terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Confrontos na Bahia

Confrontos na Bahia


Autor(es): » RENATA MARIZ » EDSON LUIZ
Correio Braziliense - 07/02/2012

Para evitar que a revolta dos policiais da Bahia se alastre por outros estados, o Palácio do Planalto deve aumentar o efetivo de tropas em Salvador, forçar o fim do movimento e restabelecer a ordem. Ontem, soldados do Exército e manifestantes entraram em choque. Familiares dos grevistas, entre eles crianças, também estão acampados no prédio da Assembleia Legislativa


Tropas federais dão demonstração de força e cercam policiais grevistas ampliando a tensão provocada pela greve na Bahia. Planalto avalia aumentar o contingente de homens e diz que não vai negociar piso salarial
Uma coisa é a reivindicação, que é um direito legítimo e constitucional. A outra é buscar o vandalismo, provocar pânico na população, o que é intolerável" disse José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça.

O agravamento da tensão na Bahia provocada pela greve geral de policiais militares e a ameaça de outros estados replicarem o movimento fez o governo federal endurecer ainda mais as ações contra a paralisação que completa oito dias hoje. De um lado da mesa, o Palácio do Planalto já fala em ampliar o atual contingente das tropas federais no estado, atualmente em 4 mil homens. Do outro, corporações de outras partes do país tentam intensificar a reivindicação por aumento salarial ensaiando ações semelhantes. Ontem, os grevistas chegaram a entrar em confronto com o Exército durante operação que cercou a Assembleia Legislativa baiana, utilizada como bunker pelos PMs. O conflito teve tumultos, disparos de balas de borracha, bombas de efeito moral e gente machucada.

Embora a tropa federal seja a maior já encaminhada a um estado em crise, o número de homicídios chega a 93 na região metropolitana de Salvador desde o início da paralisação. A presença dos policiais federais, da Força Nacional e das Forças Armadas não foi suficiente para diminuir um dos principais problemas no estado: o vandalismo. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, prometeu rigor na identificação dos responsáveis. "Uma coisa é a reivindicação, que é um direito legítimo e constitucional. A outra é buscar o vandalismo, provocar pânico na população, o que é intolerável", afirmou Cardozo.

A presidente Dilma Rousseff determinou ontem que o ministro faça tudo para manter a ordem na Bahia. O temor de que o movimento seja replicado pelo país é real. Na sexta-feira e no sábado, representantes de sindicatos e associações de policiais civis de vários estados se reunirão em Brasília, convocados pela Confederação Brasileira de Policiais Civis (Cobrapol). Policiais militares e civis do Rio de Janeiro farão uma assembleia na capital fluminense também na sexta. Nos dois encontros, a pauta é uma proposta de greve geral.



Governo faz hoje leilão para privatizar três aeroportos

Governo faz hoje leilão para privatizar três aeroportos

 Agência Brasil

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) promove hoje (6) o leilão de privatização dos aeroportos internacionais de Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas-SP) e Juscelino Kubitschek (Brasília). A licitação está marcada para começar às 10h, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Os vencedores do leilão serão os grupos que apresentarem as maiores propostas de preço para a outorga, que prevê a ampliação, manutenção e exploração dos aeroportos. Os valores mínimos foram fixados pelo governo em R$ 3,4 bilhões para Guarulhos; R$ 1,5 bilhão para Viracopos; e R$ 582 milhões para Brasília.

O leilão dos três aeroportos será simultâneo e cada proponente pode apresentar proposta para todos, mas somente poderá ser o vencedor de um. Segundo o edital, grupos estrangeiros poderão participar dos leilões, desde que associados a empresas brasileiras. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) terá participação até 49% no capital dos consórcios.

Com a privatização, devem ser investidos R$ 4,6 bilhões em Guarulhos; R$ 8,7 bilhões em Viracopos e R$ 2,8 bilhões em Brasília. Os concessionários também deverão recolher anualmente uma contribuição de 2% sobre a receita bruta da concessionária do aeroporto de Brasília, 5%, no caso de Viracopos e 10%, no de Guarulhos. A arrecadação será direcionada ao Fundo Nacional de Aviação Civil, administrado pela Secretaria de Aviação Civil. Os recursos serão destinados a projetos de desenvolvimento e fomento da aviação civil, beneficiando os demais aeroportos do sistema aeroportuário nacional.

