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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Desemprego recua e fecha 2013 em 5,4%, segundo IBGE

Desemprego recua e fecha 2013 em 5,4%, segundo IBGE

O Globo - 30/01/2014
 
O desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país terminou o ano passado em 5,4% abaixo dos 5,5% registrados em 2012, mostrou a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE. Em dezembro, o indicador recuou para 4,3%, a taxa mais baixa da série histórica da pesquisa iniciada em 2002. Antes, o menor nível de desemprego, de 4,6%, havia sido registrado em novembro de 2013 e em dezembro de 2012.
Em 2013, os desocupados somaram, em média, 1,3 milhão de pessoas, 0,1% a menos que em 2012, ou menos 20 mil pessoas. Em dezembro, o número ficou em 1,1 milhão, queda de 6,2% em relação a novembro, o equivalente a 70 mil pessoas em busca de trabalho sem conseguir.
Já a população ocupada avançou 0,7% em relação a 2012, para 23,1 milhões de pessoas. Em dezembro, o contingente ficou em 23,3 milhões, estável nas comparações com o mês anterior e com dezembro de 2012.
A taxa média de desemprego nacional só será conhecida quando sair o resultado da Pnad contínua, que pesquisa o mercado de trabalho em 3.500 municípios de todo o país.
O primeiro resultado desta pesquisa mostrou que o desemprego no segundo trimestre do ano ficou em 7,4%, índice superior aos 5,9% registrados nas seis regiões metropolitanas analisadas pela PME (Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador). De acordo com a Pnad, em 2012 a taxa média de desemprego do país foi de 6,2%.
Já a renda dos trabalhadores aumentou e encerrou o ano em R$ 1.929,03, aumento de 1,8% em relação a 2012 (R$ 1.894,03). Na passagem de novembro para dezembro houve queda de 0,7%, depois de um ganho de 2% no mês de novembro.
 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Os que nem trabalham nem estudam

Os que nem trabalham nem estudam

Jovens sem trabalho e fora da escola são 1,5 milhão
Autor(es): Por Alessandra Saraiva | Do Rio
Valor Econômico - 09/08/2013
 

Cerca de 1,5 milhão de jovens entre 19 a 24 anos, concentrados nas faixas mais pobres da população brasileira, não trabalham, não estudam, nem procuram emprego - e o número de pessoas que se encaixam nesse perfil cresce. É o que mostra estudo feito por Joana Monteiro, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, batizado de "Os Nem-Nem-Nem: exploração inicial sobre um fenômeno pouco estudado". O levantamento, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2011, mostra que o grupo de jovens desalentados (exclui donas de casa com filhos) já representava 10% da população nessa faixa etária. Com pouca escolaridade e baixa renda, eles podem elevar o desemprego se buscarem trabalho após os 24 anos ou serem permanentemente dependentes do governo.


