Mostrando postagens com marcador concursos publicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador concursos publicos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Aporte extra de recursos para o FMI divide o G-20

Aporte extra de recursos para o FMI divide o G-20

Decisão sobre aporte no FMI deve ficar para abril
Autor(es): Por Alex Ribeiro e Assis Moreira | De Washington e Genebra
Valor Econômico - 24/02/2012
 

Os ministros de Finanças do G-20, grupo com as mais importantes economias do mundo, vão divididos a uma reunião neste fim de semana, na Cidade do México, que discutirá o pedido de aporte de até US$ 600 bilhões feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para combater os efeitos globais de um eventual agravamento da crise europeia. Fontes que acompanham as negociações dizem que será muito difícil um acordo. Mas é possível um comunicado delineando como seria o formato do aporte ao Fundo

Os ministros das finanças do G-20, grupo com as mais importantes economias avançadas e emergentes, vão divididos a uma reunião neste fim de semana na Cidade do México que discutirá o pedido de aporte de até US$ 600 bilhões feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para combater os efeitos globais de um eventual agravamento na crise europeia.
Fontes que acompanham as negociações dizem que será muito difícil um acordo final. Mas é possível um comunicado delineando como seria o formato do aporte de recursos no FMI. Mas a decisão sobre valores e sobre quem vai contribuir deve sair apenas na reunião de abril do G-20 em Washington, que ocorre em paralelo ao encontro de primavera do fundo e do Banco Mundial.
Segundo uma fonte do governo em Brasília, o Brasil caminha para fazer um empréstimo bilateral ao FMI com recursos das reservas internacionais. Os valores seriam contabilizados como ativos nas reservas. Outros países preferem abrir uma linha de crédito ao FMI, que seria sacada apenas em caso de necessidade.
Entre as distintas posições em jogo no G-20, num extremo estão os Estados Unidos. O presidente americano, Barack Obama, disputa a reeleição neste ano e está pouco disposto a pagar o preço político de enviar um projeto ao Congresso pedindo dinheiro do contribuinte para combater uma crise europeia.
Os EUA resistem à ideia de um fortalecimento do fundo por meio de acordos bilaterais. "Como não querem ficar isolados, e numa posição politicamente delicada, os americanos jogam contra esse mecanismo", diz uma fonte. A percepção é de que Washington prefere que o próprio FMI faça nova emissão de sua moeda, os Direitos Especiais de Saque (DES), a exemplo dos US$ 250 bilhões emitidos na crise de 2009 - só que nesse caso os europeus é que torcem o nariz.
No outro extremo, está a própria Europa, que já indicou que colocará pelo menos € 150 bilhões no FMI, mas pode buscar mais dinheiro junto a outros países do continente, o que em tese poderia elevar a soma para US$ 250 bilhões.
No meio da disputa estão economias emergentes, como o Brasil, Rússia e o México, país que neste ano preside a agenda do G-20. Todos estão dispostos a ajudar, desde que o FMI avance mais rápido na sua reforma de cotas e os europeus deem indicações de que vão fortalecer seus fundos de socorro para evitar novos contágios da crise. Mas, em geral, esses países acham que as duas coisas podem ser feitas paralelamente.
As posições mais importantes nesta reunião, porém, são a do Japão e a da China. "Os Estados Unidos já deixaram claro que não vão ajudar, mas eles não podem impedir que outros países o façam", afirma uma fonte de Washington que acompanha as negociações. "Já o Japão e a China são essenciais, porque eles devem colocar o grosso do dinheiro não-europeu."
Até há poucas semanas, o Japão vinha sinalizando disposição em colocar dinheiro no FMI sem pedir muito em troca. Nos últimos dias, entretanto, passou a exigir que primeiro a Europa reforce os seus dois fundos que atuam em socorro de países em dificuldades na região. A expectativa é de que o Japão repita o que fez na última operação de reforço de caixa do FMI, de 2009, colocando US$ 100 bilhões. Na ocasião, a China emprestou US$ 50 bilhões, e o Brasil e a Rússia contribuíram com US$ 10 bilhões cada. Há pedidos para ampliar os valores para as contas fecharem nos US$ 600 bilhões pedidos pelo FMI.
Na Cidade do México, os membros do G-20 basicamente devem reforçar a pressão para a Europa agir. Os líderes europeus planejam se reunir no começo de março para discutir o reforço dos seus dois mecanismo de socorro, o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) e o Mecanismo de Estabilidade Europeia (ESM, também em inglês). Depois da ajuda dada a Grécia, Irlanda e Portugal, os três países na linha de frente da crise europeia, o EFSF tem apenas € 250 bilhões livres para evitar o contágio de outras economias. O ESM terá € 500 bilhões em caixa. Uma das ideias em estudo é combinar os dois fundos. Mas países do norte do continente, sobretudo a Alemanha, opõem-se à ideia.
As necessidades de recursos contra contágio vêm aumentando. Em Cannes, em novembro, o FMI previa aumentar sua capacidade financeira para US$ 1 trilhão por meio de US$ 300 bilhões de acordos bilaterais com países membros e emissão de US$ 250 bilhões de DES. Agora, o fundo dobrou para US$ 600 bilhões a necessidade de recursos por acordos bilaterais, e a nova emissão de DES não foi tirada da mesa de discussões
Como os EUA têm dificuldades para participar do pacote, e tampouco acham que devem ajudar países europeus ricos, negociadores admitem que a participação dos emergentes pode crescer. Os Brics (Brasil, Rússia, China e Índia) são mais abertos a um aporte imediato no FMI porque foi o grupo que, originalmente, levantou a tese de que será necessário ampliar o caixa do FMI, que hoje tem cerca de US$ 500 bilhões disponíveis.
As negociações também são vistas como uma oportunidade para aumentar o poder de barganha na agenda de reforma das cotas do FMI, transferindo poder de voto para as economias emergentes.
Uma fonte do governo em Brasília afirma que a tendência é o Brasil fazer um empréstimo ao FMI com vencimento em janeiro de 2014, quando ocorre a nova rodada de negociação de cotas. Mas não há uma ligação imediata entre os dois assuntos. "Esse é o subtexto", afirmou essa fonte "Ninguém quer colocar dinheiro no FMI de forma permanente sem aumento de cota."
Ontem, o FMI evitou levantar muitas expectativas sobre a reunião do G-20. "Será uma boa oportunidade para construir algumas fundações ao longo desse caminho", disse o porta-voz do FMI, Gerry Rice. Um dia antes, a funcionário do Departamento do Tesouro americano que cuida do tema, Lael Brainard, insistiu que, antes de o FMI discutir novos aportes de recursos, será necessário a Europa reforçar os seus fundos de resgate.
Em Bruxelas, a expectativa é de que neste fim de semana os ministros de finanças e presidentes de bancos centrais concordem sobre condições gerais do pacote para o fundo. Em seguida, os países da zona do euro aprovariam um aumento de seu próprio "firewall", o Mecanismo Europeu de Estabilidade. O pacote para o FMI seria aprovado em abril, em Washington.

