segunda-feira, 23 de abril de 2012

ENTRE SOCIALISTA E SARKOZY, VOTO RADICAL DECIDIRÁ 2º TURNO FRANCÊS

ENTRE SOCIALISTA E SARKOZY, VOTO RADICAL DECIDIRÁ 2º TURNO FRANCÊS

SARKOZY SE AGARRA À DIREITA
Autor(es): agência o globo:Deborah Berlinck
O Globo - 23/04/2012
Ao vencer o primeiro turno da eleição presidencial francesa, o candidato do Partido Socialista (PS), François Hollande, deu um importante passo em sua ambição de comandar a sexta maior economia do mundo nos próximos cinco anos, batendo o presidente conservador Nicolas Sarkozy por 28,8% a 26,1%. Mas a vitória veio acompanhada de uma má surpresa: a extrema-direita de Marine Le Pen, líder da Frente Nacional (FN), superou todas as expectativas ao conquistar o seu maior apoio até hoje num pleito presidencial, 18,5%.
Isso aumentou as chances de Sarkozy na disputa do segundo turno, em 6 de maio, embora as pesquisas hoje indiquem uma vitória com folga para Hollande, de 54% contra 46%. O campo situacionista se surpreendeu com este novo cenário e não perdeu tempo. Logo após a divulgação das primeiros resultados, o presidente-candidato e os porta-vozes de seu partido, o UMP, adotaram o discurso que vai marcar sua campanha nas próximas duas semanas: uma guinada para a direita.
- As pessoas expressaram um voto de crise que dá testemunho de suas preocupações, seu sofrimento e sua ansiedade em face do novo mundo que está se formando. Esta eleição é sobre o respeito às nossas fronteiras, os controles à imigração e a valorização do trabalho e da segurança. Neste mundo que muda tão rapidamente, a preocupação das pessoas sobre a preservação de seu modo de vida é a questão central desta eleição . Eu faço um apelo a todos os franceses que colocam o amor à pátria acima de suas preferências partidárias, a se unirem a mim. Viva a República! E viva a França! - disse Sarkozy, ovacionado no Palácio da Mutualité, em Paris.
Diante dos militantes em Tulle, na região da Corrèze, Hollande acusou o presidente de fazer o jogo da extrema-direita e de ser responsável pela alta votação da FN, e apelou para a união das forças de esquerda para o segundo e decisivo turno. Lembrou que mesmo nas eleições de 2002, quando a extrema-direita chocou o país ao alcançar o segundo turno e deixar de fora o candidato socialista Lionel Jospin, o partido nunca havia obtido tantos votos.
- Este é um novo sinal que chama a um sobressalto na República - disse para seus militantes.
Em contraste com o discurso nacionalista de Sarkozy, Hollande ressaltou a importância de sua eleição para a recuperação da economia europeia e global.
- Minha tarefa final , e eu sei que estou sendo observado bem além de nossas fronteiras, é colocar a Europa de volta na trilha do crescimento econômico e do emprego - afirmou.
Pior desempenho
de um governante
Com os resultados de ontem, Sarkozy se tornou o primeiro presidente candidato a um segundo mandato, no período da Quinta República, iniciada em 1958, a não vencer o primeiro turno da eleição. Para reverter a atual vantagem de Hollande, além do apoio da ultradireita, conta com a confrontação direta com seu adversário.
- Essas próximas duas semanas devem permitir a vocês fazer uma escolha com clareza. Eu proponho que três debates sejam organizados. Sobre as questões econômicas, as questões de sociedade, as questões internacionais - sugeriu.
Hollande recusou. Foi definitivo ao afirmar que não aceitará mais do que um debate entre os dois candidatos, "para durar o quanto for preciso".
