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segunda-feira, 11 de março de 2013

Coreia do Norte corta ligação direta com Coreia do Sul

Coreia do Norte corta ligação direta com Coreia do Sul

De UOL

A Coreia do Norte cortou uma linha direta da Cruz Vermelha com a Coreia do Sul, em mais um acirramento da guerra de palavras contra o Sul e os EUA, em resposta a um exercício militar no Sul e às sanções da ONU impostas por seu recente teste nuclear.
O Norte ameaçou cortar a ligação no dia 11 de março, caso os Estados Unidos e a Coreia do Sul não abandonassem seu exercício militar conjunto.

Coreia do Norte reúne mais de 100 mil pessoas para celebrar teste nuclear8 fotos

Mais de 100 mil militares e civis participam de um grande ato em Pyongyang, na quinta-feira (14), para celebrar o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte e saudar a "inigualável" coragem de seu líder Kim Jong-un, segundo a imprensa estatal
A linha direta da Cruz Vermelha é usada para a comunicação entre Seul e Pyongyang, que não têm relações diplomáticas.
"Nós ligamos às 9h e não houve resposta", disse um funcionário do governo da Coreia do Sul. A linha é testada diariamente.
O governo norte-coreano também ameaçou cortar uma linha direta com as forças da ONU na Coreia do Sul, na "aldeia de trégua" de Pammunjom, na fronteira.
As tensões na península coreana têm aumentado desde que o Norte realizou um terceiro teste nuclear, em 12 de fevereiro, provocando novas sanções da ONU.
A Coreia do Sul e as forças norte-americanas estão realizando grandes exercícios militares até o final de abril, enquanto o Norte também está se preparando para um enorme exercício militar em todo o país.
A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos de usar os exercícios militares na Coreia do Sul como plataforma de lançamento para uma guerra nuclear e ameaçou acabar com o armistício com os EUA que encerrou as hostilidades da Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953.
O Norte ameaçou um ataque nuclear contra os EUA, mas tal ameaça foi ignorada, considerada como retórica por analistas, uma vez que o Norte não tem capacidade militar para atingir os Estados Unidos.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Coreia do Norte desafia o mundo com novo teste nuclear

Coreia do Norte desafia o mundo com novo teste nuclear

Publicado rm Carta Capital
O terceiro teste nuclear norte-coreano aconteceu nesta terça-feira 12
O terceiro teste nuclear norte-coreano aconteceu nesta terça-feira 12

A Coreia do Norte confirmou nesta terça-feira 12 que realizou com êxito seu terceiro e mais potente teste nuclear, utilizando um artefato “miniaturizado”, em um gesto que provocou reações imediatas de condenação de grande parte da comunidade internacional.
O governo do fechado regime comunista afirmou que o teste é uma resposta à “hostilidade” dos Estados Unidos, seu inimigo declarado.
“Confirmou-se que o teste nuclear foi realizado em alto nível e de forma segura e perfeita”, afirmou a agência estatal KCNA. De acordo com a nota, o teste nuclear usou “um dispositivo nuclear em miniatura, mais leve com maior força explosiva e que não causou danos ao meio ambiente”, disse a KCNA.
O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para as 12 horas de Brasília, em Nova York. Em Viena, a Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares afirmou que a explosão constituiu uma “clara ameaça à paz e à segurança”.

Capacidade nuclear

A informação que mais causa alarme na comunidade internacional é o uso de um dispositivo “miniaturizado”, o que, em outras palavras, indica que o governo norte-coreano alcançou um nível de tecnologia suficiente para fabricar um artefato nuclear que poderia ser instalado em um míssil de longo alcance.
Em dezembro, Pyongyang executou um teste de lançamento de foguete para colocar um satélite em órbita, ação que demonstrou os avanços norte-coreanos na área da tecnologia de mísseis.
Na área técnica, analistas tentam descobrir agora se a Coreia do Norte utilizou parte de suas escassas reservas de plutônio ou se utilizou urânio em uma nova opção de desenvolvimento para detonações atômicas.
De acordo com uma fonte do ministério da Defesa da Coreia do Sul, a explosão desta terça-feira 12 teve uma potência de seis a sete quilotons, aproximadamente a metade do que foi utilizado pelos Estados Unidos na cidade japonesa de Hiroshima em 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial.
Sul-coreanos queimam uma bandeira da Coreia do Norte em Seul. Foto: ©afp.com / Kim Jae-Hwan
Sul-coreanos queimam uma bandeira da Coreia do Norte em Seul. Foto: ©afp.com / Kim Jae-Hwan
Também de acordo com fontes sul-coreanas, o primeiro teste nuclear norte-coreano, em 2006, teve potência de menos de um quiloton e muitos cientistas o consideraram um fracasso. O teste de 2009, no entanto, usou de dois a seis quilotons.
A Coreia do Norte anunciou que estava enriquecendo urânio em 2010, quando permitiu a visita de especialistas estrangeiros a um complexo nuclear de Yongbyon. No entanto, muitos analistas acreditam que o país comunista fabrica armas de urânio enriquecido há muito tempo em outras instalações secretas.
Retaliações
Horas após o anúncio do teste nuclear norte-coreano, a comunidade internacional já se unia em críticas e preocupações em relação ao regime comunista norte-coreano, liderado por Kim Jong-il.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu uma resposta rápida da comunidade internacional a um teste nuclear que chamou de “provocação”. Enquanto o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou o teste “profundamente desestabilizador”.
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, declarou que o teste nuclear norte-coreano era “extremamente lamentável” e uma ameaça grave para a segurança japonesa.
Já o vizinho e principal aliado do regime de Pyongyang, o governo chinês reiterou a “firme oposição” ao teste nuclear norte-coreano em um comunicado do ministério das Relações Exteriores, que não utiliza a palavra “condenação”. No comunicado, a China defende o fim dos programas nucleares na península e estimula Pyongyang a “não levar adiante nenhuma ação que agrave a situação”.
Também defende a retomada das negociações multilaterais (entre as duas Coreias, Rússia, China, Estados Unidos e Japão) sobre o programa nuclear de Pyongyang. Washington, aliado da Coreia do Sul e Japão, reiterou que manterá a vigilância e os compromissos de defesa com os aliados na Ásia.
A Rússia, por outro lado, pediu à Coreia do Norte o fim das atividades ilegais e o respeito a todas as diretrizes do Conselho de Segurança da ONU.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) destacou que o país violou as resoluções das Nações Unidas ao executar o teste nuclear. ”Isto é lamentável e uma clara violação”, afirmou Yukiya Amano, diretor da AIEA. A União Europeia (UE) condenou o teste norte-coreano, que chamou de “desafio flagrante” ao regime global de não proliferação e violação das obrigações internacionais de Pyongyang. Mais firmes, os governos da Alemanha e da França defenderam novas sanções do Conselho de Segurança da ONU contra a Coreia do Norte.
A Coreia do Norte realizou testes com explosões nucleares em 2006 e 2009. A explosão desta terça-feira causou um terremoto de 5,1 graus que sacudiu o país às 11h58 locais.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pyongyang garante que satélite tem fins pacíficos