Os prazos das concessões são diferenciados por aeroporto: 30 anos para Viracopos, 25 para Brasília e 20 para Guarulhos. Os contratos poderão ser prorrogados uma única vez, por cinco anos. A concessionária de cada aeroporto deverá concluir as obras para a Copa do Mundo de 2014. A multa por descumprimento é R$ 150 milhões, mais R$ 1,5 milhão por dia de atraso.

A partir da assinatura do contrato de concessão, haverá um período de transição de seis meses, prorrogável por mais seis, no qual a concessionária administrará o aeroporto em conjunto com a Infraero. Após esse período, o novo controlador assume as operações do aeroporto. A gestão do espaço aéreo nos aeroportos concedidos não sofrerá mudanças e continuará sob o controle do Poder Público.

Os três aeroportos respondem, conjuntamente, pela movimentação de 30% dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves do sistema brasileiro. Os terminais concedidos serão fiscalizados pela Anac, que também será gestora dos contratos de concessão.

Na última sexta-feira (3), a agência divulgou que nenhuma das propostas apresentadas para o leilão foi desclassificada da disputa. O número de propostas e o nome dos grupos proponentes serão divulgados apenas durante o leilão, à medida que os envelopes forem abertos. Mas a composição dos consórcios só será tornada pública ao final do processo para evitar a troca de informações entre os concorrentes durante o leilão.

 

Publicado em: 06/02/2012

Missão japonesa chega ao Brasil para divulgar acordo previdenciário

Missão japonesa chega ao Brasil para divulgar acordo previdenciário

Da Agência Brasil

Uma missão do governo japonês chega hoje (7) ao Brasil para visitar as cidades de Manaus, do Rio de Janeiro, de São Paulo e Curitiba. O objetivo é divulgar a entrada em vigor do acordo previdenciário Brasil-Japão entre as principais comunidades nipônicas.

A agenda começa nesta terça-feira (7), em Manaus. A missão fará palestra, às 16h, no Centro Cultural do Consulado Geral do Japão. A partir do dia 1º de março, cerca de 300 mil brasileiros que residem no Japão e 80 mil japoneses que vivem no Brasil serão beneficiados pelo acordo de Previdência Social assinado entre os dois países.

Pelo acordo, o tempo de contribuição de um brasileiro, por exemplo, que trabalhou no Brasil e no Japão poderá ser utilizado no cálculo da aposentadoria. O mesmo ocorre com um japonês que contribuiu para a Previdência dos dois países.


 
Publicado em: 07/02/2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Protestos no Egito depois de violência em estádio de futebol provocam duas mortes

Protestos no Egito depois de violência em estádio de futebol provocam duas mortes


No Egito, os manifestantes voltaram às ruas hoje (3) para mais um dia de protestos contra a violência ocorrida durante o jogo de futebol, no qual 74 pessoas acabaram morrendo. Só ontem (2), pelo menos duas pessoas morreram quando a polícia egípcia entrou em confronto com manifestantes na cidade de Suez.

Os dois mortos são as primeiras vítimas em manifestações organizadas, depois de um briga ao final do jogo de futebol – entre as equipes de Al Ahly (do Cairo, a capital) do Zamalek (Porto Said, na costa) – que provocou 74 mortos. As duas vítimas de ontem foram atingidas por disparos.

Apenas ontem, aproximadamente 3 mil pessoas protestaram em frente do quartel principal da polícia na cidade de Suez. Policiais usaram gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes. Os protestos ocorreram no Cairo e em várias cidades egípcias.

Na quarta-feira (1º), os torcedores do Al Ahly e do Zamalek se enfrentaram após o jogo de futebol. A confusão ocorreu depois de o árbitro ter apitado o fim do jogo cujo placar foi 3 x1 para o Al Ahly. As autoridades do Egito decretaram luto oficial. Além das 74 mortes, várias pessoas ficaram feridas.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.