A partir de agora, a vitória dependerá do apoio que esquerda e direita conseguirão dos partidos que ficaram de fora do segundo turnoe, principalmente, dos eleitores dessas legendas. Marine Le Pen se tornou uma peça fundamental para as pretensões de Sarkozy. Mas a nova líder da extrema-direita, que ontem superou a votação de seu pai, Jean-Marie Le Pen, no pleito de 2002 (16,9%), manteve o suspense. Ela se autoproclamou "chefe da oposição", e disse que somente em 1º de maio, Dia do Trabalhador, cinco dias antes da votação decisiva, anunciará sua indicação de voto para o segundo turno. As primeiras sondagens apontam que 60% dos eleitores da extrema-direita votarão em Sarkozy no segundo turno, e 18% escolherão Hollande. Essa migração não é suficiente para reverter a vantagem do socialista, que conta com a adesão quase total dos eleitores de outros candidatos de esquerda.
O principal deles, Jean-Luc Mélenchon, teve um desempenho abaixo do esperado. Nas pesquisas, ele brigava cabeça a cabeça pelo terceiro lugar com Marine, mas na votação acabou num distante quarto, com apenas 11,7% dos votos.
Visivelmente decepcionado com seu desempenho, Mélenchon evitou citar ontem o nome de Hollande. Mas fez um forte apelo a seu eleitorado para derrotar Sarkozy, e frisou, sem pedir nada em troca:
- Eu peço a vocês para não hesitarem, peço para que se mobilizem e façam como se se fosse um voto para que eu ganhasse a eleição.
Entre outros nomes da esquerda, a ecologista Eva Joly (2,3% dos votos) manifestou seu apoio nominal ao candidato socialista para o segundo turno.
De maneira vaga, o centrista François Bayrou, do MoDem, que obteve 8,8% do total de sufrágios - menos do que o previsto pelas pesquisas -, disse apenas que "assumirá suas responsabilidades" para a fase final do pleito. Em relação aos simpatizantes de seu partido, a partilha, ainda segundo as pesquisas, é igualitária: 50% para cada um dos candidatos.
O temor de uma anunciada fraca participação dos eleitores neste primeiro turno não se confirmou. Os franceses se mobilizaram para votar no domingo, com um índice de abstenção de 20%, pouco acima dos 16,2% registrados no primeiro turno de 2007, mas abaixo dos 28,4%, em 2002, e dos 21,6% de 1995.
Jean-Claude Gaillardon, de 61 anos, aposentado há seis meses, considerou o resultado "excelente":
- A única chance para Sarkozy era vencer o primeiro turno. Democracia é alternância. É a alegria que volta para nós depois da vitória de François Mitterrand, em 1981 - disse, otimista, em meio a celebração militante em frente à sede do PS, na rua Solférino, na capital francesa.
O entusiasmo não é partilhado por Norah, de 73 anos, também na comemoração socialista:
- Vejo com muita preocupação a escassa margem de avanço neste primeiro turno. É pouco para assegurar a vitória no segundo turno.
Nada está decidido, afirma chanceler
No quartel-general da campanha de Sarkozy, os fiéis escudeiros do UMP respiravam aliviados com o resultado bem menos catastrófico que o previsto pelas sondagens, que apontavam vantagem de até cinco pontos para Hollande e cerca de metade dos votos para a esquerda. O chanceler Alain Juppé festejava que "nada está decidido". Mas como disse a professora de história aposentada Françoise M., de 65 anos, a batalha ainda está "longe da vitória".
- É preciso que ele (Sarkozy) dê uma guinada para a direita em todos os temas, levando em conta a importante votação de Marine Le Pen. É a última chance para a França e para os franceses - avaliou.
Amélie Pochouny, de 28 anos, é funcionária da Disneilândia de Paris, com uma remuneração mensal de 1.180, pouco menos que um salário mínimo.
- Não fossem Mitterrand e a esquerda, talvez eu tivesse um trabalho melhor na Disneilândia... Talvez tivesse feito melhores estudos... Talvez ganhasse mais hoje.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dicas de Atualidades para a prova da CEF 2012 Código Florestal e Rio + 20


