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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Imigrantes preferem países da OCDE

Imigrantes preferem países da OCDE

Renata Giraldi - Repórter da Agência Brasil

Em uma década, de 2000 a 2010, aumentou em um terço o número de imigrantes que vivem nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) , apesar dos impactos da crise econômica que começou em 2008 e da redução gradativa de busca de oportunidade nos países desenvolvidos. Os dados da OCDE, formada por 34 países, foram divulgados hoje (3).

Os números são mais expressivos na Espanha, cuja população de imigrantes triplicou, entre 2000 e 2010, e mais do que duplicou na Islândia e Irlanda.  Não há registros de aumento relevante na  França,  na Alemanha, nos Países Baixos e nos Estados Unidos.

No entanto, a organização adverte que as queixas sobre discriminação são constantes e ainda presentes no cotidiano dos imigrantes. As reclamações se referem às dificuldades para integração à sociedade, como condições para matricular os filhos e oportunidades de emprego. 

O relatório da OCDE indica ainda que há diferenças entre os imigrantes mais antigos e os que chegaram recentemente. Em geral, concluíram os especialistas, os novos imigrantes são mais qualificados, inclusive com nível superior completo. A tendência se repete na Austrália, no Canadá, na Dinamarca, na Alemanha, nos Países Baixos e no Reino Unido.

Na Bélgica, na República Checa, na Alemanha, na Islândia, em Israel e na Suécia, a diferença entre os imigrantes antigos e os mais novos alcança um ano e meio de escolaridade. Por outro lado, há pouca diferença na Áustria, em Luxemburgo, na Suíça e no Reino Unido. No Sul da Europa e na Irlanda, houve uma queda no número dos imigrantes qualificados.

De acordo com a pesquisa da OCDE, apenas nos países atingidos de maneira intensa pelos efeitos da crise econômica internacional houve queda de emprego entre os imigrantes. Nessa relação estão, considerado o período da pesquisa, os Estados Unidos, onde a taxa caiu de 70% para 67%, e a Espanha, cuja taxa de 62% passou para 57%.

Porém, as taxas de emprego em quase todos os países têm aumentado na última década, segundo a OCDE, atingindo a média de 65%. Na Alemanha, país cujos efeitos da crise econômica internacional são considerados mínimos, a taxa de emprego de imigrantes aumentou de 57%, em 2000, para 64% em 2010. No Reino Unido, a taxa subiu de 62% para pouco mais de 66%,  no mesmo período.

Os dados apontam evolução, principalmente, entre as mulheres trabalhadoras. Os números são positivos, especialmente na Suécia, Bélgica e Holanda. Segundo o estudo, a maior parte dos países mostrou ter avançado na integração dos imigrantes à sociedade, o que inclui atividades extracurriculares para as crianças e os adolescentes, por exemplo. O relatório completo pode ser obtido em língua inglesa na página da OCDE.

Edição: Davi Oliveira

Fonte: EBC
 
 

Publicado em: 04/12/2012

terça-feira, 11 de setembro de 2012

País avança pouco no ensino superior

País avança pouco no ensino superior

Brasil avança pouco entre gerações no ensino superior
Autor(es): agência o globo:Carolina Benevides
O Globo - 11/09/2012
 