Publicado em: 03/02/2012

Veto na ONU dá a Assad “licença para matar” na Síria, diz oposição

Veto na ONU dá a Assad “licença para matar” na Síria, diz oposição 

da BBC Brasil

O Conselho Nacional Sírio (CNS), que reúne diversos grupos contrários ao governo, pediu que Moscou e Pequim reconsiderem a decisão. Rússia e China deram ao governo sírio "licença para matar" com o veto à proposta de resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo ativistas da oposição.

"O CNS considera ambos os países responsáveis pelo agravamento das mortes e genocídio, e considera este passo irresponsável uma licença para que o regime sírio mate sem ser responsabilizado", disse uma declaração divulgada pelo grupo. A ativista iemenita e vencedora do Prêmio Nobel da Paz Tawakul Karman também disse que os dois países passaram a ter responsabilidade moral pelas mortes na Síria.

A Rússia e China, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, rejeitaram a proposta de resolução que defendia "uma transição política, liderada pela Síria, para um sistema político democrático e plural". O veto já havia sido duramente criticado por diplomatas ocidentais, que se disseram "indignados" e "horrorizados" com a rejeição do texto.

A proposta de resolução - que contava com o apoio dos outros 13 integrantes do Conselho e da Liga Árabe, representante dos países da região - era considerada por analistas como o esforço mais importante feito até agora pela ONU para solucionar a crise na Síria.

A decisão ocorreu em um dos dias mais sangrentos desde o início do levante contra o governo de Bashar Al Assad, há 11 meses. Grupos rebeldes e ativistas dizem que um ataque militar contra a cidade de Homs, na madrugada de sábado (4), deixou dezenas de civis mortos.

A mídia estatal síria negou que tenha havido uma ofensiva militar em Homs e acusou a oposição de ter inventado os ataques. A imprensa oficial também elogiou o veto da Rússia e China, alegando que ele será um incentivo para as reformas políticas prometidas pelo governo.

A Rússia é o principal aliado da Síria no Conselho de Segurança da ONU e já tinha declarado que iria vetar a resolução. O ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, criticou a proposta de resolução da ONU que, segundo ele, tinha medidas apenas contra o presidente Bashar Al Assad e não previa punições aos grupos de oposição armados.

Lavrov deve se reunir com Assad em Damasco na terça-feira (7), junto com o chefe do Serviço de Inteligência Internacional da Rússia, Mikhail Fradkov. Mohammed Loulichki, embaixador do Marrocos na ONU e único membro árabe do atual conselho da organização, disse que estava profundamente "decepcionado" com o veto da Rússia e China à resolução.

A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, declarou que o veto foi "vergonhoso" e mostrou que os russos e chineses "protegem um tirano”. “Qualquer derramamento de sangue estará nas mãos deles", acrescentou.

O enviado da Grã-Bretanha à ONU, Mark Lyall Grant, disse que os britânicos estão "chocados" com a rejeição da resolução.

  

Publicado em: 06/02/2012

 

Rússia e China vetam na ONU resolução sobre a Síria

04/02/2012 -
Rússia e China vetam na ONU resolução sobre a Síria

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
DA FRANCE PRESSE, EM NOVA YORK

A Rússia e a China vetaram neste sábado pela segunda vez no Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução que condena a repressão na Síria. O plano era apoiado pelos demais países do principal organismo de decisão das Nações Unidas.
Treze nações votaram a favor do projeto proposto pelos países árabes e europeus, que apoiam um plano da Liga Árabe para assegurar uma transição à democracia na Síria.
Mas Rússia e China (que ocupam duas das cinco vagas permanentes com direito a veto no conselho) voltaram a votar contra o texto, como haviam feito em 5 de outubro.
A Rússia é o principal aliado da Síria no órgão da ONU, e já afirmou repetidas vezes que vai vetar qualquer resolução que exija a renúncia do ditador Bashar Assad.
O novo projeto de resolução, que substitui outro mais duro e que foi descartado de imediato pela Rússia, não pedia explicitamente que o Assad deixasse o poder.
No entanto, as concessões incluídas continuaram sendo insuficientes para a Rússia e seu chanceler, Serguei Lavrov, havia afirmado antes da reunião em Nova York que submetê-lo à votação provocaria um "escândalo".
O objetivo do plano é fazer cessar a violenta repressão a oposicionistas, que matou mais de 5.400 na Síria desde março de 2011, segundo estima a própria ONU.