Novo Código Florestal

Ruralistas X Ambientalistas

Ruralistas = Afrouxamento das leis

Ambientalistas = recrudescimento das leis

Pontos polêmicos: As maiores polêmicas encontram-se em torno das Áreas de Preservação Permanente (APP’s), das Reservas Legais, e da anistia para os grandes proprietários

1) APPs: em margens de rios de 30m para 15m;

2) Reservas Legais: até 4 módulos rurais não é obriga a recompor;

3) Anistia: "prêmio" aos desmatadores

 

Rio + 20

Conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável

Serão debatidos a contribuição da “economia verde” para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza, com foco sobre a questão da estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável

A conferência da ONU tem três temas centrais: economia verde, erradicação da miséria e governança global.

Reafirmar e ampliar os pactos sobre desenvolvimento sustentável e meio ambiente

Cúpula da Terra = Eco Rio 92 = Rio + 20 (sinônimos)

Cúpula dos Povos = evento paralelo e crítico a Rio +20 por justiça social e ambiental

Cúpula das Américas = relações comerciais e políticas dos países americanos menos Cuba 
(Nada a ver!!!)

Mantega contesta FMI e diz que Brasil continuará intervindo no câmbio

Mantega contesta FMI e diz que Brasil continuará intervindo no câmbio

20/04/2012 

Da BBC Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, contestou nessa quinta-feira (19) a chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Cristine Lagarde, sobre a taxa de câmbio dos países emergentes. Ele disse que o Brasil continuará intervindo para reduzir o valor de sua moeda. Em Washington, onde chegou para participar das reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, o ministro lembrou que a indústria brasileira tem perdido competitividade por causa da alta do real, supostamente provocada pela falta de ação das autoridades financeiras dos outros países.
"No caso do Brasil, somos um dos países que mais sofrem com a valorização do câmbio. Nossa indústira tem perdido competitividade em parte por causa da desvalorização das moedas de outros países", disse Mantega. "Estamos provando, na prática, que fazendo intervenções no câmbio – já que outros países resolveram usar essa estratégia – podemos diminuir a desvantagem que nossa indústria tem tido a partir de um câmbio valorizado", acrescentou.
A declaração de Mantega foi uma resposta à diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, que havia dito que os países emergentes precisam fazer ajustes ou aceitar uma taxa de câmbio mais alta. "A Europa não é o único lugar onde é preciso agir. Os mercados emergentes também devem tratar de seus problemas. Outros mercados emergentes precisam ficar atentos aos fluxos de capitais e administrá-los com as ferramentas de prudência macroeconômica necessárias, ajustar suas moedas da forma apropriada e aceitar a evolução dessas moedas", tinha declarado Lagarde.
Mantega classificou a declaração como "um equívoco". "De jeito nenhum. Temos uma relação clara em relação a isso e, inclusive, temos o apoio dos membros do FMI. No nosso caso, ela [a intervenção no câmbio] é absolutamente necessária e vamos continuar fazendo", completou.
Sobre a redução de juros pelos bancos brasileiros, o ministro disse que o setor financeiro está reagindo positivamente à demanda de redução de spreads – diferença entre as taxas de juros cobradas dos clientes e as pagas pelos bancos. "Estava ocorrendo no Brasil algo semelhante ao que ocorre nos Estados Unidos e na União Europeia, a desalavancagem dos bancos. A partir da desaceleração do ano passado, o setor financeiro continuou reduzindo a oferta de crédito e elevando o custo financeiro", comentou.
Na avaliação de Mantega, a diminuição dos juros e o barateamento do crédito impulsionará o crescimento do país. "Houve uma mudança. Eu saúdo essa mudança que o setor financeiro está fazendo, disposto a reduzir as taxas de juros e o spread, portanto dando ao povo brasileiro a oportunidade de consumir a taxas mais baixas. Isso vai estimular o consumo, o investimento e a atividade econômica", concluiu.
Edição: Graça Adjuto

