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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Satélite brasileiro cai na Terra após lançamento falhar

Satélite brasileiro cai na Terra após lançamento falhar

Autor(es): Herton Escohar
O Estado de S. Paulo - 10/12/2013
 



Uma falha no foguete de lançamento resultou ontem na perda do satélite CBERS-3, desenvolvido em parceria entre Brasil e China. O satélite chegou a entrar em órbita e funcionou durante 30 minutos, mas não atingiu a velocidade necessária para permanecer em órbita e acabou caindo de volta na Terra.
O lançamento ocorreu no horário previsto (11h26 em Pequim, 1h26 em Brasília), do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na China, e foi inicialmente considerado um sucesso por ambos os lados. Cerca de uma hora depois, porém, os chineses perceberam que algo estava errado.
Segundo as análises preliminares, houve um problema no tempo de funcionamento do motor do último estágio do foguete - aquele que leva o satélite dentro de uma coifa, para colocá-lo efetivamente em órbita. O foguete parou de funcionar 11 segundos antes do previsto, de forma que o satélite foi liberado no espaço a uma altitude menor (720 km, em vez de 778 km) e com uma velocidade horizontal abaixo da mínima necessária (de 8 km/segundo) para permanecer em órbita.
Sem velocidade suficiente para se contrapor à atração gravitacional da Terra, o CBERS-3 começou a perder altitude rapidamente, até reentrar na atmosfera e ser pulverizado pelo calor gerado durante a queda. Acredita-se que ele tenha caído sobre a região da Antártida.
"Tudo correu bem até 11 segundos antes do fim do lançamento", lamentou o vice-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Os-waldo Miranda. "Esses 11 segundos (de impulso) que faltaram foram fatais para o CBERS. É como num estilingue: se você não puxar bem o elástico, a pedra cai bem na sua frente."
A diferença de altitude na órbita, segundo Miranda, poderia ter sido corrigida por meio do acionamento de propulsores internos do satélite. A perda de velocidade horizontal, porém, era incorrigível. Não se sabe qual foi a velocidade exata de liberação, "mas certamente ficou bem abaixo de 8 km/s", segundo Miranda.
Ele ressaltou que, uma vez liberado pelo foguete, o CBERS-3 entrou automaticamente em operação e funcionou perfeitamente durante 30 minutos, antes de desaparecer. "Não houve nenhuma falha do satélite. O problema foi no lançador", afirmou.
O CBERS-3 era o quarto de uma série de satélites de observação da Terra desenvolvidos por Brasil e China.
Experiência. O foguete usado no lançamento era um Longa Marcha 4B, um modelo bem conhecido e de alta confiabilidade. A falha de ontem foi a primeira registrada no programa espacial chinês com esse tipo de foguete, após 34 lançamentos consecutivos de sucesso.

Satélite brasileiro vira pó no espaço

Satélite brasileiro vira pó no espaço

Foguete chinês falha, e satélite se desintegra
Autor(es): Vilhena Soares
Correio Braziliense - 10/12/2013
 
Equipamento de observação desenvolvido pela China e pelo Brasil ao custo de R$ 300 milhões se desintegra antes de entrarem órbita. Falha no foguete chinês causou o fracasso do projeto
Segundo informações obtidas pelo Inpe, o equipamento de observação sino-brasileiro CBERS-3 não se posicionou corretamente na órbita terrestre porque motores do veículo lançador foram desligados 11 segundos antes do previsto. Apesar do fracasso, a parceria será mantida


Uma falha de funcionamento no foguete chinês Longa Marcha 4B é a causa apontada pelo fracasso do lançamento do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres 3 (CBERS-3), que não conseguiu chegar à orbita da Terra como planejado. O equipamento foi enviado às 11h26 (1h26 em Brasília) do Centro de Lançamentos de Satélites de Taiyhuan. De acordo com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o satélite se desintegrou durante a queda. O acidente atrasa os planos do Brasil de contar com imagens próprias geradas do espaço, mas o projeto terá continuidade, e um novo mecanismo será desenvolvido para substituir o que foi perdido. 

