Mostrando postagens com marcador taxa de juros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador taxa de juros. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Juros caem, mas o calote só aumenta

Juros caem, mas o calote só aumenta

Juro cai, mas calote sobe
Autor(es): Gabriela Valente
O Globo - 26/01/2013
 
Inadimplência acima de 90 dias aumenta para 7,9% em dezembro. Crédito pessoal puxa a alta
A inadimplência das famílias brasileiras resiste. Encerrou 2012 em alta, na contramão das previsões do governo de que cederia por causa dos juros em queda e do aumento da renda e do emprego. O nível de atrasos acima de 90 dias nas contas das pessoas físicas subiu de 7,8% em novembro para 7,9% em dezembro, patamar em que permaneceu praticamente todo o segundo semestre. De acordo com o Banco Central (BC), no início do governo Dilma Rousseff, em 2011, essa taxa era de 5,7%. Já os juros cobrados das famílias seguiram o plano traçado pelo Palácio do Planalto, que usou os bancos públicos para forçar a concorrência. A taxa média cobrada das pessoas físicas pelos bancos caiu 9,2 pontos percentuais no ano e fechou 2012 no piso histórico de 34,6% ao ano.
Em dezembro, o nível de calote aumentou, principalmente, por causa do crédito pessoal. Nessa modalidade, a inadimplência subiu de 6,3% para 6,4%. No início de 2012, os atrasos acima de 90 dias representavam 5,7%. Dentro desse tipo de financiamento, está o CDC, o crédito direto ao consumidor. O BC não explicou por que, com o dinheiro do 13º salário no bolso, o brasileiro não pôs as contas em dia. A autarquia apenas apontou a resistência do calote nos financiamentos de veículos como causa para a alta da inadimplência no mês passado.
O calote no crédito para a compra de automóveis, que esteve no foco das autoridades nos últimos dois anos, no entanto, terminou o ano no mesmo patamar em que começou: 5,3%. Mas chegou ao ápice de 6% em meados de 2012. Para o BC, a tendência é que esse percentual caia porque, à medida em que o tempo passa, diminui a quantidade de contratos fechados em 2010 - quando havia regras frouxas e possibilidade de empréstimos acima de cinco anos - e isso promoverá uma "limpa" nas carteiras.
- A gente disse durante o ano que a inadimplência ia recuar por causa da continuidade do aumento da renda - disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel. - Isso nos dá base para apontar o recuo no futuro. O momento mais crítico foi superado.
dívida seis vezes maior que a renda
Com um salário de R$ 800, a vendedora Ane Caroline Quintão tem dívidas que correspondem a mais de seis vezes seu rendimento. A maior parte das despesas foi com roupas. Ela deve mais de R$ 2 mil no cheque especial e de R$ 3 mil em cartões de crédito. Neste caso, a dívida inicial era de cerca de R$ 2,3 mil, mas o valor cresceu com os juros de um parcelamento em dez vezes e já está 30% maior.
- Vou parar de gastar. Este ano, ainda não comprei nada - afirmou a vendedora, que não tem um plano para lidar com a dívida do cheque especial.
O Banco Central mantém o discurso de que a inadimplência deve cair daqui para frente pelas mesmas razões do ano passado - queda recorde dos juros e alta real de 6% na renda do brasileiro. Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do BC e economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, concorda. Ele diz que o Brasil passa por uma ressaca de inadimplência causada por uma safra dos contratos ruins de financiamento de veículos. Ele calcula que a aceleração do crescimento esperada para este ano pode ajudar a reverter esse quadro e projeta que a inadimplência caia para 7,2% no ano que vem.
- Os juros não vão cair mais como antes, mas a inadimplência está chegando no seu máximo e vai cair ao longo do ano - previu.
Para o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, há uma ansiedade entre os economistas para saber quando a inadimplência cairá, por ser um indicador importante do crescimento, já que mostra a possibilidade futura de consumo. Ele também prevê uma queda porque, com juros mais baixos, as famílias acertarão suas contas. Mas lentamente.
- Essa queda será lenta e virá de um jeito muito suave - disse.
38% a mais para a casa própria
Com o repique da inadimplência em dezembro, o spread bancário - a diferença entre o custo de captação dos bancos e o custo para o tomador final - teve uma alta de 0,1 ponto percentual. No ano, por causa da pressão dos bancos públicos, o spread cobrado desses clientes caiu de 34,9 pontos percentuais em janeiro para 27,4 pontos em dezembro.
As empresas também se beneficiaram, não apenas da movimentação na concorrência bancária, mas também com os cortes da taxa básica de juros (Selic). Os juros cobrados pelos bancos caíram de uma média de 28,7% ao ano, em janeiro do ano passado, para 20,6% ao ano, em dezembro. Já a inadimplência de pessoas jurídicas, que começou o ano em 4%, encerrou 2012 no mesmo patamar.
Em 2011, o crédito desacelerou: cresceu 16,2%. Em 2011, a expansão fora de 19%. Segundo o BC, é um ritmo mais adequado ao crescimento do Brasil. Entre as modalidades de empréstimos a que mais aumentou foi o financiamento da casa própria - 38%, com R$ 277 bilhões em contratos ativos. Mas ainda está atrás do crédito pessoal, com saldo de R$ 314,6 bilhões e alta de 16% no último ano. O crédito imobiliário, porém, representa apenas 6% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o BC. Nos EUA, o empréstimo para compra de imóveis equivale a cerca de 70% do PIB.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Atualidades Financeiras: Juros voltaram a subir no crédito