A dois meses da Rio+20, temas sensíveis como economia verde seguem sem consenso

A dois meses da Rio+20, temas sensíveis como economia verde seguem sem consenso

19/04/2012 
 
Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil

Foto: Agência Brasil
A dois meses da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro, dois temas considerados prioritários seguem sem consenso. Os países negociadores concordam com o estímulo à economia verde e a necessidade de se criar um organismo multilateral fortalecido para questões ambientais. Mas, por falta de acordos, não há avanços para fazer com que esses temas virem propostas concretas para ser defendidas na conferência.
Os debates podem evoluir a partir da próxima segunda-feira, quando começa a segunda rodada de negociação formal em torno do documento que está sendo preparado para a Rio+20. Segundo o secretário executivo da Comissão Nacional para a Conferência, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, o texto que está recebendo contribuições dos grupos de negociação dos países envolvidos deve passar por mais mudanças ao longo das próximas duas semanas. “Teremos sugestões para condensar as várias ideias. Muitas contribuições são semelhantes, às vezes engordam [o texto] sem discordar”, explicou o embaixador.
No caso da economia verde, a dificuldade para se chegar a um acordo, segundo negociadores brasileiros, está nas nações em desenvolvimento, que temem que esse instrumento crie, no futuro, brechas para justificar medidas protecionistas como barreiras comerciais, imposição de padrões tecnológicos e pré-condições para receber ajuda externa. A solução que está sendo negociada é a de não propôr um padrão único de economia verde, mas modelos diferentes para cada país.
Pela proposta, o Brasil poderia criar um modelo que privilegie, por exemplo, o uso de energias renováveis e biocombustíveis. Os critérios para avaliar o empenho de cada país seriam definidos a partir dos objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos na Conferência.
Quanto ao futuro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), criado há 40 anos, há consenso. As nações concordam que é preciso rever as funções e a operacionalidade desse organismo. A divergência ocorre com as propostas. Alguns países defendem a criação de uma agência de meio ambiente vinculada às Nações Unidas, enquanto outros, como o Brasil, preferem apoiar a revisão do Pnuma.
Edição: Vinicius Doria

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dicas Atualidades prova da CEF/2012 Política e Econonomia brasileira


Política brasileira

Reconfiguração da coalizão de governo = PR vai para a oposição!!!           

PAC 2 = infraestrutura  (programas habitacionais/minha casa, minha vida)

Lei da Ficha Limpa = Condenação por órgãos judiciais colegiados/ Lei de iniciativa popular

Tendências da Economia brasileira

Redução dos juros no Brasil / Recuo do consumo das famílias/ Desindustrialização/
Retração do crescimento econômico

Para superar a desindustrialização = estímulo ao consumo

Brasil da 6ª economia do mundo

Entenda a situação na Líbia

Entenda a situação na Líbia

19/04/2012 
 
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

 Em outubro de 2011, Muammar Khadafi, ex-presidente da Líbia por 42 anos, foi capturado e morto, iniciando nova fase no país. Após sete meses de conflitos em 2011, várias cidades foram destruídas, como Sirte (terra natal de Khadafi) e Brega. Há ainda instituições públicas desfeitas e empresas privadas estrangeiras que deixaram o país devido à instabilidade e à ausência de segurança.
Desde o fim do ano passado, a Líbia é governada pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), formado por forças de oposição e com o apoio da comunidade internacional. Não há data prevista para a realização de eleições presidenciais. A prioridade do CNT é a estabilização e a reorganização do país.
A morte de Khadafi encerrou um longo período que alternou momentos de tensão e isolamento com a comunidade internacional. Depois de 2003, Khadafi retomou as articulações para se reaproximar da comunidade internacional. Porém, o processo de desgaste do seu governo acentuou-se por protestos e manifestações na região.
Localizada no Norte da África, a Líbia viveu intensos conflitos entre manifestantes, que reivindicavam o fim do governo Khadafi, com as forças leais ao governo. Em meio aos conflitos, houve a intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Manifestantes e integrantes das forças leais foram mortos. Os números são incertos.
A imprensa internacional não foi autorizada a entrar no país. Mas houve relatos de pistas e cidades bombardeadas, dificultando o acesso às pessoas e aos bairros. A cidade de Brega, localizada em uma das principais regiões produtoras de petróleo, foi atacada. Em meio aos confrontos, o então ministro dos Negócios Estrangeiros líbio Moussa Koussa fugiu para Londres, na Grã-Bretanha.
Em setembro de 2011, a comunidade internacional, reunida na 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos, autorizou a participação do Conselho Nacional de Transição (CNT) nas sessões e a bandeira da oposição a Khadafi foi hasteada. O Brasil apoiou a participação da oposição nas discussões nas Nações Unidas.
Edição: Graça Adjuto