'Não minta para mim, Argentina'

'Não minta para mim, Argentina'

O Estado de S. Paulo - 24/02/2012
 

Por desconfiar dos dados, "Economist" deixa de publicar indicadores do país
SÍLVIO GUEDES CRESPO, ESTADÃO.COM.BR - O Estado de S.Paulo
A revista britânica The Economist, que divulga toda semana mais de mil indicadores relativos à economia de diversos países, anunciou que vai parar de publicar dados oficiais da Argentina.
No lugar do índice de inflação divulgado pelo governo, o semanário vai publicar um indicador calculado pela empresa americana PriceStats. A companhia coleta preços do comércio eletrônico em 19 países.
"A Argentina sem dúvida vai dizer que mede o consumo dos ricos e não mede o dos pobres, que não compram pela internet. Mas os métodos da PriceStats têm uma impressionante convergência com indicadores oficiais de confiança em países como Brasil e Venezuela", afirma a Economist, em artigo intitulado "Não minta para mim, Argentina".
A revista nota que a PriceStats calcula uma inflação de 24,4% na Argentina no ano passado e de 137% no acumulado de 2007 a 2011. Já o Indec, escritório oficial de estatísticas do país, diz que a alta de preços foi de 9,7% no ano passado e de 44% nos últimos cinco anos.
Oposição e empresas privadas da Argentina não acreditam nos dados oficiais. Em 2007, a entidade anunciou uma mudança de metodologia em suas pesquisas e afastou funcionários. No ano passado, o governo multou consultorias que divulgaram levantamento de preços, com base em uma lei que impede a difusão de informações que possam confundir o consumidor.
Seria o caso de suspeitar de um complô do setor privado contra o Indec se pelo menos as autoridades confiassem em seus números. Mas o que ocorre é justamente o contrário. Aliados do governo também não querem saber dos dados oficiais.
A central sindical CTA, segunda maior do país, defendeu um aumento salarial de 25% para os seus trabalhadores, alegando que "uma negociação abaixo dessa cifra estaria cedendo ao aumento de preços", conforme noticiou recentemente o jornal Clarín. A CTA foi uma aliada da presidente Cristina Kirchner na campanha pela reeleição, em outubro.

Acre enfrenta a pior enchente da história

Acre enfrenta a pior enchente da história

Autor(es): Renata Mariz
Correio Braziliense - 24/02/2012
 

Nove municípios estão em situação de emergência. A previsão é de que os problemas se agravem nos próximos dias, devido às cheias nos rios da região. Governo federal mobiliza Forças Armadas e prioriza ajuda a idosos, indígenas e comunidades ribeirinhas NotíciaGráfico

Uma semana depois que Rio Branco decretou situação de emergência devido às fortes chuvas que provocaram um alagamento sem precedentes na história do Acre, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, sobrevoará hoje as regiões destruídas do estado. O cenário que o espera nos nove municípios prejudicados é grave. Chega a 83,9 mil o número de atingidos pelas cheias, dos quais cerca de 21 mil estão em abrigos públicos. Embora o governo federal tenha enviado ontem 40 homens da Força Nacional e 140 do Exército para ajudar na retirada de moradores isolados, a expectativa é de que a situação piore nos próximos dias em pelos menos três municípios: Rio Branco, Xapuri e Boca do Acre, esse último, no Amazonas.
"Em Brasileia e em Assis Brasil, já tivemos uma vazante. Mas o rio continua se elevando na capital e em Xapuri. Nosso vizinho Boca do Acre sentirá também, porque é onde as águas estão desembocando", prevê o coronel Oliveira, coordenador da Defesa Civil do estado. A meteorologia prevê mais chuvas para a região nas próximas 48 horas, elevando a tensão da população. Na tarde de ontem, na capital acriana, o Rio Acre não parou de subir, atingindo, na última medição, um recorde:17,51 metros, quase quatro a mais do que o nível de transbordamento, que é de 14 metros. O ritmo de cheia chegou a um centímetro a cada três horas. "Realmente, é algo inédito no estado, mas estamos trabalhando com o governo federal para atender as comunidades prejudicadas", afirma o coronel Oliveira.
A equipe enviada pelo governo federal soma 72 homens da Força Nacional, 27 profissionais da Força Nacional SUS, três profissionais da Defesa Civil Nacional e os homens do Exército. Há aviões da Força Aérea Brasileira e um navio de assistência hospitalar da Marinha auxiliando os trabalhos. A cheia do Rio Acre e seus afluentes também levaram estragos para as cidades de fronteira Cojiba, na Bolívia, ao lado de Brasileia, e Iñapari, no Peru, vizinha de Assis Brasil. "Os locais estão muitos destruídos, as pessoas não têm água potável, não têm energia. Mas ainda bem que não tivemos mortos, apenas os danos materiais", conta o padre Rene Salizar, de Iñapari.
Devastação
Do lado brasileiro da fronteira, o cenário também é crítico. Em Brasileia, que teve 95% da área urbana tomada pelas águas, 6 mil pessoas estão desabrigadas, o que corresponde a 45% da população, pelo cálculos do governo. Onze bairros de Rio Branco estão sem energia elétrica, devido a um desligamento voluntário da companhia para garantir a segurança das pessoas. O prejuízo econômico, só na capital, foi estimado em R$ 12 milhões. Kits contendo insumos e medicamentos estão sendo distribuídos pelas equipes da Força Nacional do SUS e por agentes de saúde locais. São três os grupos que mais preocupam no momento. Os idosos, pela fragilidade física; as comunidades ribeirinhas, devido ao isolamento; e os indígenas, que tendem a adoecer com mais facilidade nessas condições.
Morador do município boliviano de Cojiba, parcialmente submerso
Medições
Antes desse recorde, a maior marca atingida pelo Rio Acre foi em 1977, quando chegou a 17,66 metros na capital do estado, desde o início das medições, em 1970. A inundação, considerada até então a pior ocorrida no Acre, acabou sendo superada pela situação atual, principalmente devido ao número de atingidos. Naquela época, a capital acriana tinha menos de 200 mil habitantes. Hoje, são cerca de 500 mil.

Amigos da Síria se reúnem na Tunísia em busca de solução para impasse

Amigos da Síria se reúnem na Tunísia em busca de solução para impasse

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

O Grupo dos Amigos da Síria, formado por países de vários continentes, reúne-se hoje (24) em Túnis, capital da Tunísia. A ideia é apresentar propostas que solucionem o impasse na região, que completa um ano em março. Há 11 meses, o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, é alvo de protestos e de pressão internacional. A situação se agravou com a morte de dois jornalistas – uma norte-americana e um francês – anteontem (21), durante bombardeios.

As autoridades da Rússia informaram que não participarão das discussões na Tunísia. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Alexandre Lukachevitch, disse que eles não foram convidados. Para os russos, a reunião ocorre sem o consentimento do governo Assad e com o apoio da oposição ao regime.

O Grupo dos Amigos da Síria é formado pela Liga Árabe (composta por 22 nações), a União Europeia (integrada por 27 países), alguns países da Organização da Conferência Islâmica (que reúne 57 nações), além dos Estados Unidos, do Brasil e da Índia – que são observadores na Liga Árabe.

Os conflitos na Síria duram quase um ano. Nesse período, mais de 7 mil pessoas, a maioria civis, morreram. Há denúncias de violações de direitos humanos, como torturas, inclusive contra mulheres e crianças, violência sexual, prisões e assassinatos. O governo Assad nega as acusações, informando que atua contra grupos terroristas.

Na semana passada, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou resolução recomendando o fim da violência e a adoção de medidas democráticas no país. No entanto, depois da aprovação da medida, os bombardeios na Síria permaneceram. Não houve sinalização por parte de Assad de atender aos apelos da comunidade internacional.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC
 
 

Publicado em: 24/02/2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mortes em estradas federais caem 18% no país durante carnaval, diz PRF

Mortes em estradas federais caem 18% no país durante carnaval, diz PRF

Número é comparado com o mesmo período de 2011.
Balanço foi divulgado nesta quinta-feira (23) em Contagem.