Sinais trocados: Juros voltaram a subir no crédito

O soluço dos juros
Autor(es): João Sorima Neto
O Globo - 12/12/2012
 
Às vésperas do Natal, taxa ao consumidor volta a subir. Na média, chega a 5,63% ao mês
SÃO PAULO e RIO Num movimento inesperado para o mercado, as taxas de juros em operações de crédito ao consumidor interromperam em novembro uma sequência de quatro quedas consecutivas e inverteram o sinal. Pesquisa feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) mostrou que, em seis linhas de crédito pesquisadas, somente o juro no rotativo do cartão de crédito manteve-se inalterado. Na média, a taxa de juro para pessoa física subiu de 5,50% ao mês em outubro para 5,63% em novembro. No ano, a taxa média ficou em 92,95%, a maior desde setembro de 2012.
O levantamento mostrou que os juros do comércio subiram de 4,10%, em outubro, para 4,30% em novembro. No cheque especial, a taxa passou de 7,75% para 7,92%. O juro do empréstimo para financiamento de automóveis subiu de 1,49% para 1,64%. Nos empréstimos pessoais em bancos, a taxa passou de 3,02% para 3,14% e nos empréstimos pessoais em financeiras saltou de 7,24% para 7,42%. No cartão de crédito, a taxa de juro se manteve inalterada em 9,37%.
Temor de aumento da inadimplência
O soluço dos juros pegou de surpresa tanto os consumidores que tomaram dinheiro emprestado no mês passado quanto os especialistas que vinham acompanhando a queda das taxas desde meados de abril. Entre as explicações para essa subida inesperada do juro, está o temor do aumento da inadimplência, que atualmente está em 7,9% para pessoa física.
- Existe o fantasma gerado em 2009 com a inadimplência dos financiamentos de veículos. Desde aquele ano, os bancos reformularam a maneira de conceder o crédito ficando mais restritivos. Agora, já com esse novo método, eles veem uma economia fraca, que continuará sofrendo nos próximos anos. Os bancos, portanto, estão prevendo esse risco. Na prática, o bom pagador arca com os calotes - explicou Willian Eid Júnior, professor de Finanças da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP).
O coordenador da pesquisa da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, concorda que a expectativa de aumento da inadimplência tenha desencadeado essa subida do juro. Tecnicamente, diz ele, não existe explicação para a alta do juro. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa básica de juro (a Selic) não foi alterada e se manteve em 7,25% ao ano, assim como não houve redução da oferta de crédito.
- Ficamos surpresos com a alta, mas nossa expectativa é que o movimento de queda do juro do crédito seja retomado em dezembro, com maior concorrência entre os bancos e redução da inadimplência com a retomada do crescimento da economia - diz Oliveira.
Luis Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin Rating, avalia que o aumento do juro não é expressivo. Santacreu acredita que a alta pode ser explicada por uma questão metodológica da pesquisa, que usa médias ponderadas do juro cobrado por 30 bancos para fazer o cálculo. Segundo ele, como os bancos privados, que emprestam a juros mais altos que os públicos, concederam mais financiamentos em novembro, a tendência é a média do juro subir.
- Se de fato esta for a explicação para a alta da taxa, o aumento mostra uma disposição maior das instituições privadas em emprestar como quer o governo - avalia.
Outra explicação para a elevação do juro ao consumidor pode ser atribuída ao aumento do custo de captação dos bancos. As taxas de juro de longo prazo foram mais altas no mês passado, segundo explica o economista Antonio Madeira, da LCA Consultores.
- O aumento do custo de captação ocorreu por uma pressão no mercado câmbio, com reflexo na inflação e nas taxas de juro futuras. Nesse cenário, os bancos pagaram mais para captar e repassaram aos clientes - diz Madeira, que prevê a retomada do movimento de queda das taxas em dezembro.
A alta de juros na véspera do Natal pode prejudicar consumidores como Rosilene de Oliveira, que pretende comprar uma cama nova.
- Vou usar meu dinheiro do décimo terceiro para acertar as contas. Com isso, vou poder voltar a comprar e quero uma cama nova dividida em dez vezes. Depois que passar o período de festas de fim de ano, aí quero comprar uma TV de LED de 42 polegadas - diz Rosilene.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Taxa média de juros atinge menor nível da série histórica do Banco Central