Cerca de 1,5 milhão de brasileiros entre 19 a 24 anos, concentrados nas faixas mais pobres da população e excluindo donas de casa e mulheres com filhos, nem trabalham, nem estudam e nem procuram emprego e esse perfil tem crescido dentro do total da população jovem do país.
É o que mostra o estudo "Os Nem-Nem-Nem: Exploração Inicial Sobre um Fenômeno Pouco Estudado", da pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), Joana Monteiro. Para a especialista, o avanço desse perfil preocupa. A maioria desses jovens, com parcela significativa de baixa escolarização, podem ajudar a elevar o desemprego, caso decidam tentar a sorte no mercado de trabalho, após os 24 anos. "A baixa qualificação limita muito o tipo de trabalho que podem conseguir."
Além disso, o fato de pertencerem a famílias mais pobres, com pouca capacidade de sustentá-los, eleva a probabilidade de se tornarem dependentes do governo, avalia a especialista. Do total de 1,5 milhão, em torno de 46% podem ser considerados pobres, pois vivem em domicílios que estão entre os 40% mais pobres na distribuição de renda, segundo cálculos de Joana.
O recorte por faixa etária a partir de 19 anos é proposital, visto ser difícil encontrar jovens abaixo de 18 anos fora da escola, tendo em vista o avanço da escolaridade entre os brasileiros na última década, bem como a legislação envolvida em manter os jovens na escola, até essa idade.
O recorte por faixa etária a partir de 19 anos é proposital, visto ser difícil encontrar jovens abaixo de 18 anos fora da escola, tendo em vista o avanço da escolaridade entre os brasileiros na última década, bem como a legislação envolvida em manter os jovens na escola, até essa idade.
O levantamento, que trabalhou basicamente dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que, esses jovens desalentados, excluindo donas de casa e mulheres com filhos, já representavam 10% da população total de jovens nessa faixa etária em 2011 - um avanço em relação a 2006, quando a fatia era de 8%. "Nem mesmo a melhora nos indicadores de emprego, com aumento de vagas e de renda, estimulou a entrada desse jovem no mercado de trabalho", diz a pesquisadora da FGV.
O nome da pesquisa vem daqueles que "nem trabalham, nem estudam, nem procuram emprego", explicou Joana, usando expressão "nem-nem" que já vem sendo utilizada por economistas para delimitar jovens que não trabalham nem estudam.
Excluir donas de casa e mulheres com filhos, que também não trabalham, não estudam e nem procuram emprego, torna mais claro o possível impacto desse cenário no mercado de trabalho futuro, afirma Joana. A economista informou que, com a inclusão de donas de casa com filhos, essa fatia de "nem-nem-nem" na população entre 19 e 24 anos pularia para 17% dessa faixa etária - em torno de quatro milhões de pessoas.
No entanto, Joana observou que há probabilidade menor de que mulheres donas de casa com filhos, que não procuram vagas, conduzirem a um impacto negativo no emprego. Isso porque é relativamente baixa a perspectiva de que essa mulher vá procurar trabalho, em futuro próximo, porque já cuida da casa e dos filhos.
O mesmo não se pode dizer dos jovens desalentados sem filhos. Desses 1,5 milhão de jovens, 20% tinham menos de cinco anos de escolaridade - a maior fatia entre as faixas de estudo delimitadas. Ela considerou que, em um segundo momento, esses jovens podem se converter em adultos em busca de uma vaga. Mas a baixa qualificação tornaria difícil um lugar na população ocupada. Na prática, seriam mais pessoas em busca de trabalho, sem encontrar, impulsionando indicadores de desocupação.
Outro aspecto estudado por Joana é o ambiente domiciliar que permite esse jovem não trabalhar, não estudar e não procurar emprego. Ela admitiu que jovens de baixa escolaridade têm chance muito maior de serem inativos, quando estão em domicílios cuja renda conta com forte presença de benefícios sociais, como programas de transferência de renda. Mas essa não pode ser considerada a única explicação, frisou. "Impossível dizer se recebimento de benefícios sociais é causa ou consequência da inatividade", afirmou.
Para ela, o fenômeno não é puramente econômico. A figura protetora da mãe brasileira, disposta a sustentar os filhos até mais tarde, ajudaria na formação do cenário, segundo Joana. "Incentivar a entrada dos "nem-nem-nem" na população economicamente ativa está longe de ser trabalho fácil. O grupo não responde às condições do mercado de trabalho. É possível que essa parcela entre 8% e 10% [sem donas de casa e mulheres com filhos] seja um nível normal de inatividade", disse.