 

Foto: Pedro Cunha/Portal G1
O número de mortes nas estradas federais de todo o Brasil caiu 18,1% durante o carnaval de 2012, em relação ao mesmo período de 2011. Os números foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta quinta-feira (23) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em 2012, foram 176 mortes contra 216 do ano passado.
De acordo com os dados da PRF, o número de acidentes e feridos também diminuiu em relação a 2011. Foram 3.346 acidentes em 2012 contra 4.312 no ano passado. Ainda de acordo com o balanço nacional, 2.001 pessoas ficaram feridas neste ano contra 2.690 em 2011.
Neste carnaval, 154 mil veículos foram fiscalizados, quase o dobro do ano passado, 81 mil. Mesmo com o aumento das fiscalizações, o número de autuações e prisões não aumentou na mesma proporção. Em 2012, foram 1.319 autuações e 494 prisões contra 1.049 e 479, consecutivamente, em 2011.
O coordenador-geral de Operações Nacional, Giovanni de Mambro, falou na entrevista coletiva que a diminuição do número de acidentes é resultado de iniciativas conjuntas da PRF e do Governo Federal. “Integração com outras agências, otimização do nosso efetivo em pontos, locais e horários estratégicos. Campanhas de conscientização, campanhas de sensibilização ao uso de bebidas alcoólicas e uma fiscalização muito pesada”, relatou.

A diretora-geral da PRF, Maria Alice Nascimento Souza, acrescentou ainda que a Operação de Carnaval foi conjunta, incorporando todas as polícias que estão ligadas à área de trânsito, como guardas municipais, além das polícias Militar e Civil.


Melhores resultados
Santa Catarina é o estado que teve a maior redução do número de mortes, foram 36 no ano passado e sete neste ano. Segundo a PRF, o aumento na fiscalização, o deslocamento de policiais de áreas de menor movimento para as mais movimentadas e campanhas de trânsito contribuíram para a redução dos números.
Minas Gerais é o estado que registrou a maior redução no número de acidentes, tendo a maior malha viária do país. Foram 495 ocorrências em 2012, contra 905 no ano passado. No estado, 24 pessoas morreram nas estradas federais neste carnaval. Em 2011, a PRF registrou 30 mortes. O número de feridos também diminuiu, passando de 574 no ano passado para 307 neste ano.

Minas Gerais
Foram fiscalizados no estado, 21.183 veículos. Este número é 50% maior que o do ano passado. A PRF realizou 4.304 testes de bafômetro e autuou 113 motoristas. A conscientização dos motoristas mineiros foi apontada pela polícia como um fator que ajudou na diminuição dos índices no estado.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

QUESTÕES DE ATUALIDADES GABARITO COMENTADO (PARTE 2)


QUESTÕES DE ATUALIDADES GABARITO COMENTADO (PARTE 2)

1)      Letra “D” – A principal oposição sobre o novo código florestal envolve ruralistas X ambientalistas. Os ruralistas defendem que a lei atual engessa a produção e querem o abrandamento das leis. Já os ambientalistas, sustentam que o novo projeto anistia o desmatamento estimulando mais desmatamento. Para compreender melhor, os principais pontos polêmicos estão em torno: 1) das Áreas de Preservação Permanente (APP); 2) das Reservas Legais, e 3) da anistia aos grandes proprietários. Com relação as APP’s, locais mais frágeis como beira de rios, topos de morros e encostas, no código em vigor, de 1965, estipulava a faixa de 30 metros de não-desmatamento, para evitar erosão, deslizamentos e destruição das nascentes. Com o novo código, essa área será reduzida para 15 metros, e a liberação das APP’s para alguns tipos de cultivos e de criação pecuária. Já no que diz respeito às Reservas Legais, parcela de propriedade que deve ser preservada 20% (exceto na Amazônia Legal que chega a 80% e no Cerrado 35%), a polêmica no novo código está que a área a ser preservada cai pra 50% da propriedade se estiver em área com mais de 65% do território ocupado por unidades de conservação ou reservas indígenas; e produtores com até 4 módulos fiscais podem ficar isentos, no novo código, e propriedades de qualquer tamanho podem compensar multas até 2008  por desmatamento ilegal com reflorestamento.

2)      Letra “E” – O erro da assertiva II está que o novo código abranda a legislação anterior, e não recrudesce como trata o texto. Como divulgado pelos órgãos de imprensa, a maior parte das propriedades rurais no Brasil estão em situação irregulares, e os pontos polêmicos, como visto anteriormente, são as APP’s, as Reservas Legais, e a Anistia aos grandes proprietários rurais.

Dica para prova: quando a prova de Atualidades fornecer dados estatísticos, esses dados são “dados”, literalmente,  pela banca organizadora para serem interpretados. Por isso, 90% significa apenas “a maior parte” e não que é necessário saber com exatidão a estatística (se é 90% ou 94%!!!). Claro que se deve dar atenção aos dados discrepantes (como exemplo: a taxa de analfabetismo no Brasil é de 1%), mas, via-de-regra, os dados servem para interpretação.

3)      Letra “E”-  As assertivas I e II contém erros, pois a França, durante a crise de Fukushima, tentou minimizar os efeitos da crise, e reafirmou seu programa nuclear. No caso específico da assertiva II, não houve pleito legislativo, e muito menos derrota, por parte da chanceler Angela Merkel. O anúncio alemão de desativar seu programa até 2022 se deu por parte do governo como uma intenção e ainda será debatido no congresso. Cabe salientar a politização em torno do “tema nuclear” como uma possibilidade de questões para concursos.

4)      Letra “E”- Questão recorrente em concursos públicos são os efeitos dos “extremos climáticos” no Brasil. Lembrando que, para as provas de concursos, as catástrofes naturais (furacões, chuvas acima da média pluviométrica, alagamentos, deslizamentos de encostas, etc.) são compreendidas como efeitos dos “extremos climáticos”. O que fica cada vez mais evidente para o caso brasileiro, é a falta de infraestrutura e a ineficácia da ação pública para tratar do problema, bem como, a irregular ocupação do solo, e a falta de planejamento dos centros urbanos no Brasil.

5)      ANULADA SEM ALTERNATIVA- O erra da afirmativa I, está em que “os maiores protagonistas” não são os emergentes, mas sim os países desenvolvidos, como os EUA, o que gera o embate com os emergentes, principalmente no que tange ao protecionismo cambial. O afirmativa II está correta, pois os EUA perde fatias de mercado frente aos países em desenvolvimento e ao intervencionismo econômico praticado por eles. O erro da afirmativa III está em que colocando mais dólares no mercado isso desvaloriza a moeda. A assertiva IV também  está errada pois, a mudança do câmbio Chinês de fixo para livre levaria a uma desvalorização da moeda chinesa.

6)      Letra “D”- A afirmativa I está errada porque existiam outras candidaturas oficiais como da Turquia, da África do Sul, e do México. A afirmativa II está correta, logo que os países emergentes, como o México, Turquia, África do Sul, e até mesmo o Brasil, propuseram candidaturas, ou cogitaram candidaturas, como no caso brasileiro, argumentando sua importância no cenário econômico mundial. A afirmativa III expressa a orientação do governo brasileiro, que apoiou a candidatura de Lagarde sob a condição de que fosse para um mandato provisório e que se realizasse eleições em 2012. O que acabou não acontecendo, logo que Lagarde foi eleita e assumiu em caráter permanente.


7)      Letra “C” –  As afirmativas corretas são apenas I, II e IV. A afirmativa III está errada logo que o MEC aumentou um ano no ensino fundamental.

8)      Letra “C”- Os países mais afetados pela atual crise europeia são representados pela sigla PIIGS – Portugal, Irlanda, Itália, Grécia, e Espanha (Spain em inglês).

9)      Letra “D”- O caso Líbio se diferencia dos demais logo que fora o único (até o momento) com intervenção militar estrangeira liderada pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

10)   Letra  A”-  Os ataques de grupos de hackers aos sites governamentais mostram essa “nova fragilidade” do governo e das instituições brasileiras.


