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segunda-feira, 22 de abril de 2013

ATAQUE EM BOSTON MATA 2 E FERE 115; EUA ELEVAM ALERTA

ATAQUE EM BOSTON MATA 2 E FERE 115; EUA ELEVAM ALERTA

ATAQUE À MARATONA DE BOSTON MATA 2 E FERE 115; ALERTA CONTRA TERROR É ACIONADO
O Estado de S. Paulo - 16/04/2013
 

Duas bombas explodiram na linha de chegada de maratona e 2 foram desativadas; FBI fala em terrorismo
Um ataque terrorista com ao menos duas bombas deixou dois mortos e 115 feridos ontem durante a Maratona de Boston, uma das mais tradicionais do mundo. A autoria não era conhecida até o início da noite e ninguém havia sido preso. As bombas foram detonadas em intervalos de 15 segundos, perto da linha de chegada. Outros dois explosivos foram desarmados. Parte do espaço aéreo da cidade foi fechada e os sinais de telefones celulares, bloqueados, para evitar possível detonação por controle remoto. Um incêndio na Biblioteca JFK, que reúne o acervo do presidente John Kennedy, 1 hora depois das explosões, era investigado. Espectadores mutilados e com fraturas expostas eram levados para tendas montadas para atender os corredores. O ataque fez com que a segurança fosse reforçada em hotéis e pontos turísticos de Nova York. Em Washington, a Avenida Pensilvânia, onde fica a Casa Branca, foi fechada para pedestres. Cerca de 27 mil corredores participam da prova, que atrai 500 mil espectadores.
BOSTON, EUA
Um atentado com pelo menos duas bombas aparentemente caseiras matou 2 pessoas e feriu outras 115 ,6 delas em estado grave - segundo o jornal Boston Globe -, durante a Maratona de Boston, uma das mais tradicionais do mundo. A autoria dos ataques ainda não tinha sido identificada até ontem e ninguém tinha sido preso. As autoridades tratam o episódio como ataque terrorista e o presidente Barack Obama ordenou a investigação.
De acordo com a rede de TV CNN, um dos mortos é uma criança de 8 anos. A polícia desarmou outros dois explosivos caseiros e investiga um incêndio na Biblioteca JFK, que reúne o acervo do presidente John Kennedy, ocorrido uma hora depois das explosões. Na instituição, no entanto, ninguém se feriu.
As bombas foram detonadas a poucos metros da linha de chegada da maratona pouco antes das 16 horas (horário de Brasília), cerca de três horas depois de os vencedores da corrida terem terminado o percurso. Segundo a polícia local, os dois explosivos foram colocados na Rua Boyls-ton e detonados com um intervalo de 15 segundos entre eles.
Segundo a polícia, outros dois dispositivos foram encontrados e desarmados por meio de explosões controladas.
O hotel que funcionava como sede da maratona foi fechado após as explosões e ninguém pode entrar ou sair do local. A Agência de Aviação Civil dos EUA (FAA, na sigla em inglês) fechou o espaço aéreo sobre parte de Boston e os sinais de telefones celulares foram bloqueados para evitar detonações por controle remoto.
A zona de exclusão aérea tinha um raio de 5,6 km em torno da Rua Boylston e uma altura de 914 metros - bem abaixo da altitude de um avião comercial normal. As operações do Aeroporto de Boston não foram afetadas. A secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano prometeu oferecer "toda a assistência necessária" à cidade.

A segurança foi reforçada em hotéis e locais turísticos em Nova York e a Avenida Pensilvânia, onde fica a Casa Branca, foi fechada para pedestres em Washington.
Pânicon Cerca de 27 mil corredores, profissionais e amadores, participaram da corrida, O canadense Mike Mitchell, um dos participantes da maratona, disse ter visto uma "grande explosão". "Todo mundo entrou em pânico", disse.
Espectadores ensangüentados foram levados para tendas de atendimento médico próximas montadas para atender os corredores fatigados pela maratona. Havia pessoas mutiladas, com fraturas expostas e perdendo muito sangue após as explosões.
O corredor Roupen Bastajian foi um dos primeiros corredores a chegar ao local da explosão. "Vi todas aquelas pessoas no chão. Tentamos fazer torniquetes para impedir os sangramentos. Muitas vítimas tiveram pernas decepadas", disse ele à agência Associated Press. "Cerca de 25 ou 30 pessoas tinham perdido a perna, ou sido amputadas do tornozelo para baixo."
A Maratona de Boston é realizada anualmente desde 1897 e reúne cerca de 500 mil espectadores todos os anos. Segundo a organização, não houve nenhuma ameaça. O ataque ocorreu no feriado do Dia do Patriota, em Massachusetts. / ap, reuters e NYT

