se colocar um professor de física para dar uma aula de química ou biologia, ele dará aula de física. Dificilmente vai se abrir para outras disciplinas.” Para resolver os múltiplos problemas do ensino médio, avalia Machado, seria preciso mudar a organização da escola, dividindo o espaço reservado para a aula com outras atividades capazes de integrar os conteúdos. “Não adianta fundir as disciplinas por decreto.”
O ensino médio, destacam especialistas, sofre há tempos de uma crise de identidade. A começar pela sua função: formar cidadãos, promover a iniciação no mundo do trabalho ou meramente preparar estudantes para a faculdade? Outros problemas são históricos. Segundo Luís Carlos de Menezes, professor do Instituto de Física da USP e ex-coordenador da área de Ciências da Natureza e Matemática dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), a fragmentação disciplinar é uma herança da divisão existente no ensino superior. “A academia está atrasada, forma professores que repetem em sala de aula o formato aprendido na graduação.”

Exemplo. Em Pernambuco, as escolas em tempo integral tiveram desempenho bem melhor. Foto: Ademar Filho

Menezes avalia, porém, que a mudança poderia ter o efeito benéfico de fixar o docente na mesma escola. Hoje, um professor de física, por exemplo, tem de se dividir entre várias unidades de ensino para cumprir sua carga horária. A proposta amplia ainda o debate sobre o ensino médio, que tem sido relegado a segundo plano. “A proposta do MEC cria uma tensão boa, necessária, mas essa tensão não se resolve por si só.”
Os governos têm dado mais ênfase ao ensino fundamental que ao médio, até porque os problemas de aprendizagem nos anos iniciais de formação acabam por comprometer o desempenho do aluno por toda a vida escolar. Prova disso é a diferença do investimento por aluno nas diferentes etapas do ensino. Se até 2000 o gasto per capita com estudantes da educação básica era bastante similar, em 2010 a diferença tornou-se significativa. O poder público investe, em média, 3.905 reais para cada estudante do 5º ao 9º ano do fundamental, e apenas 2.960 reais num aluno do ensino médio. A evolução das notas do Ideb parece ter seguido essa lógica.
Enquanto o Ministério da Educação propõe a substituição da Prova Brasil pelo Enem para o cálculo do Ideb no ensino médio, alguns especialistas como Dermeval Saviani, professor aposentado da Unicamp, criticam a excessiva influência das avaliações nas políticas públicas. “Hoje, todos os níveis de ensino estão voltados para avaliações. Provinha Brasil, Prova Brasil, Enem, Enade. As escolas estão se organizando para obter pontos nos exames, e não para formar as crianças e jovens”, afirma. “Diversos municípios dispensam os livros didáticos do MEC, distribuídos gratuitamente e avaliados por comissões de nível superior, e gastam recursos para comprar pacotes dos chamados sistemas de ensino particulares. Na avaliação das prefeituras, os pacotes permitem que as escolas aumentem 1 pontinho no Ideb. E os livros do MEC não treinam para os testes.”
Mercadante afirma que o ensino médio só terá um salto de qualidade quando aumentar o tempo de permanência dos alunos em sala de aula. Pernambuco, por exemplo, criou as chamadas “escolas de referência”, com ensino regular e profissionalizante em período integral ou semi-integral. Dos 350 mil alunos do ensino médio, 110 mil estudam das 7h30 da manhã às 5 da tarde. Os resultados são interessantes. Enquanto a média das escolas comuns ficou em 3 pontos no Ideb, aquela das unidades de referência chegou a 4,6. “Os países que tiveram um salto de qualidade adotaram o ensino integral. Esse é o caminho, mas custa caro”, afirma o secretário de Educação pernambucano, Anderson Gomes.
As escolas da rede federal funcionam dessa forma, mas representam 1% do universo do ensino médio. E a maioria das instituições da rede estadual, principal responsável pela última etapa da educação básica, oferece apenas quatro horas diárias de aulas. “Pelo programa Ensino Médio Inovador, temos 2 mil escolas que ampliaram a jornada para cinco horas neste ano. Não é tempo integral, mas é um avanço”, diz o ministro.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Segue indefinida situação do Paraguai