11)   Letra  E”-  A politização do debate em torno na energia nuclear após o desastre de Fukushima não levou o governo francês e nem o governo brasileiro a recuar com seus programas nucleares, como o fez a Alemanha.

12)   Letra “C”- Com referência a alternativa “a” o Sudão do Sul é o país mais novo a ter sua independência reconhecida, sendo a posição brasileira favorável. No que diz respeito à alternativa “b”, o governo Dilma, assim como o governo anterior, defendem a importância da Venezuela como membro do Mercosul (desde 2006) e cada vez mais se reduzem os entraves comerciais. Na letra “d” o Brasil, recentemente, reclamou junto à OMC pelas desvantagens cambiais com relação ao comércio com a China.  Já, na letra “e”, o Brasil, após a queda de Strauss-kahn da chefia do FMI, apoiava uma candidatura provisória para a ocorrência de eleições em 2012, fato que não gerou protesto do Parlamento Europeu como indica o enunciado. Portanto, a resposta é a letra “c “, o asilo político de Cesare Battisti, que através de pressão da Itália gerou grande desconforto do Parlamento Europeu frente a posição do governo brasileiro.

13)   Letra “E”- a alternativa contém o resumo das principais disputas entre os ruralistas e os ambientalistas com relação ao novo código florestal.


14)   Letra “E”- As assertivas I e II contêm os indicadores mais óbvios de envelhecimento da população: aumento da expectativa de vida, e redução da taxa de fecundidade. Entretanto, a assertiva III também está correta, pois a tendência dos movimentos migratórios no Brasil demostram um deslocamento histórico da população brasileiro do meio rural para o meio urbano; do norte-nordeste para o sul-sudeste; além de um deslocamento recente para cidades de médio porte. Esses fatores impactam diretamente no aumento da expectativa de vida, sobretudo no que diz respeito a melhores condições infraestruturais (hospitais, saneamento básico, segurança, etc), educacionais, e até mesmo o incremento de renda proporcionado pelo centros urbanos.

15)   Letra “B”- A questão ilustra a crise Ministério dos Transportes que afetou a base aliada e o Partido da República (PR).


16)   Letra “D”- A questão faz referência à entrada da África do Sul como membro ao grupo dos emergentes o BRICS.

17)   Letra “C”- a única assertiva errada é a III, pois as crises ministeriais não levaram a queda do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, apesar de recentemente ele estar na condição de dar explicações sobre os escândalos que levaram a demissão do Diretor da Casa da Moeda.


18)   Letra “D”- o ministério em evidência pelas discussões da Copa de 2012 e das Olimpíadas de 2016 é o Ministério dos Esportes.

19)   Letra  C” – os casos corretos são as assertivas corretas são III e IV,


20)   Letra “D”-  A única assertiva errada é a II, pois EUA não dá apoio a causa Argentina. A ameaça Argentina de levar a disputa a ONU é apoiada pelo Brasil, principalmente pela militarização na região e pela exploração inglesa de petróleo na região.

AJUDA À GRÉCIA É VISTA COM PESSIMISMO

AJUDA À GRÉCIA É VISTA COM PESSIMISMO

PACOTE NÃO ELIMINA RISCO DE CALOTE GREGO
Autor(es): Andrei Netto
O Estado de S. Paulo - 22/02/2012
 
Durou menos de seis horas o otimismo após a aprovação do segundo pacote de socorro concedido pela União Europeia e pelo FMI à Grécia. Mesmo com um programa de resgate recorde em tempos de paz, que inclui uma linha de crédito de 130 bilhões de euros e um acordo para o corte de 107 bilhões de euros em dívidas privadas, as dúvidas que pesam sobre Atenas retornaram logo na abertura dos mercados financeiros. As principas bolsas do bloco fecharam no vermelho, confirmando que a insegurança persiste em pelo menos dois pontos: se o país cumprirá as metas de austeridade e se crescerá como previsto. Mesmo com todas as obrigações e com a perda de soberania econômica, o premiê grego, Lucas Papademos, classificou de "histórico" o acordo, que permitirá ao país saldar um total de 14,5 bilhões de euros em dívida com vencimento em 20 de março, evitando o calote. "Muito ainda resta a fazer, em um futuro próximo, para realizar todas as ações necessárias." Bolsas da Europa reagem com leves quedas ao socorro de 130 bi aprovado por União Europeia e FMI; país pode precisar de nova ajuda PARIS - Durou menos de seis horas o otimismo após a aprovação do segundo pacote de socorro concedido por União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) à Grécia. Mesmo com um programa de resgate recorde em tempos de paz, que inclui linha de crédito de € 130 bilhões e acordo para o corte de € 107 bilhões em dívidas privadas, as dúvidas que pesam sobre Atenas retornaram na abertura dos mercados financeiros. As principais bolsas do bloco fecharam no vermelho, confirmando que a insegurança persiste em dois pontos: se o país cumprirá as metas de austeridade e se crescerá como previsto. O acordo para o programa de auxílio à Grécia foi firmado no fim da madrugada desta terça-feira, 21, em Bruxelas, ao término de mais de 12 horas de negociações entre o Eurogrupo – o fórum de ministros de Finanças da zona do euro – e os representantes do Banco Central Europeu (BCE), do FMI e de investidores privados. O plano prevê resgate inédito: € 130 bilhões em empréstimos, dos quais € 30 bilhões para recapitalização do sistema bancário grego e outros € 30 bilhões em garantias aos credores privados. Em troca do seguro, o Instituto Internacional de Finanças (IIF) aceitou desconto de 53% do valor de face dos títulos de dívidas soberanas de Atenas. O porcentual é maior que os 50% previstos no rascunho do documento. Também as condições de reembolso foram mais positivas, com uma taxa média de juros de 3,65% ao ano para os novos bônus. Com isso, a atual dívida privada da Grécia, de € 206 bilhões, será reduzida em € 107 bilhões até 2020. Os bancos centrais da Europa também concederão desconto de € 3,2 bilhões. Se todos os cenários de corte de gastos, de crescimento e de pagamento de obrigações feitos pela União Europeia e pelo FMI estiverem corretos, a relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB) do país cairá para 120% em oito anos. Em troca do pacote, três condições foram impostas à Grécia. A primeira é a de que uma "força tarefa" de técnicos de Bruxelas e do FMI vai supervisionar de perto a aplicação das medidas de austeridade do governo do primeiro-ministro Lucas Papademos. A segunda condição diz respeito ao bloqueio da transferência de recursos da UE para o pagamento da dívida caso os compromissos não sejam cumpridos – o que na prática retira de Atenas a autonomia na gestão do pacote. O terceiro ponto é a cláusula que obriga o Parlamento grego a criar lei estabelecendo que "todos os fundos europeus serão dirigidos prioritariamente para pagamento do serviço da dívida". Mesmo com todas as obrigações e com a perda de soberania econômica, Papademos classificou de "histórico" o acordo, que permitirá ao país saldar um total de € 14,5 bilhões em dívida com vencimento em 20 março. "Muito ainda resta a fazer, em um futuro próximo, para realizar todas as ações necessárias", reconheceu o premiê. É justamente o que resta a fazer que inquieta investidores e líderes políticos. As principais bolsas da Europa fecharam em baixas moderadas nesta terça, sem entusiasmo com o plano. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,29%, enquanto em Paris o CAC 40 fechou com recuo de 0,21%. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,58%. O pior resultado veio de Atenas, onde o tombo do índice ASE chegou a 3,47%. Entre líderes políticos europeus, José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, tentou demonstrar confiança na capacidade da Grécia de honrar os compromissos daqui para a frente. "O acordo fecha a porta ao cenário de um calote, com todas as graves consequências sociais e econômicas que teria." Apesar de todas as negociações, restam pendências no programa europeu. A principal diz respeito à participação do FMI no montante total. No primeiro plano de socorro à Grécia, o fundo contribuiu com 30% do valor. Agora, com as pressões crescentes de alguns países-membros, o FMI pode limitar a participação a 10%, ou € 13 bilhões. O FMI, gerenciado por Christine Lagarde, já injetou um terço dos recursos nos planos de socorro à Grécia, à Irlanda (€ 85 bilhões) e a Portugal (€ 73 bilhões) desde dezembro de 2009.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

