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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Termina ciclo de negociações com as Farc

Termina ciclo de negociações com as Farc

Leandra Felipe – Correspondente da Agência Brasil/EBC 

Edição: Nádia Franco

Em comunicado conjunto, as delegações da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do governo colombiano que negociam um acordo de paz anunciaram hoje (13), em Havana, o término de mais um ciclo de conversações e informaram que já existe um “esboço” de acordo sobre o problema das drogas, terceiro ponto da agenda de diálogos.

“Neste momento, podemos dizer que temos os primeiros rascunhos com a base desse acordo [sobre cultivos ilícitos e narcotráfico], e estamos de acordo que a essência de qualquer solução é a reforma rural integral [primeiro ponto da agenda]”, diz o comunicado.

Os negociadores não adiantaram detalhes sobre os pontos que constarão do acordo, mas disseram que um elemento importante no combate ao narcotráfico será o “fortalecimento da presença institucional do Estado em territórios afetados, com ações que promovam o desenvolvimento integral”.

A declaração conjunta menciona ainda a necessidade de “fechar a fronteira agrícola, a recuperação dos ecossistemas e de promover o desenvolvimento sustentável”. Cada região também deverá ser tratada de maneira distinta, devido às particularidades em cada zona.

O comunicado não fala sobre propostas levantadas pela mesa quanto à descriminalização do cultivo de maconha, cocaína e papoula no país, para que sejam usadas para fins terapêuticos, conforme as Farc propuseram.

A solução para o problema das drogas começou a ser discutida em novembro do ano passado. Os negociadores anunciaram que o próximo ciclo começa no dia 24 deste mês, data em que a mesa pretende finalizar a discussão sobre o tema.

Encerrada a discussão desse assunto, deve entrar em pauta a reparação das vítimas do conflito, além da questão do desarmamento e da reintegração de guerrilheiros e de garantias para o cumprimento dos acordos celebrados no pós-conflito.

Desde que foram iniciados em novembro de 2012, os diálogos de paz já produziram acordos parciais sobre o tema agrário e a participação política das Farc, mas os negociadores destacam que não existe “acordo enquanto não houver consenso sobre todos os pontos da agenda de negociação”.

Caso seja bem-sucedido, o processo dará fim a um conflito de quase 50 anos, após pelo menos três tentativas frustradas de negociação anteriores.

 
 

Publicado em: 14/02/2014

Guerrilha propõe pacto humanitário

Guerrilha propõe pacto humanitário

Correio Braziliense - 04/02/2014
 
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) propuseram, ontem, ao governo de Juan Manuel Santos um pacto de regularização do conflito interno. O plano estabelece normas de conduta humanitária a ambas as partes enquanto se negocia a paz. De acordo com um comunicado lido por Pablo Catatumbo, um dos negociadores da guerrilha, as Farc ofereceram "negociar e formar um tratado de regularização da guerra ou um cessar bilateral das hostilidades entre as partes (...) com uma verificação internacional", que inclua "mínimos humanitários" de comportamento entre as forças beligerantes".
As guerras internacionais estão reguladas pelos Convênios de Genebra. O primeiro deles foi assinado em 1864 sob auspícios do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). "Fazer um pacote de "mínimos humanitários" (em termos de comportamento no conflito armado) resulta em envolver, como é elementar no bom senso, as duas partes que intervêm no conflito, ou seja, o governo e a insurgência", acrescentou Catatumbo, que participa das negociações em Havana.
Até agora, o governo de Santos rejeitou qualquer trégua bilateral, por isso não se uniu aos dois acordos de cessar-fogo unilaterais decretados pela guerrilha desde que começaram as conversações de paz, há 15 meses. Catatumbo também negou que o máximo líder das Farc, Timoleón Jiménez "Timochenko", esteja ou tenha estado secretamente em Cuba, tal como afirmou no domingo o candidato presidencial colombiano Óscar Iván Zuluaga, do partido do ex-presidente Álvaro Uribe. Segundo o jornal colombiano El Espectador, Zuluaga disse que, se for confirmada a presença em Cuba do chefe das Farc, isso constituiria uma ofensa para os colombianos e as vítimas da guerrilha.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