De acordo com o Inpe, os dados obtidos pelos pesquisadores mostram que os subsistemas do CBERS-3 funcionaram como esperado. Técnicos brasileiros que acompanhavam o processo por meio de teleconferência, no Centro de Controle de Satélites, em São José dos Campos (SP), chegaram a comemorar quando o painel solar do satélite foi aberto, dando a impressão de que a missão havia sido bem-sucedida. No entanto, o equipamento não alcançou a órbita pretendida devido ao desligamento precoce do motor de propulsão do foguete lançador, que aconteceu 11 segundos antes do planejado. Essa seria a terceira e última etapa para que o observatório entrasse em órbita. 

 O CBERS-3 seria o quarto satélite do programa de cooperação a orbitar o planeta. Os três enviados anteriormente operaram normalmente, conseguindo alcançar seus objetivos. O custo do projeto para o Brasil foi de aproximadamente R$ 150 milhões, 50% do total. A outra metade do investimento coube ao governo da China, que era também responsável por enviar a máquina ao espaço. O desastre, contudo, não deve interromper a parceria, e ambos os lados já manifestaram o interesse em iniciar imediatamente discussões técnicas que antecipem a montagem e o lançamento do CBERS-4. 

Independência

A intenção da iniciativa é que os dois países contem com imagens da superfície de seus territórios, graças a câmeras de alta resolução. Isso não ocorre desde 2010, quando o CBERS-2 encerrou suas atividades. Com um satélite próprio, o Brasil deixa de depender totalmente de informações vindas de outras nações. O monitoramento auxilia, por exemplo, o zoneamento agrícola, a prevenção de desastres naturais e também o acompanhamento de alterações da cobertura vegetal, fundamental para conter o desmatamento na Amazônia e outras florestas nacionais. 

Para Renato Las Casas, coordenador do Grupo de Astronomia e professor do Departamento de Física do Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o percalço do projeto CBERS deverá ser superado, e, futuramente, a parceria brasileira com os chineses terá mais sucesso. “Esse foi o primeiro problema enfrentado por essa empreitada, mas os satélites lançados anteriormente obtiveram bastante sucesso. Acredito que essa falha poderá atrasar, mas não irá inviabilizar todo o programa”, declara. 

 O professor também acredita que a continuidade da iniciativa é importante para o país. “As câmeras utilizadas nesse satélite podem auxiliar no monitoramento das florestas e, dessa forma, evitar desmatamento e invasões irregulares, além de ajudar no socorro a vítimas de tragédias como a de Petrópolis (RJ), onde as fortes chuvas e alagamentos deixaram pessoas em perigo. Esses recursos auxiliariam nos resgates de sobreviventes ilhados, por exemplo, pois o alcance visual é notável”, complementa. “Sou a favor de um maior investimento na área espacial, pois ela contribui para que a economia cresça. Todos os países desenvolvidos possuem sucesso nessa área, e precisamos seguir esse mesmo caminho.”

quinta-feira, 19 de julho de 2012

INTERVENÇÃO DA ANATEL SURPREENDE SETOR

INTERVENÇÃO DA ANATEL EM CELULARES SURPREENDE SETOR

ANATEL SUSPENDE VENDAS DE TELES
Autor(es): Por Juliana Colombo, Rafael Bitencourt, Fernando Exman e Gustavo Brigatto | De São Paulo e Brasília
Valor Econômico - 19/07/2012
 