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Dica de atualidades para a prova da CEF/2012 Lei de Acesso a Informação


A Lei de Acesso à Informação, Lei n.12.527, regulamenta o acesso a dados do governo, pela imprensa e pelos cidadãos, e determina o fim do sigilo eterno de documentos oficiais. Pela nova lei, o prazo máximo de sigilo foi limitado a 25 anos para documentos ultrassecretos, 15 anos para os secretos e cinco para os reservados. Os documentos ultrassecretos poderão ter prazo de sigilo renovado apenas uma vez.

 Os princípios que integram a nova lei são: a transparência que permite a prestação de contas; a participação social que assegura a cidadania, e o monitoramento sistemático dos resultados das políticas públicas que asseguram uma gestão de qualidade.

‘Nacionalização não é irregular’ sobre o caso Argentino

‘Nacionalização não é irregular’

Publicado em Carta Capital
Foto: Philippe Desmazes/AFP

A decisão do governo argentino de expropriar 51% das ações da petroleira YPF, filial do grupo espanhol Repsol, sob a alegação de que a empresa não estaria cumprindo o plano de investimento no país, retrata uma preocupação estratégica de longo prazo da presidenta Cristina Kirchner e, ao mesmo tempo, uma afirmação do orgulho nacional frente a empresas estrangeiras. É o que defende Ildo Sauer, diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP) e ex-diretor da Petrobras.
Em entrevista a CartaCapital, o analista diz que as privatizações do setor petrolífero no governo de Carlos Menem coincidiram com a descoberta de muitos recursos, mas em um período em que a Agentina exportou petróleo com valores baixos. “O governo [atual] viu que abordagem neoliberal destruiu as riquezas nacionais e colocou o país sob a ameaça de ter que importar derivados.”
Neste cenário, Sauer acredita que a ação argentina não é irregular. “A soberania nacional permite que se nacionalize recursos, está previsto nas constituições dos países. Basta força política no Congresso para realizar essa manobra. Trata-se de escolhas, que vão ter mais ou menos apoio nas camadas sociais.”
O presidente da Repsol, o espanhol Antonio Brufau, no entanto, reagiu ao anúncio com furor. Para o executivo, a ação visa “tapar a crise social e econômica” vivida pelo país. “Esta atuação não é própria de um país moderno e o povo deste país merece outra coisa.”
A empresa anunciou também que reivindicará 10 bilhões de dólares nos mecanismos internacionais de proteção pela participação de 57,4% da Rapsol na YPF.
Segundo o presidente da Repsol, a campanha contra a empresa nas últimas semanas na Argentina foi “calculadamente planejada para provocar a queda da ação da YPF e facilitar a expropriação”, com preço reduzido. “É ilegítimo e injustificável”, disse.
O Ministério de Assuntos Exteriores espanhol reagiu convocando nesta terça-feira 17 o embaixador argentino em Madri, Carlos Bettini, após a decisão do governo de Cristina Kirchner.