OCDE: proporção do PIB gasto em Educação foi de 3,5% para 5,5%

Mesmo tendo aumentado o gasto com Educação, o Brasil ainda não conseguiu fazer com que muitos jovens cheguem às universidades e concluam o ensino superior. Relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com dados de 2010, aponta que, no país, 9% das pessoas entre 55 e 64 anos concluíram essa etapa. Na faixa etária dos 25 aos 34 anos, o percentual não passa dos 12%. Um avanço, segundo especialistas, pequeno entre uma geração e outra.
A Coreia do Sul, por exemplo, que tinha 13% da população entre 55 e 64 anos com ensino superior, deu um salto: 65% entre 24 e 35 anos concluíram um curso universitário. No estudo, a organização reuniu dados dos países desenvolvidos e ainda de alguns que fazem parte do G20, caso do Brasil. Ao todo, foram 42.
- O número mostra o fracasso do ensino superior do país. Por aqui, ir para a universidade é parte do posicionamento para melhorar a carreira. Com o Enem e com as cotas, nós vamos aumentar o número de pessoas que conclui essa etapa. A expansão da rede federal e do Prouni também vai contribuir - diz Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, lembrando que é preciso que haja Educação de qualidade: - Não é só aumentar a oferta de vagas. O desafio é criar políticas para que quem ingresse possa concluir o curso.
Ministro da Educação, Aloizio Mercadante diz que o relatório da OCDE ainda não reflete as mudanças pelas quais o país vem passando. Segundo ele, na faixa dos 18 aos 24 anos, 17% estão nas universidades ou já concluíram os cursos. Além disso, em uma década, entre 2000 e 2010, o número de matrículas cresceu: foram de 2,7 milhões para 6,4 milhões.
- Tivemos duas décadas de estagnação econômica, quando não houve expansão da rede. Agora, o número cresce porque tivemos três programas para expandir o ensino superior: o Prouni, o Fies e o Reuni. Estamos revertendo esse quadro histórico e a nova geração está tendo mais oportunidades - diz Mercadante.
Segundo o relatório, entre os 42 países, o Brasil ocupa a segunda posição quando o assunto é o aumento do percentual do PIB gasto com Educação: saltou de 3,5 % para 5,5%, entre 2000 e 2009. No entanto, ainda está longe da Islândia, que aplica 8,1%, e da média da OCDE, 6,2%.
- Cálculos já mostraram a necessidade de 10% do PIB. Países que tinham uma dívida histórica com a Educação, assim como nós, conseguiram avançar aplicando 10% ou mais. A Coreia chegou a 12%, o Japão numa época gastou 60% do Orçamento em Educação - diz Daniel Cara.
Diretora-executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz alerta que só mais dinheiro não fará a mudança necessária:
- Não adianta colocar 12% ou até 15% do PIB se não houver uma reforma estrutural, se a formação de professores não for voltada para a prática em sala de aula, se o país não tiver um currículo mínimo. Só dinheiro não resolve.
Ainda que o Brasil tenha avançado, o gasto anual por aluno está aquém da média da OCDE. Na educação infantil, em 2009, eram investidos em média US$ 1.696, o menor valor entre as nações (a OCDE registra US$ 6.426). A média não foi alcançada também nos ensinos fundamental e médio.
- O Brasil fez um esforço aumentando o percentual do PIB na Educação. Mas ainda é chocante que o país gaste quatro vezes menos que a média da OCDE com o aluno matriculado na educação infantil - diz Paula Louzano, da Faculdade de Educação da USP.
De acordo com Mercadante, na educação infantil, já houve um aumento no investimento por aluno. Em 2002, eram R$ 1.491. Oito anos depois, R$ 2.942.
- Ainda estamos aquém do que é preciso fazer. A diferença também ainda é significativa na educação básica. Para competirmos com os países mais ricos, temos que continuar crescendo economicamente e investindo em Educação - diz Mercadante, lembrando que o Congresso precisa definir de onde virá o recurso para que o Brasil aplique 10% do PIB na Educação. - O governo queria 8% e estaria no patamar da Islândia.