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fez ontem sua maior intervenção no mercado desde a privatização do setor, em 1998. De uma só vez, ela suspendeu as vendas de serviços de celular e internet de três das quatro maiores operadoras do Brasil. A mais atingida foi a TIM, que terá de interromper as vendas em 19 Estados. A Claro teve seus negócios afetados em três Estados e a Oi, em outros cinco. A Vivo não foi afetada. A proibição começa na segunda-feira e as empresas terão 30 dias para apresentar plano de melhoria do serviço.
A ação da Anatel surpreendeu o mercado. "A agência tem uma série de outros mecanismos administrativos que poderiam ser usados nesses casos. A suspensão é uma medida muito severa", disse o advogado Rodrigo Pinto de Campos, especialista em direito regulatório e infraestrutura no Aidar SBZ Advogados. As ações do setor tiveram as maiores quedas do dia na Bovespa. As ações preferenciais da Oi recuaram 4,5% e as da TIM, 2,8%.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fez, ontem, o que é considerado por muitos a maior interferência no mercado de telefonia móvel no país desde sua origem, em 1998. De uma só vez, suspendeu as vendas de serviços de celular e internet de três das quatro maiores operadoras do Brasil. A mais atingida foi a TIM, que terá de suspender as vendas em 19 Estados. A Claro teve seus negócios afetados em 3 Estados e a Oi, em 5. Só a Vivo ficou fora. A proibição começa na segunda-feira e as empresas terão 30 dias para apresentar um plano de melhoria do serviço.
Segundo auxiliares da presidente Dilma Rousseff, a decisão da Anatel de punir as empresas de telecomunicações passou ao largo do Palácio do Planalto. A avaliação de autoridades do Executivo é que o recado de que o governo vinha monitorando de perto a qualidade dos serviços prestados foi dado pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Na semana passada, em entrevista a jornalistas, o ministro afirmou que a TIM teria um prazo para melhorar a qualidade de seus serviços, sob a pena de ter proibidas novas vendas.
Bernardo já vinha falando há algum tempo da necessidade de as operadoras melhorarem o serviço, mas o recado nunca havia sido tão duro. Em aparições públicas, o ministro cobrou várias vezes a ampliação dos investimentos em rede pelas teles. A sugestão era que o patamar anual de R$ 20 bilhões subisse para R$ 25 bilhões.
A Anatel decidiu punir a pior operadora em cada Estado do país com base em um levantamento feito nos últimos 18 meses, sob critérios variados. Além das quatro grandes teles, foram avaliadas a CBTC - que opera sobretudo em Minas Gerais - e a Sercomtel, com atuação exclusiva na cidade de Londrina (PR). Nenhuma das duas sofreu sanções, embora ambas tenham de apresentar um plano de investimento, assim como a Vivo. A Nextel não foi avaliada por não ter uma licença do Serviço Móvel Pessoal (SMP) e atuar especificamente no mercado empresarial.
Antes das medidas anunciadas ontem, a maior intervenção da Anatel havia sido a proibição das vendas do serviço de banda larga da Telefônica, o Speedy, em 2009.
As reclamações do público quanto aos serviços móveis vinham se avolumando nos últimos tempos: só em março foram registradas quase 90 mil queixas na Anatel. Órgãos regionais também já vinham se movimentando. Nesta semana, o Procon de Porto Alegre suspendeu a venda de novos serviços por todas as operadoras na cidade.
Mesmo assim, a proibição da Anatel foi considerada dura demais por muitos analistas do setor. "A agência tem uma série de mecanismos administrativos que poderiam ser usados. A suspensão é uma medida muito severa", disse o advogado Rodrigo Pinto de Campos, especialista em direito regulatório e infraestrutura no escritório Aidar SBZ Advogados.
Na avaliação de um analista, que prefere não se identificar, a medida foi uma forma de a agência "mostrar serviço" frente ao crescente número de reclamações. "Claramente, a agência se sentiu pressionada e teve que vir com alguma coisa", avaliou o analista.
Na BMF&Bovespa, a notícia fez com que as ações do setor fechassem entre as maiores quedas. Os papéis da Oi terminaram cotados a R$ 9,17, com queda de 4,5%, a maior do Ibovespa. A TIM teve queda de 2,8%, para R$ 9,46. A Claro não negocia ações em bolsa. Já os papéis da Telefônica/Vivo fecharam próximos à estabilidade, com avanço de 0,2%, em R$ 48,71.
As teles podem voltar a vender seus serviços antes do prazo de 30 dias se anteciparem a entrega dos planos à Anatel. Os projetos devem incluir tópicos como cronograma de ampliação da rede, número de antenas a ser instaladas e contratação de pessoal para efetivar as medidas, entre outros itens. "Caso a Anatel não aprove os planos, os serviços seguirão suspensos", disse ontem, em entrevista, o superintendente de serviços privados da Anatel, Bruno Ramos. Se desobedecerem à proibição, as teles receberão multas de R$ 200 mil por dia.
Os problemas de qualidade refletem o rápido crescimento da base de celulares no país, que não foi acompanhado do aumento necessário da infraestrutura, segundo a Anatel. Só no mês passado, a base no país chegou a 256 milhões de linhas em serviço, mais que uma linha por habitante. "Tivemos de tomar uma medida extrema como essa pois as empresas continuavam vendendo sem ampliar os investimentos na qualidade da rede", afirmou o presidente da Anatel, João Rezende.
A TIM, em nota, afirmou que a ação foi "extrema e anticompetitiva". A Oi afirmou que, "embora a medida não reflita os investimentos realizados em melhorias de rede, manterá o diálogo com Anatel". A Telefônica/Vivo disse que "realiza constantes avaliações sobre o impacto que seus planos de serviço têm no aumento de tráfego da rede antes de serem lançados". A Claro disse estar empenhada em apresentar o plano à Anatel.
Hoje, informou a Anatel, haverá uma reunião com as teles para traçar do assunto. A agência já declarou que o aumento dos investimentos não poderá ser repassado às tarifas dos serviços.