Retratos do Brasil: Sobe desemprego entre os jovens

Retratos do Brasil: Sobe desemprego entre os jovens

Jovens na rua. No olho da rua
O Globo - 25/07/2013
 

Enquanto a desocupação ficou em 6% no país, segundo o IBGE, a taxa de desemprego entre jovens de 16 a 24 anos subiu de 14,6% para 15,3% em junho. O índice é ainda maior nas regiões metropolitanas de Salvador e Recife.
Desemprego em junho sobe para 15,3% no grupo de 16 a 24 anos
Reflexos do Pibinho
Protagonistas de boa parte dos grandes eventos que varrem o país - as manifestações nas ruas, a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude - os jovens também estão no centro das estatísticas nada positivas do desemprego: eles são as principais vítimas da demora na retomada da economia e do esfriamento do mercado de trabalho. A taxa de desemprego entre os que têm de 16 a 24 anos, subiu de 14,6% para 15,3% em junho, mais do que o dobro dos 6% registrados para a média de todas as idades, de acordo com dados divulgados ontem pelo IBGE. O contingente de jovens desempregados atingiu 579.974 pessoas, o equivalente a sete Maracanãs lotados.
Andressa Cristina Amaral, de 21 anos, engrossa, desde anteontem, esse "público" do desemprego. Após dois anos e meio trabalhando como vendedora em uma loja na Tijuca, resolveu pedir demissão, com outros quatro colegas, por se sentir explorada pelo patrão. Com o Ensino Médio completo, a jovem, que é mãe solteira de uma menina de 2 anos, está em busca de uma oportunidade como assistente administrativa, mas sabe que a falta de um diploma de graduação e a pouca experiência na área são barreiras.
- Sempre pedem alguém que seja formado ou esteja cursando faculdade. A experiência é outro problema. Já perdi uma oportunidade porque pediam seis meses de experiência, mas eu só trabalhei três meses na função - conta ela, que sonha cursar faculdade de Administração.
Apesar da ajuda dos pais e da pensão alimentícia paga pelo pai da criança, Andressa teme passar muito tempo desempregada. Em 2011, amargou cinco meses sem trabalho.
- Naquela época, eu trabalhava em uma loja, pelo programa Jovem Aprendiz. Fui mandada embora um mês depois que a Vitória nasceu. Por um lado foi bom porque fiquei cuidando da minha filha, mas eu precisava trabalhar.
cenário é pior no nordeste
A situação de Francisco Ponce, também de 21 anos, é mais complicada. Ele não concluiu o Ensino Médio e está há dois anos em busca do primeiro emprego com carteira assinada. Mora com os pais em Belford Roxo e, além da baixa escolaridade, diz que o local de moradia é outra desvantagem.
- Já fiz várias entrevistas. Quando perguntam a escolaridade, me descartam. Ano passado, surgiu uma oportunidade, mas não pude aceitar porque eles não queriam pagar o transporte. Moro longe...
Para ajudar com as contas da casa, faz bicos trabalhando em obras e em um lava-jato. Olhando para o futuro, promete voltar a estudar e concluir o Ensino Médio, a fim de aumentar suas chances.
A falta de experiência e de qualificação costumam explicar o porquê de os jovens estarem sujeitos tradicionalmente a taxas mais elevadas de desocupação. O cenário que aponta alta do desemprego pega primeiro esse grupo, o primeiro na fila dos cortes.
- A dificuldade de inserção em um cenário conturbado fica ainda mais difícil para eles. Os jovens são mais inexperientes e mais fáceis de descartar - afirma o gerente da Pesquisa Mensal do Emprego, do IBGE, Cimar Azeredo.
Enquanto a taxa de desemprego na média do país subiu pela primeira vez neste ano em junho, para os jovens ela já teve três avanços em 2013. A situação é mais complicada para os que vivem na região Nordeste. Em Salvador, a desocupação chegou a 18,5% e em Recife, a 17,6%. São Paulo tem uma taxa de 16,6% e o Rio, de 15,4%. Belo Horizonte e Porto Alegre são as regiões com taxas menores entre os jovens: 10,5% e 10%, respectivamente.
O ritmo de deterioração do emprego também é maior entre os que têm entre 16 e 24 anos. O desemprego subiu 1,4 ponto percentual em junho em relação ao mesmo mês do ano passado para adolescentes e jovens. Na média de todas as idades, a alta foi de 0,1 ponto percentual.
O que a alta taxa de desemprego não explica é se os jovens estão se dedicando mais aos estudos ou se engrossam as fileiras dos chamados "nem nem", aqueles que nem trabalham, nem estudam.
- É preciso investir em uma série de políticas públicas ligadas à educação e à formação técnica mais qualificada para esses jovens - afirma a economista Ana Lucia Barbosa, do Ipea.
pessimismo com o Segundo semestre
No total das seis regiões pesquisadas pelo IBGE, a alta da desocupação - de 5,8% em maio para 6% em junho - fez com que boa parte de consultorias e bancos passasse a esperar por novas altas na taxa de desemprego no segundo semestre, época em que, tradicionalmente, o mercado de trabalho é mais vigoroso por causa das encomendas das festas de fim de ano.
Corroída pela inflação, a renda do trabalhador brasileiro registrou a quarta queda consecutiva. Caiu 0,2% em relação a maio. Já na comparação com junho do ano passado, houve elevação de 0,8%.
A Rosenberg & Associados revisou de 5,5% para 5,7% a previsão para o desemprego este ano. A economista-chefe da consultoria, Thais Marzola Zara, vê com preocupação a estabilidade da massa salarial real e o recuo de 3,3% na ocupação do setor industrial no mês passado.
- Como a economia está demorando a se recuperar, a confiança dos agentes está em queda. Fica difícil ver isso refletido em uma melhora do mercado de trabalho.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Mercado de trabalho: Desemprego é o menor em dez anos