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Hezbollah faz novo alerta aos EUA

Hezbollah faz novo alerta aos EUA

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

Pelo segundo dia consecutivo, o líder do movimento Hezbollah, Hassan Nasrallah, enviou ontem (17) mensagem aos seguidores do islamismo. Nasrallah apareceu em público, nos arredores de Beirute, em meio a uma manifestação contra o filme que satiriza o profeta Maomé e o Islã. Ao discursar por cerca de 20 minutos, ele advertiu os Estados Unidos para as “repercussões perigosas” sobre o filme.

No dia anterior, domingo (16), Nasrallah pediu aos muçulamos para  "mostrar ao mundo sua cólera". É a quinta vez que o dirigente do Hezbollah aparece em público, desde 2006.  Em geral, ele divulga os discursos por meio de vídeo. "A nossa ira não será passageira, é o nascimento de um movimento que deve continuar em toda a nação muçulmana", disse.

Desde a guerra de 2006, quando as autoridades de Israel enfrentaram o Hezbollah, Nasrallah está escondido. Ontem, ele foi saudado pelos simpatizando do grupo xiita. O líder do Hezbollah pediu que seja suspensa a divulgação na internet do filme anti-Islã.

"Os Estados Unidos têm de perceber que se divulgarem todo o filme haverá repercussões perigosas em todo o mundo", disse o líder do Hezbollah, lembrando que na internet o filme tem 14 minutos. No total, tem duas horas.

Até domingo (23) estão organizados protestos nas principais cidades do Líbano. Paralelamente, em vários países, os seguidores do islamismo protestam contra o filme. Há situações em que embaixadas e consulados dos Estados Unidos e de países aliados, como a Alemanha e o Reino Unido, foram atacados.

Desde o início dos protestos contra o filme, em 11 de setembro, 19 pessoas foram mortas em todo o mundo, incluindo o embaixador dos Estados Unidos no consulado norte-americano em Benghazi, na Líbia, Chris Stevens.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC 
 
 

Publicado em: 18/09/2012

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Líder da Al Qaeda confirma morte de vice

Líder da Al Qaeda confirma morte de vice

11/09/2012 
 
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

O líder da rede Al Qaeda, Ayman Al Zawahiri, confirmou hoje (11) a morte do vice-líder do grupo, Abu Yahya Al Libi. Em junho, as autoridades norte-americanas anunciaram que Al Libi tinha sido morto em um ataque com um avião não tripulado em uma área tribal do Paquistão. A confirmação da morte do vice-líder ocorreu por meio de um vídeo divulgado pela rede terrorista para marcar os 11 anos dos ataques de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.
A Al Qaeda é uma organização fundamentalista islâmica internacional formada por células colaborativas e independentes. De acordo com seus representantes, o objetivo do grupo é ampliar as influências islâmicas no mundo.
À rede são atribuídos vários atentados a alvos civis e militares nos Estados Unidos, na África e no Oriente Médio. Entre os principais ataques estão os de 11 de Setembro de 2001, em Nova York e Washington. Os ataques causaram uma reação das autoridades norte-americanas que deflagraram a chamada Guerra ao Terror.