Anatel proíbe venda de novas linhas de Oi, TIM e Claro

Anatel proíbe venda de novas linhas de Oi, TIM e Claro

Reclamações levam Anatel a suspender venda de linhas da TIM, Oi e Claro
Autor(es): EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
O Estado de S. Paulo - 19/07/2012
 

A Anatel proibiu a venda de novas linhas de telefone celular pelas piores operadoras em cada Estado do País. A decisão afetará a TIM em 19 unidades da Federação, a Oi em cinco e a Claro em três, incluindo São Paulo. As constantes interrupções nas ligações de celulares e o crescente número de reclamações dos usuários de telefonia e internet móvel levaram à proibição. A medida entra em vigor à 0h de segunda-feira e diz respeito apenas à habilitação de novos números de telefone, incluindo os processos de portabilidade. A TIM informou que vai "tomar todas as medidas necessárias". A Oi disse que a análise da Anatel está "defasada". A Claro não se pronunciou.


Decisão da agência reguladora, que entra em vigor na segunda-feira, atinge as piores operadoras em cada Estado e não afeta os atuais clientes

As constantes interrupções nas ligações de celular e o crescente número de reclamações dos usuários de telefonia móvel levaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a suspender a venda de novas linhas pelas operadoras com piores índices de qualidade em cada Estado. A medida afetará a TIM em 19 Estados, a Oi em cinco e a Claro em três, incluindo São Paulo.
A medida entra em vigor à zero hora da próxima segunda-feira e não vai afetar os atuais clientes das três empresas, que juntas detêm 70% do mercado brasileiro. A proibição diz respeito apenas à habilitação de novos números de telefone, incluindo a transferência de número de uma operadora para outra.
Na semana passada, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ameaçou a TIM com a suspensão das vendas. O Procon-RS chegou a proibir a comercialização das linhas de TIM, Claro, Vivo e Oi em Porto Alegre no início da semana.
A Vivo, líder em telefonia móvel no País, escapou ilesa da suspensão. Segundo dados divulgados ontem pela Anatel, a empresa tem 29,56% do mercado brasileiro, com 75,719 milhões de acessos. Em segundo lugar aparece a TIM, com fatia de 26,89%, seguida de Claro (24,5%) e Oi (18,6%).
De acordo com o presidente da Anatel, João Rezende, as operadoras terão de apresentar planos de investimentos e resolver todas as demandas de clientes em seus call centers em até 30 dias. As vendas só serão retomadas após a agência verificar o cumprimento das obrigações.
As empresas que desrespeitarem as medidas pagarão multa de R$ 200 mil por dia. A última vez que a Anatel tomou uma decisão como esta foi em 2009, quando proibiu a Telefônica de habilitar novas assinaturas do serviço de banda larga Speedy.
Além das três operadoras punidas, Vivo, Sercomtel e CTBC também terão de apresentar planos de investimentos à Anatel. "Embora extremas, as medidas são necessárias para arrumar o setor", disse Rezende.
Para ele, uma das causas para a piora de qualidade dos serviços foi o aumento da base de clientes das empresas e o crescimento da utilização de redes sociais em smartphones e tablets. "Não somos contrários à apresentação de ofertas agressivas, mas o aumento da base de clientes tem de ser acompanhado por investimentos na rede."
Para o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Bruno Ramos, quando as empresas punidas voltarem a comercializar linhas, os novos clientes poderão ter de optar por planos de menor capacidade até os investimentos prometidos serem feitos.
A decisão da Anatel derrubou os papéis da Oi e da TIM na Bolsa. As ações preferenciais da Oi caíram 4,48%, enquanto as ordinárias da TIM perderam 2,77%. A Claro não tem ações em bolsa. Já a Vivo fechou em alta de 1,17%.
Em comunicado, a TIM disse que vai "tomar todas as medidas necessárias" para retomar as vendas. A TIM classificou a decisão como "desproporcional" e "anticompetitiva". A Oi afirmou que a análise está "defasada" e não contempla os investimentos feitos nos últimos 12 meses. A Claro disse que ficou "surpresa" e que a medida considerou "problemas pontuais no call center". / COLABORARAM FERNANDO SCHELLER e MARINA GAZZONI