Segue indefinida situação do Paraguai

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

Sem consenso interno, o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) concluiu ontem (22) à noite a avaliação sobre a situação política do Paraguai, depois da destituição do então presidente Fernando Lugo do poder em 22 de junho. Para o governo do atual presidente Federico Franco, a ausência de acordo deixa claro que não haverá sanções ao país no órgão, nem que o tema retornará à pauta.

Em visita ao interior do Paraguai, o presidente Franco disse estar feliz e comemorou a ausência de sanções na sessão da OEA. “Com isso [a sessão], conclui sem sanções [ao Paraguai]", disse o ministro das Relações Exteriores, José Félix Fernández Estigarribia, referindo-se à possibilidade de o país ser suspenso do organismo a exemplo do ocorrido no Mercosul e na União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

De acordo com o chanceler, representantes de 26 países se manifestaram favoráveis ao atual governo do Paraguai e oito contrariamente. "São 26 contra oito, o que chamamos, no futebol, de goleada. A decisão da OEA é um apoio total ao povo paraguaio”, disse. “Enquanto o Paraguai se comportar tão bem como agora, a OEA não voltará a discutir especificamente o caso.”

Estigarribia disse que amanhã (24) viaja para Washington, nos Estados Unidos, para uma reunião de ministros das Relações Exteriores. O chanceler aproveitará a oportunidade para reiterar que o impeachment de Lugo ocorreu, de acordo com a legislação paraguaia, sem o rompimento da ordem democrática no país.

Em meio à polêmica sobre a destituição de Lugo do poder, a OEA decidiu enviar 500 observadores, a partir de dezembro, para o Paraguai. O objetivo é que o grupo acompanhe o processo eleitoral no país. Em 21 de abril de 2012, cerca de 3 milhões de eleitores irão às urnas para a escolha do presidente, do vice-presidente, dos governadores, senadores e deputados.

O tema foi proposto pela delegação do México e rejeitado pelos representantes da Nicarágua, do Equador e da Argentina. A missão de observadores pretende fazer o monitoramento de todas as etapas do processo eleitoral no Paraguai.

*Com informações da agência pública de notícias do Paraguai, Ipparaguay

Edição: Graça Adjuto


Fonte: EBC
 
 

Publicado em: 23/08/2012

Conflito armado faz vítimas no Líbano

Conflito armado faz vítimas no Líbano

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

Em quatro dias de batalha em Trípoli, no Norte do Líbano, dez pessoas morreram e 86 se feriram durante confrontos entre dois grupos muçulmanos – os alauítas e os sunitas. A disputa é um dos efeitos da crise que ocorre na vizinha Síria. Só na manhã de hoje (23) uma pessoa morreu e duas ficaram feridas em Trípoli.

Apesar de um cessar-fogo decretado ontem (22) à tarde, o tiroteio permaneceu durante a madrugada e nesta manhã, segundo relatos. Os confrontos envolvem principalmente moradores de bairros pobres, como Babe El Tebbaneh, de maioria sunita, contrário ao presidente sírio, Bashar Al Assad, e Jabal Mohsen, que é alauíta e apoia o governo.

O primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, disse estar “preocupado” com as tentativas de envolver o Líbano nos conflitos da Síria. A Organização das Nações Unidas (ONU) apelou à comunidade internacional para apoiar o Líbano devido aos riscos de desestabilização relacionados com o conflito sírio.