LEI DA FICHA LIMPA PASSA NO SUPREMO E JÁ VALE NESTE ANO

LEI DA FICHA LIMPA PASSA NO SUPREMO E JÁ VALE NESTE ANO

FICHA LIMPA É CONSTITUCIONAL E VALE PARA ELEIÇÕES DESTE ANO, DIZ SUPREMO
Autor(es): FELIPE RECONDO, MARIÂNGELA GALLUCCI
O Estado de S. Paulo - 17/02/2012 
 
Depois de quase dois anos e 11 sessões de julgamento, a Lei da Ficha Limpa foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e será aplicada integralmente já nas eleições deste ano. Pela decisão, a lei de iniciativa popular atingirá também atos e crimes praticados antes da sanção da norma, em 2010.
A partir das eleições de 2012, não poderão se candidatar políticos condenados por órgãos judiciais colegiados por crimes como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e contra o patrimônio público, improbidade administrativa, corrupção eleitoral ou compra de voto, entre outros, mesmo que ainda possam recorrer da condenação.
Também estarão impedidos de disputar as eleições aqueles que renunciaram aos mandatos para fugir de processos de cassação por quebra de decoro, como fizeram, por exemplo, Joaquim Roriz (PSC-DF), Paulo Rocha (PT-PA), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). Detentores de cargos na administração pública condenados por órgão colegiado em processos de abuso de poder político ou econômico, ou que tiverem suas contas rejeitadas, também serão barrados.
Pelo texto da lei aprovado pelo Congresso e mantido pelo STF, aqueles que forem condenados por órgãos colegiados permanecem inelegíveis a partir dessa condenação até oito anos depois do cumprimento da pena. Esse prazo, conforme os ministros, pode superar em vários anos o que está previsto na lei.
Se um político for condenado a cinco anos de prisão por órgão colegiado, por exemplo, já estará imediatamente inelegível e continuará assim mesmo se recorrer da sentença em liberdade, até a decisão em última instância. Se o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmar a pena de cinco anos, o político ficará inelegível durante o período de reclusão. Quando deixar a cadeia, terá início o prazo de oito anos de inelegibilidade previsto pela Ficha Limpa.
Depurado. "Uma pessoa que desfila pela passarela quase inteira do Código Penal, ou da Lei de Improbidade Administrativa, pode se apresentar como candidato?", indagou o ministro Carlos Ayres Britto. Ele explicou que a palavra candidato significa depurado, limpo. O ministro disse que a Constituição tinha de ser dura no combate à improbidade porque o Brasil não tem uma história boa nesse campo.
"A nossa tradição é péssima em matéria de respeito ao erário", disse Ayres Britto. "Essa lei é fruto do cansaço, da saturação do povo com os maus tratos infligidos à coisa pública."
Por terem de analisar todos os artigos da lei, o julgamento teve diversos placares. Por 6 votos a 5, os ministros julgaram que a Ficha Limpa vale para fatos ocorridos antes da sanção da lei, em 2010. De acordo com Gilmar Mendes, julgar constitucional a lei para atingir casos já ocorridos seria abrir uma porta para que o Congresso aprove legislações casuísticas para atingir pessoas determinadas com base no que fizeram no passado. "Não há limites para esse modelo. Isso é um convite para mais ações arbitrárias", afirmou. Além dele, votaram contra a retroatividade os ministros Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Cezar Peluso.
Por 7 votos a 4, o Supremo julgou constitucional barrar candidatos condenados por órgãos colegiados. Gilmar Mendes, Celso de Mello, Dias Toffoli e Cezar Peluso consideram que, nesses pontos, a Ficha Limpa viola o princípio da presunção da inocência, segundo o qual ninguém será considerado culpado antes de condenação definitiva.
Por 6 votos a 5, os ministros julgaram não ser exagerado o prazo fixado na lei para que permaneça inelegível o político condenado por órgão colegiado - oito anos a contar do fim do cumprimento da pena. Cinco ministros defendiam que o prazo começasse a contar da condenação pelo órgão colegiado. Assim, quando a pena fosse cumprida, o político poderia se candidatar.
Desde 2010, o STF tentava concluir o julgamento da aplicação e da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa. Em 2011, com a posse de Luiz Fux, foi decidido que a norma só valeria a partir das eleições de 2012. A chegada de Rosa Weber no fim do ano passado deixou o STF novamente com 11 ministros e, assim, permitiu a conclusão do julgamento de constitucionalidade da lei.

Paraguai: tensão entre sem-terra do país e produtores brasileiros volta a aumentar

Paraguai: tensão entre sem-terra do país e produtores brasileiros volta a aumentar

Fonte: Exame
Monica Yanakiew* - Enviada Especial

No Paraguai, a tensão entre colonos brasileiros, chamados de brasiguaios, e os sem-terra do país, conhecidos como carperos, aumentou. Para os carperos, os brasileiros devem ser retirados da região e suas terras têm que ser desocupadas. Vários carperos estão acampados em uma faixa de terra de 7 quilômetros de extensão, em uma localidade onde há fazendas cultivadas por brasileiros, em Nancundae, em Alto Paraná (a 70 quilômetros de Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil).

Nos últimos dois dias, os carperos avançaram 14 quilômetros na área de Nancundae. A ideia, segundo os líderes do movimento, é intensificar a ocupação e pressionar os brasiguaios a deixar a região. “Vamos seguir adiante por mais pelo menos outros 20 quilômetros”, disse à Agência Brasil o carpero Alfredo Alquino, de 23 anos.

O significado da palavra carpa é tenda. Os carperos querem que o governo do presidente Fernando Lugo exproprie as terras, adquiridas por colonos brasileiros nas últimas cinco décadas. Líderes do movimento dizem que o alvo é o fazendeiro Tranquilo Favero, brasileiro naturalizado paraguaio há 40 anos.

Considerado um dos homens mais ricos do Paraguai e apelidado de Rei da Soja, Favero é dono de fazendas e empresas agrícolas. Para os sem-terra paraguaios, o empresário construiu seu patrimônio adquirindo terras públicas a preços considerados irrisórios e de forma irregular.
“Os títulos de terra dele são falsos”, disse à Agência Brasil Vitoriano Lopez, um dos líderes do movimento dos carperos.

Lopes disse que tanto Favero quanto vários colonos brasileiros foram beneficiados durante o governo do general Alfredo Stroessner (1954-1989), uma das ditaduras mais longas da América Latina. “Não importa que [esses brasileiros] tenham vivido aqui durante décadas. O usucapião não vale para as terras públicas, que nunca deveriam ter sido vendidas, em primeiro lugar”, disse o carpero.

A estimativa da Embaixada do Brasil no Paraguai é que cerca de 350 mil brasileiros vivam em território paraguaio, sendo que a maioria é formada por agricultores. Os conflitos envolvem principalmente 167 mil hectares de terras. Essas áreas, segundo os carperos, foram vendidas a partir do século 19.