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Celulares são segunda tecnologia mais presente nos lares brasileiros

Celulares são segunda tecnologia mais presente nos lares brasileiros

Eles são mais de 200 milhões em todo o Brasil e continuam crescendo. A popularidade dos aparelhos celulares levou esse eletrônico a ocupar a segunda posição nas tecnologias mais presente nos lares dos brasileiros (87%), atrás apenas da televisão que ocupa um lugar em 98% das residências do País. Os dados são da pesquisa da TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, produzida pelo Núcleo de Informação e Coordenação do ponto BR (NIC.br), divulgada na manhã desta quinta-feira 31.
Em um cenário com mais celulares que habitantes no Brasil, o estudo identificou uma mudança no uso do aparelho. Além das ligações e dos 57% de usuários que utilizam o eletrônico para enviar mensagens de texto, houve um crescimento vertiginoso do acesso à internet pelo equipamento entre 2010 e 2011. Segundo os dados, que analisam o uso nos últimos três meses, passou de 5% para 17% a utilização desta ferramenta. “Houve diversas ações do governo para ofertar banda larga e as operadoras passaram a oferecer pacotes para acesso a redes sociais gratuitamente. Logo, uma série de ações do próprio mercado explica esse aumento”, diz Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos sobre Tecnologias de Informação e Comunicação (CETIC.br).

Foto: Ministerio TIC Colombia/Flickr

E os pré-pagos são o destaque, respondendo por 81% do crescimento e 89% do mercado nacional. “O que limita o acesso móvel é o preço, caso ele caia vai haver aumento no uso. Mas também é preciso avaliar o preço do aparelho e do serviço”, destaca Juliano Cappi, coordenador de pesquisas da CETIC.br. Embalado em promoções, o uso da rede nos celulares já atinge 97% das pessoas com um aparelho. Isso significa um aumento de 5,1 milhões de usuários pré-pagos em 2010 para 18,4 milhões no ano seguinte. Entre os pós-pagos também houve alta: de 1,1 milhão para 4,2 milhões de usuários.
Essa forte adesão começa a ser vista como uma oportunidade para levar a todos os brasileiros o acesso à internet, uma vez que há mais celulares que computadores. “O celular caminha para ser universalizado, se esperarmos todos os domicílios terem um computador [para levar acesso à internet] vai demorar. Esse é um dos caminhos e o governo já está de olho em pacotes para atender a internet móvel”, afirma Cappi.
Mas Tatiana Jereissatti, coordenadora pesquisa, alerta. “Os celulares têm potencial, mas é preciso avaliar fatores como a qualidade do acesso à internet.”
A pesquisa foi realizada com entrevistas em 25 mil domicílios em 317 cidades do Brasil.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Um terço dos brasileiros tem internet em casa, diz FGV