Há 17 meses, a Síria vive sob clima de guerra em decorrência das disputas entre Assad e adversários. Para a oposição, o presidente deve renunciar, promover a abertura política e acabar com a onda de violência no país. Mais de 20 mil pessoas morreram nesse período na região.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC
 
 

Publicado em: 23/08/2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pré-Prova para o TRE/RJ

Pré-Prova para o TRE/RJ

Data: 25.08.2012

Hora: a partir das 9h da manhã

Local: Anfiteatro na PUC/RJ

 Endereço: Marques de São Vicente 225 – Ed. Rio Data Centro, 2º andar – Bairro: Gávea


Matérias:

Atualidades (Cássio Albernaz);
Português (Carlos Zambeli);
Informática (Sérgio Spolador);
Direito Eleitoral (Pedro Kuhn)
Direito Administrativo (Yuri Schneider)


Investimento: Aluno da Casa do Concurseiro é gratuíto!!!
                       
                        Demais R$40,00

Onde se inscrever: www.acasadoconcurseiro.com.br

 Mais informações: atendimento@acasadoconcurseiro.com.br | (51) 3085.2202

Embaixada do Equador em alerta

Embaixada do Equador em alerta

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

A controvérsia entre o Reino Unido e o Equador devido à concessão de asilo político ao australiano Julian Assange, fundador do site Wikileaks, levou a reuniões extraordinárias do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Aliança Bolivariana para a América (Alba) e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

O conselho da OEA se reúne hoje (17) em Washington, nos Estados Unidos, para definir se haverá uma convocação extra dos ministros das Relações Exteriores, no próximo dia 23, como pediu o governo do presidente equatoriano, Rafael Correa. A Alba e a Unasul convocaram reuniões para o fim de semana.

O ministro das Relações Exteriores equatoriano, Ricardo Patiño, pediu à OEA, à Alba e à Unasul uma resposta oficial sobre as ameaças das autoridades britânicas de ocupação da Embaixada do Equador no Reino Unido. Os britânicos insistem que Assange deve ser extraditado para a Suécia, onde é acusado de crime sexual.

"Esperamos que a OEA possa dar uma resposta", disse Patiño, que se queixou das ameaças das autoridades britânicas de entrar na embaixada. Ontem (16), ele anunciou a concessão de asilo político a Assange, que há 59 dias está abrigado na representação diplomática equatoriana em Londres.

Formado em física e matemática pela Universidade de Melbourne, na Austrália, Assange passou a ser conhecido internacionalmente pelo site Wikileaks, que divulgou em detalhes uma série de documentos sigilosos de vários países. O advogado de Assange, Michael Ratner, disse que ele escolheu o Equador para pedir asilo por considerar o país livre de manipulações externas.

*Com informações da agência pública de notícias do Paraguai, Ipparaguay.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC
 
 

Publicado em: 17/08/2012

Rússia toma iniciativa pela paz na Síria

Rússia toma iniciativa pela paz na Síria

Renata Giraldi - Repórter da Agência Brasil

O governo do presidente da Rússia, Vladimir Putin, um dos principais aliados dos sírios, marcou para hoje (17) uma reunião do Grupo de Ação para a Síria da Organização das Nações Unidas (ONU). As autoridades russas disseram que o objetivo é intensificar as negociações em busca de um acordo que encerre os 17 meses de conflitos que levaram a mais de 20 mil mortes. A reunião será na sede da ONU em Nova York, nos Estados Unidos.

O Grupo de Ação para a Síria é formado por integrantes da  Rússia, dos Estados Unidos, da China, da França, do Reino Unido, da Turquia, da Liga Árabe, da ONU e da União Europeia. A iniciativa foi apresentada pela delegação russa na ONU.

A decisão foi tomada depois que o Conselho de Segurança das Nações Unidas resolveu encerrar a atuação da missão de observadores na Síria. O conselho decidiu ainda que será criado um escritório político da organização em Damasco, capital síria.

O representante da Rússia no órgão, o embaixador Vitaly Churkin, lamentou o fim da missão na Síria, mas elogiou a criação de um escritório político. Segundo ele, o Grupo de Ação para a Síria está empenhado em buscar a paz na região.