*Com informações da BBC Brasil.
Edição: Talita Cavalcante

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Munique 1972: há 40 anos, a tragédia que transformou o mundo

Munique 1972: há 40 anos, a tragédia que transformou o mundo

Na madrugada de 5 de setembro de 1972, oito jovens palestinos vestidos como atletas  escalaram a cerca de um dos portões da Vila Olímpica de Munique. Foram vistos, mas não despertaram suspeitas. Acabaram confundidos com atletas voltando de alguma festa na cidade alemã, mesmo que trouxessem em suas mochilas esportivas granadas e rifles Kalashnikovs. Alguns minutos depois, fariam uma dezena de atletas israelenses reféns.
O barulho no corredor do apartamento acordou o árbrito de luta romana Yosef Gutfreund, que, ao perceber algo errado, tentou bloquear a porta. Foi tempo o bastante para o levantador de pesos Tuvia Sokolsky escapar por uma janela antes que o quarto fosse invadido. Neste momento, o técnico de luta romana Moshe Weinberg tentou se defender, mas foi baleado.
Os jovens palestinos foram a outros apartamentos e reuniram 12 reféns. Por volta das 5h da manhã, Weinberg, o levantador de pesos Yossi Romano e o lutador Gad Tsabari tentaram escapar. Apenas o último conseguiu. Os outros dois foram mortos pelos terroristas do grupo Setembro Negro, ligado à Organização para a Libertação da Palestina (OLP). A entidade defensora do Estado palestino havia aderido ao terrorismo, principalmente, após Israel vencer a Guerra dos Seis Dias (1967) e anexar ao seu território a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Há 40 anos, atentado que matou 11 atletas israelenses em Munique inaugurou era do terrorismo em grandes eventos e arrastou a paranóia da segurança para o esporte . Foto: AFP

Iniciava-se ali, há exatos 40 anos, uma nova era para os Jogos Olímpicos modernos. A celebração do esporte passaria a dividir espaço com a preocupação com a segurança. O terrorismo havia encontrado o cenário ideal para atentados: um evento que reunia milhares de pessoas e despertava a atenção do mundo. “Munique inaugurou o uso de grandes eventos para o terrorismo, com um efeito potencializado em escala muito maior do que teria ocorrido se a ação fosse em Tel Aviv”, destaca Guilherme Casarões, professor de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco e da Fundação Getúlio Vargas. “A ação do Setembro Negro atingiu caráter universal, na medida em que um atentado contra os jogos colocou a causa palestina em evidência.”
Ironicamente, os organizadores daquels jogos pretendiam realizar um evento amigável, sem um policiamento ostensivo. No Parque Olímpico e no alojamento dos atletas, os seguranças portavam apenas rádios, megafones e lanternas, nada de armas. Algo impensável atualmente. “Nas Olimpíadas de Londres deste ano, ficou evidente a obsessão pela segurança, pois Munique é vista como o precedente que levou todos a se preocuparem com o problema”, diz Heloisa Helena Baldy dos Reis, especialista em segurança em eventos esportivos da Unicamp e enviada à capital britânica para pesquisar o tema. “Nestes 40 anos, o terrorismo se intensificou e evoluiu. Por isso, o serviço de inteligência trabalhou muito.”
Os mecanismos de controle também se tornaram rígidos a ponto de impedirem a entrada de atletas sem identificação na Vila Olímpica, como foi o caso do alemão Robert Harting, ouro no lançamento de disco em Londres. O atleta precisou dormir em uma estação de trem após ter sua credencial roubada por um fã depois de sagrar-se campeão olímpico. “Turistas reclamaram dos detectores de metal e raios X na vila e nas instalações londrinas”, relata Reis.