Desde o final do mês passado, os conflitos entre brasiguaios e os carperos se intensificaram. De acordo com os brasileiros, a ameaça de expulsão pelos sem-terra levou à perda de aproximadamente 50% da colheita de soja devido à seca e às dúvidas dos produtores, que não sabem se devem continuar investindo em terras.

“Estamos vivendo uma situação de insegurança judicial e física”, disse à Agência Brasil a advogada brasileira Marilene Squarizi.

Filha de colonos, ela é assessora da União de Cooperativas de Agricultores do Paraguai. De acordo com Marelene, 98% dos membros da entidade têm origem brasileira. “Notamos que no governo do presidente Fernando Lugo houve uma mudança de política. Conseguimos com a Justiça ordens para desocupar as terras invadidas, mas o governo demora em executá-las”, disse.

No dia 27, Marilene Squarizi estará em Brasília, para prestar esclarecimentos a parlamentares no Congresso Nacional sobre a situação dos colonos brasileiros no Paraguai. Ontem (16) uma comissão da parlamentares paraguaios viajou até Nancundae para ouvir as queixas dos colonos brasileiros.

“Estamos preocupados porque a situação está piorando. Os carperos agora estão avançando e o governo não esta dando uma solução”, disse à Agência Brasil o presidente do Partido Pátria Querida, senador Roberto Campos. “Vamos levar esse tema à primeira reunião do Parlamento do Mercosul”, disse ele.

*Colaborou Renata Giraldi, de Brasília // Edição: Juliana Andrade

Fonte: EBC
 
 

Publicado em: 17/02/2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ficha Limpa: STF deve validar para este ano

Ficha Limpa: STF deve validar para este ano

Nova ministra do STF vota pela Ficha Limpa
O Globo - 16/02/2012
 
Sessão de ontem terminou em 4 a 1 pela aplicação da lei nas eleições deste ano. Tendência é de aprovação da norma hoje
O PLENÁRIO do Supremo Tribunal Federal julgou a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa pela terceira vez, mas conclusão ficou para hoje
BRASÍLIA. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir hoje que a Lei da Ficha Limpa poderá ser aplicada já nas eleições municipais deste ano. Ontem, o plenário da Corte tentou concluir o julgamento do assunto pela terceira vez, mas a decisão foi adiada para hoje. Por enquanto, há quatro votos pela constitucionalidade da lei e um pela inconstitucionalidade. Seis ministros ainda vão se manifestar. A tendência é que a maioria dos integrantes aprove a validade da norma.
Ontem, o ministro Dias Toffoli foi o primeiro a votar. Ele considerou inconstitucional o principal artigo da lei: o que torna inelegíveis políticos condenados por um tribunal colegiado, mesmo que ainda seja possível recorrer da decisão. Segundo o ministro, a norma fere o princípio constitucional da presunção da inocência, segundo o qual uma pessoa só pode ser considerada culpada após o trânsito em julgado da condenação - ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso judicial da sentença.
- Se a pena criminal não pode ser aplicada provisoriamente, como poderá ela surtir efeitos eleitorais? - questionou Toffoli.
Gilmar, Mello e Peluso criticaram
Em seguida, os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso aproveitaram para atacar a Lei da Ficha Limpa, apesar de ainda não terem votado formalmente. Gilmar afirmou que boa parte das sentenças criminais é mudada no julgamento de recursos. Portanto, seria uma injustiça impedir a candidatura de alguém com base em uma decisão reversível. Celso de Mello concordou.
- É necessário banir da vida pública pessoas desonestas e improbas, mas, de qualquer maneira, é preciso respeitar as regras da Constituição - ponderou Mello.
O ministro Luiz Fux, o relator, que já votou a favor da aplicação da lei, tentou defender sua posição.
- A opção do legislador foi a de que um cidadão condenado mais de uma vez não tem merecimento para transitar na vida pública brasileira. O tribunal não pode ser contramajoritário para ir contra a população. A população não nos pauta, mas nós temos que ouvi-la. Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido - disse.
Gilmar Mendes rebateu a tese:
- A rigor, a Corte pode e deve decidir contra a vontade popular, porque, se não, a pena de morte seria aprovada. O modelo contramajoritário protege o indivíduo contra si mesmo. Aplaudem-se os esquadrões da morte, mas isso é contra qualquer padrão civilizatório. Nós temos um papel didático de fazer valer o Direito, às vezes, contra a opinião popular.
Toffoli manteve válido, no entanto, o artigo que torna inelegíveis políticos que renunciaram do cargo eletivo para escapar de processo de cassação. Ele também concordou com a regra que impede a candidatura de pessoas que tenham sido condenadas administrativamente por conselhos profissionais por faltas éticas, desde que não haja mais possibilidade de recurso da condenação.
- Nem os regimes autoritários ousaram editar norma punindo fatos passados. É muito fácil descobrir qual é o universo de pessoas que se quer atingir pela descrição dos fatos. Essa previsão suprime a responsabilidade ética, porque a pessoa já não tem alternativa de evitar o fato censurável. O cidadão não tem mais alternativa para evitar, ele vai sofrer de qualquer maneira a sanção, não tem jeito - protestou Peluso.
Em seguida, Rosa Weber e Cármen Lúcia votaram pela aplicação da lei. Para elas, o princípio da inocência é aplicado apenas a processos penais, não à legislação eleitoral. As ministras argumentaram que inelegibilidade não é uma forma de punição, apenas uma condição a ser observada no momento do registro da candidatura.
- O homem público, ou que pretende ser público, não se encontra no mesmo patamar de obrigações do cidadão comum no trato da coisa pública. O representante do povo, o detentor de mandato eletivo, subordina-se à moralidade, à probidade, à honestidade e à boa-fé, exigências do ordenamento jurídico e que compõem um mínimo ético, condensado pela Lei da Ficha Limpa, através de hipóteses concretas e objetivas de inelegibilidade - disse Rosa, a mais nova integrante da Corte.
Em novembro, Luiz Fux defendeu a constitucionalidade da lei, mas propôs uma pequena mudança para reduzir o tempo que uma pessoa pode ficar inelegível quando condenada. Pela Lei da Ficha Limpa, esse tempo é de oito anos, contados após o cumprimento da pena imposta pela Justiça. O ministro sugeriu que seja debitado dos oito anos o tempo que o processo leva entre a condenação e o julgamento do último recurso na Justiça.
Na Lei da Ficha Limpa, a perda dos direitos políticos é contada a partir da condenação, ainda que seja possível recorrer da sentença. Na Lei de Improbidade Administrativa, por exemplo, a inelegibilidade ocorre após o julgamento final, quando não há mais possibilidade de recurso. Pela regra atual, se alguém for enquadrado nas duas leis, pode ficar inelegível por décadas, dependendo do tempo que a Justiça leve para julgar todos os recursos propostos pelo réu.
O ministro ponderou que, se essa regra for mantida, será uma forma de condenar pessoas a ficar por décadas fora da vida pública, o que seria uma forma de cassação de direitos políticos - uma pena proibida pela Constituição Federal. Ontem, alguns ministros, como Gilmar Mendes, defenderam essa posição, mas não houve votos formais a favor da tese. Joaquim Barbosa, que também já tinha votada a favor da aplicação da lei, não compareceu ao julgamento ontem.
Tempo de perda de direitos políticos continua pendente
A decisão será tomada no julgamento conjunto de três ações, de autoria da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do PPS e da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL). As duas primeiras pedem que a Ficha Limpa seja declarada constitucional, e a última pede a declaração de inconstitucionalidade de alguns artigos. Em março de 2011, o STF decidiu que a Lei da Ficha Limpa não poderia ser aplicada nas eleições de 2010, mas não declarou nada sobre a validade da norma nas eleições posteriores.
O plenário do Superior Tribunal Federal estava vazio, sem a presença de manifestantes. Compareceram, no entanto, representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), uma das entidades idealizadoras da lei. Ao fim da sessão, o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, que também estava no tribunal, pareceu confiante em um placar favorável à validade da lei.
- Estamos às portas de uma lei que iniciará a reforma política no país. A partir de agora, os partidos vão ter mais critérios para escolher seus candidatos - disse Ophir.

