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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Franceses devem desocupar Mali

Franceses devem desocupar Mali

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse hoje (6) que os militares franceses devem deixar o Mali (na África) a partir de março. Mas, segundo ele, a retirada dos militares só ocorrerá se for controlada a situação de tensão no país, como pretendem as autoridades francesas. Fabius reiterou ainda que o governo da França não tem intenções de permanecer no país africano por “muito tempo”.

O ministro ressaltou também que a ação militar é “apenas um dos aspetos” da Operação Cerval.  “Acho que, a partir de março, se tudo correr como previsto, o número de tropas francesas deve diminuir”, disse Fabius. Pelos dados do Ministério da Defesa da França, estão no Mali cerca de 4 mil militares franceses que atuam ao lado de 3,8 mil soldados de vários países africanos.

O Mali, na África, faz fronteira com oito países e está entre os mais pobres da região. Dos cerca de 12 milhões de habitantes, mais de 50% vivem abaixo da linha da pobreza. Incertezas políticas e histórico de golpes de Estado fazem parte do cotidiano do Mali. Nos últimos anos, a instabilidade aumentou com a ação de grupos extremistas islâmicos que tentam combater o governo do país. No próximo dia 29, a União Africana (que reúne 52 nações) debate a crise no Mali.

Os grupos extremistas islâmicos, que representam três comandos distintos, ocupam o Norte do Mali, enquanto o governo tem o controle do Sul do país. A população se queixa da insegurança e das pressões dos extremistas que aplicam a sharia (preceitos islâmicos no cotidiano).

Os grupos extremistas que atuam o Norte do Mali são Al Qaeda do Magrebe Islâmico (Aqmi), Ansar Dine Movimento para a Unidade e Jihad no Oeste Africano (Mujao). Em decorrência dos confrontos entre os extremistas e as forças do governo, o número de refugiados aumenta diariamente, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.

Edição: Talita Cavalcante

Fonte: Agência Brasil
 
 

Publicado em: 06/02/2013

quinta-feira, 22 de março de 2012

Mali, na África, é alvo de golpe de Estado de militares que reclamam de incompetência governamental

Mali, na África, é alvo de golpe de Estado de militares que reclamam de incompetência governamental

Renata Giraldi* - Repórter da Agência Brasil

Mali, na África Ocidental, foi alvo hoje (22) de um golpe de Estado promovido por forças militares, lideradas pelo capitão Amadou Sanogo. A confirmação do ato foi feita pelo próprio oficial. Sanogo disse que comanda o Comitê Nacional para a Recuperação da Democracia e Restauração do Estado (CNRDRE). Os militares alegaram que encerram um período de governo marcado pela incompetência.

Ao anunciar a tomada do poder, os militares disseram que foram dissolvidas as instituições e suspensa a Constituição. A mensagem foi transmitida à população por meio das emissoras de televisão.

O país, com pouco mais de 12 milhões de habitantes, mantinha um regime denominado semipresidencialista. O presidente era  Amadou Toumani Touré e o primeiro-ministro Cissé Mariam Kaïdama Sidibé. Mali conseguiu sua independência da França em 1960.

De acordo com os militares que participaram do ato, houve embates com a guarda presidencial. Segundo eles, alguns ministros de Estado foram detidos. As sedes das emissoras de rádio e televisão estatais foram ocupadas.

A União Europeia (UE) condenou o golpe de Estado e apelou pelo retorno à ordem constitucional. “Condenamos a tomada de poder pelos militares e a suspensão da Constituição”, disse Michael Mann, porta-voz da Alta Representante para a Política Externa da União Europeia, Catherine Ashton.

De acordo com informações de especialistas, a origem do golpe de Estado é o descontentamento dos militares com a falta de meios para combater os rebeldes tuaregues no Norte do país. Mali tem sofrido ataques do Movimento Nacional para a Libertação de Azawad. Oficialmente, o governo disse que o movimento é liderado por integrantes da Al Qaeda.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa//Edição: Graça Adjuto