Ao lado da China e do Irã, a Rússia se empenha para evitar medidas restritivas à Síria. Os russos tentam impedir a adoção de sanções ao governo do presidente sírio, Bashar Al Assad. Recentemente, a Rússia e a China conseguiram evitar medidas de restrição à Síria no Conselho de Segurança da ONU.

Edição: Juliana Andrade

Fonte: EBC
 
 

Publicado em: 17/08/2012

O incrível mensalão

O incrível mensalão

A HISTÓRIA DO SUPER-ESCÂNDALO QUE ABALOU O MUNDO POLÍTICO E FEZ TREMER O GOVERNO LULA ARTE: Angeli
ROTEIRO: Mario Cesar Carvalho
EDIÇÃO: Diogo Bercito











































domingo, 19 de agosto de 2012

Dicas para o TRE/RJ


 Dicas para o TRE/RJ?

Dicas de Atualidades com o Prof. Cássio Albernaz? Dicas de Português com o prof. Carlos Zambeli?

Dicas de Informática com o prof. Sérgio Spolador? Dicas de Direito Eleitoral com o prof. Pedro Kuhn?

E tudo isso AO VIVO no Rio de Janeiro....se inscreva já para o Pré-Prova da Casa do Concurseiro e garanta as últimas vagas!!



sábado, 18 de agosto de 2012

Caso Assange expõe a 'hipocrisia internacional'

Caso Assange expõe a 'hipocrisia internacional'

Renuka Rayasam
Der Spiegel
 
                                 Miguel Medina/AFP
  • Em foto, de fevereiro deste ano, Assange acena antes de ser julgado na Suprema Corte, em Londres Em foto, de fevereiro deste ano, Assange acena antes de ser julgado na Suprema Corte, em Londres
Por quase dois anos, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, tem driblado os esforços para extraditá-lo para a Suécia, onde enfrenta acusações de agressão sexual. Agora com a decisão do governo equatoriano de lhe conceder asilo em sua embaixada em Londres, Assange conseguiu outro adiamento. O que acontecerá a seguir está longe de estar claro.

O governo britânico retaliou ameaçando invocar uma lei pouco usada para remover o status diplomático da embaixada, para que possa enviar Assange para a Suécia. A lei foi aprovada em 1987 após um policial britânico ter sido baleado no lado de fora de uma embaixada líbia. Fazê-lo seria uma violação dos princípios por trás da Convenção de Viena de 1961, que considera as embaixadas como áreas extraterritoriais, para que os diplomatas possam trabalhar sem serem perturbados nos países estrangeiros. Além disso, Londres prometeu prender Assange tão logo ele coloque os pés em solo britânico, algo que terá que fazer caso deseje viajar para o Equador.

É claro, o jogo ainda não acabou em torno dos supostos crimes sexuais do australiano. Ao divulgar uma enorme quantidade de comunicações confidenciais, principalmente cabogramas diplomáticos americanos e documentos militares do Iraque e do Afeganistão, pelo seu site WikiLeaks, Assange se tornou um fora-da-lei internacional instantâneo. Assange disse temer que assim que chegasse à Suécia, ele seria extraditado para os Estados Unidos, onde enfrentaria acusações sérias sobre a divulgação de documentos confidenciais do governo americano.

Os jornais alemães veem o mais recente desdobramento na saga de Assange como uma disputa política de poder entre o Reino Unido e o Equador, que conta com seu próprio histórico de abuso de direitos humanos. Assange é apenas um pequeno peão em um jogo maior.

Ao conceder asilo para Assange, os editorialistas concordam que o país sul-americano está desdenhando o restante do mundo e que o presidente Rafael Correa está exibindo sua força no cenário internacional. Enquanto isso, a resposta do Reino Unido, eles dizem, ocorre em detrimento das normas internacionais estabelecidas. Julian Assange, eles argumentam, não vale o problema.