ONG diz que milícias que ajudaram a derrubar Khadafi espalham violência na Líbia

ONG diz que milícias que ajudaram a derrubar Khadafi espalham violência na Líbia

Agência Brasil

A organização não governamental (ONG) de direitos humanos Anistia Internacional informou hoje (16) que milícias da Líbia, que ajudaram a derrubar o governo do ex-presidente Muammar Khadafi, espalham uma onda de violência e medo no país.

De acordo com a ONG, os grupos armados ameaçam a estabilidade política da Líbia, que está sob o governo interino liderado pelo Conselho Nacional de Transição (CNT). Segundo os integrantes da organização, as milícias promovem julgamentos sumários, cometendo torturas, e matam antigos colaboradores de Khadafi.

Pelos dados da ONG, os alvos são os imigrantes de alguns países da África, principalmente o Níger – para onde a família de Khadafi fugiu quando os embates se intensificaram na Líbia. A Anistia Internacional informou que o governo interino tem responsabilidade nos ataques ao não agir para preveni-los nem para contê-los.

*Com informações da BBC Brasil//Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC
 
 

Publicado em: 16/02/2012
Imprimir

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Especialistas: pacote não salva Grécia

Especialistas: pacote não salva Grécia

Novo pacote pode ampliar crise na Grécia
Autor(es): agência o globo:Fabiana Ribeiro*
O Globo - 14/02/2012
Cortes de gastos do governo devem frear ainda mais a atividade econômica e segurar a demanda, afirmam analistas

ATENAS. A crise grega está longe de terminar. O pacote de austeridade fiscal aprovado pela Grécia não deve ser suficiente para tirar o país da atual crise, afirmam especialistas. As duras medidas anunciadas pelo governo - que pretende cortar 3,3 bilhões em gastos apenas neste ano - podem deteriorar ainda mais os indicadores econômicos e ampliar os protestos da população. Também estão previstos cortes de salários e pensões, além de demissões de funcionários públicos. O pacote visa a acalmar os ânimos dos credores e, assim, garantir a liberação do segundo socorro financeiro de 130 bilhões da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). A Grécia precisa dos recursos internacionais antes de 20 de março para pagar dívidas de 14,5 bilhões ou enfrentaria um calote que poderia abalar toda a zona do euro. Milhares de gregos foram, mais uma vez, às ruas para protestar contra o governo, incendiando prédios e lojas e saqueando estabelecimentos comerciais.
- A Grécia está longe de sair da crise. O país está comprando tempo e, dessa maneira, adia a solução do seu problema, que vai ficando cada vez pior. A situação é dramática e se complica, porque a ajuda financeira vai exigir, além da austeridade aprovada, um comprometimento político do novo primeiro-ministro do país. As eleições serão agora em abril - disse Mônica de Bolle, economista da Galanto.
UE: expectativa de o país apresentar mais cortes
E o governo grego continua sob pressão para convencer os céticos da zona do euro sobre implementação dos termos do pacote aprovado pelos legisladores. "As promessas da Grécia não são mais suficientes para nós", afirmou o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, em entrevista publicada no jornal "Welt am Sonntag". A Grécia precisa evitar um calote desordenado ou terá de enfrentar "consequências devastadoras", afirmou, por sua vez, o comissário de Assuntos Econômicos da UE, Olli Rehn. Ele também se disse confiante de que o premier Lucas Papademos apresentará, até amanhã, cortes adicionais de 325 milhões. A UE e o FMI afirmaram que os empréstimos serão liberados somente com o compromisso claro de líderes políticos gregos de que vão implementar as reformas - e isso independentemente de quem vença as próximas eleições. O mandato atual, liderado por Papademos e constituído em novembro, tecnicamente poderia prosseguir até outubro de 2013.
Monica acredita que, sob os efeitos das medidas de austeridade, a economia grega pode levar um tombo de 6% neste ano - bem mais do que os 2,5% de queda no Produto Interno Bruto (PIB, conjunto dos bens e serviços produzidos no país) já esperados pelo governo. Segundo Antônio Correa de Lacerda, especialista da PUC-SP, as medidas de austeridade vão esfriar ainda mais o nível de atividade econômica e a demanda.
- Ao restringir a demanda, o que se verá é um aprofundamento da crise - resumiu ele.
Saída da zona do euro deixaria Grécia sozinha
Diante da aprovação do pacote de austeridade, os ministros das Finanças da zona do euro (Eurogrupo) vão se reunir amanhã para acertar os termos do acordo de troca de dívida da Grécia, disseram ontem fontes próximas às negociações. Se não houver mais atrasos no processo, a expectativa é de que os credores da Grécia assumam uma perda líquida de 70%, segundo fontes que falaram à Reuters. Os termos incluirão uma nova taxa de juros média de 3,5% para os credores e uma garantia adicional atrelada ao crescimento grego. Isso dará aos investidores algum potencial de alta dos títulos, se a posição econômica do país melhorar, mas esse efeito será limitado, acrescentou uma das fontes.
A perda de confiança na Grécia vem dando mais voz à defesa de que o país saia da zona do euro. Seria um erro, avaliou Lacerda. Em sua opinião, integrar a zona do euro garante uma retaguarda, um apoio financeiro para as crises. Sair é ficar só, continuou ele. Mônica concorda:
- O custo de sair da zona do euro seria muito elevado para a Grécia. Não seria esse movimento que deteria essa crise.
A UE se volta para a Grécia numa tentativa de evitar um caos financeiro ainda maior na região. Portugal, na visão de analistas, pode ser o próximo a sofrer as consequências de uma turbulência mais forte.
- A boa vontade com os portugueses é maior. Em primeiro lugar, Portugal já vem implementando medidas de austeridade, e isso passa mais confiança aos credores. Em segundo, uma crise em Portugal pode chegar rapidamente à economia da Espanha, o que, claro, é um problema mais grave do que a crise grega.

Conflitos Brasiguaios X Carperos

Sem-terra paraguaios cobram do governo solução para terras onde estão agricultores brasileiros

Foto: Divulgação
Monica Yanakiew - Correspondente da EBC na Argentina

Os carperos (sem-terra paraguaios) deram esta semana um ultimato ao governo do presidente Fernando Lugo: querem uma solução para a questão das terras ocupadas há décadas por colonos brasileiros. “As terras foram adquiridas ilegalmente e precisam ser restituídas ao Estado”, disse à Agência Brasil, Federico Ayala, um dos líderes dos carperos. “Caso contrário, vamos fazer uma ocupação massiva, e vamos mobilizar também os motoristas de caminhão, que apoiam nossa causa, para bloquear as estradas”.

Segundo Ayala, existem 9 mil famílias de carperos acampadas em uma faixa de terra, por onde passam as torres de transmissão de energia, no município de Nanducay

O governo paraguaio informou que a Justiça está examinando os títulos das terras, apresentados pelos colonos brasileiros, para determinar sua legalidade. Os que estiverem ocupando terras ilegalmente podem perder suas propriedades. Mas, até a decisão judicial, cabe ao Poder Executivo proteger a propriedade privada.

“Vivemos um clima de incerteza e de tensão, que é prejudicial para a produção agrícola. Estamos colhendo com escolta policial. Mas quem vai continuar investindo nas terras sem saber se vai ser invadido ou se poderá transportar os produtos para serem comercializados ou exportados?”, declarou à Agência Brasil o produtor brasileiro Elói Walter. “Temos medo da violência porque os dois lados estão armados, e qualquer chispa pode desencadear uma tragédia”.

