Futuro de Assad é obstáculo para acordo de paz na Síria
| Jornal de Brasília - 23/01/2014 |
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| Jornal de Brasília - 23/01/2014 |
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| O Globo - 06/01/2014 |
| BEIRUTE - Ativistas sírios afirmaram nesta
segunda-feira que os combates internos entre rebeldes e milícias
ligadas à al-Qaeda se espalharam para uma cidade no Leste do país, após
varrer áreas controladas pela oposição no Norte. Ambos os grupos lutam
contra o regime do ditador Bashar al-Assad.
De acordo com informações do Observatório Sírio para os Direitos
Humanos, os rebeldes entraram em confronto nesta segunda-feira contra
milicianos do Estado Islâmico no Iraque e do Levante (Isis, na sigla em
inglês), ligado à al-Qaeda, no município de Raqqa, um dos redutos do
grupo terrorista.
A luta interna começou nas províncias do Norte de Aleppo e Idlib na sexta-feira e vem se espalhando desde então. O impulso para o Leste sugere que os rebeldes estão se preparando para invadir todas as áreas controladas pelo Isis. Para conter o avanço do grupo extremista, rebeldes opositores a Assad formaram uma aliança, chamada Exército dos Combatentes para a Jihad. Nas mais recentes demonstrações de expansão do extremismo islâmico liderado pela al-Qaeda, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu o controle da cidade de Falluja, no Iraque, e cometeu um atentado que matou cinco pessoas - entre elas uma brasileira - em Beirute, no Líbano, na semana passada. |
A alto comissária da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, cobrou hoje (2) da comunidade internacional “responsabilidade urgente” em relação à onda de violência na Síria. Segundo ela, é preciso reagir para evitar mais mortes no país. A estimativa é que mais de 7.500 pessoas tenham morrido em cerca de 11 meses de confrontos na região. Há ainda violações de direitos humanos, como agressões sexuais e torturas.