Pyongyang garante que satélite tem fins pacíficos

Autor(es): CLÁUDIA TREVISAN
O Estado de S. Paulo - 09/04/2012
 

O "Estado" visita a estação Tongchang-ri, de onde será lançado o foguete; para EUA, operação é fachada para teste de um míssil de longo alcance

O recluso regime da Coreia do Norte iniciou uma ofensiva de relações públicas para tentar convencer o mundo de que o lançamento de satélite previsto para esta semana não é um teste de míssil balístico disfarçado, como dizem os americanos e seus aliados na região.
O Estado foi o único brasileiro entre os cerca de 50 veículos de comunicação estrangeiros que puderam visitar ontem a estação Tongchang-ri, 200 quilômetros a noroeste da capital, Pyongyang. Foi a primeira vez que jornalistas de outros países puderam ver de perto instalações do tipo na Coreia do Norte.
Apesar da oposição internacional, o lançamento ocorrerá entre os dias 12 e 16, como parte das comemorações do centenário de nascimento de Kim Il-sung, venerado como pai do povo norte-coreano. "Não estamos fazendo um ato de provocação", afirmou o chefe do centro, Jang Myong-jin, que respondeu às perguntas dos repórteres e foi categórico ao dizer que o foguete não tem fins militares.
A visita convenceu Christian Lardier, francês editor da revista Air & Cosmos, que há 38 anos escreve sobre questões espaciais e já acompanhou lançamentos de satélites na Rússia, China, EUA e Guiana Francesa. "Não há nada escondido. Não há mistério. Se eles estão fazendo um míssil, não é aqui", disse. Lardier, porém, ressaltou que há sinergia entre o uso pacífico e militar da tecnologia de foguetes. Isso significa que o lançamento poderá deixar os norte-coreanos mais próximos do desenvolvimento de mísseis de longo alcance com capacidade para transportar armas nucleares.
Os jornalistas visitaram o centro de comando da estação, o satélite e a torre de lançamento. EUA, Japão e Coreia do Sul afirmam que o disparo viola resolução do Conselho de Segurança da ONU, que proíbe a Coreia do Norte de realizar lançamentos que usem tecnologia de mísseis balísticos - os dois primeiros estágios do Unha-3 têm origem no míssil Taepodong-2.
Jang disse que a resolução do Conselho de Segurança não pode se sobrepor ao Tratado Espacial, que dá a todos os países o direito de explorar o espaço de maneira pacífica. Segundo ele, o satélite será usado para monitorar florestas, colheitas e catástrofes naturais.
A decisão da Coreia do Norte de levar adiante o lançamento do satélite levou os EUA a cancelarem a doação de 400 mil toneladas de alimentos em troca da promessa de Pyongyang de suspender o programa nuclear, incluindo os testes de mísseis.
Os norte-coreanos sustentam que o lançamento do satélite foi planejado há anos e não estava entre os compromissos assumidos na negociação. Além do possível impacto militar, o fato é visto pelo governo como uma conquista tecnológica, que deverá inflar o orgulho nacional no centenário de Kim Il-sung.
Japão e Coreia do Sul ameaçam derrubar o satélite e destruir eventuais fragmentos, caso caiam sobre seus territórios. Os ministros das Relações Exteriores dos dois países se reuniram ontem com o chanceler chinês, Yang Jiechi, para chegar a um consenso, mas, ao fim do encontro, o japonês Koichiro Gemba reconheceu que os três países não têm a mesma posição.
Apesar de estar insatisfeito com a decisão de Pyongyang, o governo de Pequim adotou um tom mais ameno. "O lado chinês está perturbado com os desenvolvimentos e encoraja os envolvidos em todos os lados, nos altos e baixos escalões, a permanecerem calmos e razoáveis", declarou Yang Jiechi.