Um sistema que pareceria surreal no contexto preparatório de Munique. Aquela edição dos Jogos tinha ares de grandeza com investimentos de 800 milhões de dólares de uma Alemanha pós-guerra em busca de afirmação. O governo não poupou para criar instalações modernas e inovadoras, como um estádio com cobertura de plástico, uma Vila Olímpica com espaço para 12 mil pessoas e um centro de imprensa para 4 mil jornalistas.
Foi justamente a Vila que roubou a cena. Após os primeiros disparos contra os atletas isralenses, não demorou para que milhares de policiais cercassem os alojamentos e darem início às negociações. O Setembro Negro queria a libertação de 200 árabes presos em Israel e dos alemães Ulrike Meinhof e Andreas Baader, integrantes da Facção do Exército Vermelho detidos no país. Caso as exigências não fossem cumpridas até às 9h da manhã, os reféns morreriam.
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O governo israelense da primeira-ministra Golda Meir se recusou a conversar com os palestinos e a negociação se estendeu até a noite. Os militantes pediram um avião para o Cairo, levando consigo os reféns. Foram atentidos pelos negociadores, que transportaram o grupo e os atletas em dois helicópteros para a base militar de Fürstenfeldbruck, a oeste de Munique. Lá, os terroristas deveriam ser rendidos pelas autoridades.
Os palestinos haviam terminado de inspecionar o avião que os levaria ao Egito quando a polícia alemã abriu fogo, mas não conseguiu imobilizar os oito militantes do Setembro Negro. Os oficiais estavam pouco preparados e não sabiam exatamente o número de pessoas armadas no grupo. Além disso, os helicópetos pousaram fora do local combinado, prejudicando a visão dos franco-atiradores.
Em meio à troca de tiros e com a chegada de reforços das forças alemãs, os palestinos lançaram uma granada em um dos helicópteros e abriram fogo contra o outro. Todos os nove reféns morreram, assim como o piloto de um dos equipamentos e um policial.
Os jogos ficaram suspensos por 34 horas e a delegação israelense se retirou em 7 de setembro com os corpos dos atletas mortos. Os jogos, contudo, continuaram após a insistência do então presidente do Comitê Olímpico Internacional Avery Brundage. Apesar da trajédia, o evento contou com a participação de mais de sete mil atletas de 122 países entre 26 de agosto e 11 de setembro. Entre eles, o nadador norte-americano Mark Spitz, vencedor de sete ouros em Munique. O recorde de maior número de vítorias em uma única edição das Olimpíadas foi superado apenas por Michael Phelps em Pequim 2008.
Negligência alemã?
A revista alemã Der Spiegel divulgou na última semana documentos oficiais a apontar que as autoridades do país ignoraram avisos explícitos sobre um ataque terrorista nos Jogos, além de tentarem encobrir o resultado e os erros dos envolvidos.
Segundo a publicação, em 14 de agosto de 1972 um oficial da embaixada alemã em Beirute, no Líbano, ouviu que “um incidente” causado por palestinos ocorreria nos jogos. Quatro dias depois, o Ministério das Relações Exteriores alertou a agência de inteligência da Bavária, estado onde fica Munique, recomendando a adoção de todas as medidas de segurança possíveis contra o eventual ataque. As agências de segurança, no entanto, nem sequer registraram os avisos publicados na imprensa internacional.