Um terço dos brasileiros tem internet em casa, diz FGV

16/05/2012 
 
Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Cerca de 33% dos brasileiros têm acesso à internet em casa e quase a metade deles utiliza banda larga. Esse número deixa o Brasil em 63º lugar no ranking de 154 países na avaliação do número de pessoas com acesso domiciliar à internet. Os dados são da pesquisa Mapa da Inclusão Digital, divulgados hoje (16) pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Fundação Telefônica. Na Suécia, 97% dos domicílios estão conectados à rede.
O estudo utilizou dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o mapa, a cidade de São Caetano do Sul, no estado de São Paulo, apresenta o maior índice do país de acesso à internet em casa (69%). Já em Aroeiras, no Piauí, o percentual é igual a zero.
O mapa mostra também cidades em que o nível de acesso se difere por regiões. No Rio de Janeiro, por exemplo, 56% de domicílios têm acesso à internet. Na Barra da Tijuca, bairro nobre da zona oeste, esse índice chega a 94%, a vizinha, Rio das Pedras, apresenta o menor índice da cidade (21%).
Para o coordenador da pesquisa, Marcelo Neri, as desigualdades sociais não são os únicos fatores para esse resultado. “Copacabana é um bairro rico, mas tem uma grande população de idosos que não costumam usar computadores e internet”, destacou.
Segundo a pesquisa, a maior parte da população acessa a internet em casa, utilizando banda larga (46,92%). Depois, vêm os centros públicos de acesso pago (35,11%). Cerca de 31% acessam no trabalho, seguido da casa de amigos e parentes (19,7%) e instituição de ensino (17,5%). O acesso público gratuito é utilizado por 5,52% da população. Na pesquisa, os entrevistados puderam escolher mais de uma opção de acesso.
Neri lembrou da importância de o Estado criar mais centros de inclusão digital em oposição ao computador pessoal como forma de socializar os custos de acesso à internet.


Edição: Lílian Beraldo // Texto alterado às 13h16 para esclarecer informação

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Estudo do Ipea mostra que 41% dos internautas no Brasil baixam pirataria

Estudo do Ipea mostra que 41% dos internautas no Brasil baixam pirataria

Do total de usuários que fazem download na internet, 81% são 'piratas'.
Pesquisa revelou que índices de pirataria são mais elevados no Nordeste.

Do G1
 
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre download de músicas e filmes no Brasil, divulgado nesta quinta-feira (10), mostra que 41% do total de internautas brasileiros baixam pirataria na internet. O estudo também revela que dos 34,7 milhões de usuários que dizem fazer download de conteúdo, 81% são considerados “piratas”.

O Ipea classifica como piratas on-line aqueles usuários que baixaram músicas ou filmes nos últimos três meses, mas não compraram nenhum conteúdo na internet no último ano. O estudo foi baseado na pesquisa TIC Domicílios de 2010, que entrevistou 10,6 milhões de internautas no Brasil.

“Pode-se destacar que a pirataria on-line parece muito difundida entre os baixadores de músicas e filmes, incluindo indivíduos de todas as classes econômicas, regiões, faixas etárias, níveis de escolaridade e situação de emprego”, disse o estudo.

Perfil dos 'piratas'
Baseado no número de usuários que fazem download na internet, 75% foram classificados como piratas na classe A, 80% na B, 83% na C, 96% nas D e E. O estudo do Ipea também revelou que os índices de pirataria são mais elevados no Nordeste (86%), seguido pelo Sudeste (82%), Sul (79%), Norte e Centro-Oeste (73%).

Sobre a idade dos usuários, a pirataria é mais intensa entre as pessoas de 10 a 15 anos (91%), 16 a 24 anos (83%), 45 a 59 anos (82%), 35 a 44 anos (81%), e menos expressiva entre aqueles com 60 anos em diante (67%).

Em relação à escolaridade, a pirataria é maior entre os usuários com menos educação (92%), e menor entre os que têm nível superior (77%). Já em relação aos participantes ou não de redes sociais, 86% são piratas, contra 80% dos participantes.

Finalmente, os desempregados apresentam valores mais elevados (95%), seguidos dos estudantes que não trabalham (83%), indivíduos que trabalham (81%), donas de casa que não trabalham (80%) e aposentados (63%).

Metodologia
O Ipea diferenciou os usuários pagadores dos não pagadores de músicas e filmes baixados pela internet. O questionário da TIC Domicílios tinha três perguntas sobre conteúdo digital: uma sobre filmes, outra sobre músicas e a terceira sobre o pagamento de filmes, músicas e ringtones comprados na internet.

O instituto cruzou os usuários que disseram ter feito download nos últimos meses com aqueles que afirmaram não terem comprado nada pela internet. O resultado desse cruzamento foram os internautas “piratas”. “A diferença entre as questões pode sinalizar a dimensão da pirataria on-line no Brasil”, diz o estudo do Ipea.