Gabarito Comentado de Atualidades Parte 1

1)
1 – Certo. O Hamas, grupo radical e extremista defende a criação do Estado Independente Palestino e se opõe a existência do Estado de Israel, reconhecido pela ONU em 1948. A Principal disputa é sobre os domínios territoriais da Faixa de Gaza,  da Cisjordânia, e das cidades sagradas como Jerusalém.
2 – Errado. A disputa árabe-israelense não se explica pela disputa petrolífera, mas sim pela demarcação territorial, pelo domínio das colinas de Golã, e pelo controle sobre o Rio Jordão.  Além das rivalidades religiosas. Nessa assertiva, a banca busca induzir o candidato ao erro pela noção de senso comum de que todos os conflitos no mundo árabe envolvem a questão petrolífera, o que não é verdade e deve ser julgado caso a caso.
3 – Certo. Recentemente, como forma de amenizar o clima tenso na região os EUA, através do presidente Barack Obama, sinalizou como uma possível solução para o conflito a volta das demarcações como antes da Guerra dos 6 dias , em 1967. Entretanto, Israel negou essa possibilidade, com a manutenção do argumento da necessidade de combate ao terrorismo na região, como caminho para a pacificação.
4 – Errado. A passagem em Rafah, que é uma das poucas áreas na Faixa de Gaza não controlada por Israel na região, fora aberta em maio de 2011 pelo governo Mubarak, apesar da oposição de Israel. A abertura da passagem de Rafah faz parte dos esforços egípcios por acabar com a divisão entre os palestinos e promover a “reconciliação nacional". Após o Egito patrocinar o acordo de reconciliação entre os grupos palestinos Hamas e Fatah, o ministro egípcio das Relações Exteriores, Nabil al Arabi, anunciou a intenção de seu país de abrir permanentemente a fronteira com a Faixa de Gaza.
5 - Certo. O combate ao terrorismo é o principal argumento das ofensivas israelenses sobre a Faixa de Gaza, com apoio americano, e em consonância com as diretrizes estadudinenses.
6 – Certo. O grupo terrorista e extremista Hamas é o principal desafeto e motivo das ofensivas israelenses.
7 – Errado. A “onda de democratização” no mundo árabe, denominada “Primavera Árabe” tem por causa questões políticas e sociais, não afetando a crença no islamismo.
8 – Errado. A “Primavera Árabe” tem como causa questões internas ligadas a insatisfação da população pelo desemprego, pela repressão dos longos governos ditatoriais, e pela queda na qualidade de vida da população. Portanto, pressões externas da ONU e dos EUA, e o combate ao terrorismo não explicam esse processo.
9 – Errado. O movimento estudantil árabe não questionou o Islão e os valores muçulmanos, mas a repressão dos governos ditatoriais e o baixo desempenho econômico na região, oriunda do desdobramento da crise financeira europeia no mundo árabe.
10 – Certo. As causas internas (questões sociais e políticas) conjugadas com a baixa do desempenho econômico na região (desdobramento da crise europeia no mundo árabe) são os fatores preponderantes para a compreensão da crise política que desencadeou a queda das ditaduras muçulmanas.
11 – Certo. O movimento da “primavera árabe” começou na Tunísia, sendo seguido pelo Egito, Líbia e Iêmen, hoje o novo foco do movimento é a Síria.
12 – Certo. Apesar da aliança entre Iêmen e EUA a Al-Qaeda tem bases em diversos países do mundo árabe, independente das alianças, o que reforça a estratégia americana de combate ao terrorismo.
13 – Certo. De todos os conflitos árabes, até agora somente o caso Líbio contou com intervenção externa, no caso da OTAN. Tal intervenção fora fruto das denúncias de massacre da população civil Líbia pelas forças situacionistas pró-Kadafi.
14 – Certo. Fatores internos, como insatisfação por questões sociais (desemprego, etc) e políticas (repressão do regime ditatorial) são preponderante para compreensão do caso tunisiano, a “revolução do Jasmin”.