Brasil ainda investe pouco em ensino superior, avalia OCDE

Brasil ainda investe pouco em ensino superior, avalia OCDE

11/09/2012

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil 

Em um grupo de 29 países, o Brasil ocupa o 23º lugar no ranking de investimentos no ensino superior, segundo pesquisa da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgada hoje (11), em Paris, na França. O estudo mostra que foi investido em média 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nessa etapa de ensino. De acordo com a organização, no entanto, o Brasil registrou o maior aumento de investimentos na área no período de 2000 a 2009.
O país está “gradualmente se aproximando” dos integrantes do chamado G20 (grupo das nações mais ricas do mundo). No entanto, o estudo alerta sobre o baixo investimento em educação quando há a comparação com o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo os dados, os investimentos brasileiros no ensino em geral atingiram 5,55% do PIB, enquanto a meta para os países da OCDE é 6,23%.
A pesquisa analisou 42 países, mas nem todos apresentaram dados sobre os aspectos detalhados pela organização, daí o fato de o número de nações analisadas ser maior ou menor em determinados itens do estudo. Lideram o ranking de países que mais investem em educação a Austrália, a Finlândia, a Irlanda e a Suécia. O estudo mostra que a crise econômica internacional não afetou os investimentos em educação.
“Pessoas bem-educadas vivem mais tempo, são mais propensas a votar e têm atitudes mais favoráveis ​​à igualdade de direitos das minorias”, diz o estudo da OCDE, que pode ser consultado na página da organização na internet.
Segundo o estudo, o Brasil aumentou os investimentos totais em educação, pois em 2000 as despesas com ensino representavam 10,5% dos recursos públicos do país, enquanto em 2009 subiram para 16,8%. “Uma das taxas mais elevadas” entre os 33 países nos quais esse item foi observado, destaca a OCDE.
No período de 2000 a 2009, os investimentos em educação superior registraram redução de 2%. Paralelamente, houve um aumento médio de 67% de alunos nas universidades, de 2005 a 2009.
Outro dado da pesquisa é que as taxas de escolarização na infância registram alta, embora ainda abaixo das expectativas da OCDE. Para a organização, no entanto, o fato de 92% das crianças com menos de 6 anos estarem em sala de aula deve ser comemorado, pois em 2005, o percentual era 83%.
A organização alerta que mais investimentos em educação geram oportunidades de emprego no mercado de trabalho. Pelos dados da pesquisa, 68,7% dos brasileiros sem o ensino secundário conseguiram emprego. A taxa de ocupação sobe para 77,4% para quem tem o ensino secundário completo e 85,6% para os profissionais com ensino superior.

Edição: Juliana Andrade

terça-feira, 10 de abril de 2012

Brasil, Índia, Rússia e China mostram reações positivas à crise econômica internacional, avalia OCDE

Brasil, Índia, Rússia e China mostram reações positivas à crise econômica internacional, avalia OCDE

10/04/2012

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil


Brasília – As economias do Brasil, da Índia, da Rússia e da China mostram “sinais positivos” de avanços e reações aos impactos da crise econômica internacional, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em relatório, divulgado hoje (10), a OCDE informou ainda que o Japão e os Estados Unidos também demonstram recuperação de suas economias.
De acordo com o documento, a tendência geral é mudanças positivas e mais dinamismo nas economias mundiais. Porém, as economias da Itália e da França ainda se mantêm em ritmo lento, avalia a OCDE. Movimentos mais positivos são observados na Alemanha e no Reino Unido.
Os efeitos da crise econômica internacional ainda predominam nas discussões durante reuniões de líderes políticos. Ontem (9) a presidenta Dilma Rousseff conversou com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o assunto. Segundo ela, é necessário ampliar as parcerias para buscar fortalecer os países e consequentemente motivar a economia.
Dilma também condenou o protecionismo internacional, adotado principalmente pelas nações desenvolvidas, impondo restrições às exportações. “O governo repudia toda e qualquer forma de protecionismo, inclusive o protecionismo cambial”, disse.
A presidenta chamou a valorização de moedas de “doença holandesa” e classificou a alta do petróleo como prejudicial porque despreza as necessidades de populações pobres em benefício de pequenos grupos econômicos.