Taxa média de juros atinge menor nível da série histórica do Banco Central

26/10/2012 
 
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil


As famílias pagaram taxas de juros um pouco mais altas em setembro, em relação a agosto, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (26). Houve alta de 0,2 ponto percentual, para 35,8% ao ano.
No caso das empresas, houve redução de 0,5 ponto percentual, para 22,6% ao ano, o menor nível da série histórica do BC, iniciada em 2000. A taxa geral, para empresas e famílias, ficou em 29,9% ao ano, redução de 0,2 ponto percentual em relação a agosto. A taxa também é a menor da série histórica do BC.
O spread, diferença entre a taxa de captação dos recursos pelos bancos e a cobrada dos clientes, subiu 0,2 ponto percentual para as famílias, e ficou em 27,9 pontos percentuais. No caso das pessoas jurídicas, houve recuo de 0,4 ponto percentual para 15,3 pontos percentuais.

Edição: Juliana Andrade

quarta-feira, 28 de março de 2012

Mesmo com Selic em queda, crédito encarece

Mesmo com Selic em queda, crédito encarece

Mesmo com a Selic em queda, custo do crédito sobe pelo 2º mês seguido
Autor(es): FERNANDO NAKAGAWA , ADRIANA FERNANDES
O Estado de S. Paulo - 28/03/2012
 
Apesar da queda do juro básico e dos bons indicadores de emprego e renda, o crédito está cada vez mais caro. Na média, o preço dos financiamentos avançou de 38% ao ano, em janeiro, para 38,l%, em fevereiro. O encarecimento é liderado pelas operações para pessoas físicas, cuja taxa alcançou 45,4% no mês passado, e a tendência de alta permanece. O Banco Central atribui o fenômeno à inadimplência