15 – Errado. Bouazizi não era político, mas um feirante que fora morto em praça pública pela força de repressão governamental. Esse fato desencadeou um amplo movimento de repúdio ao governo através das redes sociais e da internet.
16 – Errado. A maioria da sociedade Afegã é Sunita (quase 80%), não Xiita. O domínio Xiita se deu através do grupo Talibã e pelo uso da violência. A queda dos talibãs se deu após a intervenção militar dos EUA ao Afeganistão.
17 – Errado. A morte de Bin Laden não significa o fim do terrorismo e nem comprova uma desarticulação e fragilidade das organizações terroristas.
18 – Errado. Atualmente, o EUA sinalizou a retirada das tropas americanas do Afeganistão, e, interesses petrolíferos pouco explicam sobre a operação militar americana, que buscava recuperar o “orgulho ferido” em 11 de setembro de 2001, e combater o terrorismo em suas bases.
19 – Certo. Os analistas apontam que a morte de Bin Laden é apenas mais um capítulo da luta contra o terrorismo, e que se obteve algum efeito seria apenas a mudança de estratégia e de estrutura organizacional dos grupos terroristas.
20 – Errado. A Síria é o novo capítulo da “primavera árabe”, mas é a ONU que busca sanções contra a repressão do governo Bashar Al-Assad. Recentemente, a Rússia e a China vetaram resolução militar contra a Síria.
21 – Certo. A Autoridade Palestina, Mahamoud Abbas, após a indicação americana para a volta das demarcações territoriais como anteriormente a Guerra dos 6 Dias, encaminhou pedido de reconhecimento do Estado Palestino no Conselho de Segurança da ONU, recebendo o veto americano, através da pressão de Israel.
22 – Errado. Apesar das iniciativas americanas pela paz na região com a proposição da volta das demarcações territoriais como anteriores a Guerra dos 6 Dias, os EUA foram contra o uso da ONU como fórum para a legitimação do Estado Palestino.
23 – Certo. Israel e EUA se opõem a tentativa Palestina de reconhecimento do seu Estado através do Conselho de Segunraça da ONU.
24 - Certo. A tentativa frustrada de reconhecimento do Estado Palestino pelo Conselho de Segurança da ONU, e a posterior tentativa exitosa de reconhecimento pela Unesco, vem sendo comparada aos movimento da “primavera árabe”.
25 – Certo. Atualmente, o principal ponto de discórdia são os assentamentos israelenses na Faixa de Gaza e reivindicados pelos Palestinos, sendo que muitos foram frutos de especulação imobiliária.
26 – Certo. Para Israel e EUA, tanto a tentativa de reconhecimento pela ONU do Estado Palestino, como a aprovação da Palestina na Unesco, são medidas que acirram as tensões pois não são fruto de diálogo entre as partes.
27- Errado. O Hamas foi contra a proposta Palestina, como oposição ao Al-Fatah, grupo de Mahamoud Abbas, e pelo não reconhecimento do Estado de Israel.
28 – Certo. O caso Líbio é o único, até o momento, que obteve intervenção militar, no caso, da OTAN.
29 – Certo. O caso Líbio é o mais longo e o mais sangrento até agora da “primavera árabe”.
30 – Certo. O posicionamento oficial do governo, através da presidente Dilma, foi cauteloso, logo que os conflitos perduram na Líbia, e o Conselho de Transição está envolto de uma crise de poder e da dificuldade de pacificação na região.
31 – Errado. O caso Iraquiano não tem nada a ver com a “primavera árabe”. Mas, realemnte, o processo não parece ter chegado ao fim como demonstra a permanência dos conflitos no Egito e na Líbia, além da repressão do governo Sírio contra os manifestantes.
32 – Certo. O caso envolvido na questão é a deposição de Ali Abdullah Saleh do governo Iemita.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Moção de Repúdio a Prova de Conhecimentos Gerais do Concurso Público da Prefeitura de Jaboticabal!!