 “Independente do que alguém pense de Julian Assange e seus atos, ele não é nem Osama Bin Laden e nem um chefão da máfia. É por isso que, colocando de modo cuidadoso, foi um erro o governo britânico ter desafiado o Equador com uma lei que lhe permite retirar os requerentes de asilo das embaixadas em casos individuais. (...) Ao seguir por esse caminho, o governo britânico fez um favor para Assange. Agora ele pode continuar construindo seu próprio mito.”

“O fato de um governo como o Equador, entre todos, agora poder se passar como defensor dos direitos humanos é vergonhoso, mas isso acontece por culpa de Londres. Infelizmente, também significa que o fato de Assange ter sido acusado de estuprar uma mulher na Suécia passou para um segundo plano.”

O esquerdista “Die Tageszeitung” escreve:

“O caso do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, se tornou um exemplo inacreditável de hipocrisia internacional. Ambos os países envolvidos, o Reino Unido e o Equador, são culpados.”

“Longe da atenção do mundo, o governo equatoriano está expulsando um ex-funcionário do governo de Belarus que desfrutou de três anos de asilo no Equador. O motivo foi que há seis semanas, o presidente bielo-russo, Alexander Lukashenko, esteve em Quito para assinar vários acordos de comércio e aplicar pressão. Logo depois o homem, Alexander Barankov, foi preso em Quito. Tendo isso como fundo, as palavras floreadas do ministro das Relações Exteriores do Equador sobre a importância do asilo político não têm muito valor.”

“O Reino Unido, por sua vez, ameaçou abertamente invadir a embaixada equatoriana com força policial para prender Assange. Isso representa um absurdo diante de sua própria posição apoiada internacionalmente de proteção dos representantes diplomáticos e cumprimento da Convenção de Viena.”

“O fato de o governo britânico estar preparado até mesmo a sugerir esse precedente é um duro golpe. O fato de estarem dando tamanha importância para Assange é surpreendente.”

O centro-esquerdista “Süddeutsche Zeitung” escreve:

“Por que (o presidente equatoriano Rafael Correa) tem tanta simpatia por um australiano chamado Julian Assange...? Porque Correa vê o fundador da plataforma de denúncia WikiLeaks como uma alma gêmea. Ao publicar os despachos confidenciais que expuseram acima de tudo os Estados Unidos, Assange agradou Correa. Seu lugar é ao lado de Hugo Chávez da Venezuela, Evo Morales da Bolívia e Fidel Castro de Cuba como os mais importantes oponentes de Washington. Em segundo lugar, o equatoriano temperamental vê uma chance de intervir na política mundial e exibir a nova autoconfiança da América do Sul.”

“Oferecer asilo está em seu direito. Na prática será muito mais complicado. A Suécia está pressionando pela extradição (de Assange) não devido ao WikiLeaks, mas devido à sua suposta agressão sexual. Por esse ponto de vista, ele não pode ser formalmente considerado como vítima de perseguição política. De qualquer forma, Correa tem direito de proteger sua embaixada de invasão pela Inglaterra. Mas ele deveria exibir respeito igual por seus críticos em casa.”

O jornal de negócios “Financial Times Deutschland” escreve:

“Julian Assange provavelmente enviará uma carta de agradecimento ao governo britânico – apesar de provavelmente sem selos equatorianos. O fundador da plataforma de denúncia WikiLeaks, que está escondido na embaixada em Londres do país andino, obteve asilo político no Equador. Com isso, ele recebeu muita divulgação gratuita pelos britânicos desajeitados, que catapultaram o australiano quase esquecido de volta às manchetes. E ele até mesmo está em seu papel favorito de Davi contra os Golias do mundo, principalmente os Estados Unidos e o Reino Unido.”

“O Reino Unido ajudou Assange novamente a se retratar como vítima de perseguição política. (...) Na verdade, Assange está fugindo de uma longa sentença de prisão na Suécia. E o governo equatoriano, acima de tudo o presidente Rafael Correa, quer alfinetar os detestados Estados Unidos ao conceder asilo para Assange. O relacionamento entre os dois países é tenso há anos.”