Mostrando postagens com marcador funpresp. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador funpresp. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de março de 2012

CONGRESSO APROVA A NOVA PREVIDÊNCIA PARA SERVIDOR

CONGRESSO APROVA A NOVA PREVIDÊNCIA PARA SERVIDOR

UM ALÍVIO NAS CONTAS
Autor(es): agência o globo:Cristiane Jungblut
O Globo - 29/03/2012
Senado aprova fundos de previdência complementar para servidor público da União

O Senado aprovou ontem, em votação simbólica, o projeto que cria o Regime de Previdência Complementar do Servidor Público da União e autoriza a criação de até três Fundos de Previdência Complementar (Funpresp), um para cada Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário). O projeto vai à sanção presidencial, e a presidente Dilma Rousseff quer pôr as novas regras em vigor o mais cedo possível, para que as contratações do governo este ano sejam efetuadas sob o novo regime. Para isso, não deverá usar o prazo de 180 dias para criar o fundo do Executivo.
Pelas novas regras, o servidor público, assim como o trabalhador da iniciativa privada, terá que contribuir com um fundo complementar para ter direito a uma aposentadoria acima do teto do INSS, ou Regime Geral da Previdência, que está hoje em R$ 3,9 mil - por um benefício neste valor, a contribuição é de 11%.
Segundo fontes do governo, Dilma deve enviar em 30 dias, e não em 180 dias, o pedido de criação do Funpresp do Poder Executivo à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), a quem cabe analisar o pedido e autorizar o funcionamento. Há uma previsão no Orçamento da União de 2012 de preenchimento de até 57.260 vagas nos três Poderes, mas é apenas um indicativo. Em 2011, entraram em todo o serviço público federal 20,6 mil concursados.
O novo modelo afetará apenas os novos servidores civis da União, que são responsáveis por cerca de R$ 38 bilhões dos R$ 60 bilhões do déficit total da Previdência Pública. No modelo do Funpresp, a alíquota máxima da União será 8,5%; o servidor escolherá com quanto quer contribuir. O objetivo, a longo prazo, é acabar com o déficit no pagamento das aposentadorias do funcionalismo. A expectativa do governo é que o déficit esteja zerado em 2047.
PSDB e DEM aprovaram o Funpresp, mas manifestaram preocupação com a gestão política, lembrando problemas de aparelhamento da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). A previsão é que o novo regime seja maior do que a Previ, hoje com ativos de R$ 150 bilhões.
- Meu partido vê com bons olhos esse projeto, para aliviar as contas públicas. Mas deve ser exigida competência e nunca aparelhamento - disse o líder do DEM, senador José Agripino (RN).
Os maiores debates ocorreram pela manhã, nas Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Constituição e Justiça (CCJ). Por acordo, o projeto foi levado diretamente ao Plenário ontem mesmo, onde poucos senadores discursaram e a votação foi muito rápida. Nem mesmo aqueles senadores que discursaram contrariamente, como Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Roberto Requião (PMDB-PR), registram o voto em contrário no momento da votação.
- Sou da base, acredito na Dilma (...), mas a lembrar que a obrigação da base lúcida é de alertar para ela não acender velas a um capitalismo falido. É um registro da falência anunciada do fundo - disse Requião, ex-governador do Paraná.
PSDB e DEM aprovaram a proposta do governo, mas cobraram ajustes futuros, para, por exemplo, que os fundos possam administrar diretamente só 20% dos ativos. E criticaram a resistência do PT, no passado, em mudar a previdência do funcionalismo.
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AP), lembrou que, no INSS, são 25 milhões de aposentados e um déficit de R$ 36 bilhões, enquanto no setor público são menos de um milhão de aposentados para um rombo de quase R$ 60 bilhões.
No final da votação, o ministro da Previdência, o senador licenciado Garibaldi Alves, anunciou que o governo terá que reforçar a estrutura da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), responsável por dar autorização para o funcionamento de fundos de pensão no país e pela fiscalização dos mesmos. E também negou ainda que haja risco de haver aparelhamento na gestão dos fundos, como teme a oposição.
- O governo vai fortalecer a Previc, porque serão grandes fundos. Criar o Funpresp não é privatizar a previdência pública coisa nenhuma. A administração será paritária. E acredito que o fundo não vai ser alvo de cobiça, porque, no início, o governo vai ter que arcar com as responsabilidades as aposentadorias de hoje e as futuras - disse Garibaldi. - Vamos estancar uma sangria injustificável. O Senado deu hoje (ontem) um passo decisivo para mudar a Previdência.
A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que a aprovação do Funpresp demonstra rigor fiscal do governo e admitiu surpresa com a aprovação por unanimidade:
- Estamos felizes. Foi uma votação extremamente importante. É um projeto que está no Congresso Nacional desde 2007. Não houve um voto contrário. Foi uma matéria debatida e aperfeiçoada com a participação dos parlamentares. É importante para o Brasil. Não é de efeito imediato, mas é uma sinalização extremamente importante de rigor e de responsabilidade fiscal.
Depois da aprovação do Funpresp, no Senado, e do início da votação da Lei Geral da Copa, na Câmara, Ideli reconheceu que a base "não faltou em nenhuma votação relevante":
- Ontem me disseram assim: "Está tudo em paz?". Respondi: se estiver tudo em paz, sou demitida. Meu trabalho é exatamente ir construindo os consensos e ir conduzindo as articulações para resultar no que tivemos hoje.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Câmara aprova texto principal da Funpresp e adia para amanhã votação dos destaques

