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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Futuro de Assad é obstáculo para acordo de paz na Síria

Futuro de Assad é obstáculo para acordo de paz na Síria

Jornal de Brasília - 23/01/2014
 


Reunidos em Montreux, na Suíça, líderes mundiais expressaram divergências em relação ao futuro do presidente Bashar Assad

O exército e a oposição entraram em conflito nesta quarta-feira em diferentes partes da Síria ao mesmo tempo em que as negociações de paz com o objetivo de traçar um caminho para encerrar a guerra civil no país começaram com problemas. Reunidos em Montreux, na Suíça, líderes mundiais expressaram divergências em relação ao futuro do presidente Bashar Assad que ameaçam aniquilar as probabilidades de acordo antes mesmo de as discussões começarem.
A agência estatal de Notícias, SANA, afirmou que as forças do governo combateram "terroristas" em toda a Síria, incluindo na província de Idlib onde combates da oposição vindos da Chechênia, Egito, Bósnia e Iraque foram mortos. A SANA sempre se refere aos combatentes da oposição como "terroristas".
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, abriu a conferência de paz na Suíça dizendo que os desafios à frente são "colossais".
A disputa sobre o destino de Assad lançou dúvidas sobre o propósito de formar um governo de transição na Síria que possa dar prosseguimento a eleições democráticas no país dominado por lutas que já deixaram mais de 130 mil pessoas mortas e milhares de refugiados.
Em Montreux, parece quase impossível que os lideres cheguem a um acordo. Para começar, delegados de Assad e da Coalizão Nacional Síria, apoiada por países do ocidente, reivindicam o direito de falar pelo povo sírio.
Os EUA e a oposição síria abriram a conferência dizendo que Assad perdeu a legitimidade quando atacou o protesto do movimento pacifico contra seu regime.
A resposta síria foi firme e áspera. "Não haverá transferência e o presidente Bashar Assad permanecerá no poder", afirmou o ministro sírio da Informação Omran al-Zoubi, após os discursos do dia.
O ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moallem, acusou os terroristas e seus aliados externos de destroçarem o país. O ministro excedeu seu tempo de discurso, foi alertado pelo secretário da ONU, mas se recusou a deixar o pódio apesar dos numerosos pedidos de Ban.
"O senhor vive em Nova York. Eu moro na Síria", disparou furiosamente al-Moallem se dirigindo a Ban. "Tenho o direito de apresentar a versão síria aqui neste fórum. Após três anos de sofrimento, este direito é meu."
A televisão estatal na Síria transmitiu todo o discurso de al-Moallem, mas interrompeu as transmissões para mostrar ataques da oposição no país durante o discurso do líder da Coalizão, Ahmad al-Jarba e do ministro de Relações Exteriores da Turquia, impedindo, assim, que a população síria ouvisse a versão da oposição.
Após discursos mordazes, os diplomatas passaram a tarde em reuniões bilaterais. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, se encontrou pela segunda vez em 24 horas com a sua contraparte russa, Sergey Lavrov. Os dois juntos orquestraram o acordo recente no qual Assad desistiu de seu programa de armas químicas.
"As negociações entre as partes sírias não serão fáceis e rápidas", afirmou Lavrov em seu discurso. "A conferência não tem 100% de garantia, mas continua sendo uma chance real de garantir a paz."

Guerra interna entre rebeldes e milicianos da al-Qaeda se espalha para o Leste da Síria

Guerra interna entre rebeldes e milicianos da al-Qaeda se espalha para o Leste da Síria

O Globo - 06/01/2014
 
BEIRUTE - Ativistas sírios afirmaram nesta segunda-feira que os combates internos entre rebeldes e milícias ligadas à al-Qaeda se espalharam para uma cidade no Leste do país, após varrer áreas controladas pela oposição no Norte. Ambos os grupos lutam contra o regime do ditador Bashar al-Assad.
De acordo com informações do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, os rebeldes entraram em confronto nesta segunda-feira contra milicianos do Estado Islâmico no Iraque e do Levante (Isis, na sigla em inglês), ligado à al-Qaeda, no município de Raqqa, um dos redutos do grupo terrorista.
A luta interna começou nas províncias do Norte de Aleppo e Idlib na sexta-feira e vem se espalhando desde então. O impulso para o Leste sugere que os rebeldes estão se preparando para invadir todas as áreas controladas pelo Isis.
Para conter o avanço do grupo extremista, rebeldes opositores a Assad formaram uma aliança, chamada Exército dos Combatentes para a Jihad.
Nas mais recentes demonstrações de expansão do extremismo islâmico liderado pela al-Qaeda, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu o controle da cidade de Falluja, no Iraque, e cometeu um atentado que matou cinco pessoas - entre elas uma brasileira - em Beirute, no Líbano, na semana passada.

sexta-feira, 2 de março de 2012

ONU quer que comunidade internacional assuma responsabilidades e reaja à violência na Síria

ONU quer que comunidade internacional assuma responsabilidades e reaja à violência na Síria

02/03/2012 


Renata Giraldi*

Repórter da Agência Brasil

A alto comissária da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, cobrou hoje (2) da comunidade internacional “responsabilidade urgente” em relação à onda de violência na Síria. Segundo ela, é preciso reagir para evitar mais mortes no país. A estimativa é que mais de 7.500 pessoas tenham morrido em cerca de 11 meses de confrontos na região. Há ainda violações de direitos humanos, como agressões sexuais e torturas.
"[O ano de 2011] foi crítico para os direitos humanos, com muitos problemas nessa área", disse Pillay. O porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, acrescentou que está alarmado com os relatos que começam a sair do bairro Baba Amro, em Homs, depois de ter sido tomado pelas forças do governo.
A expectativa é que ainda hoje o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) consiga entrar em Homs, na Síria, para ajudar as vítimas dos confrontos entre os agentes de segurança do governo e os críticos do presidente Bashar Al Assad. A cidade de Homs é considerada reduto dos rebeldes.
Ontem (1º), o governo Assad autorizou a ajuda humanitária, depois de a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar resolução recomendando a medida. Uma das propostas, segundo o  porta-voz da Cruz Vermelha na região, Hicham Hassan, é uma trégua humanitári, que seria de duas horas por dia.

*Com informações da agência pública de notícias do México, Notimex//Edição: Graça Adjuto