Mercado de trabalho: Desemprego é o menor em dez anos

Recordes no trabalho
Autor(es): Henrique Gomes Batista
O Globo - 01/02/2013
 
Desemprego de 5,5% em 2012 é o menor em 10 anos. Renda subiu 4,1%, maior alta na década
O morno desempenho econômico de 2012 - quando o Brasil deve ter crescido cerca de 1% apesar de todos os estímulos - não afetou fortemente o mercado de trabalho: o desemprego, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, fechou o ano em 4,6% em dezembro, menor resultado mensal para a pesquisa iniciada em 2002. O número é ligeiramente inferior ao registrado em novembro (4,9%) e em dezembro de 2011 (4,7%). A média do desemprego do ano passado também é um piso histórico: 5,5%, contra 6% em 2011. O ano de 2012 apresentou alta do rendimento e da formalização de emprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo instituto (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre).
O total de ocupados nas seis regiões chegou a 22,956 milhões de pessoas no ano passado, uma alta de 2,2% frente a 2011. O rendimento médio no ano foi estimada em R$ 1.793,96, o que correspondeu a um crescimento de 4,1%, em relação a 2011, motivado principalmente pela alta do salário mínimo, de 14%. Foi a maior alta em dez anos. No ano anterior, a subida do rendimento havia sido de 2,7%
Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, afirma que o ano de 2012 apresentou resultados mais modestos que em 2011. Em parte, explica, isso se deve à menor atividade econômica e à comparação com 2011, ano bom para o mercado de trabalho, ainda sob o efeito da recuperação da crise de 2008 e 2009. Adriana Beringuy, pesquisadora do IBGE, afirma que o crescimento menor da economia em 2012 não retraiu o mercado de trabalho:
- Não houve, de maneira alguma, deterioração do mercado de trabalho no ano passado. O que vimos, no máximo, foi um ritmo menor no crescimento do emprego formal e do nível de ocupação - disse.
Dezembro mais "frio" que o ano
Mas os dados de dezembro vieram piores que o esperado pelos analistas. A variação da taxa do desemprego foi considerada estatisticamente estável e foi obtida principalmente por uma redução na procura por emprego, algo comum no fim do ano. O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 1.805, valor 0,9% inferior ao de novembro de 2012. Azeredo afirmou que apenas com os dados de janeiro será possível saber se o mercado de trabalho continua evoluindo ou se haverá uma certa acomodação. Ele afirmou ainda que é cedo para falar em pleno emprego no país:
- A pesquisa trata apenas de seis regiões metropolitanas e que, mesmo entre elas, há muitas diferenças. E temos ainda um contingente muito grande de trabalhadores sem carteira assinada, sem proteção previdenciária, com baixa escolaridade e renda, não acho correto falar de pleno emprego.
O economista José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio, afirma que a retração da renda em dezembro deve ter sido causada principalmente pela aceleração da inflação. Ele acredita que o país já está vivendo o pleno emprego - pois a renda do trabalho cresce em velocidade superior à da produtividade. Para ele, o mercado de trabalho em expansão mesmo com a economia fraca vem da alta do setor de serviços, que demanda mais trabalhadores que a indústria, por exemplo, e que está crescendo em velocidade superior ao total da economia. Ele também diz que a oferta de mão de obra e a demanda devem continuar crescendo, o que dá margem para taxas de desemprego ainda mais baixas em 2013.
- O resultado foi um pouco aquém do esperado em dezembro, mas a taxa está muito baixa e tende a ficar neste patamar.
Caio Martins, economista da LCA Consultores, também credita ao setor de serviços e comércio a alta do emprego, além da manutenção de postos na indústria. Ele alega que o setor não quer dispensar funcionários pelos altos custos das demissões e por temer ficar sem pessoal, se a economia crescer de forma vigorosa. Ele estima que o desemprego em 2013 vai ficar em 5,3%.
O comércio continua contratando forte. A rede de supermercado Superprix está abrindo lojas e contratando 350 pessoas, como Beatriz Brás, de 18 anos, que conseguiu seu primeiro emprego. Nessa leva de contratações entrou também Míriam de Oliveira, que estava procurando um posto há cinco meses e que se surpreendeu com a velocidade da recolocação, mas lembrou que os empregadores estão cobrando mais qualificação.
- Não basta agora ter apenas experiência, estamos exigindo mais cursos na hora de contratar - diz Miriam.
Em 10 anos, renda sobe 27,2%
O IBGE também divulgou ontem um estudo comparativo dos primeiros dez anos de PME. Na década, o total de desempregados caiu de 2,608 milhões de pessoas em 2003 para 1,338 milhões em 2012. A média de horas trabalhadas por semana passou de 41,3 em 2003 para 40,3 horas. Também aumentou o percentual de trabalhadores que contribuem para a previdência: passou de 61,2% em 2003 para 72,8% em 2012. No período, o setor de serviços foi o que mais ganhou peso: passou de 13,4% em 2003 para 16,2% em 2012. O setor de comércio, contudo, ainda lidera com 18,7% dos trabalhadores. A renda média do trabalhador no período cresceu 27,2%, já descontada a inflação.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Taxa de desemprego volta a ficar estável e registra 10,9% em setembro