Câmara aprova texto principal da Funpresp e adia para amanhã votação dos destaques

28/02/2012 - 21h00
Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou, há pouco, o texto principal projeto de lei do Poder Executivo que cria a Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp), menos os destaques que visam a alterar a proposta.
Os destaques devem ser votados amanhã (29). O texto aprovado estabelece a criação de três fundos de previdência complementar – um para os servidores do Poder Executivo, outro do Legislativo e um terceiro para os servidores do Poder Judiciário.
Votaram favoravelmente à aprovação do projeto 318 deputados, 134 votaram contra e houve duas abstenções. A maioria dos partidos encaminhou votação favorável ao texto do relator, deputado Rogério Carvalho (PT-SE). Apenas o PDT, DEM, P-SOL e o PMN recomendaram votação contrária à matéria. O PSD, o bloco PPS/PV e o bloco PSB/PTB/PCdoB liberaram seus deputados para a votação.
Com a criação da Funpresp, os futuros servidores públicos terão garantido pela União uma aposentadoria igual a que é paga aos trabalhadores regidos pelo Regime Geral da Previdência. No entanto, os novos servidores que quiserem aumentar suas aposentadorias terão que aderir ao plano de previdência complementar e contribuir com um percentual a ser negociado. A contribuição do servidor será paritária com a da União até o limite de 8,5%.
Se o servidor optar por contribuir com um percentual menor que os 8,5%, ele poderá fazê-lo e, nesse caso, a contrapartida da União será igual ao percentual de contribuição do servidor. Caso o servidor queira contribuir com percentual acima de 8,5 %, ele poderá contribuir, mas a contrapartida da União não poderá ser superior ao teto de 8,5%.
De acordo com o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), as novas regras de previdência para os servidores públicos estabelecidas com a criação da Funpresp não irão prejudicar os atuais servidores. “Elas só valerão para aqueles que ingressarem no serviço público após a sanção da nova lei”.
Concluída a votação da Funpresp na Câmara, o projeto será encaminhado à apreciação e votação do Senado. Se for modificado pelos senadores, a matéria terá que ser novamente apreciada pelos deputados.
Segundo o secretário de Previdência Complementar do Ministério da Previdência, Jairo Mariz, a partir da sanção da nova lei serão 180 dias para a criação dos três fundos de previdência complementar e 240 dias para a entrada em funcionamento das novas regras. De acordo com ele, a medida visa equacionar o déficit da previdência no futuro.