CIA ajudou a eliminar líderes das Farc

CIA ajudou a eliminar líderes das Farc

O Estado de S. Paulo - 23/12/2013

Cooperação. Programa secreto criado por Bush e mantido por Obama, com participação da NSA e orçamento sigiloso, transferiu à Colômbia informações de Inteligência sobre localização dos chefes da guerrilha e bombas guiadas por GPS, revela o Washington Post
Um programa secreto da Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA ajudou o governo da Colômbia a eliminar vários líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na última década, entre eles Raul Reyes no Equador, segundo reportagem publicada ontem pelo Washington Post.
De acordo com o jornal, o programa contou com ajuda fundamental da Agência Nacional de Segurança (NSA), e teve um "orçamento de muitos milhões de dólares", de caráter sigiloso, que não faz parte do chamado Plano Colômbia - pelo qual o governo americano envia US$ 700 milhões por ano aos militares colombianos.
O programa da CIA foi implementado com autorização do então presidente George W. Bush (2001-2009), no início do seu governo, e mantido por Barack Obama, afirmou o jornal, que consultou mais de 30 fontes envolvidas no processo.
Desde o início, o papel dos EUA era proporcionar inteligência para localizar líderes das Farc e, a partir de 2006, fornecer um sistema de rastreamento por GPS para converter bombas de gravidade em bombas de alta precisão.
A combinação dos dados da inteligência e das bombas guiadas por GPS permitiu, em 2008, que a Força Aérea colombiana localizasse e eliminasse o líder da guerrilha, Raul Reyes, em território equatoriano, o que desencadeou a pior crise diplomática entre os dois países em mais de uma década.
O Washington Post lembrou que, em 2006, a Colômbia foi o país que recebeu a terceira maior ajuda militar americana, depois de Egito e Israel, mas este programa secreto deu um salto qualitativo quando passou a incluir os dispositivos GPS. Uma bomba com esse sistema matou, naquele ano, Abu Musab al-Zarqawi, um dos chefes da Al-Qaeda, no Iraque. O ataque fez o então presidente colombiano, Álvaro Uribe, pedir em caráter reservado a Bush para receber o equipamento.
Entretanto, os americanos não entregaram aos colegas de Bogotá os códigos de criptografia que permitiam comunicar o sistema de orientação das bombas aos cérebros eletrônicos guiados por GPS.
Em 2007, operações realizadas com o novo sistema de bombas inteligentes provocaram a morte de dois líderes das Farc. Primeiro, Tomás Medina, o "Negro Acacio", e, seis semanas mais tarde, Gustavo Rueda, o "Martin Caballero".
Em 2008, a CIA localizou Reyes num acampamento no Equador, a pouco mais de 1,5 quilômetro da fronteira com a Colômbia. "Foi uma descoberta incômoda para a Colômbia e os EUA. Realizar um ataque significava que pilotos colombianos em aviões colombianos destruiriam um acampamento usando bombas construídas nos EUA e com um cérebro eletrônico controlado pela CIA",
destacou o Washington Post.
Em 2010, os EUA repassaram à Colômbia os códigos de criptografia das bombas inteligentes.
Extradição. Um tribunal do estado da Virgínia, nos EUA, solicitou em novembro que a Colômbia extradite dois membros das Farc que fazem parte da i equipe que negocia com o governo de Juan Manuel Santos em Havana, segundo reportagem i da edição de ontem do jornal colombiano El Tiempo.
Os guerrilheiros Ornar Retrepo e Adán Jimenez seriam responsáveis pela "Frente 36" das Farc no Departamento (Estado) de Antioquia, no norte da Colômbia, e são acusados de tráfico de armas e de drogas, segundo documentos da Procuradoria-Geral da Colômbia, citados pelo jornal.
Em 2012, o presidente Santos baixou decreto que suspendeu todas as ordens de captura de membros das Farc que façam parte da equipe de negociação. O texto não suspende, porém, ações penais em andamento. / FP

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Colômbia, Brasil e Cruz Vermelha iniciam resgate de reféns das Farc