Taxa de desemprego volta a ficar estável e registra 10,9% em setembro

31/10/2012
Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil

A taxa de desemprego voltou a ficar relativamente estável no mês de setembro, aponta levantamento divulgado hoje (31) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) revela que a taxa passou de 11,1% em agosto para 10,9% no último mês, em seis regiões metropolitanas e no Distrito Federal. Na apuração de agosto, o índice havia registrado leve alta, passando de 10,7%, em julho, para 11,1%, interrompendo quatro meses de relativa estabilidade.
Em setembro, o nível de ocupação teve leve aumento de 0,4%. Foram criados 82 mil postos de trabalho, o que supera o contingente de pessoas que ingressaram na força de trabalho. A população economicamente ativa (PEA) nesse período foi contabilizada em 22,526 milhões, um incremento de 40 mil pessoas na comparação com agosto. Houve redução, portanto, do número de desempregados, passando de 2,487 milhões em agosto para 2,445 milhões no último mês.
Entre as regiões metropolitanas analisadas, a taxa de desemprego apresentou comportamento diferenciado. Foi registrada pequena elevação apenas no Recife, passando de 12,3% para 12,6%. Houve redução no Distrito Federal (de 12,6% para 11,9%), Fortaleza (de 9,4% para 8,7%) e São Paulo (de 11,6% para 11,3%). Em Belo Horizonte (de 5,2% para 5,1%) e Salvador (de 18,8% para 19%), a taxa manteve-se relativamente estável. Em Porto Alegre, o índice manteve-se em 6,9%.
Assim como o Dieese e a Fundação Seade, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga levantamento mensal sobre o desemprego no país. No entanto, as taxas apresentadas nas duas pesquisas costumam ser diferentes devido aos conceitos e metodologia usados.
Entre as diferenças está o conjunto de regiões pesquisadas. A PED, feita pelo Dieese e pela Fundação Seade, não engloba o número de desempregados da região metropolitana do Rio de Janeiro. Na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, não incluí Fortaleza e o Distrito Federal.
 
Edição Beto Coura