Como muitos devem saber, por matéria noticíada pelo Estadão e amplamente divulgada pelas redes sociais, o Concurso Público realizado pela Prefeitura de Jaboticabal (SP), através da banca organizadora Advise, no que diz respeito ao conteúdo de Conhecimentos Gerais para o cargo de Técnico em Nutrição, foi totalmente irresponsável e infeliz na confecção das questões aplicadas aos candidatos.
Absurdamente, a organizadora cobrou em prova qual o estado de residência da "Luiza" do meme "menos a Luiza que está no Canadá"?  E, ainda, qual o nome e partido do presidente do Congresso Nacional, divulgando gabarito errôneo e sem opções de resposta, e outras coisas do gênero.

Infelizmente, existe uma dificuldade de algumas bancas organizadoras de compreensão do que vem a ser uma prova de Conhecimento Gerais e Atualidades, muitas vezes confundida com Generalidades. Entretanto, reafirmo que existem excelentes provas  e organizadoras de concursos públicos com relação ao conteúdo de Atualidades e Conhecimentos Gerais e que tornam esse conteúdo cada vez mais importante e valorizado para seleção de candidatos em concurso público. Afinal, o que se busca selecionar são cidadãos, e que devem estar preocupados e atentos as importantes questões nacionais e internacionais.

Não podemos deixar transformar os concursos públicos em pura  decoreba como provas de Quizz, e nem no Show do Milhão! É necessário acompanhar de perto essas más práticas e denunciá-las.

O mínimo que se espera é anulação desse concurso e imputações legais cabíveis a organizadora do concurso, a banca Advise, e a Prefeitura de Jaboticabal.

Cássio Albernaz

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Aula gratuita de Atualidades (Retrospectiva 2011) com Cássio Albernaz

Isso só é possível na Casa do Concurseiro!!

Para o acesso é só se cadastrar em:  http://www.acasadoconcurseiro.com.br/

Questões de Atualidades - parte 1


Marque certo (C) e errado (E) para cada item:

1) O Oriente Médio é, historicamente, zona de tensões entre povos, nações e países. Recentemente, vem ocorrendo conflitos em diversos países muçulmanos, envolvendo o exército, civis e vários grupos armados. Sobre os conflitos, analise as informações seguintes.