Colômbia, Brasil e Cruz Vermelha iniciam resgate de reféns das Farc

02/04/2012 
 
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

As operações de resgate de dez militares, mantidos sob poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) começam hoje (2) e acabam no dia 4. Haverá apenas um dia de interrupção entre uma etapa e outra. O Brasil participa dos resgates, assim como integrantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), do governo colombiano e de organizações não governamentais (ONGs).
A equipe, formada por 22 especialistas brasileiros, em duas aeronaves, e mais três integrantes da Cruz Vermelha, está em alerta desde sexta-feira (30). Os nomes dos reféns que serão liberados só vão ser anunciados momentos antes das operações, segundo os organizadores dos resgates.
A porta-voz da CICV no Brasil, Sandra Lefcovich, lembrou que é a quarta vez que brasileiros participam dos resgastes. Segundo ela, o Brasil dá o apoio logístico e técnico nas operações. De acordo com Lefcovich, as operações são complexas e delicadas.
Nas duas etadas da operação, dez reféns serão resgatados. Essas pessoas estão em poder das Farc há quase 14 anos, algumas foram capturadas em 1998 e outras em 1999. São quatro militares e seis policiais. O comando da guerrilha informou que são os últimos reféns em poder do grupo armado.
Do Brasil, serão utilizados dois helicópteros Cougar, do 4º Batalhão de Aviação do Exército, de Manaus, e equipes de apoio. O local de referência é Villavicencio, na Colômbia, de onde as equipes aguardam as orientações para partir em direção às áreas dos resgates. Da Colômbia,  participarão dois integrantes da organização Colombianos e Colombianas pela Paz - um deles é a ex-senadora Piedad Córdoba.
No último dia 12, os governos do Brasil e da Colômbia , além do CICV, firmaram um protocolo de segurança e coordenação, definindo a suspensão e o cancelamento de atividades militares na área da missão humanitária.
Edição: Graça Adjuto

sexta-feira, 30 de março de 2012

Equipes que participarão de resgate de reféns das Farc já estão em alerta

Equipes que participarão de resgate de reféns das Farc já estão em alerta

30/03/2012 

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

 Uma equipe com 25 especialistas do Brasil e da Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) partiu hoje (30), por volta das 10h30, de Manaus (Amazonas) para São Gabriel da Cachoeira, na fronteira com a Colômbia. A viagem faz parte da primeira etapa das operações de resgate de dez militares, mantidos como reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
As operações de resgate ocorrerão nos dias 2 e 4, com intervalo de um dia. Os nomes dos reféns que serão liberados só vão ser anunciados momentos antes das operações, segundo os organizadores.
A porta-voz da CICV no Brasil, Sandra Lefcovich, disse à Agência Brasil que será a quarta vez que brasileiros participam dos resgastes. "Essa é a quarta operação humanitária que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) faz na Colômbia com o apoio logístico e técnico do governo brasileiro. Ao longo dos anos, acumulamos juntos uma experiência muito importante, na qual o Brasil deu mostra de profissionalismo e dedicação em missões de extrema complexidade", acrescentou.
De acordo com a porta-voz, o trabalho do CICV é ser intermediário neutro entre as partes para o estabelecimento das condições de segurança, desenvolvendo ação humanitária e facilitando a coordenação de “todos os aspectos logísticos” para a liberação dos reféns.
Nessas operações serão dez reféns resgatados. Essas pessoas estão em poder das Farc há quase 14 anos, algumas foram capturados em 1998 e outras em 1999. São quatro militares e seis policiais. O comando da guerrilha informou que são os últimos reféns em poder do grupo armado.
Do Brasil, serão utilizados dois helicópteros Cougar, do 4º Batalhão de Aviação do Exército, de Manaus, e equipes de apoio. De São Gabriel da Cachoeira, o grupo sairá para Villavicencio, na Colômbia, aguardando as orientações para as operações que ocorrerão nos dias 2 e 4. Da Colômbia,  participarão dois integrantes da organização Colombianos e Colombianas pela Paz - um deles é a ex- senadora Piedad Córdoba.
No último dia 12, os governos do Brasil e da Colômbia , além do CICV, firmaram protocolo de segurança e coordenação, definindo a suspensão e o cancelamento de atividades militares na área da missão humanitária.
Edição: Graça Adjuto