Para Sauer, no entanto, a ação de Kirchner se alinha a outras encaminhadas por vizinhos da América Latina, como ocorreu em Venezuela, Equador e Bolívia. “Há uma discussão na região sobre quem fica com a renda excedente do petróleo: os acionistas de empresas privadas, em grande parte multinacionais, ou as parcelas mais pobres da população.”
A medida da presidenta contra ativos espanhóis, destaca, não é inédita. O país já havia nacionalizado a Aerolineas Argentinas, por exemplo. Mas o caso da Repsol ganhou maior repercussão devido à situação econômica crítica da Espanha, que depende em grande parte das remessas ao exterior de investimentos na América Latina. “A Espanha tomou muito dinheiro emprestado na Europa para comprar ativos na região e tudo isso vem em um momento de crise violenta.”
Esse foi mais um golpe para a economia da espanhola, que voltou a cair na recessão após dois anos, conforme anunciou nesta terça-feira o presidente do Banco da Espanha, ao confirmar a manutenção da contração de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do último trimestre de 2011.
Com informações AFP.

REESTATIZAÇÃO NA ARGENTINA VAI A TRIBUNAL INTERNACIONAL

REESTATIZAÇÃO NA ARGENTINA VAI A TRIBUNAL INTERNACIONAL

DEVO? NEGO E NÃO PAGAREI
Autor(es): Janaína Figueiredo e Priscila Guilayn
O Globo - 18/04/2012
 
Argentina diz que não reconhece os US$ 10 bi cobrados pela Repsol por expropriação

Um dia após ter anunciado a expropriação da Repsol-YPF e provocado uma crise com a Espanha, o "governo K", da presidente argentina, Cristina Kirchner, deixou claro que não pagará uma indenização de 8 bilhões (cerca de US$ 10 bilhões), como quer a empresa. O encarregado de anunciar a posição da Casa Rosada na queda de braço que chegará a tribunais internacionais foi o vice-ministro da Economia, Axel Kicillof, autor do projeto de lei que começou a ser debatido ontem no Congresso . Em quase três horas, o jovem economista defendeu a ação do governo argentino e assegurou que a criação de uma nova YPF foi necessária já que "os objetivos da Repsol não estavam em sintonia com os objetivos do país".
Dirigentes da oposição lembraram ontem que a própria presidente votou a favor da privatização da YPF na década de 90, quando era deputada. Os funcionários de seu governo argumentaram que "os tempos mudaram e hoje as necessidades do país são outras".
- Vamos pagar o custo real, não os US$ 10 bilhões que diz (Antonio) Brufau (diretor-executivo da Repsol). Onde diz isso? - questionou Kicillof, que acusou a Repsol de ter usado os recursos obtidos na Argentina para ampliar negócios em outros países, prejudicando a produção nacional de petróleo, e obrigado o governo a desembolsar quase US$ 10 bilhões para importar combustíveis no ano passado. - Nosso crescimento não pode estar ameaçado por empresas estrangeiras que têm lógicas diferentes.
Rajoy: medida afeta todo o continente
O objetivo do governo argentino é que, na próxima semana, seja aprovado no Senado o projeto que declara de interesse público a produção, exploração, comercialização e distribuição de petróleo. A votação na Câmara ficaria para maio. Ontem, Kicillof, acompanhado pelo ministro do Planejamento, Julio De Vido, lembrou que o valor da indenização à companhia espanhola, após a transformação do projeto em lei, será determinado pelo Tribunal de Avaliação do Estado argentino.
Longe de se preocupar com a reação internacional e possíveis retaliações por parte da Espanha e de outros países da União Europeia (UE), o governo argentino transmitiu por Kicillof uma mensagem às empresas que operam no país, nacionais e estrangeiras:
- Não podemos ter empresas cujos interesses colidam com os do país.
No México, onde participa do Fórum Econômico Global, o presidente de Governo da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou que a expropriação prejudica todo o continente. E disse que não há justificativa para a medida, que abre "um grave precedente".
Segundo o governo Kirchner, já surgiram propostas de parceria com a nova YPF e, dizem fontes, essas propostas partiram de empresas de Noruega, EUA, China e Canadá. Na visão de economistas, como o diretor de Pesquisa do FMI, Thomas Helbling, a guerra entre Argentina e Repsol terá impacto negativo para o país, que vem recebendo menos investimentos estrangeiros diretos que Brasil, Chile, Peru e Colômbia. Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), no primeiro semestre de 2011, os investimentos captados pela Argentina alcançaram US$ 2,4 bilhões, uma queda de 30% ante igual período de 2010. Já o Brasil recebeu US$ 44 bilhões, Chile, US$ 7,9 bilhões, Colômbia, US$ 3,6 bilhões e Peru, US$ 3,5 bilhões.
Ontem, Brufau, o diretor-executivo da Repsol, afirmou que usará todas as vias legais contra a Argentina. Segundo ele, em primeiro lugar, a empresa recorrerá ao Tribunal de Disputas do Banco Mundial, para reivindicar 8 bilhões (US$ 10 bilhões), por sua participação acionária de 57,4% na YPF, cujo valor total estaria em torno a 14 bilhões. Brufau deixou claro que este será apenas o primeiro passo de uma batalha judicial em várias frentes, com ações constitucionais, administrativas, mercantis e de responsabilidade civil por danos e prejuízos.
- Pediremos esta quantia e muito mais. Esta atitude não ficará impune - disse Brufau. - Eles se ampararam numa lei do ditador (Jorge) Videla. Foi patético e vergonhoso.
Segundo Fernando Zilveti, advogado especialista em direito internacional e professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, a indenização deve ser definida em um tribunal internacional:
- Expropriação não é ilegal, mas tem de ser indenizada.
A Comissão Europeia adiou a reunião do comitê UE-Argentina, prevista para amanhã em Buenos Aires. As ações da YPF continuaram suspensas na Bolsa de Nova York e, em Buenos Aires, despencaram 7,5%. Os papéis da Repsol caíram 1,69% em Madri.
(*) Colaboraram Flávia Barbosa e Roberta Scrivano, com agências internacionais