Edição: Lílian Beraldo

terça-feira, 3 de abril de 2012

Economia sustentável divide OCDE e emergentes

Economia sustentável divide OCDE e emergentes

Economia verde opõe países ricos aos emergentes
Valor Econômico - 03/04/2012
 

A divergência entre dar prioridade ao crescimento econômico ou à proteção ambiental marcou a reunião ministerial da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), na semana passada, e ilustrou um confronto entre países desenvolvidos e emergentes que deverá persistir na conferência Rio+20, em junho, no Brasil.
A OCDE reuniu ministros de meio ambiente para definir a mensagem a levar ao Rio e convidou alguns países emergentes - Brasil, China, Indonésia, Rússia, África do Sul e Colômbia - para a discussão. No fim, os emergentes não endossaram a declaração ministerial, com exceção da Rússia.
A divergência entre priorizar crescimento econômico ou proteção ambiental marcou a reunião ministerial da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), na semana passada, e ilustrou um confronto entre países ricos e emergentes que deve ter continuidade na conferência Rio+20, em junho, no Rio.
A OCDE reuniu ministros de Meio Ambiente para definir a mensagem que seus países-membros, ditos os mais desenvolvidos, vão levar ao Rio, e convidaram alguns emergentes - Brasil, China, Indonésia, Rússia, África do Sul e Colômbia - para a discussão. No final, os emergentes não endossaram a declaração ministerial, com exceção da Rússia, que está em processo de adesão à entidade e aceita tudo pelo momento.
A divergência de enfoque ficou patente. Os países desenvolvidos estão muito centrados no princípio de "economia verde", que consideram um dos meios para alcançar desenvolvimento sustentável, econômico, comercial e ambiental. Só que o social fica um pouco a reboque e não tem a mesma ênfase, segundo países como o Brasil.
Para vários ministros, instrumentos econômicos - taxação, encargos, imposto sobre poluição, eliminação de subsídios que prejudicam o meio ambiente - são importantes, mas os países precisam de regulação mais efetiva para acelerar a mudança de comportamento. Uma ideia que volta é a da cobrança do custo real do uso de recursos naturais, por exemplo, da água, que ficaria bem mais cara.
O "Policy Statement" dos países da OCDE para a Rio+20, destaca ainda que comércio e investimento não devem ser barreiras ao crescimento verde ou desenvolvimento sustentável. Nas discussões, na semana passada, a Coreia do Sul mostrou uma visão mais mercantilista que a europeia, por exemplo. O objetivo parece ser a derrubada de barreiras para vender equipamentos modernos que ajudariam a adaptação industrial.
Para os emergentes, o problema é que a OCDE quer atrelar demais a expansão econômica à proteção ambiental, o que exige priorizar investimentos enormes em equipamentos, pesquisas, renovação de indústrias, filtrar tudo, fechar usinas sujas e substitui-las por novas. "Não é o ambiental que puxa o desenvolvimento, é o desenvolvimento que puxa o ambiental", diz um negociador emergente.
A avaliação é que a receita dos desenvolvidos, que já tem capacidade instalada, regras ambientais e crescimento limitado, provocaria crescimento menor e a um custo muito maior para os países em desenvolvimento. Os emergentes voltaram a pedir que a OCDE demonstre quanto custaria a adaptação ao "crescimento verde". A entidade diz que isso é difícil, mas que no longo prazo todos ganham com economia forte e limpa.
Os emergentes concordam, mas insistem que a prioridade no contexto atual é continuar crescendo para aumentar a inclusão social, criar mais empregos, entre outras ações. "Isso passa à frente, não adianta falar de tecnologia sofisticada se for nos custar demais ou desacelerar o processo de inclusão social, distribuição de renda", diz uma fonte dos emergentes.
Embora sem endossar o texto da OCDE, o Brasil conseguiu incluir no texto uma menção à "economia verde inclusiva", numa nuance em relação ao "crescimento verde".

segunda-feira, 12 de março de 2012

Economias do Brasil e da China tendem a uma moderação no crescimento, diz OCDE

Economias do Brasil e da China tendem a uma moderação no crescimento, diz OCDE

12/03/2012
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Os países da zona do euro – as 17 nações que adotam a moeda única – sinalizam, nos primeiros meses deste ano, a recuperação de suas economias, no entanto o Brasil e a China indicam abrandamento, mostram dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em relatório divulgado hoje (12), a OCDE informou ainda que as economias dos Estados Unidos e do Japão lideram as perspectivas de crescimento.
Para as economias da zona do euro, a OCDE apontou sinais “mais fortes, embora incertos”. A análise do crescimento das economias da China e do Brasil mostrou a tendência de ritmo abaixo da perspectiva global. O objetivo dos indicadores mensais da OCDE é apontar momentos de mudança nas atividades econômicas - que variam a longo prazo.
No conjunto do Brics – bloco que reúne o Brasil, a China, Rússia, Índia e África do Sul -, a OCDE avalia “variações positivas no ritmo de crescimento, embora as economias russa e indiana estejam abaixo das demais.
A OCDE analisou a situação econômica dos 33 países que integram a organização. “Os Estados Unidos e o Japão continuam a liderar a posição global. O crescimento forte, embora incerto, começa a aparecer em todas as outras grandes economias da OCDE e na zona do euro como um todo”, diz o relatório.