1 – O grupo Hamas é um movimento que luta pela formação do Estado Independente da Palestina e se opõe à existência do Estado de Israel.
2 – a disputa entre Israel e a Palestina é pela Faixa de Gaza uma área com importante riqueza petrolífera do oriente médio.
3 – os EUA sugeriu ao primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu o retorno das demarcações territoriais da região como antes da Guerra dos 6 dias, em 1967, mas sem desencadear uma ação mais incisiva contra Israel que negou os pedidos do presidente Barack Obama.
4 – O Egito, apesar da queda do ditador Hosni Mubarak, mantém a passagem para Faixa de Gaza fechada e sob forte controle.
5- Aliado histórico dos EUA na região Israel promove ofensivas contra a Palestina com o argumento de combate ao terrorismo na região
6 – O objetivo do governo israelense ao atacar a Palestina é recuperar o prestígio político e militar nos territórios ocupados, enfraquecendo a influência do Hamas, grupo terrorista que controla Gaza.
7 – Dentro da recente onda de democratização que vem varrendo o Oriente Médio é possível notar um abalo significativo dos valores muçulmanos.
8 – A atual onda de democratização nos países islâmicos é fruto da pressão da ONU e dos EUA para estancar o terrorismo.
9 – Estudantes muçulmanos através da internet propagaram o movimento de redemocratização nos seus países num gesto de repúdio as ditaduras, ao terrorismo, e ao Islão.
10 – Fatores econômicos, que resultaram em questões sociais e políticas, são preponderantes para a compreensão da queda das ditaduras muçulmanas.
11 – Estaria em curso um efeito dominó de democratização nos países islâmicos, sendo a Líbia e o Iêmen, os novos focos de conflitos.
12 – A ditadura iemita de Ali Abdullah Saleh é aliada americana na região contra o terrorismo, apesar de uma das franquias da Al-Qaeda atuar no seu território.
13 – Benghazhi, o epicentro da guerra civil Líbia e dos manifestos contra Kadafi, fora fortemente bombardeada pelas forças situacionistas, o que levou a forte intervenção da OTAN na região.
14 – a chamada “Revolução do Jasmin” que levou a renúncia do presidente Zine Al-Abidine Ben Ali, na Tunísia, em 14 de janeiro de 2011, foi desencadeada pelas manifestações populares contra o desemprego e a corrupção do governo.
15- o estopim da “Revolução do Jasmin” foi a morte de Mohamed Bouazizi, importante político que ateou fogo ao próprio corpo devido suas divergências com o governo.
16 – A queima do Alcorão, livro sagrado do islamismo, por pastores na Flórida, desencadeou uma série de violentos protestos no Afeganistão, com mais de 20 feridos e 100 mortos. Isso se explica pela maioria xiita que controla a sociedade afegã.
17 – a recente ação americana que desencadeou a morte de Osama Bin Laden, mostra a crescente fragilidade e desarticulação do terrorismo em escala mundial.
18 - a morte do terrorista Osama Bin Laden poderá não abreviará o término da guerra no Afeganistão, iniciada para promover sua captura e de outros líderes da Al Qaeda, logo que interesses petrolíferos na região são preponderantes.
19 – Para a maioria dos analistas, a morte de Osama Bin Laden não foi o capítulo final da luta contra o terrorismo globalizado.
20 – o novo foco das crises árabes é a Síria. O presidente Bashar Al Assad vem sendo acusada pelo G-8 de reprimir violentamente os protestos internos.
21- Recentemente, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahamoud Abbas, entregou pedido de reconhecimento do Estado Palestino ao Conselho de Segurança da ONU.
22 – O pedido de reconhecimento do Estado Palestino, proposto pela Autoridade Mahamoud Abbas, está em consonância com as orientações políticas dos EUA, que prima pelo anti-terrorismo.
23 – EUA e Israel, aliados históricos, são contra o pedido de reconhecimento do Estado Palestino, proposto pela Autoridade Nacional Palestina, pois esse pedido remonta as fronteiras anteriores a Guerra dos 6 dias, em 1967, incluindo a Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
24 – O movimento palestino de reconhecimento de criação ao Estado Palestina vem sendo chama de Primavera Palestina, em alusão aos movimentos arábes na Tunísia, Egito e Líbia.
25 – O dissenso atual que entrava as negociações são os territórios de assentamentos israelenses reivindicados pelos palestinos.
26 - Segundo Benjamin Netanyahu, primeiro ministro israelense, a proposta Palestina acirra as tensões bilaterais entre os países.
27 – O Hamas, grupo radical palestino, apoiou a proposta de Mahamoud Abbas pelo reconhecimento do Estado Palestino.
28 – Mais um capítulo da chamada “Primavera Árabe” a crise na Líbia sofreu intervenção do Conselho de Segurança da ONU, liderada pela OTAN, e que culminou com a deposição de Muammar Kadafi.
29 – Após sete meses de conflitos, o anuncio da morte de Kadafi põe fim ao conflito Líbio, que fica sob comando do Conselho Nacional de Transição.
30 – o governo brasileiro agiu com cautela com a morte de Kadafi, afirmando a necessidade de uma transição democrática segura.
31- A chamada “Primavera Árabe” parece não ter chegado ao seu fim, como demonstram os processos de transição no Egito, na Lïbia, e no Iraque.
32 – Mais um capítulo da “primavera árabe” fora a nomeação do líder de oposição, Mohammed Basindwa, como primeiro ministro, o que levou a derrubada do então presidente Ali Abdullah Saleh.