Dicas de Atualidades para a Prova da CEF Coréia do Norte e Questão das Malvinas


Breve histórico sobre a Coréia do Norte

Sofre embargo econômico desde o fim da Guerras das Coreias (1950-1953)
Saiu do TNP (tratado de não-proliferação nuclear  em 2003)
Realizou testes Nucleares (out/2006)                            
Suspensão do programa nuclear (2007)
Tratado de não agressão (2008)
Retomada do programa nuclear e segundo teste nuclear (2009)
Afundou um navio de guerra sul coreano (2010) acirrou as tensões na região
Morte de ditador norte-coreano Kim Jong-il e assumiu seu filho Kim Jong-Un (dez/2011)
Coreia do Norte anuncia que vai desativar seu programa por ajuda alimentar (fev/2012)
Coreia do Norte anuncia testes para lançamento de um satélite (março/2012)


Observações:

Resolução de 2006 proíbe a Coreia do Norte de buscar algumas tecnologias com potencial bélico (armas, foguetes, satélites, etc)
Recebe apoio Chinês e da Rússia para não intervenção americana na região



Questão das Malvinas (atenção para a prova!!!)


 
Retomada da discussão da posse territorial britânica (1833) e do conflito de 1982 (30 anos)

Falklands é um Território Ultramarino britânico

Argentina reivindica soberania do território com apoio do Brasil e da Venezuela

Argentina pede arbitramento da ONU acusando a Inglaterra de militarização do Atlântico Sul

Exploração petrolífera/Importante rota comercial entre o Oceano Pacífico e o Atlântico

Cristina Kirchner (Arg) X David Cameron (Ing) exacerbação do nacionalismo frente à questão (populismo)