Apesar da queda do juro básico desde agosto do ano passado e dos bons indicadores de emprego e renda, o crédito está cada vez mais caro. Segundo o Banco Central (BC), a inadimplência recorde no financiamento de veículos levou os bancos a adotar uma postura mais conservadora: aumentaram as margens nos empréstimos, o chamado spread, e por consequência as taxas de juros nessas operações.
Dados apresentados ontem pelo BC mostram que o preço dos financiamentos subiu pelo segundo mês seguido. Na média, o juro avançou de 38% ao ano, em janeiro, para 38,1%, em fevereiro. O encarecimento é liderado pelas operações para pessoas físicas, cuja taxa alcançou 45,4% no mês passado. Dado preliminar de março mostra que a tendência de alta segue e o custo já atingiu 45,5% no dia 15, o maior desde setembro.
O chefe do Departamento Econômico (Depec) do BC, Túlio Maciel, avalia que a inadimplência que resiste em cair é a grande culpada da alta do juro aos clientes, especialmente no crédito para compra de veículos.
Nessa operação, o calote subiu de 5,3% em janeiro para 5,5% no mês passado, novo recorde. Boa parte dessa inadimplência, diz Maciel, nasceu em operações realizadas em 2010. Naquele ano, o governo incentivou o crédito via bancos públicos e o total de empréstimos para veículos cresceu impressionantes 49,1%.
A inadimplência geral entre todos os financiamentos para famílias e empresas está estacionada em 5,8%, o pior resultado para fevereiro. Diante do calote alto, bancos estariam "se defendendo" com a aumento das margens. "Bancos estão com uma posição mais cautelosa e mais seletiva", explica Maciel.
Historicamente, a inadimplência elevada faz com que bancos aumentem a margem para compensar possíveis perdas. Hoje, a cada R$ 100 pagos em juro por uma pessoa física, R$ 78,85 vão para o caixa da instituição. Um ano atrás, a fatia era de R$ 71,23. O restante do dinheiro vai para o investidor que depositou o dinheiro usado pela instituição para fazer o empréstimo.
"O comportamento do crédito para veículos em 2010 foi exagerado. Agora que o carro deixa de ser novidade, as famílias comprometem a renda com outras coisas e o financiamento perde prioridade no fim do mês", diz o professor de finanças pessoais do Insper, Ricardo José de Almeida. Ele comenta que atualmente muitos consumidores preferem manter outros pagamentos em dia - como telefonia e internet - porque a recuperação de um carro, pelo banco que deu o financiamento, é mais demorada que o cancelamento de serviços.
Mesmo com a preocupação dos bancos, Tulio Maciel mantém a previsão otimista de que a inadimplência deve melhorar em breve. "Há perspectiva de reversão no médio prazo", disse o chefe do Depec do BC.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Juros para pessoa física recuam pelo terceiro mês e atingem a menor taxa dos últimos 17 anos

Juros para pessoa física recuam pelo terceiro mês e atingem a menor taxa dos últimos 17 anos

12/03/2012


Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil


Pelo terceiro mês seguido, a taxa média de juros para pessoa física teve redução. Em fevereiro, o percentual foi 6,33%, uma queda de 1,09% sobre o resultado registrado em janeiro (6,4%). Isso equivale a uma taxa de 108,87% ao ano, a menor da série histórica, iniciada em 1995 pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Na avaliação do vice-presidente da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, entre os motivos da queda da taxa média de juros estão as medidas adotadas pelo governo brasileiro para manter o mercado interno aquecido, como a sequência de cortes na taxa básica de juros (Selic) e a queda do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito.
Ele também atribuiu o recuo à tentativa do comércio em minimizar o impacto da queda nas vendas, causada pela maior concentração de compromissos financeiros nesse começo do ano, entre os quais o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), além dos gastos comuns nesta época com educação e vencimento de contas feitas no período do Natal.
Segundo o levantamento, das seis linhas de crédito pesquisadas apenas a do crédito rotativo dos cartões de crédito não caiu, permanecendo estável na média de 10,8% ao mês e 238,3% ao ano.
“A nossa expectativa é que as taxas de juros voltem a diminuir nos próximos meses por conta das prováveis reduções da taxa básica de juros (Selic), conforme sinalizações do Banco Central, bem como de todas as medidas que o Banco Central e o Ministério da Fazenda vêm promovendo para evitar uma desaceleração forte em nossa economia”, destacou Oliveira.
Já a taxa de juros para as empresas atingiu a média de 3,72% ao mês e 55,01% ao ano - o que representou um recuo de 1,85% no mês e de 2,24%, nos últimos 12 meses - a menor variação desde dezembro de 2009.