Operação desastrada resultou na morte de todos os refens. Foto: Göttert/DPA/AFP

Em 7 de setembro, um dia após a cerimonia em memória das vítimas no estádio olímpico, ficou decidido que o governo da Alemanha Ocidental e o da Bavária não se acusariam ou realizariam uma autocritica de seus atos. Os governos adotaram também a descrição falsa de que os terroristas teriam agido com precisão, apesar de serem tão mal preparados que tiveram dificuldades em localizar os quartos dos alvos. Chegaram, inclusive, a errar o andar dos apartamentos.
Esses detalhes não foram mencionados ao público, assim como uma investigação de procuradores do estado da Bavária contra o chefe da polícia Manfred Schreiber e o chefe de operação por suspeita de negligência e homicídio culposo. “Os documentos mostram com clareza que o combate ao terrorismo sempre exigiu um tipo de preparo muito especifico que ninguém possui”, afirma Casarões.
A trama seria, no entato, ainda mais densa. Wolfgang Abramowski e Willi Pohl, dois neonazistas presos no final daquele ano, tinham uma carta com uma ameaça a um juiz responsável pelo caso dos três palestinos que sobreviveram ao ataque. O documento alertava o magistrado sobre possíveis retaliações do Setembro Negro caso ele continuasse a permitir agentes da inteligência de Israel a participar dos interrogatórios dos terroristas.
Um relatório da policia de Munique de julho de 1973 indica que as armas com as quais haviam sido detidos tinham as mesmas características das utilizadas pelos militantes. Mas eles estavam sob o radar das autoridades muito antes da prisão. Dois meses antes do ataque, a polícia de Dortmund enviou informações ao serviço de inteligência estrangeira alemã dizendo haver suposta atividade conspirativa por terroristas palestinos. O aviso discutia o relacionamento de Pohl e Mohammed Daoud, Abu Daoud, idealizador dos ataques, que se reuniu livremente com militantes em um hotel de Munique sem a interferência da polícia.
Pohl ajudou Daoud a comprar diversas Mercedes sedãs em Dortmund, apresentou o terrorista a um falsificador de passaportes (Abramowski) e levou o homem pela Alemanha para se encontrar com palestinos. Depois, ainda ficou em Beirute com Abramowski, que falsificou passaportes do Kwait e Líbano, mudou nomes de documentos americanos e franceses e trocou fotos de passaportes para o grupo. Esses documentos permitiram a entrada dos oito palestinos na Alemanha.
A essa altura, ambos alegaram não saber dos planos para os ataques, mas com a proximidade dos jogos foram consultados sobre a ação. Com a falha da ação, os chefes do grupo no Oriente Médio pretendiam se vingar da interferência alemã e chegaram a planejar o sequestro de políticos locais por todo o país, com a ajuda de Pohl e Abramowski. Planos que não se concretizaram devido à prisão da dupla.
Mesmo com tantos elementos os ligando ao Setembro Negro, foram condenados em 1974 apenas por porte ilegal de armas de fogo. Abramowski recebeu uma pena de oito meses de prisão e Pohl, um pouco mais de dois anos, embora tenha sido solto – sem explicações – quatro dias depois de condenado.
O grupo por trás do atentado nas Olimpíadas ainda conseguiu resgatar os três sobreviventes ao sequestrar um avião alemão da Lufthansa com destino a Frankfurt. Para obtê-lo de volta, o governo alemão não hesitou em enviar o trio à Líbia. “Há quem diga que o sequestro foi uma armação para a Alemanha se livrar do custoso peso político do processo contra os acusados, que a obrigaria a tomar partido de um dos lados envolvidos”, destaca o professor da FGV. Além disso, o país poderia se tornar alvo de novos ataques caso não cedesse. “A Alemanha se apressou em evitar isso, mandando o mais rápido possível esses militantes embora.”
A vingança 
Após a operação de resgate das autoridades alemãs ter resultado na morte dos 11 atletas, o governo israelene criou um grupo para investigar o caso e a premier Golda Meir ordenou uma vingança. O objetivo era eliminar os membros do Setembro Negro com relação direta e indireta ao atentado, além de suas lideranças principais em uma lista com dezenas de nomes.
Assassinos profissionais do Mossad, serviço de inteligência de Israel, comandaram a operação “Ira de Deus”, que em sete anos e cinco meses matou terroristas palestinos na Itália, França, Chipre, Grécia, Líbano e Noruega.
Em 22 de janeiro de 1981, a operaçào terminou com a morte de Ali Hasan Salameh, um dos mais importantes chefes do grupo. O governo nunca admitiu a sua existência, mas com o fim da ação um ex-agente do Mossad confirmou publicamente a realização dos assassinatos. O mentor do ataque, Abu Daoud, não foi morto. A saga da vingança israelense foi contada no filme Munique, de Steven Spielberg.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Terrorismo internacional ameaça a segurança e a paz no mundo, adverte ONU

Terrorismo internacional ameaça a segurança e a paz no mundo, adverte ONU

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu nessa quarta-feira (25) que a paz e a segurança internacionais estão ameaçadas devido ao tráfico de drogas, armas e seres humanos nas diversas regiões fronteiriças. “As organizações e redes criminosas melhor equipadas com novas tecnologias de informação e comunicação diversificam e expandem suas operações ilícitas”, diz o texto da ONU.

O assunto foi debatido durante a reunião do conselho,a pedido da chefe da delegação dos Estados Unidos, Susan Rice. O texto advertindo sobre as ameaças do terrorismo foi aprovado pelos 15 integrantes do órgão – cinco permanentes e dez rotativos.

O Conselho de Segurança pediu ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para preparar, em seis meses, um relatório sobre o trabalho da ONU relativo ao combate ao tráfico ilícito nas regiões fronteiriças. O trabalho deverá ser submetido ao Conselho de Segurança.

Ki-moon reiterou que a ONU apoia as ações dos países interessados em combater o terrorismo para garantir a segurança das suas fronteiras contra atividades ilícitas. No começo deste mês, o presidente norte-americano, Barack Obama, defendeu, durante a 6ª Cúpula das Américas, no México, uma ação coordenada para combater o terrorismo internacional.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC  
 
 

Publicado em: 26/04/2012