A história do conflito de terras, na fronteira do Paraguai com o Brasil, remonta à ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989). Ele queria desenvolver a região do Alto Paraná e incentivou colonos brasileiros a ocupá-las, vendendo terras fiscais a preços acessíveis. Nas últimas quatro décadas, os brasiguaios (como são chamados os colonos brasileiros que se estabeleceram no Paraguai) investiram na produção agrícola, principalmente na lavoura de soja.

O Paraguai é hoje o quarto maior produtor mundial de soja, mas os paraguaios reclamam que essa riqueza não beneficia a população local: 80% das terras paraguaias estão nas mãos de 2% da população, segundo o governo, que quer promover uma reforma agrária. Um dos maiores proprietários de terras do país é o brasileiro Tranquilo Favero, que está no Paraguai há quatro décadas e naturalizou-se paraguaio.

“Muitos colonos brasileiros não têm culpa: foram usados por Favero, como laranja. Exploram terras que, na verdade, são dele”, disse Ayala. Mas Elói Walter assegura que os títulos dos brasileiros são legais e muito dinheiro foi investido nelas. “Eram terras improdutivas, que nós trabalhamos durante anos, até torná-las produtivas”, declarou. “É o meu caso. Vim para cá há 34 anos, graças à política de incentivo de Stroessner. Tinha acabado de passar no vestibular para medicina, e larguei tudo para começar do zero. Casei e tenho filhos e netos nascidos no Paraguai. Não é justo que agora queiram tirar tudo que construímos”, disse.

As invasões de terras começaram em 2011, mas nos últimos meses aumentaram. O governo paraguaio está enviando policiais à região para proteger os colonos e impedir novas invasões. Mas, segundo Ayala, essa situação não pode continuar assim por muito tempo. Se a Justiça demorar para resolver o problema, eles vão voltar a invadir as terras.

“Será uma invasão ordenada. Permitiremos aos brasileiros colherem o que já plantaram, mas não deixaremos que plantem mais ou que transportem suas mercadorias até resolver a questão”, disse Ayala.

Edição: Aécio Amado

Fonte: EBC
 
 


Publicado em: 14/02/2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Grécia em chamas

Grécia em chamas

Na Grécia, 100 mil protestam contra arrocho
Correio Braziliense - 13/02/2012
Foto:Veja

Com coquetéis molotov, 100 mil manifestantes foram às ruas em Atenas e Tessalônica para protestar contra o plano de arrocho fiscal exigido pela União Europeia aprovado pelo parlamento


Atenas — Cerca de 100 mil pessoas, segundo a polícia, protestaram neste domingo em Atenas e na cidade de Tessalônica contra o novo plano de arrocho fiscal exigido da Grécia pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O pacote foi aprovado pelo parlamento por volta da meia-noite local, para evitar a quebra do país.
Na capital, seis pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas durante confrontos entre forças de segurança e grupos de jovens nas ruas adjacentes à Praça Sintagma, que fica em frente ao parlamento, segundo fontes do Ministério da Saúde. Os incidentes ocorreram quando um grupo de manifestantes pressionou para romper um cordão policial colocado em torno da Assembleia Nacional, e a polícia respondeu imediatamente lançando bombas de gás.
Os manifestantes se dirigiram então para as ruas próximas, rapidamente convertidas em campos de batalha, e lançaram pedras e bombas de coquetéis molotov contra as forças de segurança. Os confrontos se prolongaram por mais de duas horas. Um imóvel de um andar, sede de uma loja de cristais de luxo, foi incendiado. Outros 10 edifícios vazios ficaram em chamas por conta do lançamento das bombas caseiras.
A população começou a se dirigir à Praça Sintagma no início da tarde, convocada pelas duas grandes centrais sindicais do país, a GSEE, que representam os trabalhadores da iniciativa privada, e a Adedy, que agrega os servidores públicos. Também a esquerda radical se juntou aos movimentos. Segundo os líderes, o objetivo foi expressar a rejeição à adoção de novos cortes de gastos pelo governo, o que só agravará a situação da já combalida economia grega. Estima-se que mais de um quarto da força de trabalho do país esteja desempregada.
O novo aperto é uma exigência da UE e do FMI para que a Grécia continue recebendo ajuda financeira e para que o país permaneça na Zona do Euro. Os mercados temem que os gregos deem início a uma onda desordenada de calote.
No parlamento, protegido por cerca de 3 mil policiais, o debate político ocorreu com incidentes frequentes entre os governistas e a oposição de esquerda. "Não é fácil viver nas atuais condições. De agora até 2.020, seremos escravos dos alemães", disse Andréas Maragoudakis, engenheiro de 49 anos, à agência France-Presse.
Segundo o ministro de Finanças grego, Evangelos Venizelos, a Grécia espera lançar, antes de 17 de fevereiro, a oferta pública a seus credores privados para a reestruturação de sua dívida. Do contrário, o país ficará exposto à quebra. O aval do parlamento é vital para que o governo grego receba autorização do Eurogrupo na próxima na quarta-feira para o desbloqueio do segundo plano de resgate do país.
"Caso isso não aconteça antes de 17 de fevereiro, não poderemos lançar oficialmente a operação de troca de títulos para que haja o perdão de 100 bilhões de euros da dívida grega. E não poderemos solucionar o problema do reembolso das obrigações que serão finalizadas entre 14 e 20 de março, em um montante total de 14,5 bilhões de euros", afirmou Venizelos.
O descumprimento dos prazos e a consequente quebra do país geraria uma Grécia sem sistema bancário, afirmou Venizelos com a voz tensa antes de ser interrompido pelas vaias da oposição comunista, a qual o ministro acusou de levar o país à "catástrofe".

Síria diz que pedido da Liga Árabe por missão de paz é "histeria"

Síria diz que pedido da Liga Árabe por missão de paz é "histeria"

Da BBC Brasil

A Síria rejeitou nesse domingo (12) a decisão da Liga Árabe de pedir ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) uma missão de paz conjunta entre as duas organizações para pôr fim à violência no país. A decisão foi tomada em reunião de ministros das Relações Exteriores da liga no Cairo, a capital egípcia, uma semana depois que uma resolução do Conselho de Segurança foi vetada pela Rússia e pela China.

O embaixador sírio na Liga Árabe, Youssef Ahmad, rejeitou a decisão e disse que ela "reflete a histeria desses governos" após tentativa fracassada de conseguir o apoio do Conselho de Segurança.

Os ministros reunidos no Cairo também concordaram em cortar toda a cooperação com o governo sírio e abrir um canal de comunicação com a oposição no país.

O secretário-geral da Liga Árabe, o general Nabil El Arabi, disse na reunião que é chegado o momento de uma ação decisiva para acabar com o sofrimento do povo sírio.

A liga retirou sua missão observadora da Síria no mês passado, já que o governo do presidente Bashar Al Assad continuou com a violenta repressão aos protestos, mesmo na presença dos monitores.

Em comunicado divulgado após a reunião na capital egípcia, representantes dos países da Liga Árabe disseram que iriam "pedir ao Conselho de Segurança da ONU uma decisão sobre a formação de uma missão de paz conjunta para supervisionar a implementação de um cessar-fogo". O comunicado pediu ainda a "abertura de canais de comunicação com a oposição síria e o fornecimento de todas as formas de apoio político e material a ela".

Um representante da liga disse à BBC que a resolução foi aprovada pela maioria dos ministros das Relações Exteriores da organização.

Fonte: EBC
 
 

Publicado em www. abin.gov.br 13/02/2012